História Querido Diário - Capítulo 13


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tava sem criatividade essa semana, por isso não postei nada antes.
Não estava apenas sem ideias, também não tive muito tempo, mas agora ta ai um cap maravis dessa fic que eu to amando escrever!

Capítulo 13 - Querido Diário - 013


03/09

 

Finalmente… Uma adulta. Acabei de acordar, ainda é cedo (para mim pelo menos); umas 7:40, por ai. Minha mãe não acordou, eu estou sentada na janela do meu quarto, com uma bela vista da cidade ainda levantando. O bom de se morar em uma cidadezinha pequena no interior é isso, apesar de “não ser tão cedo” as pessoas ainda estão acordando aos poucos, enquanto na cidades grandes seis da manhã a maioria já está de pé indo trabalhar ou estudar.

    Gosto muito daqui, apesar de estar longe de tudo onde eu cresci, aqui é aconchegante. Principalmente morando na casa antiga da minha avó. Que saudades dela… Se ela ainda estivesse viva, provavelmente seria a primeira a me dar parabéns, me ligando meia noite para não ter o risco de alguém me parabenizar antes. Ela sempre me dava algo diferente do ano anterior; nesses dois últimos anos ela me deu um colar (no aniversário de 17) e uma herança da família, parece um filtro dos sonhos (no de dezesseis). A falta que ela me faz é imensa, sinto saudades do seu abraço, da sua comida deliciosa, das conversas que nós tínhamos e até mesmo dos sermões que ela me dava. Mas por incrível que pareça minha mãe está se esforçando de verdade para eu me sentir menos sozinha aqui, pelo que parece ela não quer que eu fique tão abalada pela perda de vovó; mamãe até mesmo fez a rabanada igualzinha a dela, talvez para não nos esquecermos de alguém tão importante - algo impossível para mim.

 

 

    Decidi não ir pra escola hoje, é meu aniversário afinal. Pedi isso como presente para minha mãe, ela no começo não achou boa ideia, mas acabou cedendo no final. Então tenho o dia inteiro livre; ou quase, porque ainda tenho o trabalho, mas não importa, desde que eu não tenha que aturar aqueles seres insuportáveis, vulgo colegas de classe.

 

 

    Eu estou com uma sensação estranha. Nunca senti ela na minha vida, mas agora, aqui está ela, bem presente. Não sei, sinto que alguma coisa de muito importante vai rolar… Só não sei dizer se é boa ou ruim… Vou tentar ignorá-la. Acho que agora vou ler um pouco, e depois tomar café.

 

 

    Eu acabei de acordar… Não sei exatamente o que aconteceu, mas depois que eu desci pra tomar uma xícara de café fui para a sacada do segundo andar - ficava em uma biblioteca - e simplesmente apaguei. Levantei atordoada ainda sem entender o que estava rolando; procurei minha mãe pela casa e nada… Será que ela já foi trabalhar? Não… Ainda não deu o horário dela…

 

 

    Já estou ficando preocupada… Faz mais de uma hora que eu acordei no chão da biblioteca, e minha mãe ainda não deu sinal de vida; ela não atende o celular, já liguei no trabalho dela, e ela não está lá também. Não sei o que fazer! E pra piorar a situação, a sensação de que algo vai acontecer, mas não sei o que, está se mostrando bem presente por aqui! Aish! Meu aniversário e eu passando esse estresse, vou reclamar muito depois para minha mãe por ter sumido desse jeito.

    Tem alguém batendo na porta, quem deve ser? Ainda é cedo pra passarem aqui em casa. Já é estranho o suficiente tocarem aqui em casa, ainda mais nessas horas. Melhor eu ir lá atender.

 

Flashback On

Nora

 

    Fechei meu diário e desci as pressas para a sala e abri a porta dando de cara com a última pessoa que eu queria ver no momento - corrigindo: com a última pessoa que eu queria ver no mundo.

 

- O que você quer? - perguntei olhando para cima, fixando meu olhar ao dele.

