História Química - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Criminal Minds
Exibições 145
Palavras 1.193
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Capitulo bem pequenininho, Sorry!
Um beijão para ~ChullaQueen, que favoritou!

Capítulo 7 - Sete


Fanfic / Fanfiction Química - Capítulo 7 - Sete

O clima gélido e a névoa sutil contribuíam para as bochechas já naturalmente ruborizadas de Violetta se destacarem mais ainda entre o ambiente esbranquiçado presente. 

Virgínia era fria, mas não tanto quanto Minnessota. Era um intermediário entre o seco e frio, e o sabor de cookies recém saídos da fornada de sua avó inglesa e o chá fervendo salivavam na mente de Violetta. Sentia falta de como tudo era antes dele, onde a união da família ainda não havia conhecido a tristeza e o vício.

Sentiu seus cabelos balançarem em cima do capuz de sua jaqueta pela movimentação próxima e se afastou. Odiava muitas pessoas por pouco metro quadrado, talvez por ser ruim com pessoas, mas de qualquer forma, sendo qual for, não gostava. Exceto por crianças, claro.

Os números passando sobre os letreiros chamavam sua atenção, enquanto a mesma era dividida por anúncios de voos e reencontros. Sorriu e sentiu os olhos úmidos ao ver um homem forte com a farda que reconheceu ser da marinha se encontrando com uma mulher parda linda, com os graciosos cachos afros dançando sobre os ombros o abraçando com força. 

Sentiu uma leve pressão na região entre o pescoço e sua artéria e os ombros, girando os calcanhares e tendo a mesma reação da mulher até então próxima a si. 

Inalou o mesmo cheiro de meses atrás, amadeirado, atrativo e refrescante. O cabelo estava maior, notou isso. Sorriu para Spencer e sentiu seus narizes se tocarem levemente, fazendo a corrente elétrica gerada ser intensa o suficiente para separa-los. 

-Senti sua falta! 

Sentiu os dedos grossos do mesmo secarem suas bochechas com delicadeza e beijar o topo de sua cabeça com ternura, o olhou e sorriu. Ele sempre era assim, um cavalheiro, com qualquer uma. Planejavam isso a muito tempo, e mesmo que se sentisse boba, a surpresa por estar chorando pelo reencontro predominou sobre a sensação da bobeira. O olhar de Spencer brilhava. Finalmente ela estava aqui. A única de seu mundo, tão igual a ele, tão dele.

Apenas levantou a alça metalizada de sua mala de rodinhas, entrelaçou seus dedos aos dele, mesmo achando a situação nova e estranha, e apenas sorriu, sorriu largo, sorriu de verdade, com genuinidade e sinceridade. Spencer correspondeu, sabia que ela não precisava dizer o que era também, óbvio. Também estava sedenta em saudades.

Os dedos em toque aqueciam suas mãos, mas não era a única parte de seu corpo assim. O coração estava, também, quente. Sentiu tanta falta assim?  

O fitou e mostrou as covinhas em mais um sorriso, percebeu que Spencer antes de sorrir formava um encantador biquinho. Ele não era o único que analisava manias, pelo visto... 

Lembrou do paciente que havia cuidado, Ben. Ele por si só descobriu que era adotado, pela covinha no queixo. É algo hereditário, de pai para filho. Genético. Único. Lembrou que tinha uma igual, e em seguida lembrou da de Spencer. Não podia negar que achava um charme o modo que ele à alisava quando pensava, enquanto molhava os lábios com a língua presa entre eles e semicerrava os olhos.  

Se pegou rindo. Estava perfilando o gênio perfilador do FBI?! Estava prestando atenção na beleza de Spencer?  

 


...

 

 

-Ah, meu Deus! -Savannah gritou, correndo em direção à loira. Morgan apenas olhou para Reid sorrindo, que o correspondeu com um idêntico. Era uma cena bonita de se ver. Era genuína. 

Foram busca-la já com Violetta como surpresa. Savannah nem sonhava com a chegada de Violetta, não pelo menos tão cedo, e bom... Morgan gostava de surpreendê-la. E Reid também. 

