História Querido Diario - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 3
Palavras 1.725
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Now and then there's a fool such as I am over you


Novidade da semana: 

Após Di e eu nos separarmos com muita dificuldade, obrigados por Le que dizia precisar embora de tão bêbado que nem ao menos lembrava-se de seu nome. Precisei contar toda sua vida, desde o dia em que nasceu até quando pediu Mharessa em namoro. E ele ria de cada parte da história que escutava. E Mha, claro, fazia um escândalo ao meu lado devido à falta de memória do namorado. Estava engraçado.
Voltando, sobre Di. Eu e o meu incrível poder persuasivo, convencemos Di a participar do Dancing Days. Sim, o maior concurso de dança da região. Aquele que eu participaria com Lucas. E, por questões óbvias, precisava de um novo par. Eu havia me esquecido do concurso até ser lembrada por um cartaz que faltavam apenas vinte e cinco dias. Míseros vinte e cinco dias. 
Infelizmente, eu era obrigada a concordar que Di não era o mesmo dançarino que Lu, e treiná-lo em vinte e cinco dias seria uma tarefa difícil. Mas eu confiava no potencial do garoto. Completamente. 

Ele ainda chiava um pouco quando eu comentava sobre o tal concurso, mas sempre que eu o ameaçava com um dos meus olhares assassinos totalmente convincentes, calava a boca imediatamente. 
Então hoje seria nosso primeiro ensaio, no barracão das galinhas. Di levou um radinho de pilha para lá e, se déssemos sorte, a rádio tocaria uma música que nos agradasse o suficiente para dançarmos. 
Eu estava completamente animada. Radiante, por assim dizer. Vesti um macacão jeans com uma blusinha branca por baixo e amarrei meu cabelo com duas trancinhas. Totalmente infantil, eu sei. Era o momento que me contagiava. That's All Right Mama começou a tocar e não me contive em gritar. Ela não era a música perfeita para se dançar, então resolvi nos aquecer enquanto uma mais boogie woogie não aparecia. 
Di ria compulsivamente dos passos ridículos que eu inventava. Chamei-o com o dedo e ele olhou para os lados, me ignorando totalmente. 
“É com você mesmo, Senhor Oliveira” forjei uma voz engraçada e fui em sua direção, puxando-o pela gola de sua camisa xadrez. 
Ele me pareceu totalmente desengonçado e envergonhado, o que eu achei uma graça. Envolvi seu pescoço com meus braços e passei a jogar minhas trancinhas de um lado para o outro, e movendo meus quadris que estavam sobre posse das mãos do garoto freneticamente. 
That's All Right Mama, anyway you do” Cantávamos juntos, mexendo os pés lentamente, encontrando um ritmo em que ficássemos em sincronia, não como dois marrecos desengonçados. 
Só depois que Be Bop a Lula começou a tocar, percebi que a rádio fazia um especial Elvis Presley. Nem preciso comentar o quanto amei, espero. Se somente Elvis não bastasse, Jerry Lee Lewis também arrasava meu coração. 

