História Radio 1944 - Stony - - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Howard Stark, James Buchanan "Bucky" Barnes, Johann Schmidt (Caveira Vermelha), Natasha Romanoff, Peggy Carter, Personagens Originais, Steve Rogers
Tags Gay, Hidra, Hitler, Segunda Guerra Mundial, Steve Rogers, Stevetony, Stony, Tony Stark
Exibições 91
Palavras 13.128
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


OLAAAAAAAAAA AMORES DO MEU CORAÇÃO!

Primeiramente, Parabéns para mim! 22 aninhos!!!! HHAAHAHHAHAHA

Aqui está né gente, essa OS me fez chorar, me fez sorrir e me fez querer pular de um penhasco ao som de Brooklyn Baby, da diva Lana...

Nesse universo não tão alternativo é comum os homens casarem com outros homens e terem filhos e tals, então fica o aviso. Nessa OS contém Mpreg.

As músicas mencionadas são:
Kill 'em with kindness - Selena Gomez.
See You Again - Wiz Khalifa (ft. Charlie Puth)
Moonlight Serenade - Glenn Miller (Porém, na voz de Frank Sinatra <3)
Home - Gabrielle Aplin
All Of The Stars - Ed Sheeran

Elas estão exatamente nessa ordem, VAMOS LER!

ENJOY!

Capítulo 1 - One Shot Especial - Radio 1944


Fanfic / Fanfiction Radio 1944 - Stony - - Capítulo 1 - One Shot Especial - Radio 1944

 - 1942 New York. 

Lá estava o jovem loiro. Pela quinta vez - Se Tony tivesse contado bem - tentando se alistar. O pequeno loirinho subia no banquinho só de cuecas samba-canção, enquanto discutia algo com o médico, de longe Tony o avistava, o moreno de apenas 18 anos se concentrava no movimento da boca fina e rosada do rapaz, enquanto via ele pronunciar as mesmas palavras que da última vez. Cinco bases de alistamento, cinco vezes que via o mesmo loiro. Não, Tony não o estava seguindo, era apenas uma grande façanha do destino... Talvez os deuses realmente quisessem que Anthony o visse, e o ajudasse. O moreno riu baixo da careta de frustração que o loiro fez ao voltar a vestir suas roupas. Seu pai, Howard, vinha em sua direção segurando algumas pastas e envelopes, lhe entregando a metade deles.

- Pai... Veja aquele garoto. - Tony sussurrou indicando o loiro com a cabeça, seu pai apenas levantou o olhar para o menino que vestia um enorme casaco por cima de suas vestes e riu voltando sua atenção para o envelope timbrado.

- Que tem ele, Anthony? - Seu pai indagou desinteressado remexendo algumas folhas.

- Já é a quinta vez que o vemos em uma base. Coincidência? Acho que não! - Tony insistiu cutucando o ombro de seu pai.

- Garoto, pare de loucura! Preciso entregar isso ao Dr. Erskine, venha, ainda temos que está na ExpoStark hoje a noite! - Seu pai o puxou pela gola da camisa de botões cor creme e eles rapidamente saíram dali.

                                                                                                 - X - New York.

Como sempre o evento das Industrias Stark estava lotado, Tony diria que até mais pessoas que ano passado, e ele só conseguia se perguntar uma coisa: Como em plena segunda guerra mundial as pessoas conseguiam se divertir. Ele o doutor Abraham Erskine andavam conversando normalmente, uma hora ou outra uma garota acenava para o moreno sorrindo sedutoramente, e esse, apenas acenava de volta ganhando gargalhadas do senhor ao seu lado.

- Bucky! Existem homens dando a vida em campos de batalhas! Não tenho o direito de ficar parado, não mesmo... - Aquele loiro... Céus! Doutor Abraham o mirava intensamente.

- Essa também foi a minha reação Dr. Erskine... Seja quem for, não está aqui por acaso. - O Stark mais novo sorriu reconhecendo o olhar do cientista.

- Não mesmo garoto... -

Depois disso tudo havia sido rápido demais. No dia seguinte, em mais uma tentativa falha de entrar para o exército, Abraham estava lá, com Anthony e Peggy, os dois jovens conversavam discretamente sobre o projeto, enquanto a mais velha o dava leves broncas quando o pequeno Stark se exaltava animado.

Você quer entrar no exército, não é garoto? -

- É tudo que mais quero senhor... -

- Então... bem vindo, meu jovem. -

                                                                                          -X- Base de treinamentos, New York. 

A manhã estava ensolarada, o trompete havia sido tocado as 04:00 em ponto, nenhum minuto a mais ou a menos. Um pelotão corria ao redor do campo, outro fazia flexões, e demais exercícios. E o pelotão de Rogers se apresentava. Todos os homens robustos e fortes enfileirados, em posição de descanso, e o pequeno estava lá no meio de todos aqueles marmanjos.

- Bom dia, moças. - Foi o que Peggy disse com sua rouca voz grave e melodiosa, ele vinha seguida por Tony e o Coronel. - O que temos aqui? - Ela varreu os olhos pelos papeis das fichas, mas logo sua atenção foi roubada por risadinhas. - O que tem de tão engraçado? - Ela indagou chegando perigosamente perto de um dos soldados com a sobrancelha arqueada.

- Nada, Sta. Gostosa. - O homem disse piscando para Carter. Ela entortou o nariz mantendo a feição séria, e em um rápido movimento seu punho acertou o meio do rosto do camarada, uns olhavam abismados, outros surpresos. Ela afastou-se deixando Anthony tomar conta da situação.

- No chão. Duzentas abdominais, sem pausa. - O Stark disse em voz calma puxando a camiseta do homem o forçando para o chão. - Vocês acham que isso é algum tipo de brincadeira? - Ele riu irônico passando a mão pelo uniforme verde com algumas medalhas de condecoração. - Pois saibam que não é... Isso é guerra, e é de verdade. Nós precisamos de homens que saibam mais que dar bons socos, precisamos de homens realmente bons-

- Não se ganha guerra com gentileza, meu jovem Stark. - O Coronel intrometeu-se no monólogo de Tony.

- E respeito também não. - A resposta afiada fez o velho homem se calar. - Eu posso ser jovem, mas já vi coisas que muito de vocês nem imaginam, já presenciei mortes tão brutais, que a maioria de vocês, soldados, colocariam tripas para fora. - Anthony engoliu seco, as imagens distorcidas de Peter passavam pela sua cabeça, até hoje ele se culpava por não ter conseguido proteger seu amigo, o moreno andou em frente a alguns soldados, parando em frente a Steve o analisando, o moreno franziu a testa e o loiro sentiu um frio percorrer sua espinha ao que o moreno percorria os olhos por todo o seu rosto, logo voltando para o lado da morena.

 - Quero que comecem os exercícios, 50 voltas ao redor do campo! - Peggy gritou ao verificar que seu amigo já havia terminado sua fala. 

50 voltas... Steve morreria na terceira. Por todos os deuses existentes! Como ele conseguiria correr aquilo tudo, só sua asma já o jogaria no chão. Mas ele se manteve firme, Tony acompanhava todo o exercício na com Peggy na frente, dentro do carro.

5. O loiro parou para respirar logo voltando a correr.

10. Seu peito doía, suas pernas não aguentavam mais, mas ele prosseguiu.

20. Os homens estavam em um ritmo implacável, bem mais a sua frente. Mas o loiro não desistia.

25. O Coronel parou na frente de um alto mastro com uma bandeira.

- Quem conseguir pegar aquela bandeira, vai de carona com a Sta. Carter e o Stark. - O velho de cabelos grisalhos disse rindo ao ver todos do pelotão correndo em direção a bandeira, com tentativas fracassadas de subir no alto ferro, todos estavam cansados, chegavam a metade, mas logo escorregavam para baixo sem forças para se manterem erguidos.Ficaram tentando por mais alguns minutos mas ninguém obteve sucesso. - Voltem seus grandes idiotas! - O velho riu mais uma vez e logo os homens obedeceram voltando a posição inicial. Mas o pequeno Steve continuava ali parado olhando incansavelmente para a bandeira no topo do mastro. - Rogers, formação! - Os gritos do homem não fizeram efeito. Tony observou os passos cansados do loiro até a estrutura de ferro, alguns soldados riam, outros apenas olhavam.

Mas o que o loiro fez, realmente havia surpreendido o moreno. Agachando-se e puxando o pino da base que mantinha o mastro em pé, derrubando-o no chão e rapidamente desprendendo a bandeira da ponta, ele seguiu entregando ao coronel.

- Obrigado... - Ele murmurou cansado jogando-se ao lado de Tony.

- Quando digo que precisamos de homens que saibam mais que dar socos eu falo disso... Inteligencia e perspicácia. São duas características que todo ser humano deve ter. - Tony vociferou escrevendo algo em um pequeno caderninho.

                                                                                   - X - Base de treinamentos, New York. 

Após aquela primeira semana, ninguém mais duvidava da capacidade do Rogers, ele era um rapaz inteligente, doce e extremamente educado, Anthony estava disposto a o conhecer melhor. E durante um descanso do pelotão do loiro, ele o chamou, viu um alguns soldados que estavam na mesma barraca soltarem murmúrios, como "gostoso", "deixa eu te mostrar que dois corpos ocupam o mesmo lugar" entre outros. Tony era um jovem bonito não havia como negar, mas Steve ficava horrorizado com o que os homens falavam assim tão descaradamente.

-  Fiz algo de errado, Senhor? - O loiro se apressou em perguntar assim que saíram da tenda, ele usava a roupa de costume dos soldados, e Anthony também permanecia com seu uniforme verde lordo, seus cabelos bagunçados se agitavam mais ainda com o vento, e seus lábios róseos se curvavam em um pequeno sorriso, Steve se pegou admirando os traços do outro, mas se conteve, não queria arrumar problemas com um de seus superiores.

- Eu pareço tão velho a ponto de ter que me chamar de 'Senhor'? - Tony perguntou usando um tom mais casual invés de assumir sua postura rígida. O moreno fez sua melhor cara de ofendido olhando para os límpidos olhos azuis do loiro. 

