História Radioactive - Capítulo 38


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 38 - 2 Years Ago... - Parte 2


Fanfic / Fanfiction Radioactive - Capítulo 38 - 2 Years Ago... - Parte 2

 

Como um dia comum, eu acordo, olho ao meu redor e penso se estou realmente vivo, porque depois de tudo o que passei, fica difícil acreditar em mim mesmo. A quase 2 anos a Coréia do Norte começou a trabalhar em testes radioativos, com o objetivo de criar uma bomba que liberasse radiação ao inimigo e o matasse instantaneamente. Todos ficaram preocupados com isso, quer dizer, a população, porque os governos começaram a se interessar nessa tecnologia. Foi aí que os testes começaram, um atrás do outro. O mundo não aguentou, e as consequência foram desastrosas. A radiação se espalhou pela atmosfera fazendo com que todo ser humano, cada ser vivo se transformasse em infectados, assim que a pessoa é morta, ela retorna a vida, porém atrás de apenas uma coisa, carne, carne para sobreviver. 

Não foi fácil abandonar o continente quando tudo isso começou, durante todo esse tempo vi pessoas sobreviverem, vi pessoas morrerem, no começo foi difícil, fiquei traumatizado, hoje em dia... isso é algo completamente normal. Ver as pessoas que você ama morrerem. 

Hoje, completa exatamente 2 anos que estamos em um navio da marinha, para falar a verdade, em uma frota de navios. Eu joguei um pouco de água em meu rosto para acordar. Me levantei, coloquei minha roupa de costume e fui até o refeitório do navio. No meio do caminho encontrei Luiz e Bianca.

— E aí, Pedro? Acordou tarde hoje ein! — Disse Luiz

— Mias tarde do que ultimamente! — Disse Bianca

Ambos haviam mudado muito, Luiz era um simples garoto quando tudo isso começou, hoje em dia tem atitudes de um líder. Ele já havia salvado tantas vezes a vida de Bianca que acredito que, hoje um depende do outro para sobreviver. 

— Tudo bem, vou fazer o possível para acordar mais cedo amanhã! — Respondi a eles com um bocejo

Continuei andando pelos corredores do navio, e sempre algum homem passava apressado carregando papéis. Quando entrei no refeitório vi que o lugar estava até que, um pouco mais lotado do que o comum. E de longe vi uma mesa onde, Thay, Alan, Carlos e Jefferson conversavam. Todos eles tinham uma coisa em comum, eu havia salvado a vida deles, até mesmo Jefferson. Jefferson, assim como Luiz, é meu amigo desde antes de todo este caos começar, nós 3 passamos por inúmeras situações, e hoje, podemos ser considerados sortudos. Sentei perto deles, bocejando.

— Que isso, Pedro? Acordando tarde de novo? — Disse Jefferson

— E ainda por cima com sono, né? — Disse Thay

— Qual é gente? Quem se importa hoje com horários? Não fazemos... merda nenhuma aqui dentro! —  Eu disse com preguiça

— Pelo menos... é melhor estar aqui dentro do que lá fora — Disse Carlos 

Começamos a ouvir um chiado, eram os microfones, provavelmente seria algum recado como o de costume. 

— Atenção a todos — Era uma voz masculina, a voz de Rogério, o homem que nos salvou dos infectados e nos trouxe até aqui — Infelizmente não temos contato com nossos homens a quase... 85 horas, então... só podemos acreditar, que o pior aconteceu. Olha, eu não acho que... há mais sobreviventes lá fora, durante 2 anos não encontramos mais sobreviventes, por isso... estou alterando o destino de nossa frota... Estamos indo para os Estados Unidos

Aquelas palavras deixaram todo o refeitório incomodado, sem sobreviventes, alterar o curso. A essa altura ninguém mais acreditava em esperança

— Ele é louco? — Perguntou Alan — Deve haver mais infectados nos EUA do que no Brasil inteiro! 

— Não podemos fazer nada... — Disse Jefferson

— Não! Cala a boca! Deixa que eu falo com ele! — Eu disse com raiva

— Quem? O Rogério? Cara ele tá no porta aviões, como é que você vai sair desse navio? — Disse Jefferson

Jefferson tinha razão, eu não podia fazer nada a não ser ficar quieto, em meu canto. Por isso voltei até meu dormitório, fui até minha escrivaninha e comecei a escrever várias coisas aleatórias em meu caderno.

"Desde que Rogério nos trouxe aqui não vejo Fernando. Da última vez que vi ele, havia uma ferida enorme em seu peito, e ele parecia estar louco, por mais seguro que eu esteja nesse lugar, não confio nessas pessoas, não confio em mais ninguém a não ser meus amigos"

Até que as luzes do dormitório se apagaram. Eu me levantei abri a porta e percebi que não só as luzes do corredor inteiro apagaram, mas o navio inteiro apagou, tanto é que o navio nem se movimentava mais. Ao longe vi um homem encapuzado correndo, enquanto carregava uma metralhadora. Ele estava correndo em minha direção quando perguntei

— O que tá acontecendo?

