História Racismo de sangue. - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Beta, Casamento, Direitos Reservados, Gravidez, Ômega, Original, Romance
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Palavras 1.397
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi planetinhas essa é uma história que comecei a escrever a pouco tempo, mas já a amo e espero que também possam sentir o que sinto ao ler.
No início vai ficar um pouco confuso, porém depois vocês vão entende lá bem.
Espero que gostem.

Capítulo 1 - Tem como mudar o sangue?


Era bom pode respirar e saber que estava em casa, só havia alguns dias que tinha voltado após longos anos longe, apesar disso não tive muito tempo para descansar, fui arrastada para para empresa porque meu pai queria se vangloriar da primogênita que finalmente estaria pronta para assumir a empresa, ou seja pronta para ficar sentada lendo mil relatórios, indo a reuniões, morrer de medo só de pensar em ter que demitir alguém, mas pelo que percebi isso não ocorreria, todos os funcionários eram dedicados "Por isso que a empresa só cresce." Sorri, mas meu sorriso sumiu tinha mais uma torre se papéis para ler ou assinar.


— Filha? – Olhei para frente e vi um homem alto e forte, meu pai não aparentava estar na casa dos cinqüenta e poucos anos, seus cabelos ainda eram negros como a noite assim como seus olhos. Sua pele é branquinha enquanto a minha e mais escura afinal sou parda igual minha mãe, mas a cor do meu cabelo é igual a dele, como a noite.

— Oi pai. – Ele sorriu.

— Você pode conversa comigo agora? – Perguntou ainda na porta.

— Bom se você sair da porta e se sentar na cadeira, acho que sim.– Ele gargalhou e veio se sentar na cadeira a minha frente.

— Todos disseram para mim que você é uma boa pessoal e uma boa ajudante de chefe.

— Isso é bom?

— Ótimo, mas não é sobre isso que quero falar. Sabe dá reunião que haverá amanhã? 

— Sim por quê?

— É na empresa de um velho amigo da família, ele e a família estão sofrendo racismo de sangue.

— "Racismo de sangue"? Não compreendo pai.

— Todos os sócios da empresa dele são alfas puros ou lúpus, mas tanto ele como os resto da sua família não, muitos estão pensando que por causa disso ele não séria uma boa opção para negócios, estão perdendo pouco a pouco a credibilidade.

— Isso é uma brincadeira? – Ele negou.— Sangue? Sendo menosprezados pelo sangue. Esse tipo de atitude e desprezível.

— Concordo, por isso quero ajuda lós.

— Fico feliz por isso, mas como pretende ajudar seu amigo?

— Unindo as nossas famílias. – Ele disse sério.

— Como? 

— Isso os ajudaria, melhoria a imagem da empresa deles e daria a chance de alguém de sangue puro nascer na próxima geração deles.

— PAI! — Gritei levantado me.

— Seu irmão...

— Não pode, ele já está seguindo sua vida do modo que quer e tem a...– Naquele momento minha mente ficou em branco e cai na cadeira e ri o assustando. — Fui mandada para um colégio interno aonde completei tanto o ensino médio como o superior, fui treinada para ser uma boa líder, como um alfa ou uma alfa sendo uma ômega, para no final ouvir isso?

— Filha entenda...

— Eu acabei de voltar e terei que ir? Você faz ideia do quão difícil foi pai? Eu não vivi e agora que poderia você quer que eu faça isso?

— É para um bem maior.

— Você poderia me pedir para dar a minha vida pela sua que daria pai, mas nesse caso está pedindo para eu deixar a liberdade de novo.– Minha voz se tornou grave e meu semblante frio. — Vocês são tão amigos assim? — Ele afirmou.

— Nossas famílias se conheceram depois que você foi para o internato. Por favor pense...

— Eu tenho limites pai.– Ele me olhava triste. — Pela primeira vez não poderei fazer o que você considera "melhor."

— Entendo, bom eu vou indo para casa sua mãe quer ajuda para preparar o jantar. – Sorriu fraco virando se de costas.

— Pai. – Ele virou se para mim de novo. — Não fale nada com meu irmão por favor.

— Não tinha intenção filha, sinto muito eu não queria te magoar, só achei que poderia ser bom, sabe te levaria para o altar. – Riu.

— Você ainda vai levar pai, só espere o momento certo.

— Vou esperar filha.


Depois que ele saiu da sala o mesmo clima pesado da conversa permaneceu, já não consegui me concentrar em nada. Tanta coisa que ele poderia pedir. Ninguém dá minha família casou sem amor, não tem possibilidade disso ocorrer comigo.

— Senhora?

