História Racismo de sangue. - Capítulo 8


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Abo, Alfa, Beta, Casamento, Direitos Reservados, Gravidez, Ômega, Original, Romance
Visualizações 19
Palavras 1.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Senti pena de Huna nesse capítulo, mas ela é uma protagonista bem forte.

Capítulo 8 - Você pode morrer Huna


 

Enquanto me arrumava o mais rápido possível para encontrar Mattheo e os outros. ouvi batidas na porta "Por favor seja qualquer menos meus pais."

— Huna?!— A voz do meu irmão ecoou pelo quarto.

— Já vou sair! — Assim que acabei de abotoar minha blusa branca corri e abri a porta. — O que foi Théo? 

— Seu cheiro está ficando forte.

— Eu sei, por isso vou ao hospital, provavelmente e aonde irei ficar sedada.

— Eu te levo até ele.

— Não precisa.

— Por que não? – Ele me olhou desconfiado e ao mesmo tempo preocupado.

— Meu cio ainda não começou Théo eu posso me cuidar, entende? — Ele afirmou.

— Eu só me preocupo com você Huna.— O beijei na testa. Diferente de mim Théo havia puxado nosso pai, porém ele tem olhos azuis iguais o de nosso avô que morreu na nossa infância.

— Eu sei, obrigada por isso.— Disse me despedindo dele. Poderia ir de carro até o cartório, mas não correria o risco de ser rastreada pelo meu pai ou causar um acidente se meu cio realmente chega se hoje.

— A senhora vai se casar? — O motorista perguntava.

— Oh não vou ser um testemunha. — Menti.

— Bom chegamos.

— Obrigada. — Disse o pagando.

— Deseje felicidade aos noivos.— O ômega sorria para mim.

— Vou desejar sim.— Ao sair do táxi ouvi a voz de Eve me chamando, ela usava um vestido social preto e seu pai um terno da mesma cor.

— Achei que ao menos você se vestiria a caráter. – O Alfa mais velho implicou.

— Não tive tempo.

— Seu cio está perto não está?

— Ele pode acontecer hoje, por isso vou daqui para o hospital. Aonde está o Blanc?

— Lá dentro, meu pai disse que era melhor ele adiantar as coisas para você já que o cartório abre as sete e não as oito como achei.

— Obrigada por isso Carlos.

— Não agradeça, anda vamos entrar. — Após os acompanhar para dentro do cartório, fomos levados até uma sala aonde apresentamos nossos documentos e também assinamos alguns papéis.

— Bom vocês tem padrinhos de casamento?

— Não senhora só as testemunhas tem algum problema? — Mattheo perguntou preocupado.

— Não só é estranho. — A juíza de paz declarou.

— Bom como vocês pediram iremos pular os votos, pelo visto estão com presa. Vocês sabem que casamento é algo sério não é mesmo?

— Sabemos. — Falamos ao mesmo tempo.

— Vocês trouxeram as alianças? — Nós dois nós olhamos. 

— Nós...

— Eu as trouxe.— Carlos disse nós encarando. — É um presente aos noivos, eu e minha esposa as carregamos por trinta anos.— Disse as entregando a Mattheo.

— Elas não deviam ficar com Eve?

— Tudo bem Huna, eu tenho essas. — Mostrou dois anéis também dorados para nós. — Eles usaram essas muito antes de se casarem, quando eram adolescentes e já se amavam, essas significam mais sabe.

— Obrigada. — Senti meu coração se encher de carinho naquele momento.

— Uma linda cena, vamos prosseguir. — Depois de ouvir várias coisas vindas da juízes chegamos a parte em que trocariamos as alianças. — Senhor Blanc, você aceita a senhorita Huna Eldora Berttini, como sua legítima esposa na saúde e na doença até que a morte os separe?

— Aceito.— A respondeu colocando a aliança em meu dedo.

— Ótimo. Senhorita Huna Eldora Berttini, você aceita Mattheo Blanc, como seu legitimo esposo, na saúde e na doença até que a morte os separe?

— Sim.— Coloquei a aliança nele.

— Outra pergunta. A Senhorita aceita abdicar do sobrenome de sua família para carregar o nome de seu esposo?— Respirei fundo e olhei para a aliança em meu dedo, eu queria mudar minha vida era um dos motivos pelo qual aceitei fazer isso e não a melhor jeito de mudar do que começar pelo nome.

— Aceito. 

— Entendo, assinem aqui por favor. — Assim fizemos. — Agora vocês são oficialmente perante a lei Senhor e Senhora Blanc, podem se beijar.– Mais uma vez nós encaramos. — Vai me dizer que estão com vergonha?

— Eu... Eu estou entrando no cio, acho melhor não, não fazer isso em público. — Assim que a juiz me ouvio sua boca abriu formando um O.

— Ah sim, acho que você está certa, bom vou agilizar a certidão de casamento de vocês, deve demorar uns dez minutos.

— Eu não posso esperar.

— Tudo bem, seu marido pode responder por você. 

— Obrigada. — Ela saiu deixando nós quatro na sala.

— Seu cheiro está extremamente forte Huna.

— Preciso chegar ao hospital... Preciso ir.

— Se for assim vai atiçar os alfas no caminho. — O pai de Eve me repreendeu.— Mattheo de seu palito para ela agora, isso ajudara a disfarçar um pouco o cheiro.— Ele obedeceu Carlos e me entregou seu palito.

— Huna se algum alfa te tocar? Você sabe que perdemos o controle nesse período. E se as alguem te marca?

— Eu vou ficar bem Mattheo, ninguém vai me tocar.

— Mas...

— Preciso ir.— Sai da sala os deixando, rapidamente entrei em um táxi e novamente era um ômega que 

dirigia. — Para o hospital central por favor.

 

Quando cheguei no hospital já sentia as primeiras dores insuportáveis do cio. Expliquei rapidamente minha situação na recepção e logo fui recebida por um médico e duas enfermeiras, elas me colocaram em uma cadeira de rodas e me levaram até um quarto afastado.

— Senhorita Huna, desculpe se estou sendo intrometido, mas vejo que está usando uma aliança, porque não passa o seu cio com seu marido?

— Eu os sempre passei... Sedada doutor.

— Sempre? Quando teve seu primeiro cio?

— Aos dezesseis anos.

— Você nunca teve uma relação? — Neguei.

— Quantas doses de sedativo usa?

— Dois a cada quatro horas.

— Acho que só dois não vão fazer mais efeito.

— Como assim?

— Você é uma ômega pura, já aplicamos dois sedativos em você e você nem ao menos percebeu. Senhorita você se privou de algo que é natural. Seu corpo não vai suporta isso, as dores só vão aumentar, se você decidir continuar se secando vai chegar um momento em que você pode morrer.

— Eu aguento doutor.

— Bom eu lhe avisei, espero que suporte isso. —  Ele suspirou e o  vi aplicar mais duas doses de sedativo em meu braço. — Espero vê-lá daqui uma semana senhorita Huna, Então por favor aguente.

 

 


Notas Finais


Quero a opinião de vocês, darão gostando?


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