- Hm... Não senhor... Quer dizer... Não. É que... Voc- O senhor... Uh... - Rogers se embaralhou completamente levantando o olhar para o mais alto e o seguindo ao que o Stark se distanciava das tendas para a área de treinamento, onde Peggy estava com um pelotão.

- Só Anthony está ótimo, sou tão novo quanto você, acho que podemos nos tratar de igual para igual... Certo, Steve? - O moreno permaneceu olhando para frente com um leve riso nos lábios. 

- Hm, Anthony. Okay... - Steve falou sorrindo de lado tentando se acostumar com o nível de intimidade que havia alcançado com o Stark. - Mas por que me chamou. Creio que-

- Apenas quero conversar com você, se não for incomodo, claro. - Tony continuava andando já atravessando a tenda onde alguns oficiais conversavam, dentre os homens o loiro identificou o Dr. Erskine, lhe lançando um breve comprimento com a cabeça.

- De forma alguma seria incomodo. Eu ando bem solitário ultimamente, alguém para conversar seria... uh... Bom... - Steve disse com a voz baixa e rouca, quase um sussurro.

- Sinto o mesmo. Estar no meio de velhos chatos não é muito legal, sabe... - Tony secretou no mesmo tom e eles já se encontravam longe das tendas e dos campos de treinamento, próximos aos mastros das bandeiras, onde a bandeira americana esvoaçava no alto. 

- Me perdoe se eu estiver sendo muito invasivo, mas... Podia estar em qualquer outro lugar, protegido, mas você está aqui... Por quê? - Steve perguntou ao moreno finalmente olhando em seus olhos, e ele se encantou... Eram de um castanho escuro, esverdeado, contrastava lindamente com seu uniforme.

- Vi meu melhor amigo morrer na mão de malditos nazistas à três anos atrás... Ele tentou defender uma garota de alguns homens que tentaram violenta-la, e conseguiu, a menina fugiu, mas nós... Fomos apanhados... - Anthony suspirou puxando a manga de suas vestes para cima de seu cotovelo. - Foi quando ganhei isso... - Ele mostrou uma enorme cicatriz em seu antebraço. - E mais algumas no peito. Eu tive sorte, mas ele não... - Seus olhos desfocaram e as lembranças daquele dia invadiram sua memoria, os gritos de socorro, a agonia, a dor em seu peito, as fortes batidas na cabeça, e Peter sendo torturado. - Desde então... Eu estou aqui... - Tony voltou seu olhar para Steve que o observava admirado pela força do rapaz, que não havia derramado uma gota de lágrima sequer enquanto narrava o acontecido. 

- Isso... Isso é triste, desculpe... - Rogers tentou se desculpar, o fato do Stark não ter chorado não significava que o assunto não doía..

- Foi difícil... Mas agora ele é uma linda lembrança boa que me serve de inspiração, devo muitas dessas medalhinhas a ele. - Anthony indicou o lado esquerdo do peito com as medalhas que havia visto logo na primeira semana. - E você? Qual a sua história? - O moreno observava o Dr. Abraham se exaltar com o coronel, sendo apoiado por seu pai.

- Eu diria que essa é uma forma de eu me sentir menos inútil. Há tantos homens e mulheres dando a vida nessa guerra, eu não podia ficar parado vendo todos desempenharem seu papel... - Ele disse baixando a cabeça mirando seus coturnos. - Mas está um pouco difícil de provar para o coronel e os soldados que posso fazer alguma coisa. - O loiro deu de ombros voltando seu olhar ao mais novo.

- Você é diferente deles, Steve... Você tem um bom coração. - Tony tocou o peito do menor com a palma da mão, o loiro suspirou segurando a mão do moreno contra seu corpo, podia ser coisa de sua cabeça mas sentiu um calor bom o percorrer em um arrepio. 

- Obrigado, Anthony ... - Com uma simples troca de olhares os dois se despediram seguindo cada um para um lado. 

                                                                                       -X- Base de treinamentos, New York. 

Mais um dia de treinamentos, agora todo o pelotão estava imergidos em água extremamente gelada, alguns já desistiam da tarefa, outros permaneciam firmes com os gritos de Anthony, que era quem os supervisionava. O moreno usava coturnos junto da calça do uniforme dos soldados uma regata branca exibindo os músculos de seus braços marcados por diversas cicatrizes, ele também estava na enorme piscina afundando o rosto de alguns homens na água.

- Senhor... Não... Não aguento mais! Por favor! - Um dos homens berrou abraçando os próprios braços. - Senhor eu desisto! - Tony nadou tremelicando de frio até o rapaz o empurrando para a borda onde Peggy o recolheu com uma grossa toalha. 

- SE ISSO FOSSE EM UM CAMPO DE BATALHA TODO SEU PELOTÃO MORRERIA, SOLDADO! - A voz de Tony já estava rouca, seu corpo pedia para que ele saísse dali e procurasse o local mais quente que pudesse encontrar, foi quando o viu... Viu Steve encolhido na ponta da piscina, e com dificuldade ele nadou até lá. - Está bem, soldado Rogers? - Tony sussurrou quase sem voz, mantendo a formalidade e tocando o ombro do pequeno rapaz. - Consegue continuar? 

- Sim! - Steve se mantéu firme olhando nos olhos esverdeados de Tony, o loiro havia se viciado naquela cor, naquele brilho, a blusa encharcada do Stark colava em seu abdômen definido, o loiro passou os olhos rapidamente por aquela região, mas isso não foi despercebido pelo mais novo. 

- Saiba reconhecer seus limites, quando não aguentar mais grite por mim! - O moreno murmurou no ouvido do menor.

- Isso mataria meu pelotão, senhor...  - Steve ofegou as mesmas palavras que antes foram por Anthony, o moreno riu-se puxando o apito que pendia em seu pescoço o assoprando e anunciando o fim do treinamento.

                                                                                            -X- Base de treinamentos, New York. 

Mais algumas semanas depois e Anthony e Steve já eram muito próximos, ele era o que o moreno chamaria de Amigo...

- Abraham, eu não irei concordar com isso! Eu não reclamei quando você trouxe um asmático de 40 quilos para a minha base, MAS ISSO JÁ É DEMAIS! - O coronel gritava em plenos pulmões para quem quisesse ouvir que estava disposto a não aceitar que Steve Rogers era o escolhido para o projeto do Super Soldado. Anthony revoltava-se com aquela cena toda, seu pai tocou seu ombro dando um aceno de cabeça, ele entendia aquele aceno, significava ''Pense antes de agir''

- Eu já tomei minha decisão, senhor, se não gostou dela, boa sorte para tentar o soro sem mim...-

- Sem nós! - Tony o corrigiu rapidamente e seu pai concordou.

- Garoto, você não tem o direito de opinar em nada! Então coloque-se em seu lugar! - O homem berrou alto fazendo Howard rosnar fechando os punhos, por um momento pensou que seu filho fosse se resignar e calar-se, mas isso não aconteceu. 

- EU SOU O HOMEM QUE ESTÁ COLOCANDO A SUA BASE NOS EIXOS! VOCÊ SE ACHA MELHOR QUE TODOS AQUI, MAS É APENAS UM VELHO ARROGANTE, RABUGENTO, ESNOBE E AMARGURADO! - As veias do pescoço e têmpora do moreno se dilataram mostrando toda sua fúria, seus olhos flamejavam em ódio. Tony não era um homem grande e ameaçador, mas quando ficava irado podia ser pior que muitos brutamontes por aí. Peggy irrompeu na tenda fazendo todos virarem seus olhares, menos Tony e o coronel que se encaravam furiosamente.

- Anthony, saia daqui, agora! - Ela puxou o ombro do melhor amigo lhe entregando um maço de cigarros. - Não deixe Howard ver... - Ela sussurrou empurrando o menino para fora. Tony andou com firmes passos até os mastros das bandeiras, ouvindo a tenda se aquietar e o Dr. Erskine sair em direção aos dormitórios. A noite estava quente, estrelada e a pouca iluminação do local deixava o ambiente menos tenso. Recolhendo um dos cigarros do maço o moreno o acendeu com o isqueiro que sempre mantinha no bolso do uniforme, abrindo seu colete logo em seguida, puxando sua gravata. 

- Uhgggr! - Soltou um rugido agudo semelhante aos que fazia quando era menor e seu pai o censurava algo, assoprou a fumaça por entre seus lábios avermelhados. Não se preocupou com a hora da noite, todos os soldados deviam estar dormindo no momento, então ele não se importou de abrir os quatro primeiros botões de sua camisa. Seus cabelos esvoaçavam, ele fechou os olhos deixando-se levar pela brisa e pela nicotina do cigarro, puxando o pequeno cantil de Whisky que mantinha entre os bolsos internos do blazer. Só se deu conta que acendia o terceiro cigarro do maço quando ouviu um pigarrear atrás de si, saltou pensando ser seu pai, mas seu coração acalmou ao ver Steve parado encostado em um dos mastros. - Céus! Quer me matar? - O moreno colocou a mão no peito dramaticamente. 

- Bom, quem parece querer matar.... alguém aqui... é você, apague isso... - O loiro disse entre algumas tosses, Tony o obedeceu jogando o cigarro no chão e pisando em cima. - Ótimo. Gostei do visual... despojado... - Com uma curta risada Steve se aproximou puxando a gravata do moreno, que lhe dirigiu um olhar carregado de sarcasmo. - O Dr. Erskine falou comigo sobre o projeto... - O loiro tomou um tom sério dessa vez, brincando com a costura fina da gravata. 

- E o que ele disse? - Tony se interessou chegando perto do rapaz com cautela, seus pés se embaralhavam e sua respiração era falha... Ele não sabia porque...