Perdi a conta de quantas músicas dançamos por diversão, inventando passos engraçados e desleixados, rindo um da cara patética do outro. Di me fazia ter ataques. 
Tutti-Frutti na voz do Rei começou a tocar, e apesar de amar Chuck Berry, tudo na voz de Presley ficava melhor. 
Achei que aquela seria a melhor música para dançarmos para valer. Um tom de boogie woogie perfeito, e as ideias de passos não paravam de passar por minha mente. 
Foi difícil para Di entrar no meu ritmo, entretanto. 
“Lari, eu nunca vou conseguir dançar como você” o garoto falava desanimado, enquanto eu tentava fazê-lo mexer os pés na mesma velocidade que eu. 
“Claro que consegue, Di! Vamos lá, só mais um pouquinho de esforço! ” Tentei o encorajar, dessa vez me movendo mais lentamente, para que ele pudesse memorizar os passos. “Mova seus pés dessa maneira” apontei para meus próprios pés, vendo-o tentar imitar. “ISSO! Viu como você consegue? ” Me joguei em seus braços, dando-lhe um beijo como recompensa. 
“Se eu for ganhar um beijo a cada passo que acertar, vou me esforçar mais...” disse ele com um sorrisinho maroto, recebendo um tapa em seu ombro. 
“Vamos lá, de novo” peguei em sua mão e comecei a mover meus pés rapidamente, sendo seguida por Di, que, apesar de se atrapalhar às vezes, estava indo muito bem. Ele me girou, me fazendo cair em seus braços e depois voltando a minha posição inicial, sem deixar de sapatear um segundo. 
“Desculpa dizer, Di, mas vamos arrasar” dei uma piscadela, pulando em seu colo e no chão em seguida, em um passo rápido. 


“Não é assim, Di, já te falei milhões de vezes! ” Falei um pouco exaltada, vendo o garoto sapatear de maneira errada. Eu tinha quase a absoluta certeza de que ele estava fazendo de propósito, apenas para me ver irritada. 
“Te falei que sou uma droga! ” Vi que ele tentava conter um risinho, o que me deixava ainda mais brava. Se ele queria me ver naquele estado, estava conseguindo. Bufei. 
“Vamos, mais uma vez” peguei em sua mão, girei, e comecei a sapatear. Di, após alguns segundos movendo os pés de maneira correta, pisou em minha sapatilha novamente. 
“DROGA, DI! ” Eu estava vermelha de raiva, e o garoto agora não conteve a risada, o que me irritou ainda mais. “POR QUE VOCÊ NÃO PODE LEVAR ISSO A SÉRIO? É IMPORTANTE PARA MIM! ” Eu já não controlava mais meu tom de voz e Di continuava a rir. “Lucas estaria fazendo tudo certo! ” Soltei, e me arrependi no momento seguinte que a risada de Di acabou, sendo substituída por uma expressão totalmente surpresa. 
“O que você disse? ” Ele perguntou franzindo o cenho, totalmente absorto.
“Nada, esquece. Vamos continuar” balancei a cabeça, me martirizando em pensamento. Que diabos havia me dado para dizer uma besteira daquelas? Peguei na mão de Di, o qual a afastou de mim imediatamente. 
“Não, eu faço questão que você repita! ” Seu tom de voz começou a se exaltar e eu nunca desejei tanto poder voltar no tempo. 
“ESQUECE, DI! ” Insisti, vendo seu rosto tomar uma cor vermelha, a mesma que eu possuía antes. 
“ESQUEÇO COISA NENHUMA, LARISSA! VOCÊ ESCUTOU O QUE DISSE? ” Já gritávamos um com o outro, e as galinhas ali começaram a correr desorientadas. 
“ESCUTEI, GAROTO! VOCÊ ESTÁ ERRANDO OS PASSOS DE PROPÓSITO, APENAS PARA ME IRRITAR! ” Eu já havia deixado o arrependimento de lado e o transformado em raiva. 
“VOCÊ FALOU DO LUCAS, LARISSA! DO LUCAS! ” Ele repetiu inconformado, gesticulando veemente com as mãos e me ignorando totalmente. 
“QUAL A GRAÇA EM ME VER IRRITADA, HEIN? ME DIGA, VAMOS! ” Foi minha vez de ignorá-lo, indo para cima do garoto e lhe dando alguns empurrões. 
“COMO VOCÊ TEM A CARA-DE-PAU DE MENCIONAR O NOME DELE PARA MIM? ” Ele continuava a gritar, agora se desvencilhando das minhas tentativas de estapeá-lo. Se alguém estivesse nos assistindo, provavelmente estaria gargalhando da cena. Parecíamos um casal de irmãos brigando por um controle remoto. Mas naquela hora, para mim, não havia graça alguma. 
“VOCÊ É UM IDIOTA, OLIVEIRA! ” Gritei, dando-lhe um tapa em sua face, em cheio. O galpão ficou em silêncio profundo, exceto pelas galinhas agitadas que insistiam em bater suas asas idiotas. Otárias, elas nem ao menos podiam voar! 
Di me encarou, totalmente chocado e surpreso pelo meu tapa. Pude ver a marca dos meus cinco dedos estampados em sua cara. Eu estava ofegante e preparada para mais um ataque a qualquer momento. 
O garoto veio em minha direção e eu fechei meus punhos imediatamente. Assustei-me um monte quando ele me envolveu com seus braços fortes e me beijou ferozmente. Sim, ME BEIJOU! Que problema esse garoto tinha? Estávamos no meio de uma discussão - a nossa primeira, devo frisar, eu havia lhe dado um tapa e ele agora me beijava? 

