História Rádio City - Capítulo 5


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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Visualizações 20
Palavras 1.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá!!! Fica aqui mais um capítulo.
Boa leitura!!

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Rádio City - Capítulo 5 - Capítulo 5

POV Camila Cabello

            Acordar bem disposta em um dia de semana? Isso é mais raro do que se possa acreditar. Geralmente eu demoraria mil anos para me levantar e outros tantos para chegar à escola mas hoje é diferente. Tenho um encontro. Acho que o é por isso, tenho de fazer boa figura.

            Apesar de nunca ter tido um encontro, não acho que será difícil escolher o que vestir. Ou será? A minha intuição rapidamente falha quando fico a olhar para o armário na tentativa de ver algo de interessante mas tudo o que me vem à cabeça é “Meu Deus, eu não tenho roupa” o que é completamente mentira.

            Depois de muito experimentar acho por escolher umas calças de ganga com um cropped branco e finalizo com uma jaqueta de couro. Poderia ter escolhido um vestido ou uma saia mas ainda tenho que enfrentar um dia de aulas antes de encontrar Lauren pelo que opto por algo mais confortável. Quando à maquilhagem, acabo por passar apenas um delineador e um pouco de blush para não ter cara de doente.

            Pela falta de tempo, não tomo o pequeno-almoço em casa porque se não perco o comboio. É tão chato ter de depender de outros meios para chegar a horas seja onde for.

            Ainda na estação coloco os meus fones e começo a manhã com Work da Rihanna. Hoje o dia está a conspirar para ser produtivo. Porém, sempre boa música na Rádio City. Devo isso à Lauren.

            Quando a música acaba, é a vez dela falar e como sempre, eu derreto-me com a sua voz.

            - Olá, bom dia, se só agora ligas-te a rádio fica a saber que estás na Rádio City e eu sou a Lauren Jauregui e estas são as manhãs na City. – Entra a típica música de transição. – Sê bem vindo ou bem vinda, espero que tenhas uma óptima manhã de terça-feira. Já a seguir vais ter oportunidade de ouvir “Wonderful Wonderful” de Johnny Mathis que apesar de ser uma música antiga não deixa de ser linda assim como uma pessoa que conheci ontem, por isso aqui vai uma dica de amiga, mostra esta música à pessoa que gostas que eu tenho a certeza que ela vai se derreter. Agora as noticias, uma emissão patrocinada pelo Pingo Doce. – roda a introdução das notícias. – Que aliás, a partir de hoje a manhã será partilhada com a Normani, portanto deixo a emissão contigo, aos ouvintes da Rádio City, um resto de uma óptima terça-feira.

            A partir do momento em que ouvi “apesar de ser uma música antiga não deixa de ser linda assim como uma pessoa que conheci ontem”, não ouvi mais nada e tive a certeza de que ela estava a falar para mim. Podem-me chamar de convencida mas à uma ligação entre nós que é inexplicável. Por mais que só a tenha conhecido onde, sinto que já a conheço a anos e que sei todas as suas rotinas. Este momento foi só mais um aviso do destino de que estamos conectadas, ela sabe que eu sou ouvinte mas não sabe quando oiço a emissão, aliás eu podia nem ter ligado a rádio hoje e ter escolhido o Spotify. Ao mesmo tempo que acho isso bizarro e assustador, acho isso mágico então, só tenho a agradecer.

            A música (que assim como ela avisou, notava-se que era velha e com certeza a Dinah a acharia brega) era muito romântica e tinha uma letra bem trabalhada. Resumindo, amei.

            O dia na escola acabou por ser relaxante sem muita coisa para fazer, apenas continuar algumas matérias e por em prática outras. Decidi, por enquanto, não contar a Dinah o que se tinha passado no dia anterior, só lhe contaria depois de algum tempo, para que não fosse algo incerto.

            Depois das aulas seguimos o caminho habitual até que tive de arranjar uma desculpa para poder ir ter com a Lauren. Correu tudo bem, a Dinah nem desconfiou, portanto, o que me deixa nervosa no momento começava com L e terminava com n.

            Quando estou a 10 passos dela ocorre-me uma ideia idiota mas que decido colocar em prática. Como ela está de costas para mim, à medida que me aproximo diminuo a velocidade dos passos e sem que ela dê por isso coloco as minhas mãos em volta dos seus olhos. A princípio, sinto o seu corpo enrijecer mas rapidamente fica calmo e uma prova disso é ela recostar-se na cadeira.