- Disse que o fraco reconhecia o valor da força... Enfim. Acho que ele me quer no projeto... - Rogers sorriu de lado com a aproximação do moreno.- Tony você está- 

- Eu estou confuso... - O moreno o cortou roçando seus narizes. - O que você fez comigo, Soldado Rogers? - Seu halito de nicotina e álcool inebriou Steve de uma forma que ele não conseguiu evitar, apenas suspirou, levando ambas as mãos a cintura do moreno, o puxando possessivamente. - Mmm... - Anthony soltou um gemido contido não conseguindo evitar de olhar aqueles lábios que tanto o atraiam, como se um tipo de força magnetítica os puxassem um para o outro, o colidir de bocas fez Tony levar uma de suas mão à nuca de Steve deixando o maço de cigarros cair no chão de terra fofa, era apenas um selo de lábios tímidos, com um abraço torto. Tony tinha que se curvar um pouco para frente quase levando ele e o loiro a uma queda, porém os braços vacilantes de Steve o seguraram pressionando-o   em um dos mastros das bandeiras. Lentamente o loiro introduzia sua língua na boca macia do mais novo, este que demorou a processar o pedido mudo que o Rogers o fazia, mas logo a pressão de uma outra carne molhada e quente se fazia presente em sua boca. Era o seu primeiro beijo de verdade, certa vez ele havia dado um selinho em um de seus amigos de escola, mas nada podia ser comparado a esse beijo, lento, molhado, caloroso... Ali havia mais que um ato carnal, mas sim uma troca de sentimentos... 

                                                                                          -X- Base de treinamentos, New York. 

Fariam exatas duas semanas do beijo... Duas semanas que o Dr. Erskine conversara com Steve sobre o soro do super soldado. O loiro havia aceitado fazer parte do projeto, ele e Tony conversaram sobre o assunto na noite que sucedeu a conversa, ambos parados perto dos mastros, com mais uma troca de beijos contidos, e desejos sussurrados. O moreno continuava parecendo um tanto quanto ameaçador para os outros soldados, mas para Steve, aquela feição de bravo que o Stark fazia só tornava, para Steve, mais difícil esconder seus sorrisos. 

- Anthony! Preciso conversar a sós com você... - Peggy pediu educadamente aproximando-se do amigo que discutia posições de ataque em um mapa com um oficial ruivo, este que tentava, a todo custo, jogar charme para o moreno, o ruivo se retirou dando uma piscadela para o Stark. - Hm... Por que não retribui o aceno, Tony? - A morena perguntou debochada fazendo o mais novo sorrir de lado.

- Porque diferente de algumas moças e rapazes eu me dou o respeito... - Ele disse retornando ao mapa. 

- É isso mesmo... Ou tem outro motivo? - Ele o olhou sugestivamente com uma de suas grossas e marcadas sobrancelhas arqueada. 

- E qual seria esse outro motivo? - Era impressionante a forma que o Stark mais novo se parecia com seu pai em alguns aspectos, por mais que Tony fosse mestre em disfarces, ele não conseguia evitar a carinha de bobo apaixonado  quando estava perto de Steve, algo que acontecia com Howard quando ele estava perto de Jarvis, seu amado que a tanto tempo não via... 

- Uh... Um pequeno loiro, teimoso, e cabeça dura? Ou simplesmente Steve Rogers! - A mais velha exclamou sorrindo, a expressão no rosto de Tony mudara. Agora ia de um desinteresse a um sorriso sutil nos lábios desenhados. - Foi o que pensei. Onde estão se encontrando? - A morena perguntou despudoradamente dando uma risadinha.

- Nos mastros das bandeiras, é afastado e escuro o suficiente para não nos flagrarem aos beijos, ou escutarem nossos sussurros apaixonados... - Ele sussurrou e suas bochechas tornaram-se vermelhas no mesmo momento.

- Que fofo! - Peggy exclamou sorrindo para o menor, ela podia ser uma mulher, mas era um pouco mais alta que Tony, e seus saltos ajudavam ainda mais nisso. - Já pensaram em oficializar isso? 

- Só estamos nos conhecendo a duas semanas, Peg! Claro que ainda não pensamos em oficializar coisa alguma! - Anthony se apressou em dizer fazendo a amiga rir de sua feição assustada.

- Okay... Talvez a noite para isso acontecer seja essa, seu pai e o Dr. Erskine querem fazer uma pequena reunião para alguns soldados e oficiais, ele quer um deixar o clima um pouco menos estressante... Para amanhã... - Ela disse pegando uma das bandeirinhas postas no mapa sendo repreendida por Tony, que recolocou a bandeirinha em seu lugar.

- Não iremos oficializar nada! Ughr! - Ele rosnou tapando as bochechas com as mãos e saindo da tenda a passos firmes. Passando pela área de treinamentos onde alguns homens descansavam e soltavam assobios e sussurros. 

- Vocês não sabem o significado da palavra respeito? Parem de ser tão idiotas! - Aquela doce voz logo foi reconhecida pelo moreno, o tom de voz de Steve demonstrava o quanto ele estava bravo e irritado com aquele assedio todo.

- Ou você fará o que com a gente? Se enxergue Rogers! O que é bom é para ser admirado! - O mesmo soldado que havia desrespeitado Peggy agora levantava-se de onde estava e se aproximava ameaçadoramente do loiro. 

- O que está havendo aqui? - O Stark se colocou a frente dos dois chamando atenção do homem que mantinha os punhos cerrados.

- Nada, senhor. - O homem rugiu entredentes desviando o olhar furioso de Steve.

- Não se preocupe, Tony... - Steve disse mas logo se deu conta do que havia falado, o homem virou a cabeça para o loiro trincando os dentes.

- Smith, da próxima vez que eu ouvir um só comentário desrespeitoso, não só dirigido a mim, mas como a qualquer outra pessoa, eu não irei poupar meus esforços para que todos sejam punidos severamente. - O homem suspirou se contendo para não revirar os olhos. - Você não me conhece e nem sabe de que eu sou capaz...

- Mas parece que o Rogers o conhece muito bem, não é? - O soldado deixou escapar em um murmurio, levando rapidamente um forte tapa em sua face, ele cambaleou para trás segurando o bochecha que ardia como brasa. Tony o puxou pela gola da camisa dando-lhe um olhar furioso.

- Se conhece ou não isso não lhe diz respeito, seu monte merda! - Anthony o empurrou fazendo-o cair sentado no chão, seguindo para seu dormitório sendo seguido por Steve. O loiro conseguiu o alcançar, mas ele já estava dentro da construção de madeira andando de um lado para o outro.- Eu fico tão puto com isso! Esse desrespeito todo! Me sobe um ódio tão grande! Não falo apenas por eu ser um oficial superior a eles, mas falo por ser um homem, um ser humano, a grande maioria deles me olham como se eu fosse apenas um pedaço de carne que precisa ser fodido, eu odeio tanto isso! Steve... - O moreno explodiu sentado-se na dura cama de armação de ferro. 

- Hey.. calma... Eu também odeio isso...    Mas não fale tantos palavrões, okay? Não quero beijar uma boca suja! - O loiro disse se aproximando do Stark tocando seu rosto gentilmente. 

- Desculpe... 

- Shhh... Só me dê um beijo. - Steve pediu puxando o outro para si.

- Dou um, dou dois...Dou quantos você quiser... - O moreno se deixou rir pela feição de satisfação que Steve fazia, mantendo os olhos fechados e um sorriso sapeca. 

                                                                                       -X- Base de treinamentos, New York.

Alguns homens conversavam com o Dr. Erskine, outros bebiam vinho discutindo com Howard as novas armas encontradas pelos soldados, que retornavam. Moças e rapazes dançavam com alguns soldados músicas animadas que soavam do rádio. Peggy conversava com Steve em um canto mais afastado. 

- Hm... estou rezando para que dê tudo certo amanhã. Tony pode não demonstrar mas está preocupado também, hoje o Dr. Erskine estava conversando conosco, ele estava apreensivo. - Carter disse bebendo um gole do seu licor de menta. Os dois não haviam percebido, mas pela porta da frente da pequena sala em que estavam o Stark mais novo aparecia, vestido em um smonking azul escuro, atraindo a atenção de muitos homens e mulheres presentes, seus cabelos penteando para o lado não deixavam fios escaparem, Steve se virou para o moreno no mesmo momento que Moonlight serenade de Glenn Miller começava a tocar no grande rádio, alguns casais já dançavam ao ritmo lento da música. O loiro escutou Peggy dar uma risadinha e o empurrar de leve em direção ao amigo. E assim o Rogers fez, estendendo a mão direita a Anthony. 

- Me concede uma dança? - O moreno sorriu segurando a mão do mais velho, sendo puxado para o meio das pessoas que dançavam. - Está muito bonito hoje. - Steve comentou percebendo as bochechas coradas do mais alto, que mantinha as mãos sobre seus ombros. - Estou tendo que conter a vontade de lhe beijar... - O loiro sussurrou apertando mais a cintura do jovem.

- Talvez não devesse se conter... - Com um ofego Tony levou suas mãos a nuca de Steve. Rogers levou poucos segundos processando a informação, e prontamente tomou os lábios do maior nos seus. 

- Se... Se amanhã... nada sair como planejado e eu não sobreviver... Quero que saiba que nesse curto período que estamos juntos... Eu não consigo explicar o que sinto por ti, não sei o que você fez comigo, mas deve ter encontrado o caminho para o meu coração... Tony... Eu... Eu te amo... - Steve disse deixando um breve selo nos lábios de Anthony.

Eu... Eu também,  Steve... Também o amo... - Tony permitiu um sorriso brotar em seu rosto, abraçando seu amado, continuando com a lenta dança. 

                                                                                           -X- Brooklyn, New York.

O caminho até o laboratório do Dr. Erskine fora cheio de conversas, Peggy mantinha uma conversa animada sobre em quantos homens já havia batido só na base do coronel. 

Conheço aquele beco... Já levei uma surra lá... - O loiro disse indicando um beco cheio de latas de lixo onde dois rapazes adentravam. 

- E o que você tem contra fugir? - Peggy perguntou virando-se para o banco de trás, onde avistou Anthony de mãos dadas com o Rogers, sua cabeça apoiada no ombro do mais baixo e os olhos fechados

- Você começa a fugir até não parar mais... isso é ruim... - Steve disse virando-se para depositar um leve beijo nos cabelos negros do mais novo, sentindo o aroma amadeirado que seu corpo exalava.