 

- Adiantar o inevitável. - ele diz entrando na minha casa - E que mal-humor é esse hein? Onde já se viu, é seu aniversário e você ai, de cara amarrada - o homem de cabelos negros exclama se sentando no sofá.

 

    Como ele sabe que é meu aniversário?

 

- Primeiro: não estou mal-humorada, só não gostaria de ter você aqui invadindo minha casa. Segundo: quem você pensa que é pra entrar na minha casa desse jeito e ir se sentando em qualquer lugar, completamente a vontade?! E terceiro: como assim adiantar o inevitável? - falei histérica fazendo gestos com as mãos.

 

- Ei, ei… Uma coisa de cada vez okay? Primeiro: com todas as certezas do mundo você está de mal-humor. Segundo: eu já sou de casa, estive aqui várias vezes, não é problema eu entrar assim. Terceiro: o inevitável de você se juntar ao nosso lado. E quarto: pare de me chamar de ‘’você’, isso está me irritando.

 

Do que esse cara tá falando? Me juntar ao que? O que ele está fazendo aqui?!

Eu ia retrucar qualquer coisa que me aparecesse na cabeça, mas sou interrompida pela minha mãe entrando em casa desesperada e parecia muito, mas muito zangada - espero que toda essa raiva não seja de mim.

 

- O que o você pensa que está fazendo aqui?! Saia já de perto da minha filha seu monstro! - minha mãe gritava com o homem, que agora já não estava mais no sofá, e sim de pé com um sorriso debochado no rosto.

 

- Se eu fosse a Senhora, tomaria muito cuidado do que me chama, afinal sua filhinha é exatamente a mesma coisa que eu. Ops! Na verdade, ela é bem mais perigosa que eu, não é mesmo Dona Nancy?

 

- Como você ousa?... - Minha mãe parecia simplesmente indignada com as palavras vindas da pessoa misteriosa ao meu lado - misteriosa porque, afinal, não sei de onde ele veio, muito menos seu nome.

 

- Cansei de toda essa enrolação. Vamos logo Nora, vai arrumar suas coisas. Nós vamos embora. - o de cabelos negros se dirigiu a mim, parecia já sem paciência realmente. Ele subia as escadas, suponho que em direção ao meu quarto.

 

    Eu estava sem reação alguma, eu apenas via tudo com cara de bunda, sem entender merda nenhuma do que eles estavam dizendo

 

- Vamos logo Nora! - o ‘garoto’ gritou lá de cima, depois do meu cérebro voltar a mandar os comandos ao meu corpo eu finalmente me movi, lentamente, em direção as escadas.

 

- Você não vai à lugar algum Nora! - minha mãe gritou comigo, rapidamente me virei em sua direção, ainda sem expressão alguma no rosto, tentando raciocinar tudo o que estava acontecendo.

 

- Eu, ahm… - não conseguia dizer nem mesmo nenhuma palavra.

 

- Mas que droga Nora! Você quer me irritar mais ainda? Se eu descer até ai pra te puxar aqui para cima você não vai gostar. - eu subi freneticamente as escadas dando de cara com aquele chato.

 

- Alguém pode por favor me explicar o que está acontecendo?! Para onde eu tenho que ir? Por que devo fazer as malas? Como minha mãe te conhece? - fiz uma pergunta atrás da outra, sem dar tempo dele me responder.

 

- Te explico tudo no caminho, okay? Mas nós não temos tempo agora! Anda logo! - diz ele entrando em meu quarto pegando uma mala e jogando todas as minhas roupas lá dentro. Não demorou muito para que o guarda roupas estivesse vazio e minha mala estivesse fechada.

 

- Agora vamos. - fala enquanto me puxa pelas escadas indo em direção à porta. Quando ele estava prestes a abrir a porta foi interrompido pela minha mãe, que estava com um ódio exalando dela.

 

- Você não vai para lugar algum com a minha filha, Leonard.

 


Notas Finais


Ahhh finalmente falei o nom edele.
Espero muito que tenham gostado desse capítulo
Bessus seus viadinhos <3


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