Não cedi de começo, tentando me soltar de seus braços que me deixavam imóvel. Nem ao menos abri minha boca para que pudéssemos realmente nos beijar. Entretanto, depois de um tempo vendo o quão inútil seria brigar contra seus braços fortes, me rendi aos seus encantos bipolares. 
Agarrei seu pescoço com força e pulei em seu colo, vendo-o colocar as mãos em minhas coxas em seguida. 
O garoto caminhou, cambaleando, em direção a um dos pilares que sustentavam o galpão e senti minhas costas baterem ali com força. 
Puxei seus cabelos sem dó alguma, vendo-o apertar minha cintura da mesma maneira. 
Beijávamos-nos ferozmente, como se aquele fosse ser o último momento de nossas vidas. Eu, vez ou outra, mordia seu lábio inferior apenas para escutá-lo suspirar. Di agora beijava meu pescoço, dando alguns chupões no local e me fazendo puxar cada vez mais seus cabelos. Meus olhos se fecharam imediatamente, permitindo-me sentir com mais prazer àquela carícia. 
Minhas mãos agora arranhavam seus ombros rígidos e a atenção de Di agora voltara para minha boca. Beijávamos-nos com a mesma voracidade de antes, sem ao menos nos importarmos com o barulho irritante que as aves faziam ou com o simples fato de seu pai estar em casa. 
Já ofegantes demais, fomos obrigados a nos separar em busca de um pouco de ar. Meu peito se movia rapidamente, mostrando o cansaço que aquela pequena seção me causou. Di, com lábios extremamente vermelhos, não estava diferente.
Suas mãos ainda estavam espalmadas em minhas coxas, enquanto um das minhas estava em sua nuca e a outra segurava seu rosto, na parte onde havia antes lhe atingido. 
“Podemos brigar sempre se você quiser” eu falei após conseguir um pouco de ar, ainda tendo dificuldades para respirar. Ou colocar as palavras em ordem correta. Di havia embaralhado completamente minha cabeça. Ele riu, soltando um ar pesado de suas narinas. 
“Eu adoraria brigar sempre com você” ele disse, me dando um selinho rápido. Apertei ainda mais minhas pernas em sua cintura e envolvi seu pescoço em um abraço. 
“Me desculpe por antes...” sussurrei, bem perto de seu ouvido. Depositei um leve beijo ali mesmo. Suas mãos subiram para minhas costas, apertando-me contra seu corpo. Beijou levemente meu pescoço. 
“Esquece, Lari. Eu estava errado por não levar a sério algo que você gosta tanto...” disse baixinho com a cabeça enterrada em meu pescoço. 
Direcionei meu rosto à sua boca, dando um beijo suave e demorado. Como eu gostava sentir aquele corpo colado ao meu, aquela boca colada na minha...
“É melhor continuarmos. Eu realmente quero ganhar esse concurso” me forcei a descer de seu colo, puxando-o pela mão até o meio do galpão e espantando algumas aves do local. “1, 2, 3, vai! ” 


 



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