História Radioactive - Capítulo 38


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanyeol, Chen, Drama, Exo, Ficção, Futurista, Kai, Kris, Lay, Luhan, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Exibições 78
Palavras 2.269
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 38 - T O X I C - Ele ainda sorria para mim


 

POV SUHO

 

Eu não o havia matado, mesmo quando as intenções de Jungkook fosse exatamente essa - me matar.

 

Eu não era um assassino, esse papel cabia a Kai e a Rainha.

 

Jungkook sabia manejar bem a espada e isso me levava a crer que as armas foram propositalmente entregues para todos. Armas dos quais eles conseguiriam fazer um bom uso.

 

Sinto algo se aproximar da minha localização graças a minha sensibilidade com a agua. Aliás, agua estava em tudo, até mesmo no ar. Aquele labirinto era feito de agua congelada o que me dava uma grande vantagem em comparação com os outros prisioneiros.

 

Movo o meu corpo para a parede gelada e me arrasto até a nova divisão de caminhos do labirinto. Seja lá quem fosse estava bem próximo de mim. Segurei o cabo da espada - que antigamente era de Jungkook -  e tencionei meus músculos para o próximo golpe que viria a seguir.

 

A pessoa surge.

 

E com ela o susto de ambos.

 

Seulgi que parecia estar correndo se desequilibra e cai em minha direção. Envolvo ela com os meus braços e deixo que o impacto do meu corpo sobre o chão ocorra. A neve branca finalmente foi útil pra algo, além de congelar nossos pulmões. Ela serviu como um amortecedor para nossa queda, fazendo com que a dor em minhas costas fosse o mínimo possível.

 

Os cabelos longos de Seulgi caíram sobre o meu rosto, fazendo como se fosse um véu que caísse em nós dois, permitindo que nossos olhares se encontrassem e permanecessem assim por um tempo.

 

_Finalmente encontrei você. - Ela diz baixinho, com a sua voz ainda pressa na garganta. O vapor sai dos seus lábios e toca o meu rosto como um carinho. Seulgi estava pálida por causa do frio extremo, porém suas bochechas estavam avermelhadas pelo contato entre nossos corpos.

 

Seulgi estava perto de mais, seus lábios estavam muito próximos dos meus. Eu não conseguia desviar o olhar, Seulgi tinha uma beleza diferente. Todos os traços dos seu rosto eram angelicais, eram um convite para o paraíso.

 

Toquei com a ponta dos dedos em seu rosto e coloquei uma mecha de seu cabelo por de trás da orelha. Ela arregalou um pouco os olhos com a minha ação, porém não me impediu de continuar.

 

Eu me sentia num dever de protegê-la, de amá-la.

 

Seulgi era a melhor coisa que poderia ter me acontecido.

 

Meu coração batia forte no peito, e parecia estar totalmente sincronizado com o dela. Nossas batidas estavam aceleradas.

 

 

_Suho... - Ela diz o meu nome com leveza. E sinto que não posso mais aguentar.

 

_Seulgi, Suho? - O encanto parece se quebrar quando ouvimos a voz de Mei. Um cachorro latiu e olhei com mais atenção a garota parada ao nosso lado.

 

 

Ajudei Seulgi a se levantar, e ela estava mais tímida que o normal. Talvez por já saber que eu a beijaria se Mei não tivesse chegado na hora.

 

 

_Como conseguiu nos encontrar? - Digo para Mei com a voz um pouco tremida por causa do frio.

 

_Eu não sei... eu só me deixei levar por Ling.

 

_Ling? - Seulgi pergunta curiosa.

 

_O meu cachorro. - Ela responde apontando para o cachorro ao lado.

 

_Como achou ele? - Pergunto.

 

_É uma longa história.

 

 

Ninguém duvidava que fosse.

 

Seulgi se agachou e chamou o cachorro para si. Ling foi até ela e deitou na neve enquanto a menor começou a distribuir carinhos por todo o seu corpo peludo.

 

 Foi impossível impedir que um sorriso torto aparecesse em meu rosto. Seulgi era absolutamente bela e ficava ainda mais fofa quando brincava com o cachorro ao nosso lado.

 

 

_Suho? - Saio de meu transe e olho para Mei. - Está tudo bem?

 

Droga.

 

Ela tinha percebido. Eu estava escarando Seulgi sem pudor algum.

 

Eu não respondi nada, somente balancei a cabeça concordando com o que ela tinha perguntado.

 

_Temos que seguir - Mei continua falando. Seulgi faz um sinal afirmativo com a cabeça ficando novamente em pé, ela olha para nós dois como se esperasse mais alguma coisa.

 

_Temos mais chance se ficarmos juntos. - Digo olhando para ela.

 

 

-xx-

 

POV MEI

 

 

 

Suho quem liderava o caminho pelo qual seguíamos. Nós andávamos em um silêncio absoluto, pois qualquer barulho poderia atrair algo para nós, seja os outros prisioneiros ou os monstros que se escondiam no labirinto.

