História Questão de tempo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shadowhunters
Tags Malec
Visualizações 41
Palavras 3.010
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Resquícios


Se um jacaré e um sapo tivessem um filho, com certeza a aparência seria a daquele demônio. Ele tinha um corpo esverdeado, escamoso e coberto de muco que movimentava rapidamente com as pernas grossas enquanto os quatro olhos meio vesgos pareciam seguir Alec e os outros shadowhunters que o acompanhavam ao mesmo tempo, prevendo os ataques de todos os lados. Não falava, só soltava um grito esganiçado e uns chiados agressivos, além de cuspir uma gosma amarelada venenosa que todos evitavam a todo custo.

 As coisas não iam muito bem para os nephilins, pois apesar de não ser um demônio maior, era com certeza um bem forte e determinado que não dava muito espaço para que se aproximassem dele corretamente. Naquele momento ele sentiu falta do chicote de Isabelle que com seria muito útil naquela batalha ou da agilidade de Jace que não encontraria problemas para chegar perto sem ser visto.

– Alec, atrás de você – Gritou um rapaz ruivo.

O demônio encarava o Lightwood com cada um de seus olhos cheio de remelas, seu lábio superior deu uma leve tremida, indicando que se preparava cuspir uma rajada de veneno. Pode não ter sido a coisa mais perigosa que Alec enfrentara em vida, mas com toda certeza era a mais nojenta e fedida até agora.

Aproveitou da rápida brecha que o demônio deu em sua defesa, Alec se virou e pegou uma lâmina serafim presa na bainha da calça e enfiou no estômago da criatura que cambaleou para trás. Apesar da dor, o demônio achou forças não só para tirar a lâmina de seu corpo, surpreendendo a todos, afinal não era do tipo que tomava decisões racionais, mas também para jogar o Lightwood com toda a força no asfalto quente, abrindo um rasgo enorme na manga de sua camisa e uma ferida sangrenta na pele, fazendo-o gemer de dor

– Merda – Murmurou enquanto via o sangue escorrer.

Ativou uma runa de força e se levantou rapidamente. Ele tinha perdido alguns segundos da batalha, mas percebeu que alguém tinha acertado um dos calcanhares do monstro com uma lâmina. Aproveitou-se da falta de equilíbrio do adversário e do poder recém adquirido e foi correndo até o monstro que cambaleava acertando-lhe um chute logo abaixo de onde o acertara há poucos segundos, jogando-o em uma parede de tijolos. Sem dar tempo dele se levantar, o Lightwood pegou uma adaga e apunhalou o peito do outro, matando-o de vez.

 – Aquilo foi incrível! – Elogiou uma das garotas.

Todos prosseguiram com elogios que Alec não retribuiu, apenas agradeceu com um ‘’ obrigado’’ sério. Fazia uma semana que começara a sair em missão com outros shadowhunters se não Clary e seus irmãos e ele podia dizer que estava sendo ótimo até agora. Não que ele tivesse deixado de trabalhar com Izzy e Jace, longe disso, contudo sem o medo de que seus irmãos se machucassem ele podia se concentrar em lutar ao invés de proteger e era disso que ele precisava agora, fora o fato que ele estava evitando ter uma conversa sobre seu recente término com Magnus.

O arqueiro nunca tinha se dado muito bem com os outros nephilins, contudo desde que ficara solteiro tinha disso mais fácil lidar com os demais, principalmente por ter deixado de ser ‘’ o namorado de um submundano’’.

 – Já está tarde, devíamos voltar para o instituto – Disse a outra garota e todos concordaram.

A noite já tomava conta da cidade de Nova York, o sol já havia se posto e a cidade que nunca dorme estava cheia de luzes de placas, faróis de carros, sinaleiros e postes públicos, a lua cheia brilhava no céu e um deles resmungou algo sobre lobisomens poderem causar problemas com certo tom de nojo na voz ao mencionar a espécie, ninguém o censurou.

 – Hey, você não devia fazer um Iratze nesse machucado?

O mesmo rapaz de antes apontou então para a ferida que ganhara há pouco na batalha.

 – Chegando o instituto eu faço.

Era a terceira missão para qual Alec saía aquele dia. Ele estava cansado, com a visão meio turva e sentia que podia desmaiar logo e apenas por não poder mais ignorar seu estado que ele voltava para o instituto. Ele estava com toda a adrenalina possível correndo por suas veias, queria lutar mais, até a exaustão completa, até não poder mais mexer um músculo sequer para desenhar um iratze e não ter nenhuma opção além de sentir a dor em sua plenitude.

Pisar no instituto era estar sob a constante ameaça de ser capturado em uma conversa emocional sem escapatória. Ele não precisava de nada daquilo.

 – ALEC! – Gritou Isabelle autoritária – Pelo anjo, onde você estava?

