História Questão de Escolha - Capítulo 10


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Categorias Batman, Ben Affleck, Esquadrão Suicida, Injustice: Gods Among Us, Jared Leto, Margot Robbie
Personagens Ben Affleck, Bruce Wayne (Batman), Comissário James "Jim" Gordon, Coringa (Jack Napier), Harleen Frances Quinzel / Harley Quinn (Arlequina), Jared Leto, Margot Robbie, Oswald Chesterfield Cobblepot (Pinguim), Pamela Lillian Isley, Personagens Originais, Selina Kyle (Mulher-Gato)
Tags Arlequina, Batman, Coringa, Dc Comics, Dceu, Esquadrão Suicida, Harley Quinn, Joker
Exibições 47
Palavras 1.906
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


FINALMENTE VOLTEI! AEEEEEHOOO!
Até que enfim né gente?
Esse cap tá saindo do forno.
Espero que gostem!

Capítulo 10 - Bailarina Quebrada


No caminho para a escola naquela manhã chuvosa minha tia ainda parecia meio perdida, quase não falou nada comigo e continuava a responder com uma ou duas frases.

-Eu e a Melanie vamos ir em uma loja de decoração hoje a tarde. -Continuei olhando meu celular pra disfarçar. -Posso usar meu cartão?

-Claro, querida. -Sorriu.

-O que você tem?

-Nada, estou bem. -Me olhou rapidamente. -Vai comprar um papel de parede?

-Talvez sim, se eu encontrar. -Balancei a cabeça. -Não mude o assunto, você está estranha. Distante. 

-Estou cansada.

-Faz dias que está cansada. -Bufei. -Fala comigo, está trabalhando demais?

-São só algumas horas a mais. -Suspirou. -Nada que tenha que se preocupar, vou melhorar logo.

-Espero que sim. -Sorri. -Não aguento ver você assim.

Aproveitando um trecho sem movimento nas ruas ela segurou minha mão, eu apertei em resposta.

Chegando na escola fui direto para a sala de aula eu teria aula de Biologia. 

Entrando na sala encontrei Claire sentada em umas das primeiras mesas duplas. Eu só tinha duas opções, ou me sentava com ela ou com um menino no fundo. Ele era mal encarado demais, na verdade Claire também estava assim.

-Posso sentar aqui? -Perguntei pra ela.

Seus olhos me encararam com raiva.

-A vontade. -Respondeu voltando a desenhar.

Me ajeitei. 

Espiei o desenho que ela estava fazendo. 

-O que está desenhando?

-Nada. 

-Claire, me desculpa. -Lamentei. -É sério, sei que está brava, isso é bem claro, mas será que podemos continuar sendo amigas?

-Eu não quero ser sua amiga. 

-Então pelo menos olhe pra mim quando eu falar.

Ela levantou a cabeça para me encarar, o deboche era bem perceptível.

-Eu estava em um surto, está bem? -Respirei fundo. -Depois de um surto eu geralmente não raciocino direito. Preciso ficar quieta, tomar um banho quente e ouvir alguma música. E vamos dizer que eu não pude fazer isso naquela hora, minha mente estava cheia, então você me beijar só meio que piorou tudo, foi mais uma coisa inesperada pra minha vida. Consegue entender isso?

Um momento de silêncio.

-Olha, eu entendo. -Suspirou. -Mas eu achei que te beijar ajudaria. 

-Não ajudou, desculpe. 

-Eu gosto de você. -A expressão mudou, parecia que ela sentia alguma dor. -É prematuro mas é uma certeza. Mesmo que eu não possa te ter.

-Por que eu sou sua amiga.

-Não é por isso. -Abaixou a cabeça.

-Então o que é?

Claire abriu a boca pra falar alguma coisa, mas o sinal soou. A professora entrou na sala logo depois. Impedindo que qualquer barulho se instalasse na sala.

O clima ficou estranho durante as duas aulas. Mas me esforcei para mostrar para Claire que eu não estava brava, e que queria tentar ser amiga dela ainda.

-Se quiser ir comigo e Melanie, vamos em uma loja de decoração hoje a tarde pra procurar algumas coisas legais, você é uma artista, deve entender melhor disso.

-Eu faço desenhos, não decorações. -Respondeu. 

Bufei e revirei os olhos irritada.

Empurrei ela pro banheiro.

-Já chega! -Gritei. Enquanto empurrei Claire contra a pia. -Essa sua birra é muito infantil, eu já disse que não quero namorar com você. Aquele beijo foi uma experiencia interessante, no entanto eu não estou disposta a namorar ninguém agora. Será que consegue compreender isso ou vou precisar desenhar?

Ela me olhou por alguns segundos. Assustada pela minha explosão repentina.

-Nunca falou assim. -Disse.