 

Porém eu era uma pessoa curiosa por natureza e tinha algo que estava me incomodando desde que aceitei seguir caminho com suho.

 

_Como conseguimos nos encontrar nesse labirinto? - Digo baixo, mas sei que todos foram capazes de me ouvir.

 

_Na verdade eu encontrei vocês. - Suho diz tranquilamente.

 

_Como? - Foi Seulgi quem perguntou.

 

_Meu totem é água, e esse lugar todo é feito de água congelada. - Suho não para de andar enquanto nos explica. - Eu consigo ter uma noção do espaço por causa disso, e por conhecer vocês duas consegui identificar a energia que deixavam na neve enquanto andavam.

 

Suho era forte. E o que me intimidava era o fato de não saber até onde essa força e inteligência iam.

 

 

-xx-

 

 

POV KRIS

 

 

Eu conseguia sentir o poder de Bom pulsando sobre minhas veias.

 

Entrei sem dificuldade na base América, assim como todas as outras vezes que estrava para conversar com Seulgi desde o dia que ela havia sido transferida. Caminhei sem presa até o porão do palácio onde ficavam os prisioneiros, e o que eu temia realmente estava acontecendo.

 

O torneio estava sendo realizado. E Seulgi estava no meio.

 

 

_Algum problema? - Ouço um gakker atrás de mim e entro novamente no personagem antes de falar.

 

Olho fixamente para os olhos negros do classe S e deixo o meu novo poder agir mais uma vez.

 

_Onde está acontecendo o torneio? - Digo lentamente, sem desviar o olhar.

 

 

Eu conseguia manipular e controlar a mente de qualquer um. Sendo gakker ou não.

Eu conseguia isso somente olhando nos olhos do meu alvo. Ter conseguido entrar ali com tanta facilidade e ainda por cima, andar pela base gakker como se fosse um semelhante se dava ao fato de agora possuir os dons de Bom, que permitia que eu usasse a magia ao meu favor. Era um feito simples de confusão, que fazia todos me enxergar como um gakker.

 

A rainha assim, não sabia da minha presença no local.

 

Nunca soube.

 

Nunca iria saber.

 

Eu estava há um passo à frente.

 

E gostava de ter essa vantagem.

 

 

_Ao norte da base. - O gakker diz sem nenhum tom na voz.

 

Faço um sinal positivo com a cabeça e espero por alguns instantes antes de começar a andar com o gakker ao meu lado.

 

_Me conte mais sobre o que está acontecendo aqui. - Falo devagar para o gakker. - Vamos fazer uma surpresa para a Rainha.

 

Hoje realmente seria um ótimo dia

 

 

-xx-

 

 

POV MEI

 

 

Eu estava cansada. Meus joelhos estavam latejando de dor e minha coluna parecia que estava gritando com o peso de todo o meu corpo. Meus pés já deveriam estar inchados e vermelhos de tanto andar e correr pelo labirinto.

 

Eu começava a achar que aquilo tudo era uma invenção, que na verdade não existia saída, que tudo era apenas um método de nos matar o mais lentamente possível. Se esse era o plano da Rainha eu deveria confessar que estava funcionando. Seulgi estava tão vermelha quanto eu, parecia que seu sangue havia se deslocado todo para o seu rosto.

 

Suho estava tranquilo e não parecia estar tão cansado quanto nós duas. Aliás, Suho já havia sido um soldado, e depois ele viveu um bom tempo sozinho junto com a irmã. Suas habilidades de sobrevivência era o que o mantinham numa situação melhor do que a nossa.

 

Seulgi me ajudou a retirar os meus sapatos. Ela pegou os meus pés e o mergulhou na neve fofa em que estávamos todos sentados. "Gelo serve para analgesia Mei" Ouvi Suho falar quase num sussurro.

 

Ling se deitou em cima do meu colo me proporcionando um pouco mais de calor para o meu corpo.

 

Ficamos parados não muito tempo para descansar, mas tempo o suficiente para sentir o gelo começar a congelar todo o nosso corpo. Minha boca tremia e as vezes eu sentia o ranger dos meus próprios dentes de tanto que eles batiam um sobre o outro num sinal de frio extremo. Aquela roupa não estava sendo o suficiente para nos manter aquecidos.

 

Coloco meus sapatos novamente e sinto um formigamento em meus pés, eles estavam congelados. Levantei e puxei Seulgi pelo braço para tentar ajudá-la a se levantar.

 

_Eu estou com sono... - Seulgi mal consegue dizer, as palavras acabaram saindo de uma maneira lenta de desengonçada de seus lábios roxos.

 

_Temos que continuar a andar se quisermos sair daqui, vamos lá! - Digo tentando puxá-la novamente pelo braço.

 

_Mei, ela está sofrendo de hipotermia! - Suho da um salto e segura o rosto com as duas mãos forçando a menor a olhar em seus olhos. - Seulgi, olha pra mim.