– Missão – Respondeu sem mais enrolação.

– Eu olhei seus registros, você foi a três missões só hoje – Falou preocupada – Saiu com a novata para caçar um grupo de renegados, prendeu um vampiro sozinho e agora foi com as gêmeas e o Mark atrás de um demônio.

O primogênito deu um longo suspiro. Ele sabia que não deveria ter voltado tão cedo para o instituto.

– O que você quer que eu diga, Izzy? Eu sou um shadowhunter, é o que eu faço.

– Nosso trabalho é proteger os mundanos e os acordos, não cometer suicídio! Quando foi a última vez que teve mais de quatro horas de sono? Ou comeu uma refeição decente?

– Eu acionei uma runa de nutrição hoje a tarde.

– Você sabe que o efeito delas é temporário.

O primogênito não respondeu, apenas foi andando para o quarto deixando sua irmã preocupada para trás. Fazia duas semanas que Alec e Magnus tinham terminado e seu irmão estava assim desde então, vivendo de mínimos, comendo o mínimo, dormindo o mínimo e falando ao mínimo, não sorria, não se divertia e apenas treinava e lutava.

 Por que Alec tinha tanto medo dos próprios sentimentos? Por que ele não podia simplesmente chorar e deixar que os demais o consolem? Por que ele precisa remoer tudo e deixa-la de fora como se ela não se afetasse pelo estado dele também? Por que ele não a deixava ser uma irmã de verdade?

 – Precisamos fazer alguma coisa, ele vai acabar se matando.

 – Acha que eu não sei? – Perguntou Jace – Fica pior a cada dia, só não sei o que podemos fazer.

 – Ele não me escuta, talvez ouça o parabatai.

 – Eu posso tentar falar com ele, mas o estado que ele está eu não acho que vai ajudar muito.

Alec estava em seu quarto, deitado nos lençóis azuis claro sem estampa, encarando a parede branca vazia, os poucos móveis sem cor e uma pequena pilha de roupas pretas jogadas no canto. Qualquer um que olhasse aquele lugar de cores neutras sem o menor sinal de personalidade jamais pensaria que pertence a um adolescente. O instituto podia ser parecido com uma casa, mas não era seu lar, havia várias outras pessoas entrando e saindo sempre, era cheio de armas e ameaças, não nada que remotamente o fizesse dizer ‘’ é aqui que eu pertenço’’.

Ele se sentia bem no apartamento do feiticeiro como nunca se sentiu em nenhum outro lugar. Cada coisa ali mostrava um pouquinho de quem era Magnus Bane e ele amava aquilo, amava o glitter espalhado pelo quarto, os móveis caros, os objetos excêntricos que conseguira durante suas aventuras, as roupas coloridas contrastando com a pele morena, o cheiro do perfume dele em todo lugar.

E cada passo que dava no instituto parecia lhe fazer mal, cada vez que dormia em sua cama fria acordava com falta da cama do ex-namorado, como se seu corpo soubesse que estava no lugar errado. Seu lugar não era ali, era em casa e isso não significava um instituto frio ou um apartamento bem decorado no Brooklyn, significava Magnus.

Seu lugar era com Magnus.

 – Posso entrar? – Perguntou Jace do outro lado da porta.

Alec não respondeu e o Herondale tomou isso como um ‘’ sim’’.

 – Jace, eu realmente não estou afim de...

 – Eu sei – Interrompeu o amigo – Vim apenas te trazer isso.

Ele colocou uma tigela de macarrão instantâneo na cômoda de Alec e olhou bem para ele. Era óbvio que ele tinha perdido peso e suas olheiras estavam enormes, contudo não disse nada. Jace não sabia como funcionava para os outros parabatais, provavelmente muitos gostavam de contar tudo um para o outro, mas ele e Alec não eram assim. Não pressionavam o outro a falar o que não queria, não contavam muitas coisas um para o outro e sempre esteve tudo bem assim, mesmo em silencio eles se entendiam, contudo era a primeira vez que Alec agia assim.

 – Vou deixar isso aqui, apenas coma um pouco.

Ele fez o caminho de volta até a porta quase saindo do cômodo quando se virou para o irmão deitado na cama.

 – Sabe, quando você decidiu fazer isso – Levantou a camisa mostrando a runa parabatai – Tornou impossível para você esconder suas dores de mim, eu sinto elas também. Não adianta se fazer de forte para mim.

Ele saiu. Alec pensou que Jace era última pessoa do mundo que podia dizer tais coisas, afinal ele mesmo vivia se fazendo de inatingível.

 – Hipócrita.

Tirou a roupas sujas e foi até o chuveiro para um banho rápido, voltou para o quarto e deu algumas colheradas rápidas no macarrão. Enquanto comia resolver verificar o celular.