-Por que estou cansada de ficar ouvindo frases curtas comigo. -Aumentei mais a minha voz. -Isso sempre acontece quando eu faço alguma merda, mas dessa vez eu não fiz nada, você deveria saber que eu estou em terapia, deveria estar me ajudando, tentando me acalmar. E não fazendo birra como uma criança que perdeu um doce! Está claro pra você?

-Sim. -Respondeu. Encrespando o cenho. -Pode soltar meus pulsos?

Só então havia notado que estava apertando eles a ponto de ficarem vermelhos.

Soltei rapidamente. Me afastei dela, fiquei de frente para o espelho. 

-Já tenho muitos problemas, Claire. -Suspirei. -Não se torne mais um. Não quero te machucar.

-Não se preocupe comigo. -Pegou a bolsa. -Vejo você por aí.

Antes que eu protestasse ela saiu.

Fechei os olhos por um momento.

Eu tinha que parar com essas mudanças de humor. Alguma hora isso iria me encrencar.

Peguei minha mochila e saí rapidamente, andando com passos fortes e rápidos.

Não consegui me concentrar em nenhuma matéria.

Nem mesmo havia notado que Melanie não tinha aparecido na aula de educação física. Pelo o que havia notado ela não apareceu na escola.

Ao fim do das aulas eu vi Claire indo direto para um carro todo preto, deveria ser sua mãe.

Me preparei para ir andando, mas nos primeiros passos avistei o carro de Melanie. Ela buzinava e acenava ao mesmo tempo.

Ao entrar no carro olhei pra ela.

-O que foi?

-Por que não veio hoje? -Perguntei cruzando os braços.

-Foi pela festa de sexta-feira. -Deu partida no carro rindo. -Meu pai passou o dia falando com o chefe dele e eu não consegui sair de casa.

-Ainda não entendo esse medo que você tem. -Balancei a cabeça. -Se ele quer investir em Gotham deve ser bem ingenuo, não?

-De ingenuo ele não tem nada, meu amor. -Sorriu de lado. -Ele é tudo que eu quero bem longe de mim.

-Ainda acho um exagero. -Conclui. -Vamos até a loja?

-Claro. -Ligou o rádio. -Eu vim de carro justamente por isso.

Soltei um riso.

Ao chegar na loja Melanie se dirigiu diretamente para a sessão de almofadas.

A loja não era tão grande, mas também não tão pequena. Estava praticamente vazia, com toda certeza por se tratar de uma área do Coringa, e isso me deixava nervosa. Se pertencia a ele, nada nos mantinha segura ali.

-Melanie? -Gritei pelos corredores. Ela havia sumido de repente. -Melanie!

-O que acha dessa? 

Levei um pequeno susto quando ela surgiu na minha frente. Segurava uma almofada rosa claro.

-Combina com você. -Falei ainda tentando respirar normalmente. -Mas já não tem muitas almofadas?

-Algumas a mais não faz mal. -Me puxou pelo braço. -Você precisa de algumas também!

Andamos por vários minutos. Eu encontrei poucas coisas que me agradavam, diferente de Melanie que parecia querer levar a loja com ela.

Nos separamos por alguns momentos. Ela disse que precisa ver os tapetes, eu queria ver alguns objetos de bailarina.

Quando avistei uma caixinha de música com uma bailarina pequena me dirigi até ela para pegá-la. Alguém queria pegar aquela mesma caixinha e nossas mãos se trombaram. 

-Desculpa. -Falei me virando para a pessoa.

Reconhecendo o rosto meu corpo inteiro paralisou.

-Eu pego outra. -A mulher parou quando me viu também. 

Era ela, Arlequina em pessoa. 

Estava acompanhada de um brutamontes alto e forte. 

Vestia um vestido curto, vermelho e bem decotado.

Depois de alguns segundos ela sorriu.

-Eu gosto dessas caixinhas com bailarinas. -Falou.

-E-eu também. -Sorri nervosa. Tentei disfarçar, não a conhecia muito bem mas sabia que era perigosa, tanto quanto seu namorado. -Eu vou procurar outra.

-Não que isso, pode pegar essa. -Me deu a caixinha na mão. -Eu não sou fã de Lago dos Cisnes mesmo.

Só então notei que a musica final do espetáculo estava tocando.

Devolvi a caixa a prateleira.

-Eu também não sou muito fã disso. -Senti minhas mãos suarem. 

-Está nervosa? -Inclinou a cabeça levemente para a esquerda.

-E-eu tenho ansiedade. -Gaguejei. -Estou sempre nervosa.

Riu rapidamente.

-Sem problemas. -Procurou na prateleira outra caixinha. Pegou uma branca e a abriu. Estava tocando a música do cisne branco. -Essa é a música do cisne branco?

-Sim, é sim.