- Eu queria poder fugir do sono... - O Stark disse sonolento levantando a cabeça e olhando pela janela, avistando a loja de antiquário, ele sinalizou para o motorista parar e eles desceram todos juntos adentrando rapidamente o local. 

- Está fazendo frio lá fora, não é querida? - Uma velha senhora perguntou a Peggy indo até o balcão de recepção. 

- Sim... Mas eu sempre ando com um guarda-chuva... - A morena respondeu o que parecia ser um tipo de senha e a velhota acenou para que ela, os três seguiram até os fundos da loja onde Tony puxou o que parecia ser uma estante de livros e logo eles caminhavam por um iluminado corredor limpo e gelado com odor de álcool, semelhante a um hospital.

- Tecnologia Stark... Orgulho de dizer que foi projetado por mim... -  Anthony acenou para um homem armado e este abriu a porta do laboratório murmurando um ''Bom dia, Senhor Stark'' alguns grupos de pessoas conversavam afastados do Dr. Erskine, entre eles o coronel e dois soldados, Tony apertou com mais força a mão do loiro sentindo seu coração pular em seu peito, era agora... Ele precisava se preparar para o pior... Virando-se para o amado começou a o ajudar com as roupas, desabotoando sua camisa e recolhendo sua  boina e sua blusa, o loiro retirou os sapatos junto com as meias entregando tudo a Tony. - Por favor, Katherine, traga algumas outras roupas maiores. Steve... Só... Não morra, meu amor! - O moreno acompanhou Rogers deitar-se sobre o acolchoado do que parecia ser uma capsula. - Estarei aqui... Esperando você sair disso, saiba que não importa como saia daqui de dentro, irei continuar o amando... - Tony beijou seus róseos lábios se afastando mas mantendo o contato visual.  O Dr. Erskine se aproximou da capsula o prendendo com um tipo de cinto, enquanto uma enfermeira lhe aplicava algo no braço.

- Está pronto garoto? - Abraham indagou vendo o loirinho acenar positivamente. - Howard... - O Stark mais velho apertou um dos botões da enorme geringonça e logo diversas agulhas estavam sendo introduzidas nos braços de Steve, Anthony prendeu a respiração por alguns segundos até seu pai o sinalizar que fechasse a capsula, ele levantou uma pequena alavanca e aonde Steve estava começou a se movimentar fechando-se. - Os raios vita, Howard! -O cientista gritou e Howard o obedecera girando um tipo de manivela, canos foram conectados a capsula. - Como está? - O Dr. Erskine se preocupou dando leves batidas no vidro.

- Dá tempo de ir ao banheiro? - Rogers tentava quebrar a tensão, mas só conseguia ficar mais nervoso. Abraham acenou para o pai de Tony que agora puxava com força a manivela, fazendo uma luz sair de dentro da capsula.

- 10% - A cada girada a luz se intensificava. - 40%... 50% - gritos vindos de Steve foram ouvidos fazendo Tony desesperar-se, seu amado estava sofrendo e ele não podia fazer nada!

- PARE! PAPAI! PARE! - O moreno gritava batendo nos ombros de seu pai, a voz de Steve fora ouvida mais uma vez, abafada pela grossa camada de metal que revestia a capsula. - Pare! Por favor! Está o machucando! - O pedido saiu sussurrado, com um fio de voz.

- Não se preocupe! Eu aguento! Continue! -  Steve gritou com uma voz mais grave e rouca, por um momento Tony não acreditou que era seu Steve ali, mas soltou o pai sendo puxado por Peggy. 

- 60%... 70%... 80%... 90%.... 100% - O que se seguiu após foram faíscas e explosões fazendo todos se assustarem, a capsula se abriu abruptamente revelando um enorme corpo musculoso e suado dentro. Algumas enfermeiras se aproximaram tapando parcialmente a visão de Tony. Porém o Stark mais novo correu pulando os degraus parando exatamente em frente do loiro, que agora saia com a ajuda de Abraham e Howard. 

- Como se sente? - Peggy estava perplexa, alternava o olhar entre o loiro e o moreno ao seu lado, Anthony só conseguia observar o corpo do mais velho.

- Hm... Mais alto... - Steve murmurou antes de recebem um forte abraço de Tony.

- Tive tanto medo de te perder, meu amor! - Foi tudo muito rápido, um beijo. Um tiro. E uma explosão. Steve soltou-se de Anthony vendo Peggy correr atrás de um homem, o Dr. Erskine estava ensanguentado no chão, Steve desesperou-se correndo até ele. 

- Não e-squeça... - O cientista ofegou tocando o peito musculoso do soldado, desfalecendo em seguida. 

                                                                                        -X-  Base de treinamentos, Nwe York. 

Naquele dia Steve pegou um nazista que estava infiltrado na base para tentar roubar informações, e naquele mesmo dia o loiro pediu Anthony em namoro, recebendo um alto ''Sim!" e diversos beijos pelo rosto. O loiro ainda não conseguia acreditar no que havia se transformado, era duas vezes maior que seu tamanho anterior, mais forte que qualquer outro soldado, e seus problemas de saúde haviam simplesmente desaparecido. 

- Você está na capa de diversos jornais, as pessoas querem saber quem é o homem misterioso que conseguiu arrancar a porta de um carro! - Tony andava de um lado para o outro na sala de reuniões, o coronel encarava Steve, que estava de cabeça baixa na ponta da mesa. 

- Ele falou algo... algo como uma saudação... - O Rogers murmurou vendo seu namorado jogar pastas e papeis sobre a mesa. 

- E o que ele falou? - O coronel se interessou lhe dirigindo um tom debochado.

- ''Heil Hidra'' Ou algo do tipo... - Steve disse e Tony arregalou os olhos passando as mãos em seus bem penteados cabelos, os bagunçando... - O que é a Hidra? - O loiro levantou-se indo para o lado do amado, que remexia papeis e mais papeis em cima da mesa.

- A hidra é uma subdivisão cientifica nazista comandada por Jöhann Schimidt. Eles acreditam que alguma entidade ou algum Deus deixou uma poderosa arma na terra, e eles acham que podem a usar para vencer a guerra... entre outras coisas - Peggy adentrou a sala chamando a atenção dos homens ali presentes. - Poucos de nós acreditam nessa arma, mas com o que temos encontrado, fica difícil de desacreditar nessa história louca... Eles têm material bélico pesado que supera todos... - Peggy olhou preocupada para Tony, a morena sabia dos projetos que os Starks mantinham, eram coisas extremamente inacreditáveis, desde simples revólveres até armas biológicas com poderes exponenciais...

- E o que vocês acham que isso pode ser? Essa ''Arma''? - Steve se virou para a agente Carter recebendo um olhar vazio. 

- Não sabemos... Pode ser um simples objeto, ou... Alguém... Nós estamos perdidos nisso! - O moreno exclamou suspirando. - Precisaríamos de alguém infiltrado na Hidra, ou -

- Ou eu poderia tentar... - O mais velho interrompeu o namorado recebendo um olhar assustado do mesmo. - O que? Eu me submeti a tudo aquilo para poder lutar, você sabe disso! E agora que eu tenho capacidade para isso não vou hesitar...-

- Não banque uma de herói, Rogers, você é uma cobaia, nós não sabemos os efeitos desse soro! Só o Erskine poderia nós ajudar com isso! Mas ele está morto, e se me deixa opinar, seria melhor que virasse ator ou algo assim, porque no final é para que você irá servir... Um rostinho bonito enquadrado em uma televisão... - O Coronel disse retirando-se, deixando os outros três furiosos. 

- Até que não é uma má ideia! Veja, você poderia angariar fundos para instituições de caridade que ajudam famílias que sofrem com os desastres da guerra.. - Um rapaz que estava ao fundo da sala se pronunciou pela primeira vez chamando atenção do loiro. - Um soldado forte, bonito, que demonstra toda a força do nosso país... Entende? Trazer esperança para aquelas pessoas que acham que já a perderam. Ser "O Patriota"... Uh...-

- "O Capitão América"? - Tony sugeriu dando de ombros com um beicinho fofo nos lábios.

- Sim... O Capitão América... - O rapazinho concordou batendo uma palma. Steve e Peggy se entreolharam rindo da empolgação de Anthony e do rapaz. 

                                                                                   - 1943 - Base de treinamentos, New York.

Em um ano, fora fácil divulgar o "Capitão América'' a mídia estava animada, as pessoas começavam a aprovar, os cartazes com o rosto de Steve agora estampavam as ruas, crianças gastavam suas mesadas com quadrinhos em que o Capitão enfrentava Hitler, não demorou muito para o loiro ganhar um programa na TV, com um nome ridículo, uma roupa ridícula, com mulheres ridículas dançando toscamente. Rogers apenas conseguia lidar melhor com tudo aquilo por causa de Tony, o moreno caíra na gargalhada quando o viu vestido em um Spandex azul, branco e vermelho. 

- Eu estou... -

- Gostoso... - O Stark mais novo sussurrou antes que o Steve dissesse algo, o moreno apertou os braços o outro sorrindo, seguindo com as mãos atrevidas até o peitoral do mais velho. - Eu achava melhor quando era mais alto que você... Agora tenho que ficar nas pontas dos pés para lhe beijar... - Steve já estava vermelho como um tomate, segurando a cintura de Tony. - Mas bem que eu posso beijar aqui por baixo... Como o seu pescoço... Seu peito, seu abdômen... - O tom enxerido do mais novo fazia o loiro sentir vibrações estranhas em seu corpo, algo como excitação. - 

- Parem de safadeza aí atrás... Steve você precisa entrar no palco agora... Por favor - A cabeça de Howard apareceu risonha por entre as cortinas. Ele estava na sua base de treinamentos, um ou dois esquadrões estavam lá para escutar palavras de motivação e ver garotas dançarem. O loiro achava aquilo desnecessário, como se pouco mais de quarenta homens que voltavam do campo de batalha quisessem ouvir uma cobaia inexperiente que deu sorte... Nem precisa dizer que o Capitão América e seu discurso motivacional foram recebidos com vaias e boas tomatadas dos soldados. Steve agora se mantinha sentado debaixo da tenda observando a chuva cair forte enquanto desenhava, ele vestia uma jaqueta de couro marrom, Tony se aproximou abraçando os braços com frio e o loiro o vestiu com seu sobretudo que estava jogado ao lado de seus lápis de desenho. 