Sem novas mensagens

3 Chamadas perdidas de Izzy.

Perdeu o apetite quando percebeu que Magnus não tinha respondido sua última mensagem. Deve ter mandado umas mil nas últimas semanas já que Magnus não atendia suas ligações, todas sem resposta, o feiticeiro o ignorava completamente. Estava decidido, ele não se humilharia mais, mostraria que tem um pouco de orgulho. Mas seus dedos se mexiam sozinhos enquanto digitavam para o feiticeiro o sua mente pensava.

Sinto sua falta

Enviar?

Sim.

Parabéns Alec Lightwood, você atingiu um novo nível da arte de ser trouxa

Enquanto isso, no apartamento de Magnus as coisas tomavam um rumo diferente.

– Díos, isto está uma bagunça – Reclamou Raphael.

O vampiro acabar de entrar no quarto do amigo que revirava o guarda-roupa de cima abaixo jogando algumas coisas na cama e no chão. Algumas camisas pretas velhas, algumas desbotadas ou furadas, duas calças jeans, meias, um par de botas de couro, umas armas pequenas, uma escova de dentes vermelha, um livro de latim, um relógio barato e algo que parecia ser uma espécie de amuleto chinês, Raphael soube na hora que nenhuma daquelas coisas era de seu amigo.

 – Santiago, que bom que você chegou – Disse com um sorriso falso – Preciso que me leve algumas coisas para o Alexander no instituto para mim.

Raphael deu um longo suspiro, por que Magnus nunca chamava Catarina para as coisas desse tipo?

 – Por que isso agora?

– Bem, nós terminamos há um tempo e eu ainda não devolvi as coisas que ele esqueceu aqui – Falou tentando não parecer triste – Eu preciso devolver em alguma hora, não é?

Ele deu uma boa olhada em todos os objetos. Magnus sempre foi apaixonado por coisas de marcas caras e objetos deslumbrantes, ele não entendia como seu relacionamento com o shadowhunter funcionava. Mas é claro que ele não reclamava, ele viu pessoalmente o jeito que Alec cuidava da irmã e ficou feliz de que alguém assim se preocupava com Magnus de verdade e estava certo que Ragnor também ficaria.

– Não me parece que ele esqueceu tudo isso aqui.

 – O que você quer dizer?

 – Não se faça de sonso, Bane – Ordenou enquanto sentava na cama – Ele tinha uma escova de dentes aqui. O garoto estava se mudando para cá aos poucos e você não estava reclamando.

Magnus deu um sorriso singelo.

 – Eu amava tê-lo aqui – Deu uma pequena risadinha – Odiava sempre que aquele telefone tocava avisando que ele precisava voltar para o instituto.

Era a mais pura verdade, o feiticeiro amava viver com Alec. Amava dormir com ele e acordar ao seu lado todas as manhãs, o cheiro de café que o namorado trazia para ele na cama toda manhã, de passar sua maquiagem enquanto o outro o encarava fascinado como se olhasse a coisa mais preciosa do mundo, das conversas na madrugada, dos filmes que assistiam enquanto jantavam no sofá, de beijar na varanda sob a luz da lua, do carinho que o shadowhunter fazia em seus cabelos para que adormecesse, da risada sonora e do olhar apaixonado que Alec dava exclusivamente para ele.

 – Era tão divertido assistir filmes mundanos com ele, estava sempre reclamando da falta de sentido e realismo, dos roteiros e das piadas ruins – Sorriu mais ainda.

 – Viu? Você ainda baba por ele de uma forma nojenta e Valentim não é mais uma ameaça há dias, eu espero – Falou o vampiro – Por que não podem simplesmente voltar?

 – Porque eu não me sinto pronto para isso, ele mentiu para mim – Disse sério – Você, mais que ninguém, sabe como isso me atinge.

Raphael jamais esqueceria como o amigo se ressentira pelas mentiras de Camille, como aquilo tinha quase matado o indonésio e como ele faria tudo para não ter seu coração partido assim.

 – Alec não é Camille.

Magnus sabia que Alec não era como a vampira. Ele era um guerreiro protetor que lutava pelos que amava, que lhe afagava os cabelos e jurava seu amor, que lhe chamava de lindo e cuidava dele, já ela era uma mulher traiçoeira que só se preocupava consigo e que brincava com seu coração, que o via como uma posse. Nem de longe poderia ofender Alec comprando-o com Camille.

– Não mesmo, Alec foi uma das pessoas mais gentis que conheci – Admitiu dobrando uma das camisas de seu ex-namorado – Só que ele ainda pode me machucar, mesmo que sem querer, e eu não quero passar por isso novamente.

 – Está mentido para mim – Acusou – Eu acho, não, eu sei que tem algo nessa história que você não quer me contar.