-Eu gosto dessa. -Sorriu. -Apesar de preferir o cisne negro. -Me entregou a caixinha. -Fique com esta. Acho que combina com você.

-Obrigada. -Forcei um sorriso.

-Não por isso. -O sorriso se alargou. Olhou para o brutamontes rapidamente. -Vamos indo Rocco. Até mais lindinha.

-Até mais. -Não me virei para ver onde ela foi. -Apenas fiquei segurando a caixinha.

-Lucy achei um tapete ótimo pro seu quarto! -Ao me ver parada Melanie ficou séria. -Tudo bem?

-E-ela está aqui. -Falei.

-Quem está aqui? -Se aproximou preocupada.

-A Arlequina. -Olhei a caixinha e depois olhei para Melanie. -Ela me deu essa caixinha.

-Mentira. -Me olhou desconfiada. -Onde ela está?

Olhei pela loja.

Avistei Arlequina perto das molduras para quadros.

Melanie conseguiu ver ela também.

-É sério que ela te deu a caixinha?

-Não deu. -Corregi. -Ela sugeriu que eu levasse, disse que combina comigo.

-Meu deus. -Começou a rir. -Você falou com ela? 

-Obviamente. 

-Que maneiro!

-Não foi maneiro! -Abaixei a voz, com medo que Arlequina ouvisse. -Não foi maneiro, ela me dá calafrios.

-Por isso mesmo foi maneiro!

Revirei os olhos.

Ficamos mais um tempo na loja. Quando a "Rainha de Gotham" saiu eu pedi para Melanie para irmos embora, não me sentia tão confortável naquela loja, ainda mais depois do que aconteceu.

-Só isso meninas? -Uma moça nos atendia no caixa. Era jovem e tinha traços orientais. 

-E essa caixinha. -Coloquei-a no balcão.

-A Srta. Quinn já pagou por ela. -Sorriu.

-Como assim? -Melanie começou a rir.

Eu me mantive calada, confusa.

-Ela pagou mesmo? -Perguntei.

-Sim. -Olhou para a caixinha. -Posso colocar em uma embalagem?

-Sim, por favor. -Depois que a moça foi para os fundos eu olhei para Melanie. -O que está acontecendo?

-Também não entendi. -Continuou rindo. -Espero que não tenha feito nada errado. Ou o presente significa a sua morte.

-Para com isso! -Bati levemente em seu ombro.

Pegamos tudo e saímos da loja.

Melanie me deixou em casa. Combinamos de ela me ligar a noite para terminar de combinar tudo para a festa.

Não tive muito tempo para descansar.

Logo que entrei em casa meu celular começou a tocar.

-Alô? -Soltei as sacolas cuidadosamente. 

-Alô, Lucy Timm? -Uma voz feminina estava do outro lado da linha.

-É ela. -Me sentei no sofá. -Quem é?

-Eu sou a secretária do Dr.Hill. -Começou. -Estou ligando para confirmar uma próxima visita.

Tão cedo?

-Ah, sim. -Me ajeitei. -Quando seria?

-Na próxima segunda-feira. -Pareceu digitar alguma coisa. -As quinze horas.

-Tudo bem, estarei aí. -Suspirei. -Obrigada.

-Eu que agradeço. -Desligou.

Estranhei ele me chamar novamente tão rápido. 

Mas desconsiderei, sabendo que ele ainda estava me analisando.

Peguei as sacolas e subi para meu quarto.

Comecei a colocar o que consegui no lugar.

Por conta dos remédios eu quase não conseguia fazer coisas simples, me sentia sonolenta sempre que tentava.

Ao terminar me sentei na cama.

Olhei ao redor.

A caixinha branca estava no meu criado mudo.

Peguei ela e abri devagar, ouvindo a música e vendo a bailarina girar.

Involuntariamente meus pensamentos dos meus treinos e aulas de balé vieram na minha mente.

Comecei a seguir o ritmo com meus pés, imitando os passos que fazia naquela época.

Me levantei, deixando a caixinha tocando.

Segui a música com os passos que lembrava.

Sem forçar meus pés fiquei na meia ponta. 

Comecei a girar algumas vezes, me sentindo feliz por finalmente conseguir dar alguns passos sem meus pés travarem.

Fiquei de costas para a porta, me segurei na cabeceira da cama.

Ousei tentar ficar na ponta.

E consegui, sorri instantaneamente.

Me virei para continuar dançando.

Mas um vulto fez eu perder meu equilíbrio.

Caí de joelhos.

Olhei para a porta tentando ver o que era o vulto mas já havia sumido.

Senti minha garganta apertar, um aperto no peito.

Logo as lágrimas começaram a cair.

Por mais que eu tentasse, eu ainda seria uma bailarina quebrada.


Notas Finais


O que acharam?
Esse é o fim do começo da fic!
Vamos para o meio!
~Beijinhos Venenosos!


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