            - Quem é? – Pergunto em um tom inocente e baixo.

            - Hm... não sei… Camila? – Responde num tom brincalhão e com um sorriso nos lábios.

            - Não era para teres adivinhado, sua tonta. – Finjo uma pequena indignação, tiro as mãos dos olhos dela e dou-lhe um beijo na bochecha.

            - Oh, ficas linda irritada. – Sinto as minhas bochechas ganharem cor. – E corada também. – Faz um carinho do meu rosto enquanto se levanta para me cumprimentar com um beijo.

            - Não faças isso.

            - Isso o quê? – Pergunta enquanto se senta novamente.

            - Deixar-me corada. – Respondo verdadeiramente envergonhada.

            - Ok, eu vou fazer o possível para isso não acontecer mas não prometo nada, até porque acabei de descobri que adoro fazer isso. – Bem, ela consegue deixar-me ainda mais envergonhada. – Agora quero saber de ti. Como foi o teu dia?

            - Normal como os outros, nada de muito importante. Apenas matérias e mais matérias.

            - Estudas o quê? – Pergunta enquanto toma um pouco da sua bebida.

            - Informática, estou no segundo ano do curso.

            - Interessante, talvez mais tarde possas me ajudar com a rádio.

            - Seria um gosto. – Dou um intervalo de silêncio e recomeço – Hoje ouvi a rádio de manhã. A indirecta foi recebida com sucesso.

            - Como é que tens a certeza que foi para ti? Eu posso ter conhecido mais pessoas ontem. – Diz um ar interrogatório.

            - Acho que foi um passarinho que me contou.

            - Ele estava certo, era para ti. Gostaste da música?

            - Amei, tem uma melodia envolvente e uma letra bem trabalhada mas como sabias que estava a ouvir naquele momento?

            - Instinto, apenas senti que deveria faze-lo e fiz. Ainda bem gostaste, é uma das minhas músicas preferidas de sempre.

            - Algum significado especial? – Pergunto, curiosa.

            - Um dia eu conto o porquê. – Responde e percebo que ela ficou distante e perdida em pensamentos.

            O resto da tarde passou-se com muita conversa entre nós. Fiquei a saber muito sobre a rádio e o horário rigoroso que ela levava todos os dias. Eu contei-lhe sobre o curso e quais eram as minhas ambições para o futuro.

            No final, (e porque ainda era cedo) decidimos dar um passeio num jardim ali próximo. Apesar de estudar mesmo ao lado, nem nunca tinha reparado que ali se encontrava um espaço tão verde e tão bonito.

 Para apreciar a vista sentámo-nos num banco e ficamos a observar as árvores, as pessoas ao redor, os pássaros que vez ou outra descansavam no chão ou procuravam por alimento, era tudo o que eu precisava para acabar o dia da melhor maneira. De certa forma, Lauren sabia disso.

- E sei que pode parecer cliché mas eu realmente gosto de vir para cá descontrair e observar as pessoas. Estiveste o dia todo enfiada na escola, acho que este bocadinho pode saber-te bem. – Disse descontraída enquanto me olhava.

- Nem sabes o quanto. – Respondi enquanto reparava (agora com mais pormenor) no seu rosto. Os dentes da frente destacavam-se entre os outros dando-lhe um charme natural, o piercing em forma de argola no seu nariz dava-lhe um ar mais rebelde e os seus olhos deveriam fazer parte da galáxia.

            Como se tudo fosse a câmara lenta, ela aproxima-se de mim ainda com algum receio. Neste momento as nossas pernas já se tocavam mas o nosso olhar nunca se desconectou.

            - Por favor, não me batas pelo que vou fazer.

            Então ela toma o meu rosto em suas mãos e os nossos lábios tocam-se pela primeira vez. O toque é suave e apesar de ser só um movimento de lábios eu sinto como se fosse muito mais.

            Assim que ela encerra o beijo, une nossas testas e apesar de ainda estar com os olhos fechados, sinto um sorriso surgir nos seus lábios.

            A partir daquele momento eu só tinha certeza de que alguma coisa tinha mudado dentro de mim, só não sabia o que era.



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