Se estabeleceu um período de silencio breve. Graças a audição poderosa, Raphael conseguiu ouvir o coração de Magnus acelerar rapidamente, conseguindo assim a certeza que tinha mais coisas nesse término que o outro escondia. Magnus tentou se recompor e deu um sorriso amarelo.

 – Então, quando pode levar isso para mim?  – Questionou em tom simpático.

– Não vou até o instituto para isso – Declarou o latino – Não sou seu menino de entregas.

– Eu sei que vocês não estão nos melhores termos desde a coisa do yin fen, mas...

– Eu e o Lightwood estamos muito bem, Magnus – Interrompeu – Já pedi desculpas e ele agradeceu por não ter cedido quando Isabelle foi atrás de mim.

 – Então não vai me fazer esse favor por preguiça? Sinceramente Raph – Falou jogando um outro livro na pilha – Pensei que fossemos mais amigos que isso.

 – Eu não vou fazer isso porque essa situação toda está ridícula – Opinou grosseiramente – Você tem evitado os filhos de Raziel como se eles tivessem alguma doença, não responde nenhuma das mensagens que ele te mandou e ignora a ligação. Está com medo de encontra-lo.

 – Santiago, você não tem muita experiência em relacionamentos, mas...

 – Sou assexual, não burro – Interrompeu novamente – Você ainda o ama está com medo de falar com ele. Eu sou o chefe do clã de vampiros de Nova York e não tenho tempo para lidar com seus dramas.

 – Você podia pelo menos fingir ter sensibilidade pelos sentimentos alheios?

 – Se queria sensibilidade deveria chamar Catarina.

 – Ela estava ocupada no hospital – Disse desanimado.

 – Eu tenho que ir, não me chame de novo se for para bancar o covarde e mentir para mim – Ordenou autoritário.

O vampiro deixou o apartamento a passos rápidos e silenciosos típicos de sua espécie. Magnus esqueceu a pilha de coisas por um minuto e resolveu abrir uma garrafa de whisky para afogar as mágoas.

 – Como passei de alto feiticeiro do Brooklyn para um covarde? – Perguntou para si mesmo enquanto dava um gole.

Raphael estava puramente certo e o feiticeiro sabia, afinal essa era a vantagem de se ter o latino por perto, ele sempre dizia o que deveria ser dito, mesmo que fosse cruel. Pegou uma regata preta que pertencia a Alec e colocou em seu colo lembrando de como ela destacava seus músculos e faziam um contraste com a pele branca.

 – Nephilim estúpido.

Ele não entendia o ponto de devolver as coisas de Alec para se livrar das memórias, afinal tudo naquele apartamento tinha o cheiro do shadowhunter agora. A caneca na qual ele tomava café, os livros de magia que leu por curiosidade, as sombras e delineadores que ele via o namorado passar, o lado esquerdo da cama onde costumava dormir, a camisa azul de seda de Magnus que ele dizia ser sexy, os discos que ouviram juntos.

Nada naquele lugar era só dele, eram de Alec também agora. Ele só precisava estalar os dedos e pronto, teria canecas novas, livros novos, camisas novas. Nada mais lembraria o outro, seria tudo novo e dele.

Mas quem disse que ele queria esquecer?

– Alexander, o que você fez comigo?

Se Alec tivesse lá, talvez tivesse respondido. O celular tocou anunciando uma mensagem nova e, com os dedos esmaltados de preto, Magnus abriu e viu ser do shadowhunter.

Sinto sua falta – Alexander.

Mais uma mensagem do outro. Por que ele simplesmente não podia simplesmente seguir em frente? Talvez pelo mesmo motivo que o feiticeiro.

– Seja forte, Magnus – Disse a si mesmo – Não se atreva a responder.

Alec mandara diversas mensagens desde o término. Ele não respondeu nenhuma, mas também não quis apaga-las. Ficava lendo-as enquanto bebia, remoendo os sentimentos, se torturando, se castigando, sem dar um fim definitivo ou ir atrás do outro.

Eu deixei o açúcar no armário da direita, só quis avisar – Alexander.

Como se ele, sendo um feiticeiro, precisasse se preocupar em achar o açúcar. Deu um gole.

Eu deixei minhas botas aí? Não consigo acha-las – Alexander. 

É claro que estão aqui, onde mais estariam? E bebeu mais um.

Está uma noite bonita – Alexander.

E outro.

Eu preciso saber, você já está vendo outras pessoas? – Alexander.

Como se ele conseguisse. Essa pediu por mais cinco goles.

Você ainda me ama? – Alexander.

 –  Mais que você imagina – Respondeu verbalmente.

Virou a garrafa.

 Adormeceu ali mesmo, com a garrafa vazia em mãos, sem se preocupar em tirar a maquiagem do rosto ou largar a regata.


Notas Finais


Eaí? O que acharam?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...