- É assim que você se sente? Um macaquinho de circo? Ou um rato de laboratório? - O moreno sentou-se em seu colo analisando os desenhos nas paginas do fino caderno. 

- Esses homens... Eu queria poder provar que posso lutar... - Seus lábios se retorceram em uma careta, seus braços rodearam o corpo de Tony o aquecendo.  

- Sua plateia foi o que sobrou do esquadrão 107... -

- 107? Todos aqueles? - Rogers se alterou levantando-se rapidamente com o moreno em seu colo.

- Sim, mas-

- Bucky! - Ele bateu na testa com a mão livre. - Venha... - Colocando o namorado no chão ele correu o puxando.

- Steve! Steve... Onde- O loiro parou abruptamente na tenda onde o coronel assinava cartas com pêsames para as famílias dos soldados. 

- O senhor tem os nomes dos feridos que não puderam comparecer a reunião hoje mais cedo? - O mais alto estava afobado, ele recebeu um aceno positivo do coronel que não se dignou a olhar para  Steve - O nome James Buchanna Barnes consta? - O coronel levantou seu olhar das cartas franzindo a testa.

- Não... Esse nome não consta... Nem na lista dos mortos. - O corpo do Rogers relaxou mais, Tony alternava o olhar entre o seu namorado e o velho coronel. - Não sabemos o que aconteceu com esse esquadrão, poucos homens voltaram vivos, ou feridos, os nomes dos mortos são poucos, o que indica que alguns podem ter sido capturados, sabe-se lá para que... - O velhote jogou as cartas em uma sacola de pano as reservando, iniciando com outra remessa. Steve puxou o namorado novamente. 

- Você tem o mapa com as demarcações de onde estão as bases da Hidra, certo? - Tony estava confuso, o que seu amado iria fazer? 

- Sim, eu tenho! Mas-

- E tem algum avião que funcione em modo furtivo? -O loiro procurava coisas em suas mochilas pegando um capacete e seu escudo. 

- Tenho... Steve! - O moreno achou que fosse perder o braço de tanto que era puxado. - Steven Rogers! - Ele exclamou apertando a mão do mais velho vendo-o virar para si. - Por todos os deuses! Me explique o que sua cabeça está planejando! - Com a testa franzida e os lábios comprimidos em um bico o moreno indagou preocupado. 

- Meu amor... eu preciso encontrar meu melhor amigo... Ele é como um irmão para mim, se ele estivesse em meu lugar e eu no dele, ele faria a mesma coisa, tenho certeza... - O loiro segurou o rosto molhado do namorado, as grossas gotas de chuva escorriam pelos lábios vermelhos naturalmente, o mais alto não hesitou em os beijar apaixonadamente, deixando a chuva levar suas sutis lágrimas. - Eu te amo!

- Eu também te amo... Não morra, preciso de você comigo... - Tony deixou seu namorado correr em meio a forte chuva em direção a seu pai. Naquele momento, mais uma vez, sentiu seu coração apertar com a possibilidade de perder o seu namorado, ele já começava a tremelicar de frio por estrar debaixo daquela chuva terrível, então em lentos passos ele se dirigiu ao seu dormitório, onde pode vislumbrar Steve, Peggy e Howard discutirem. 

                                                                                                   -X-   Europa.

Já faziam exatos quatro dias que Steve havia partido, e eles não tinham notícias... Tony se empenhava no treinamento de alguns homens, e tentava ocupar sua cabeça com qualquer coisa que não fosse a louca missão do Rogers, mas não tinha jeito, ele sempre acabava pensando  no loiro. 

- Senhor... Nenhuma notícia... de nenhum soldado? - O moreno mantinha um tom imparcial, mas o coronel sabia que ele se referia a Steve. 

- Eu não sei... Talvez seja melhor aceitar que seu ratinho de laboratório morreu. - O coronel dizia seco mas ao perceber uma grande movimentação fora da tenda ele largou o moreno olhando para o vazio com os olhos marejados. 

'' Isso Capitão! '' 

'' Rogers! Rogers! ''

 Os gritos dos soldados foram o suficiente para fazer Tony saltar no lugar e correr em direção o barulho. Lá estava ele, cheio de pólvora, cinzas, areia e sangue, o loiro conversava com Peggy, que indicou o mais novo que vinha correndo ao seu encontro. Steve abriu os braços e não conteve o sorriso quando sentiu o corpo do mais baixo se chocar com o seu, ele sorriu apertanto moderadamente o Stark contra si. 

- Fiquei com tanto medo de te perder! - Anthony lhe secretou com um sussurro soltando-se a contra gosto do amado.

- Bom... Digamos que ele deu um salto para vida! - Um moreno alto disse rindo atrás do loiro.

- Ah, Tony este é o Bucky. - Rogers sinalizou para seu amigo que fez uma breve continência. - Bucky este é o Tony... Meu namorado... - O loiro falou tímido e Anthony sorriu da expressão que Bucky fazia. 

- Eu fico fora por alguns meses e você cresce e fica mais forte que eu, ainda arranja um namorado! E agora... Quem é que eu irei caçoar por ser baixinho e solteirão? - O soldado tinha uma feição de falsa indignação no rosto enquanto Steve mantinha-se abraçado a Tony beijando o topo de sua cabeça, e céus... Como ele amava aquele perfume. - Da próxima vez que eu sumir por mais um ano e  voltar já estará casado e com filhos... - O moreno disse sorrindo e seguindo andando atrás de Peggy.  Aquele comentário, de certa forma, afetou Steve, será que ele Anthony conseguiriam mesmo se casar, e ter um ou dois filhos... Será que toda aquela guerra iria acabar? 

Mais algumas horas de comemoração, Peggy e Tony adentraram a sala de reuniões, deixando o loiro ir comer algo e tomar um banho, aquilo que Bucky havia cogitado não  saia da cabeça de fios dourados de Steve, enquanto banhava-se no minúsculo banheiro do dormitório do namorado. Tony sempre lhe dizia o quanto tinha medo de o perder, o quanto ficava preocupado com a minima possibilidade da morte do loiro. A guerra estava fora dos muros de proteção da base de treinamentos, mas mesmo assim isso não queria dizer que todos que estavam ali ficariam protegidos, e o loiro também tinha medo que algo acontecesse ao seu amado. 

                                                                                     -X- New York - 

                                                                     - CLARIM DIÁRIO - 

                  ''CAPITÃO AMÉRICA SALVA MAIS DE 100 SOLDADOS DE CAMPO NAZISTA.''                        PARECE QUE O HOMEM DA ESTRELA RESOLVEU LUTAR PELA PÁTRIA NOS CAMPOS DE BATALHA, OU É ISSO QUE DIZ ANTHONY STARK, FILHO DE HOWARD E OFICIAL MILITAR. O AMIGO DA PÁTRIA DEVE RECEBER UM GRANDE ''OBRIGADO'' PELO SEU DESEMPENHO, E É ISSO QUE O JORNAL CLARIM DIÁRIO DESEJA AO CAPITÃO!  

Com apenas um dia do feito de Steve, as capas dos principais jornais da América estavam estampadas com a notícia. As moças e rapazes estavam comovidos com o gesto de heroísmo mas alguns pouco ligavam para o gesto e sim para como o Capitão era alto, forte e musculoso. 

- Hm... Senhorita... O senhor Howard Stark está? - O loiro se dirigia timidamente até a secretária de Howard, ele precisava ir até a oficina de Tony, porém não conhecia muito bem o prédio das industrias Stark em New York. 

- Ah, sim, sim, ele está, pode esperar aí... - A mulher loira acenou com os dedos finos para Steve sem ao menos o olhar, continuando a admirar a foto do Capitão América com risadinhas. 

- Acha que ele vai demorar muito? Não posso esperar o dia todo- A mulher bufou interrompendo a fala do mais velho e virando-se n cadeira giratória.

- Eu não sei se- Mas quem se interrompeu foi ele ao perceber de quem se tratava. - Oh, Capitão, desculpe a grosseria... Eu... Me perdoe.- Ele começou a falar largando o jornal de lado e levantando-se de onde estava. - Eu... Fui uma garota muito mal educada, não fui... - Ela tinha um olhar de predador, percorrendo os olhos pelo rosto do soldado e se aproximando ao que Steve se afastava. 

- Senhorita... Eu... por favor, afast- 

- Não diga que não quer um beijo de desculpas, fui mal criada com homem que merece meus agradecimentos por ter salvado tantos soldados. - Ela encurralou o Rogers entre uma mesa e seu corpo, o loiro queria sair dali a empurrando mas tinha medo de a machucar, ele sentiu uma das pernas finas da magricela se entrometer entre as suas, aquela boca abarrotada de batom vermelho se aproximava da sua e ele tentava ao máximo afastar o rosto. 

- SENHORITA WRIGHT! - A voz de Tony trovejou alta e irritada da porta da sala de seu pai, ele vestia uma camiseta preta regata, uma calça com o rajado militar, um sinto com algumas ferramentas e outro em sua perna prendendo um revolver, usava os coturnos bem engraxados e seus cabelos suados estavam rebeldes, Steve nem percebeu que a secretária enxerida se afastara, apenas observava com atenção a cada traço do rosto do moreno. - Se eu passar aqui mais uma vez e ver as suas coisas sobre essa mesa... Não sei do que sou capaz!  - Ele exclamou olhando furiosamente para a mulher que acenou positivamente, Peggy, que estava estás do mais novo, segurava a boca para não gargalhar. - ROGERS! Vai ficar aí parado como um dois de paus? - Os olhos esverdeados de Tony agora caiam sobre o loiro, este que deu um pulo pigarreando.

- Uh... Meu amor... eu, Tony! - Steve tentava falar algo mais a cada gaguejada seu namorado perdia mais a paciência.