— Protocolo de evacuação! Acho que vamos ter que evacuar o navio! Chame o máximo de civis e os leve lá pra cima! 

Eu fiquei assutado com aquilo. Voltei até meu quarto peguei minha besta, uma arma que eu não utiliza a muito tempo, uma lanterna e minha mochila. Fui andando pelos corredores até o quart mais próximo, o quarto de Thay. Parei em frente a porta de ferro, e bati algumas vezes lentamente. A porta abriu e Thay apareceu. Ela estava com aquela mesma cara, aquela mesma impressão de medo e garota frágil.

— Pedro, o que que tá acontecendo? — Ela perguntou

— Eu ainda não sei, mas um sujeito falou pra levar todo mundo lá pra cima, ele falou alguma coisa sobre evacuação. 

— Evacuação? Vou pegar minhas coisas

Ela pegou sua camisa, sua mochila e sua pistola com silenciador. Fomos andando pelos corredores até o andar superior do navio. Já estávamos quase subindo a escada quando vimos um homem cair da escada. Depois de um grito que ecoou por todo o corredor. EU me agachei olhei para ele, depois para o pescoço. Olhei para Thay e disse

— Ele foi mordido!

Thay, começou a chorar, ela agachou colocou a arma sobre a cabeça do homem e atirou

— Droga, por isso vamos evacuar, porque tem infectados no navio! — Disse a ela

Fomos andando pelos corredores do navio, por todos os lados haviam corpos no chão, com mordidas por todo o corpo. Chegamos até uma porta de ferro, eu olhei para Thay e disse

— Se passarmos por essa porta, podemos chegar até o convés! 

— Mas e os outros? — Ela perguntou preocupada

— Acho que eles nos deixaram aqui! 

Tentei abrir a porta mas estava trancada, por sorte eu tinha uma chave de fenda. Assim que coloquei a chave de fenda na fechadura, escutei o gemido de um infectado. Olhamos para trás e vimos a sombra de vários deles andando pelos corredores

— Pedro, vai logo, não há tempo! — Disse Thay

— Calma, eu to tentando, to tentando! 

Mas já era tarde, ao longe vi os infectados se aproximando, Thay pegou sua arma e começou a atirar neles. 

— Vai logo Pedro, VAI LOGO! — Ela gritava

— Calma aí.... CONSEGUI! 

Abri a porta, nós dois passamos e fechamos a porta em um infectado, fazendo com que seu braço se separasse do seu corpo.

— Vamos! Temos que ir pro Convés! — Eu disse 

Fomos até o Convés do navio, lá encontramos Luiz, Jefferson, Bianca, Carlos, Alan e até mesmo Rogério. Eu estava com raiva, enfurecido, fui andando até Rogério e disse

— Seu desgraçado, filha de uma puta! Você sabia disso né? SABIA DESSA MERDA? e mesmo assim nos deixa trancados lá em baixo? Nós podíamos ter sido mortos!

— FODA-SE, isso aqui é uma questão de sobrevivência, não podíamos ter a certeza de que estariam vivos — Disse Rogério — Agora vamos embora an-

Uma grande explosão pode ser sentida, a explosão veio da parte de trás do navio. O chão começou a tremer, e em segundos o navio estava afundando, enquanto as sirenes foram disparadas. Vimos vários homens correndo até os botes

— VÃO! VÃO! Corram até os botes, CORRAM! — Disse Rogério

Mas assim que Rogério subiu em um bote, um infectado pulou até ele mordendo seu pescoço e rasgando a sua pele, vários homens começaram a atirar, enquanto outros, corriam até os botes. 

— Venham! Me sigam! — Disse um jovem 

Ele nos levou até um bote, subimos e assim que olhamos para o rosto dele, Luiz, Jefferson e eu reconhecemos. Era Victor, nosso colega de classe

— Meu Deus, Victor? — Perguntou Jefferson 

— Jefferson? CARACA, JEFFERSON?

— TIRA LOGO A GENTE DAQUI! — Gritou Alan 

Victor desceu o bote, e caímos ao mar. Usamos os remos para nos afastarmos do navio, depois de um tempo, vimos o navio inteiro começar a afundar. 

— Vamos para o porta avi- 

Antes que Carlos completasse a frase, todos os navios, e até mesmo o porta aviões, explodiu, como explosões sincronizadas. Não sabíamos o que estava acontecendo, não fazíamos ideia do que estava acontecendo, mas de uma coisa tínhamos a certeza, nada, NADA  estava ocorrendo como esperado. 

Quando olhei para Victor, pensei em fazer inúmeras perguntas, mas somete uma veio a minha cabeça

— Victor... o que...o que que tá acontecendo? 

— Desculpa, cara! 

Eu olhei para ele com dúvida. Mas ele me nocauteou, me fazendo desmaiar instantaneamente.

 



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