História Radioactive - Capítulo 39


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Palavras 1.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 39 - Old Friends


Fanfic / Fanfiction Radioactive - Capítulo 39 - Old Friends

Eu senti um pouco de enjoo, senti minha mão úmida, molhada. Abri os olhos e senti uma dor muito forte em meu pescoço. Me levantei, e percebi que ainda estava no pequeno bote, mas desta vez, em uma praia. Eu olhei ao meu redor e vi que todos ainda estavam dormindo, com exceção de um, Victor, ele não estava lá, com nós. Vi que nossas coisas estavam espalhadas pelo chão do bote, procurei minha besta e minhas flechas, saí do bote armado e fui andando pela praia.

Bem próximo ao mar, ainda haviam destroços dos navios. A praia estava com corpos de soldados e civis, o lugar fedia muito, todos os corpos já haviam sido devorados por infectados. Tentei me aproximar dos destroços de um helicóptero mas não aguentei o fedor. O cenário era terrível, então resolvi voltar até o bote. Joguei um pouco de água no rosto de Carlos, ele começou a tossir e acordou, ele olhou para mim assustado. Eu fiz sinal para que ele fizesse silêncio, pois haviam muitos corpos ao nosso redor e qualquer um deles poderia ser um infectado. Então fomos acordando a todos, com cuidado e silêncio, todos estávamos com medo, não sabíamos nem aonde estávamos. 

Com muito cuidado saímos da praia, entramos em uma minúscula loja. Eu me sentei no chão, coloquei a mão na cabeça e a primeira coisa que disse foi: 

— Mas o que... aconteceu? — Perguntei suando e com medo 

— Cadê o Victor? — Perguntou Luiz um pouco irritado — CADÊ ELE? 

— Ah! Foda-se ele!  — Gritou Alan — Temos que encontrar logo um lugar para passarmos a noite

— Voltamos a estaca zero! — Disse Bianca

— Como assim? — Perguntou Thay 

— Significa que voltamos ao zero! Significa que estamos em perigo, que podemos morrer a qualquer momento! Qualquer descuido... e nós morremos — Respondeu Bianca

Jefferson foi até a vitrine da loja olhou para a praia, depois para a cidade. Tudo parecia ser pior do que São Paulo, pelo que parecia, a cidade havia sido bombardeada, vários prédios destruídos, grama alta dominando tudo, escombros para todos os lados.

— A gente não sabe nem onde estamos! — Disse Jefferson

— As coisas pioraram agora — Eu respondi com os olhos fechados — Quando estávamos em São Paulo, os mercados ainda tinham comida, tinha água, ainda havia um pouco de energia, carros tinham gasolina. E agora? Que que vai ser da gente? Temos que pensar no que fazer, ou então vamos morrer em dias! 

— Já sei! — Disse Luiz — Vamos pra algum prédio, ficamos lá por algumas noites, depois a gente pensa pra onde ir, eu acho que nessa hora é a  nossa única opção

Concordamos com Luiz, não sabíamos nem em que continente estávamos, não sabíamos nem a onde Victor estava. Nem mesmo... o Fernando... será que Fernando ainda está vivo? Depois de tudo o que aconteceu? Ou será que ele fora a causa das explosões nos navios? Eram muitas perguntas para nenhuma resposta. 

Saímos da loja, vimos que já estava anoitecendo, tanto que até víamos o pôr-do-Sol. Fomos andando por uma imensa avenida procurando algum prédio que não estava destruído, o que era difícil. Até que ao longe, vimos alguém andando, Alan tinha um binóculo, ele pegou e olhou, depois olhou para mim e disse

— É seu amigo problemático! 

Nos escondemos atrás de um carro. Luiz pegou sua arma

— Que isso cara? Tá maluco? — Perguntou Jefferson

— Peraí, vou ver se acerto a perna dele! — Respondeu Luiz 

— Não faz isso cara! — Disse Jefferson segurando seu braço

— Parem com isso! — Gritou Bianca

Mas já era tarde, Luiz acabou apertando o gatilho, dando um tiro e acertando uma janela. Todos nos agachamos novamente. 