- Se não quiser levar bons gritos, recomendo que fique quieto e depois resolva isso. - Peggy lhe sussurrou rindo. 

- Mas... Não é o que... Não é o que está pensando! - Era engraçado ver o grande homem que Steve havia se tornado tentando explicar algo se comportando como um garoto.

- Eu não estou pensando nada, Steve... Nada... - A morena riu do baque que se ouviu ao que Tony abria a porta de sua oficina/laboratório. 

- Finalmente, Steve! O Tony já estav- Howard iniciou mas logo percebeu que os ânimos entre o genro e o filho não estavam lá dos melhores. - O que aconteceu? - Ele pós as mãos na cintura  arqueando a sobrancelha. 

- Nada. - Anthony deu de ombros pegando uma pistola calibre 22 de longo alcance a carregando. 

- Okay... Hm, Steve venha ver alguns protótipos de escudo, Peggy disse que você gostava do antigo, mas creio que para encarar a Hidra irá precisar de algo mais forte. - O moreno mais velho mostrava diversos escudos de metais potentes, de todas as formas e tamanhos, mas se interessou por um em questão, redondo como um frisbee, e grande. 

- Esse aqui... - O loiro o pegou empunhando-o na frente do corpo. Anthony observava o namorado soltar um riso.

- Esse é especial, o metal mais poderoso do mundo, Vibranium... E você está segurando tudo que resta dele em todo o mundo. - Howard deu um leve peteleco no escudo sorrindo. - Foi o Tony que projetou... - Howard acrescentou enquanto Steve levantava o escudo em posição de defesa, fora rápido demais para ele ver, mas seu amado descarregava toda a pistola no escudo, ele via os projeteis das balas voando quentes no ar, quando o barulho se dissipou ele abaixou o objeto perplexo.

- Acho que fiz um bom trabalho... - O mais novo sussurrou puxando o  loiro consigo. 

                                                                                        -X- Europa. 

Depois daquele episódio o namoro de Steve e Anthony havia mudado, mudado para melhor, os castos beijos já não eram tão castos assim, as mãos tímidas se tornaram ousadas, e os leve toque se tornaram fortes apertos e beliscões onde se podia alcançar a pele, no intervalo de uma ou outra reunião, no tempo entre uma e outra missão lá estavam eles atracados em algum banheiro ou em algum armário de material de limpeza. 

- Ele me deixa maluco, Bucky... não aguento ficar longe dele... - Steve dizia enquanto olhava a linha do trem que daqui a minutos iriam atacar. 

- Mas... Vocês já chegaram no ''bem-bom''? - O moreno indagou chutando um pouco da neve e a observando cair penhasco a baixo.

- Uh... Não... Só beijos mais intensos, toques mais íntimos. - Ele olhou para trás apenas para verificar seus homens que estavam concentrados em escutar a frequência de rádio da Hidra. - Não quero fazer nada antes do casamento... - O loiro sussurrou recebendo uma risada do amigo.

- Rogers, sempre tão clichê... - Bucky comentou vendo o trem se aproximar. - É agora meu amigo... É agora... 

E naquela missão ele perdeu seu amigo, seu irmão Bucky... Como a neve que caíra do penhasco, ele caíra do trem...

- Segure a minha mão! SEGURE! - Mas já era tarde... o corpo de Bucky caía na fenda entre as montanhas desaparecendo em meio a neblina. - NÃO! NÃO! Bucky...  - Ele não conseguiu conter as lágrimas em seu rosto, deixando o vento leva-las, ele suspirou tomando coragem e invadindo novamente a locomotiva, ele faria isso por seu amigo, ele honraria o nome de James Buchanna Barnes. 

The world can be a nasty place

(O mundo pode ser um lugar desagradável)

You know it, I know it, yeah

(Você sabe disso, eu sei disso, yeah!)

We don't have to fall from grace

(Nós não temos que cair da graça)

Put down the weapons you fight with

(Abaixe as armas com as quais você luta)

Kill 'em with kindness

(Mate-os com bondade) 

Tony sentiu a dor de seu amado quando ele retornara apenas com metade do esquadrão, e o lugar que de costume era de Bucky estava vazio. O moreno abaixou a cabeça deixando uma lágrima cair por seu rosto. Ele preferiu deixar o loiro descansar primeiro, o coronel gritava com o esquadrão, Steve retirou o capacete com o ''A'' branco estampado o entregando a Tony, o moreno seguiu seu amado até o dormitório separando sua roupa. Após longos minutos no banho o loiro saiu enxugando-se e recebendo um leve beijo no topo de sua cabeça, Rogers pode chorar com a testa encostada no abdome do mais novo. 

- Ele... Ele morreu com honra... Lutando, assim como os outros... - Steve enxugou as lágrias levantando-se da cama e olhando para a janela, sendo abraçado por Tony. - Mas dói tanto...

- Eu sei, meu amor... Sei qual é a dor de ver um migo morrer a sua frente... E não conseguir fazer nada para evitar. - O loiro rapidamente lembrou da história que seu amado havia  o contado quando se conheceram...

'' Vi meu melhor amigo morrer na mão de malditos nazistas à três anos atrás [...] Mas agora ele é uma linda lembrança boa que me serve de inspiração [...]''

Oh

How could we not talk about family

(Como não podemos falar sobre família)

When family's all that we got?

(Quando a família é tudo o que nós temos?)

Everything I went through

(Tudo o que passei)

You were standing there by my side

(Você estava lá parado, ali do meu lado)

And now you gonna be with me for the last ride

(Agora, você vai ficar comigo para o último passeio)

                                                                                    - 29/05/1944 - Base da Europa. 

O pedido veio de surpresa, com uma caixinha de veludo preto em mãos e ajoelhado da forma clássica, Steve pediu o moreno em casamento, depois de muitas lágrimas e um ''Sim'' sussurrado e um apaixonado beijo, Howard sorriu aplaudindo a cena sendo seguido por Peggy e outros oficiais, o coronel apenas balbuciou algo incoerente e fechou a cara pelo resto da tarde. 

- Sua reação fora diferente de quando eu o pedi em namoro a alguns anos atrás. - Steve disse andando de mãos dadas com o, agora, noivo pela noite, as estrelas brilhavam intensamente no céu, ao fundo a melodia de Moonligth Serenade. 

Eu era um adolescente... - O moreno sorriu olhando para o céu. 

- E só por que hoje completa vinte anos se sente um ancião? - O loiro o puxou para mais perto pela cintura, ninguém podia lhe tirar o sorriso do rosto. 

- Veja! Uma estrela cadente! Sabia que quando cai uma estrela é uma alma que cai na terra, um presente dos deuses, ou uma recompensa... Pode significar também a realização de um desejo... Ou simplesmente o fenômeno luminoso que ocorre- 

- Apenas faça um pedido! - Steve riu da mania do moreno de explicar as coisas com seus significados e teorias científicas. 

- Eu desejo que nós, mesmo separados, estejamos juntos... Que quando feridos, possamos ser a cura um do outro... Que possamos encontrar a felicidade em nosso caminho... - O mais novo começou dizendo mas parou ao que sentiu lágrimas inundarem seus olhos. Era incrível que em um período de três anos eles houvessem criado algo tão forte que chegava a ser impossível explicar com palavras. - Eu te amo... - E os ''eu te amo'' já se tornavam insuficientes. 

- Eu te amo mais... - Rogers fixou seu olhar nos olhos brilhantes do moreno.  

The stars are all aglow

(As estrelas estão todas incandescentes)

And tonight how their light sets me dreaming

(E hoje à noite como a luz delas me deixam sonhar)

My love, do you know

(Meu amor, você sabe)

That your eyes are like stars brightly beaming?

(Que seus olhos são como estrelas que irradiam brilhantes?)

I bring you, and I sing you a moonlight serenade

(Eu te trouxe, e eu canto uma serenata ao luar para você)

- Talvez essa seja a nossa música... - Steve sussurrou movendo o corpo no ritmo da música do rádio. 

- Talvez seja... - Tony concordou repousando sua cabeça no ombro forte de Steve, apreciando o perfume da pele do loiro, era algo cítrico que o inebriava. 

                                                                                               - 08/06/1944 - Base da Europa. 

O anel prata cintilava a luz da sala no dedo da mão direita de Anthony, a sutil pedra azul água dava o charme ao anel masculino, porém delicado. 

- Os Aliados avançaram,  cerca de 155 mil soldados, com o apoio de pouco mais de 600 navios e milhares de aviões, desembarcaram na costa da Normandia, França, abrindo uma nova frente de guerra no oeste! - O locutor narrava rapidamente as noticias do que havia sido a Operação Overload  - Essa tem sido  a maior invasão anfíbia de que se tem registros , com o desembarque de mais de 160 mil tropas em 6 de junho de 1944. Sob o comando de Dwight D. Eisenhower e Omar Nelson Bradley , a América mostrou mais uma vez que está confiante. Até mais, Notícias Urgentes. - A música do radio-jornal tocou logo voltando a programação normal.

- Demos sorte! - Disse Steve puxando o mapa da operação que havia sido cedido a Howard. - E agora já sabemos o que a Hidra está tramando. - Ele disse suspirando ao passar as mãos nos cabelos desajeitados, exibindo também um anel na mão esquerda, porém este ostentava uma pedra cor âmbar, e era um pouco mais grosso que o de Tony. 

- Tudo indica que Jöhann Schimidt atacará em dezembro, é o período que as pessoas estão visitando seus familiares por causa do Natal... - Peggy disse analisando o mapa em que haviam traçado os perímetros do ataque. - New York está na mira, claro que será o primeiro estado a ser atingido... Howard... Precisamos estar lá... Quanto mais homens melhor... - A mulher olhou para Tony que se dirigiu até ela.

- Eu, Peggy e o coronel iremos com o esquadrão de Steve até a base, eu posso desarmar os aviões enquanto Peggy e o coronel ajudam Steve com o Caveira... Só precisarei de um pelotão. - O moreno planejou recebendo um olhar repreensivo do noivo.

- Você irá correr perigo demais, eu irei com você! - O super soldado se exaltou puxando o mapa o analisando.