 

Ela tentou abrir um pouco mais os seus olhos, porém os mesmos se fecharam em seguida. Seulgi tinha desmaiado.

 

_O que está acontecendo Suho? - Pergunto aflita enquanto me aproximo mais uma vez da neve fofa.

 

_Ela está com a temperatura muito baixa. - Ele diz segurando o corpo dela junto do seu.

 

_Seulgi! Seulgi! - Grito em desespero.  Seguro o rosto dela com as duas e dou leves batidinhas em seu rosto gelado. - Essas roupas não estão sendo o suficiente para aquecê-la.

 

Suho pede para que eu segure Seulgi por uns instantes, e é o que eu faço. Ele se levanta segurando uma das adagas que Seulgi carregava sempre consigo. Suho cortou um pedaço de sua roupa e com o pedaço de tecido em mãos o preencheu com a neve depositada no solo. Ele fechou os olhos e estendeu a mão sobre o tecido coberto de neve.

 

A neve deixou então de ser neve e aos poucos ele foi passando para o seu estado líquido. Agora o tecido estava coberto de agua que aos poucos começou a fervilhar, como se estivesse sendo esquentado em um fogão à gás.

 

_Como você... - Deixo minha frase se perder quando Suho cai no chão enfraquecido.

 

_Eu consigo manipular a água, e para conseguir que ela fique quente eu uso o calor do meu próprio corpo.

 

Ele coloca os dedos na água quente e retira o pano encharcado de água quente. Ele não o torce para não desperdiçar nenhuma gota. Em breve o liquido quentinho que estava no chão, voltaria a ser novamente neve.

 

Suho aplicou o pano quente sobre o rosto de Seulgi que começava a ganhar uma tonalidade mais corada por causa do estimulo. Ele abriu o zíper frontal de sua blusa e pousou o pano sobre o seu peito, próximo do coração.

 

Ele segurou as duas mãos de Seulgi e fechou novamente os olhos para se concentrar. Suho sempre foi muito branco, porém a tonalidade que seu rosto passa a ganhar é de um pálido, como o de um cadáver. Toco seu ombro e sinto um calor passar dele pra mim. Tiro as mãos rapidamente.

 

Suho estava passando o calor de seu corpo para manter Seulgi aquecida. Para mantê-la viva. Suho estava colocando sua própria vida de lado para que Seulgi tivesse uma chance.

 

Foi nesse misto de pensamentos que me dei conta dos sentimentos que Suho tinha pela irmã de Kai.

 

_Para! - Digo alto, mas Suho não se meche. - Para com isso! - Vejo Seulgi se remexer em meu corpo já acordando. - SUHO!

 

_Suho... - Ouço Seulgi dizer e a ajudo a se sentar.

 

_PARA COM ISSO! - Grito ao empurrar Suho para o lado. Ele cai na neve fofa. - Seulgi precisa de você vivo e não morto!

 

 

Ele abre os olhos com dificuldade.

 

_Eu também preciso. - Digo já sentindo as lágrimas se acumularem em meus olhos. Mas eu não iria chorar.

 

_Você está bem? - Seulgi pergunta enquanto vai até onde Suho está caído. - Não faça mais isso! Por favor, eu não quero que você morra, eu não quero que seja um gakker, não me deixe sozinha, eu não aguento mais ficar sozinha oppa... por favor.. eu...

 

_Shhh - Suho a abraça forte em seus braços. - Esta tudo bem.

 

Um vapor sai dos seus lábios roxos por causa do frio imenso que nos cerca.

 

Sua mandíbula está tremendo dificultando que as palavras saem de sua boca.

 

Sinto todo o calor do meu corpo sumir, e não é por causa de nenhuma técnica usada como havia sido no caso de Suho. Eu estava pálida e provavelmente com a cara de maior espanto no rosto.

 

_Mei? - E enfim Suho conseguiu notar a expressão em meu rosto. Mas eu não o olhava e muito menos para Seulgi que estava, ainda de uma maneira desajeitada entre seus braços me olhando. Eu olhava para o reflexo preso no gelo atrás deles.

 

_Baekhyun... - Digo a palavra lentamente como se fosse o meu último sopro de vida.

 

_Ele está morto. - Suho diz alto.

 

_Mas ele está atrás de você.

 

 

Suho franze a sobrancelha e gira o pescoço para acompanhar o meu olhar. O mesmo era feito por Ling, e como resposta meu cachorro soltou um latido alto e ensurdecedor.

 

_Não tem ninguém Mei. - Ele diz calmo e Ling late mais uma vez como protesto.

 

Mas Baekhyun estava lá.

 

Olhando para mim.

 

Como se ele estivesse preso dentro da camada grossa de vidro que formava uma das paredes daquele labirinto.

 

Eu ainda conseguia ver o sorriso torto em seus lábios.

 

 


Notas Finais


Postando o capitulo da semana <3 Até o próximo!


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