Olhou sugestivo para Spencer, a pequena estava com fortes sinais corporais de saudade e realização extrema perto do agente. Spencer apenas abaixou a cabeça, tentando não ter que lidar com a situação e tentando não demonstrar os mesmos sintomas que a pequena. Estavam paradas, se abraçando e chorando juntas. Eles sabiam o quanto uma precisava da outra, Violetta havia dito, era sua contadora favorita de histórias... Apesar de pedi-lo para ler para a mesma a todo instante. Mas não reclamava, gostava de ler para ela depois do trabalho de ambos, onde até a linha ficar muda do outro lado da linha, recitava os melhores poemas. 

Ambas voltaram lado a lado indo em direção à eles, sorrindo feito bobas, tentando secar as lágrimas que apossavam de suas bochechas. Eram muitas, mas de um bom sentido e motivo. Por um lado, largar seus pacientes era torturante, mas por outro, largar o altruísmo por mais difícil que ela achasse, junto, era incrível.   

-Quantas covinhas você tem?! -Morgan perguntou surpreso ao ver o belo sorriso da mulher próximo à si. Apenas riu e mostrou o número três em seus finos dedos. O moreno olho-a surpreso e sorriu em seguida, maneando a cabeça. 

-Sorriso bonito, anã. 

-Cala a boca, careca! -exclamou em resposta, fazendo todos riram e Morgan se queixar. Savannah estava disposta à chamá-lo assim também.

-Que absurdo! Converte minha namorada para o seu lado e ainda é ingrata com meu elogio! 

-Ela nunca esteve do seu lado de verdade Derek Sobrancelha! Conheço ela desde o berçário, tá perdendo! 

Reid e Savannah só sabiam rir da situação. Implicavam um com o outro, mas sabiam no fundo que nutriam uma admiração um pelo outro. Eram como crianças, e isso chegava a ser hilário, mas com a rotina de todos, um tanto quanto descontraído.

-Ah! Vocês dois viram, né? Isso é tudo parte de um plano para ela tirar vocês de mim! Já fiquei sabendo que não para de falar com JJ e Henry! Quem mais, em? Nem chegue perto da Garcia! -Morgan exclamou, com os olhos esbugalhados encenando. Estava um tanto quanto engraçado e Reid tentava não rir enquanto via Savannah disfarçadamente registrar tudo. 

-Careca, vamos. Está criando suposições idiotas sobre mim no meio do aeroporto! Já parou pra pensar nessa situação? 

-Que você está prestando junto comigo... -concluiu lançando um sorriso desafiador à ela. 

-Apenas finjo que não te conheço... -respondeu sorrindo triunfante e puxou o braço da amiga e de Reid. 

-Baixinha, sua mala... -Reid sussurrou em seu ouvido. 

-O careca leva, ele é forte! -olhou para Morgan. 

-Qual das duas é pra levar, essa ou você?! -perguntou, e foi a vez dela de se apossar de uma feição indignada. 

-Spen, Sav! Olha a recepção que eu tenho! Vocês vão deixar?! -disse com voz manhosa, enquanto Spencer via que o canto dos definidos lábios queriam se curvar a todo instante. Estava segurando o riso. 

-Anda, Morgan. Vamos! Chega vocês dois! -Savannah tomou frente, guiando a amiga e Reid em um encontro de braços um tanto quanto infantil e engraçado.   

-E você me xinga, amor? -perguntou indignado -Você vai ver doutora, você e o Reid, iguaizinhos! -exclamou andando com a mala emburrado em passos rápidos, à frente dos outros.

-Já olhou nossa fantasia? 

-Já, está lá em casa, Morgan ficou louco pra ver... 

-E você deixou? 

-Não. E você Reid?! -Savannah se virou para Spencer. 

-Vocês verão... Estou animado. 

-Lógico! O Halloween... 

-Só perde para o natal em termos de popularidade... -terminou a fala da garota sorrindo, sendo correspondido e entrelaçando seus dedos sutilmente. Haviam gostado da sensação e não pretendiam parar de fazer isso tão cedo.



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