- Não, Ste-

- O Tony está certo... Esse é o melhor plano a ser utilizado. - Howard concordou com o filho e alguns oficiais se pronunciaram dispostos a fazer parte da operação e ajudar o Stark mais novo. Steve acenou positivamente conformado.

- Você acha que passei a minha vida me dedicando a isso para não poder participar do show final?  - Anthony riu acariciando o rosto macio do amado, sua voz passava segurança e confiança, mas por dentro seu coração palpitava forte, ele estava com medo, mas também estava sua força de vontade era bem maior que seu medo. 

                                                                                  -X- 30/10/1944 - Base de treinamentos,  New York. 

Steve pressionava o corpo do moreno entre ele a parede, distribuindo beijos abertos por seu pescoço, mordidas fortes e chupões, Tony tentava conter os gemidos agudos que saiam de sua boca, puxando o uniforme de Steve deixando o pescoço do mesmo a mostra, ele inalou o perfume do loiro, as mãos ousadas do mais alto apertavam fortemente suas coxas, subindo para as nádegas com fortes beliscões. 

- Nós... Precisamos... hm... sair daqui...  - O moreno tentava falar em meio os beijos. Eles ouviram passos pesados e um murmurio do coronel. - Nunca vamos conseguir fazer nada aqui, sendo vigiados o tempo todo. - Tony sussurrou arrumando a roupa do noivo.

- Okay, eu conheço um lugar, só precisamos sair da base. - O loiro falou em mesmo tom piscando para o amado.

- Rogers! Está aí? - A voz rouca do velho ecoou para dentro do dormitório do moreno, e eles se desgrudaram respirando fundo, e sentindo a brisa gelada do final da tarde de outono.  

- Sim, só um momento.... - Os dois saíram do quarto com as bochechas coradas seguindo para a tenda das reuniões, os soldados que passavam acenavam para Steve e cumprimentavam Anthony. 

- Estamos cada vez mais próximos de dezembro! Precisamos preparar os aviões para a Europa! Anthony meu filho, você está aí, já sabe como pode desarmar as bombas? - Howard aparentava cansaço, assim como Peggy, a morena parecia não ter dormido por dias, a maquiagem já não disfarçava as olheiras.

- Não encontrei, não sei com que tipo de armas estou lidando, se seguir o padrão será fácil... - O moreno fez um bico nos lábios olhando desconfiadamente para seu pai, Howard conhecia bem aquele gesto, Tony sempre o fazia quando queria pedir algo que provavelmente ele iria negar.

- Fale logo, garoto... -Seu pai pediu irritadiço recebendo o olhar de seu filho.

- Eu e o Steve podemos sair? É só por poucas horas... - Tony falou e Howard arqueou uma sobrancelha, ponderando se deixava ou não. 

-Uh... Okay... Mas rápido... Vocês não podem ficar por aí a toa! - O mais velho liberou vendo o filho sorrir de lado. 

                                                                                 -X- Brooklyn. 

Steve usava suas roupas de civil assim como Tony, com agasalhos para se protegerem do frio, o o casal andava rápido pela rua estreita de uma vila com alguns prédios antigos, algumas mulheres nas ruas supervisionando seus filhos brincarem, o loiro puxou a mão do noivo para a entrada de um prédio aparentemente vazio, apenas uma janela permanecia aberta. Os lances das escadarias eram largos e a recepção estaria deserta se não fosse por um cachorro preto que se coçava. 

- Isso já foi mais movimentado, lembro de mamãe conversando com o recepcionista usando um de seus inúmeros vestidos floridos, lembro de papai chegando exausto do trabalho e suspirando por ter que subir as escadas... E eu e Bucky... Jogando cartas, ou ele correndo enquanto eu ria sentado no degrau da escada. - O olhar do Rogers era nostálgico, Tony apertou sua mão chamando sua atenção. - É, foi aqui que eu cresci...

- Deve ter sido uma infância boa... - O moreno sorriu olhando para o hall vazio, ele não era acostumado a correr pela casa, sempre que o fazia acabava quebrando algo, e seu Papa Jarvis sempre o colocava de castigo, mas Peggy sempre estava lá para o salvar de broncas, ela era um jovem prodígio, segundo seu pai.

- Sim, foi... - Steve sorriu subindo as escadas. Cinco lances depois eles alcançavam um patamar mal iluminado com e menos fedido que os outros. As portas velhas em um tom branco gelo com números em dourado descascado ficando cobre, 145, 146... 147... O loiro deu duas batidas na porta soando como um código, pois uma ruiva de curtos cabelos ondulados e olhos verdes atendeu a porta sem nem perguntar quem era. Ela passou bons segundos encarando o super soldado, até sorrir docemente e desviar o olhar para Tony.

- Steve... Pensei que tivesse esquecido de sua melhor amiga! não vai me apresentar o rapaz? - A ruiva disparou a falar saindo de seu apartamento com uma chave na mão seguindo para a porta de número 148. 

- Oras, Nat, como poderia esquecer? Esse é o Anthony, meu noivo. - O mais velho disse vendo a amiga destrancar a porta e ir até a janela que estava aberta a fechando. - Vejo que mante-

- Calma aí... Noivo? Mas que coisa boa! Olá, Anthony... Me conta o segredo de como lidar com esse teimoso... - A tal 'Nat' cumprimentou Tony com um aperto de mão suave e o moreno riu da animação da garota, que tinha um forte sotaque russo, ela agora corria pela porta de volta ao seu apartamento.

- Esse era o apartamento dos seus pais? - O Stark indagou olhando ao redor, o apartamento era pequeno mas bem arrumado, um sofá com estampa de rosas, uma TV de canto, e uma mesa de centro com um jornal que datava o ano de 1939 com notícias do inicio da guerra, as paredes revestidas de um papel com flores azuis desbotadas que harmonizavam com o sofá.

- Sim, Natasha tem o mantido limpo pelo que vejo... É modesto, mas foi o primeiro lugar que pensei... - O loiro retirou o sobretudo o deixando no cabideiro, fazendo o mesmo com o de Tony. A ruiva reapareceu segurando uma sacola de papel com algumas coisas dentro.

- Aqui tem chá, pão, manteiga, se quiserem fazer um lanchinho depois... - Natasha disse sugestivamente piscando um olho, e o moreno se perguntou quem havia a dito o motivo para estarem lá. - Como se eu não soubesse ler corpos... Têm sorte por eu ainda não ler mentes... - Com uma risada a ruiva jogou a chave para o amigo saindo em seguida. 

- Natasha Romanoff, ou Natalia Romanova... Enfim... Uma figura essa daí. - Steve puxou o amado para o corredor. Abrindo a ultima porta a esquerda, logo um quarto simples fora mostrado, uma cama de casal um pouco estreita, porém bem arrumada, com lençóis brancos, uma escrivaninha com alguns desenhos e folhas de papel, um rádio jazia ao lado da cama. O loiro retirava o casaco o jogando sobre a cadeira da escrivaninha, a luz do luar já invadia o lugar pela fina fresta na cortina cor creme. - Era o meu quarto... - Steve se aproximou de Anthony, lhe beijando o pescoço, os olhos do moreno pousavam em desenho em especial, era uma águia, não uma águia comum, era como um símbolo, sem muitos detalhes. Stark virou-se para o noivo deixando o desenho de lado.

Steve o beijou apaixonadamente sentindo os lábios gelados de Tony se esquentarem com o contato, uma mão se dirigia a base das costas do mais novo, e a outra continuava segurando sua mão enluvada,  eles desgrudaram os lábios e o mais velho sorriu procurando a pele alva do pescoço do outro para marcar, Tony sentiu sua pele formigar, ele precisava de mais contato, ele queria sentir o corpo de Steve sob o seu, lhe amando, fazendo dele seu, para sempre. Não demorou muito para o loiro desabotoar a camisa do amado, a derrubando por seus ombros Tony também dirigiu as mãos para a roupa do outro, mas as luvas atrapalhavam um pouco, Steve segurou suas mãos puxando com os dentes cada dedo das luvas beijando a mão nua subindo para o antebraço marcado de cicatrizes. Como que por instinto de proteção, Rogers rodeou os braços pelo corpo do mais baixo, sentindo o corpo, agora quente, de Tony contra o seu. 

- Eu te amo... Te amo... Te amo... - Os sussurros de Steve eram tão baixos que se o moreno não estivesse grudado a ele não teria ouvido. O hálito quente do mais velho batia contra sua bochecha corada. - Eu te quero... Quero que seja meu primeiro e meu único, meu princípio e meu fim... - Com um rápido movimento o moreno lhe beijou com intensidade... Ouviam-se as risadas das crianças lá fora, as conversas das mulheres e dos rapazes, e a brisa gelada que começava a correr dentro do quarto por entre a fresta da janela, mas para os dois o mundo ia desaparecendo aos poucos, até só restarem eles e seus momentos, que passavam como um filme em ambas cabeças. 

''- Quando digo que precisamos de homens que saibam mais que dar socos eu falo disso... Inteligencia e perspicácia. São duas características que todo ser humano deve ter.''

''- Fiz algo de errado, Senhor?''

''- Eu pareço tão velho a ponto de ter que me chamar de 'Senhor'?''

'' - [...]  Tony você está-''   

'' - Estou confuso... -''

E as lembranças do primeiro beijo com sabor de Whisky caro e cigarro.   

  '' - Se... Se amanhã... nada sair como planejado e eu não sobreviver... Quero que saiba que nesse curto período que estamos juntos... Eu não consigo explicar o que sinto por ti, não sei o que você fez comigo, mas deve ter encontrado o caminho para o meu coração... Tony... Eu... Eu te amo... '' 

'' -Eu... Eu também, Steve...  também o amo!'' 