— Pega as armas! Acho que ele tá vindo! — Disse Carlos

Colocamos munição em nossas armas e apontamos para qualquer lugar que ele aparecesse. Então ele surgiu de surpresa em nossa frente

— Epa, epa, qual é? Abaixa isso aê, somos amigos! — Ele disse com as mãos pra cima

— Amigos? Acha que ainda somos amigos depois de você ter botado todo mundo pra dormir naquele bote, e depois nos ter largado naquela praia cheia de mortos? 

— É.. é... olha... eu tive que fazer aquilo, tá legal? Vocês não estavam em condições boas, daí eu tive que fazer isso e leva-los a um lugar seguro, por favor, não levem a mal!

— Lugar seguro? — Perguntou Jefferson irritado 

— É... olha, eu acho que encontrei algumas pessoas que podem nos ajudar agora — Disse Victor com medo das armas

— Esquece Victor! Não confiamos mais em você! — Eu disse a ele

Até que Alan deu um soco em seu rosto, fazendo Victor cair ao chão no mesmo instante

— Mas o que que você fez? — Gritei a ele

— Ué, não era isso que queria? 

Mesmo carregando Victor fomos andando pelas ruas, destruídas, não havia nada que nos ajudasse, nem mesmo um animal por perto, nem mesmo um infectado. E mesmo assim, eu pensava no que Victor disse, será mesmo que ele encontrou pessoas para nos ajudar agora? A essa altura era difícil encontrar alguém em quem confiar. 

Quanto mais andávamos mais escurecia, as ruas ficavam negras não se enxergava mais nada. E aos poucos, escutávamos os sons dos infectados, talvez porque estávamos nos aproximando cada vez mais do centro. Até que ao longe vimos uma forte iluminação, vindo de algum prédio. Em seguida vimos um carro, um carro de cor branca com detalhes de cobre, ou ferro. coisas enferrujadas. Então paramos, no meio da avenida. O carro parou a nossa frente, o farol abaixou e o motor desligou. A porta abriu e alguém saiu, uma mulher. Uma mulher não muito alta, com uma trança, uma jaqueta de couro e óculos escuros. Ela se aproximou de nós e perguntou

— Quem são vocês? Estão a quanto tempo por aí? De onde vieram?

Levantamos nossas mãos para cima. Então a mulher se aproximou de Thay e fez as perguntas novamente para ela

— Quem são vocês? Estão a quanto tempo por aí? De onde vieram?

— Somos só sobreviventes, chegamos ao litoral não faz muito tempo, algumas horas, viemos da praia, sobrevivemos a um naufrágio!

A mulher foi andando e olhando nossos rostos, enquanto apontava uma lanterna para nossos olhos. Ela olhou para trás, para um homem que estava dentro do carro, depois olhou para nós e disse

— Eles não vão fazer nada! Aposto que não sabem nem carregar uma arma direito!

Depois ela se aproximou de Alan e Jefferson, e viu o corpo de Victor no chão, ela olhou para eles e perguntou

— Que merda que aconteceu com ele?

— É... a gente entrou em uma discussão, daí eu botei ele pra dormir! — Disse Carlos

A mulher começou a rir, depois olhou para o homem e disse

— Tá vendo só, Joe! Uma briguinha e já batem no guri! 

Ela se aproximou de mim e de Carlos, e disse

— Hmmmnn... vocês parecem ser durões, deixa eu adivinhar, vocês são líderes né? Olha, eu não me importo muito se vocês vão falar... ou não mas... bem, eu to com uma fortaleza em um shopping, já faz 2 meses, eu acho, e a gente tá precisando de ajuda... pra vários coisas. Vocês podem vir e nos ajudar, ou podem ficar, e deixar que meu amiguinho ali, mate vocês, um por um. Olha, não é nada pessoal mas é que... tem pessoas aí fora que... não gostam de nós, sabe, eu tô falando de canibais, e bem, eu não vou deixar que um bando de garotos espalhem nosso esconderijo por aí. Mas então.. vocês querem vir, ou não?

Eu olhei para ela seriamente, enquanto segurava minha besta e disse

— E por que eu devo confiar em alguém que mal nos conhece e já pensa em nos matar?

— Porque é assim que as coisas são hoje em dia amigo, ou você confia em alguém, ou você mata! 



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