— Hum? – Olhei para frente e vi minha secretária e amiga. – Você me chamou de senhora? 

— Desculpa é costume, como você está? Eu ouvi tudo sem querer.

— Existe racismo de sangue? – Perguntei para ela que já estava sentada na cadeira a minha frente.

— Isso começou a surgi a três anos atrás, as pessoas se tornaram arrogantes e mesquinhas.

— Muita coisa mudou aqui não é mesmo Sol?

— Sim. Ah o horário de trabalho acabou, já são sete horas, então podemos ir comer pizza.

— Pizza? Eu não podia comer isso no internato.

— Nossa, vamos comer então para matar a saudade. 

— Só vou comer um pouco, meus pais vão preparar o jantar.

— Eu sei ele me chamou.

— Por que será em? Cunhada. — Ela riu e corou.

— Vamos ai eu te falo de tudo que ocorreu aqui depois que você foi para lá.— Depois que saímos da minha sala, nós entramos no elevador ao lado de dois alfas que trabalham junto com meu pai.


— Ficou sabendo, vamos na empresa dos sangues ruins.

— Não acredito que somos sócios de gente desse nivel. – Um mais baixo que o outro respondeu.

— Desculpe me senhores, mas por acaso todos de suas famílias são puros ou lúpus? — Eles negaram. — Então se por acaso um de vocês os tratam dessa forma desprezível? 

— Não senhora.

— Então parem de julga lós pelo sangue, não quero trabalhar com pessoas que pensam assim, e os digo se meu pai ouvir isso, uma carta de demissão será entregue a cada um. 

— Nós desculpe.

— Vocês são ótimos trabalhadores, por favor não tenham esse tipo de pensamento. 


Depois do pequeno acontecimento no elevador Sol e eu fomos correndo para uma pizzaria perto da empresa. Nem lembrava o gosto que a massa com molho e recheio por cima tinham, se Sol não tivesse parado me eu teria me esbanjando e passado do limite.

— Queria comer mais.– Disse enquanto estacionava o carro na garagem.

— Sua mãe brigaria com nós duas.

— De quem é esse carro Sol? — Apontei para um carro branco que estava estacionado mais para dentro da garagem.

— Será que vamos ter visita hoje? – Ela pegou meu pulso e me puxou para dentro de minha casa. O cheiro de comida imediatamente invadiu minhas narinas, uma das coisas das quais mais sentia saudade era a comida do meus pais.

— Oh vocês chegaram, venham.– Minha mãe nós puxou em direção a sala de jantar. Minha casa não era uma mansão, porém mesmo assim era grande de mais para mim. — Olha quem chegou! – Olhei e vi um casal sentado no sofá negro. – Minha filha e minha nora.

— Boa noite senhores.

— Boa noite Senhor e Senhora Blanc. — Sol dizia sorrindo.

— Boa noite meninas. – Eles disseram sorrindo. Os dois eram bonitos, possuíam o mesmo tom de pele que meu pai, tinham cabelos castanhos escuros, e olhos castanhos claros. "Iguais."

O jantar seguiu tranquilo todos estavam animados, até mesmo meu irmão que chegou atrasado se adaptou bem ao assunto que circulava a mesa.

— Então meu amigo como vai a empresa? – Meu pai perguntou quando todos já estavam novamente na sala e todos se calaram.

— Bem ruim Tomás, já sofria por ser um ômega e comandar a empresa agora eu e minha sofremos por causa do nosso sangue. – No momento que o ouvi aquilo lembrei do que meu pai falou e o olhei, mas ele encarava seu amigo. — Eu não sei o que fazer, nosso filho mais velho está acabado, ele se esforça muito, mas mesmo assim é difícil.

— Nosso filho trancou a faculdade para ajudar o pai. – A senhora Blanc declarou triste.

— Acho que vamos falir.

— Não diga isso! — Minha mãe repreendeu o amigo do meu pai, pelo pouco que ouvi deles pude ver que a tristeza não era por causa do dinheiro.— Tem jeito para tudo.

— Tem como mudar o sangue? – Ele perguntou sorrindo fraco e ela negou.


Ao longo da noite o assunto da conversa já havia mudado, mas meus pensamentos não. Por volta das dez os convidados se despediram e disseram que o próximo jantar séria na casa deles e concordamos. 

Meu pai ainda carregava uma expressão triste no rosto, aquilo me enfraquecia por dentro ao ponto de me fazer pensar se seria ruim me unir aos Blanc " Eu poderia ser a salvadora e a minha ruína."




Notas Finais


Então gostaram? Comentem o que acharam! Até o próximo capítulo. Beijos planetinhas.


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