E o primeiro ''Eu te amo'' ao som da música deles, ao som de Moonlight Serenade. E todo o resto da história, a transformação, o pedido em namoro, o programa de TV, e o retorno de Bucky... A morte do mesmo meses depois, e o pedido de casamento no dia do aniversário de vinte anos de Anthony. Tudo até agora lhes pareciam um longa-metragem, dirigido, escrito e protagonizado por eles. Os corpos nus jogados na cama um tanto desconfortável, os beijos apaixonados, os gemidos contidos, o pecado carnal... Os dois corpos quentes se enroscando e se tornando um só da forma mais prazerosa possível, a bagunça de vozes e sussurros, o suor escorrendo nas peles e manchando os lençóis, os lábios inchados e vermelhos emoldurados pelos rostos rosados. Os olhos brilhando e fechando-se com força ao que o prazer começava a chegar em um nível impossível de suportar, os gemidos altos não sendo contidos por ambas as partes, e a cabeceira de ferro da cama sendo amassada pela força de Steve. A cama rangendo e os movimentos precisos chegando ao fim, no momento em que se derramavam juntos, Steve dentro de Tony, o preenchendo completamente. 

O que ambos não sabiam era que naquele momento, uma estrela cadente atravessava o céu escuro com os brilhantes pontinhos e a grande lua nova... 

''[...]  Quando cai uma estrela é uma alma que cai na terra, um presente dos deuses, ou uma recompensa [...]''

                                                                                          -X- 20/12/1944

- Esses vômitos ainda não passaram? - Peggy indagou ao amigo que continuava dentro da cabine do banheiro no avião. - Tenho certeza que não é por causa do voo, ou algo que você comeu, já está vomitando e passando mal a semanas, desde o mês passado! - Ela via agora o moreno chora enquanto lavava a boca, seu rosto pálido fazia pensar que estava com alguma doença de guerra, mas o que podia fazer se nada que comia parava dentro de si? - Tony... Esses sintomas... Por favor... me conte... - Carter o abraçou vendo desabar em lágrimas em seu ombro.

- E-eu... Eu estou... esperando um... F-filho dele! Eu estou esperando um filho do Steve! - O Stark sussurrou no ouvido da morena a fazendo o abraçar mais forte. 

- E... Ele sabe? - Ela tentou manter o tom de voz normal, mas não conseguia, ela já estava suspeitando disso, mas se repreendia sempre que pensava isso.

- N-não! Nem pode saber até o fim da guerra, se não, não me deixará ajudar! - Tony se apressou em dizer se soltando da amiga enxugando a face tentando se acalmar. 

- E você acha mesmo que eu, Margareth Carter, irei o deixar ajudar, não mesmo! Anthony, você está esperando uma vida! Uma criança! - Ela sussurrou repreendendo o mais novo, que agora olhava para os coturnos. 

- Eu sou o único que consigo desarmar as bombas! Não posso ficar parado, ou tudo que fiz terá sido inútil! - Ele tentava argumentar mas a mulher balançava a cabeça negativamente.

- Nós vamos dar um jeito! Não se preocupe... ou fará mais mal ainda para o bebê... - Ela segurou  mão do moreno que repousava em seu ventre e abriu a porta do cubículo que era o banheiro, Steve os esperavam na cabine do piloto com seu pai. 

- Meu amor... Está melhor? - O loiro usava seu uniforme de Capitão América, o escudo em suas costas, e algumas armas no cinto. 

- Sim, já localizaram onde podem estar? - O moreno perguntou fingindo normalidade, sua mão segurava a de Steve fortemente. 

- Sim, estamos seguindo para lá no momento! - Howard exclamou sorrindo. Eles iriam conseguir, iriam derrotar a Hidra, e logo depois seria uma questão de pouco tempo até os conflitos da guerra acabarem, mas enquanto Tony estivesse ao lado de Steve ele estaria em casa, porque o loiro era o seu lar... 

  'Cause they say home is where your heart is set in stone

(Porque eles dizem que lar é onde seu coração está gravado na pedra)

Is where you go when you're alone

(É onde você vai quando está sozinho)

Is where you go to rest your bones

(É onde você vai para descansar seus ossos)

It's not just where you lay your head

(Não é apenas onde você deita sua cabeça)

It's not just where you make your bed

(Não é apenas onde você faz sua cama)

As long as we're together, does it matter where we go?

(Contanto que estejamos juntos, importa pra onde vamos?)

Home, home 

(Lar!)

- Estão todos prontos? - Howard indagou recebendo acenos positivos de todos. - Os homens já estão em suas posições. Tony, Steve, Peggy e coronel, vão! - O Stark mais velho ordenou e todos pularam para fora recebendo o vento gelado cortante. Tony apertou a barra do casaco rajado que vestia seguindo o noivo. 

Eles foram rápidos, Peggy conseguiu localizar Arnim Zola, que fugia em um carro da Hidra, o homem foi levado desfalecido e amarrado por soldados até um dos aviões dos Aliados. Tony embarcou no carro com Peggy seguindo para a sala de comando do complexo, muitos soldados lutavam ao redor, as armas dos agentes da Hidra eram extremamente poderosas, capazes de desintegrar os corpos de uma forma rápida. Eles conseguiram encontrar Steve e o coronel no meio do caminho, correndo atrás do Caveira Vermelha, mas o alemão já embarcava em um enorme avião gargalhando. Peggy acelerou o quanto pode e o carro praticamente disparou voando. 

- ESTÁ COM AS BOMBAS DIRIGIDAS AO ESTADOS UNIDOS! - Tony gritou se preparando em posição de defesa. 

- Eu irei até lá! - Rogers disse ao noivo ao que eles chegavam perto da hélice dos motores. 

- Mas... -

- Sem ''mas''! - Peggy gritou interrompendo. - VÁ STEVE! - O loiro deu um último olhar no rosto do amado, gravando seus traços. 

- Steve... Você... Derrote-o... Por nós! - O moreno perdeu a coragem de dizer que Rogers iria ser pai. O super soldado acenou o dando um último selo de lábios e pulando para o avião. Mas ele não entendeu que o ''Nós'' se referia a Tony e o pequeno ser humano que crescia dentro dele... O carro brecou na ponta do penhasco, e Peggy voltou a acelerar na direção contraria. 

- Vamos para a sala de comando! - O coronel ditou e eles seguiram o caminho. 

                                                                                              -X-  

Alguns oficiais remexiam os painéis de controle, enquanto Peggy tentava encontrar a frequência de Steve.

- Alô... Alguém consegue me ouvir? Tony! Peg!  - A voz de Steve soou falha no rádio chamando a atenção de todos, e Anthony correu para perto do painel.

- Meu amor! Está me ouvindo? - O tom de Tony era preocupado, ele estava com medo, sentia que algo ruim iria acontecer... - Onde o Caveira está?

- Ele está morto... Eu ainda não consegui desarmar o comando dos misseis! 

- Okay... Você tem que encontrar algo que sinalize! 

- Está tudo em alemão, eu não sei falar alemão! - O loiro começava a entrar em desespero. - Não tem mais o que fazer, Tony, eu irei desviar para outro lugar, terei que tirar o avião da rota! - Eles escutaram um chiado forte no rádio. - Já estou fazendo isso... 

- Você não pode! Tem que haver outro jeito! - A voz de Anthony estava embargada e o loiro percebeu isso.

- Meu amor...-

- Não! Steve! Você tem que voltar... O nosso filho precisa te conhecer! Ele precisa do pai ao lado dele! - Tony desesperou-se chorando... Ele arrependeu-se de não ter dito antes. - Você vai ser pai, meu amor... Vamos ter um bebê... - O que se seguram foram chiados.

- Pai?... Amor.... -*- Anthony! -*- Eu -*- amo! - E depois só altos chiados. 

- Eu também te amo... - O Stark deixou as lágrimas lhe banharem o rosto segurando o seu ventre. - Nós o amamos... - Ele sussurrou sentindo seu coração despedaçar. 

                                                                                        -X- Meses depois. 

Howard estava louco nas buscas ao Capitão América, Tony estava de repouso na mansão Stark em Manhattan, sendo mimado por Jarvis, Peggy e Natasha, sim, a ruiva amiga de Steve havia ido o ajudar durante a gravidez a pedido de Anthony, a maior parte do dia ele passava conversando com sua barriga no jardim da casa, deixava lágrimas caírem nas fotos do loiro, e lia e relia sua carta de condolências. Não conseguia aceitar o fato de que seu amado já não estava mais com ele... Que havia partido. Os meses para o moreno passavam lentamente, ele ia as consultas acompanhado de Jarvis, ou Nat. E para lhe torturar ainda mais, o rádio tocava Moonlight Serenade  a cada uma em uma hora. 

it's just another night

(É apenas outra noite)

And I'm staring at the moon

(E estou encarando a lua) 

Naquela noite de 3 de julho de 1945, as dores que Tony sentia eram fortes, eram as contrações do parto.

I saw a shooting star

(Vi uma estrela cadente)

And thought of you

(E pensei em você

Sua pequena estrela cadente iria nascer, finalmente iria, o fruto do seu amor com Steve viria ao mundo.

You're on the other side

(Você está do outro lado)

As the skyline splits in two

(A linha do horizonte se divide em dois)

I'm miles away from seeing you

(E estou a milhas longe de te ver)

I can see the stars

(Posso ver as estrelas)

From America

(Da América)

I wonder, do you see them, too?

(Me pergunto se você pode ver elas também?)

Ela era tão pequena! Nasceu na madrugada do dia 4 de julho de 1945, Sarah Maria Rogers. As exatas 05:43 da madrugada

So open your eyes and see

(Então abra seus olhos e veja)

The way our horizons meet

(O modo que nossos horizontes se encontram)

And all of the lights will lead

(E todas as luzes vão te guiar) 

Into the night with me

(Pela noite comigo)

And I know these scars will bleed

(E sei que essas cicatrizes irão sangrar) 

But both of our hearts believe

(Mas os nossos corações acreditam) 

All of these stars will guide us home

(Todas essas estrelas vão nos guiar para casa) 

I can hear you heart 

(Eu posso ouvir seu coração)

On the radio beats...

(Na batida do Rádio...) 


Notas Finais


EU NÃO SEI O QUE FALAR!
Cara eu chorei tanto com essa fic...
E não querendo dizer que eu escrevi um epilogo, mas eu escrevi um epilogo *-*


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