História Radioactive - Capítulo 40


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Palavras 1.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 40 - Friends or Enemies


Fanfic / Fanfiction Radioactive - Capítulo 40 - Friends or Enemies

Ficamos calados, não por medo, mais simplesmente por segurança. Eu ainda não sabia se ela era louca ou só era mais uma sobrevivente tentando proteger seu grupo. Passamos por uns 5 homens armados nos verificando. Depois, finalmente chegamos a sua base.

Como ela mesma havia dito, o lugar era um shopping. Só que agora estava umas 50 vezes mais seguro. Tudo estava muito bem reforçado. O primeiro andar era o mais seguro, havia bastante armadilha, e muitas armas. O lugar estava extremamente escuro, por fora era inteiramente iluminado mas por dentro, havia apenas algumas lamparinas. 

— Bem garotos, é isso! Esse é o meu melhor. Querem ficar aqui? deem o seu melhor. Se não quiserem, eu levo vocês até nosso matadouro. 

Ficamos quietos, sem dizer nada. Haviam muitos homens, e todos eles nos encaravam, alguns davam risadas e outros olhavam para nós com cara de desprezo.

— Tudo bem, tudo bem, vocês dois! Venham comigo. Ô Joe leva o resto deles pro segundo andar!

Ela chamou Carlos e eu. Ela nos levou a uma sala bem protegida e gelada. Sentamos em cadeiras de plástico e ela se sentou em uma poltrona de couro rasgada. Ela colocou seus pés em cima da mesa e disse

— Acho que começamos pelo pé errado né? Vamos começar pelo pé certo agora! Eu sou a Fênix, quer dizer.. esse é meu apelido, eu não digo a ninguém o meu nome. E vocês... quem são?

— Eu sou o Carlos, e aquele ali é o Pedro! É a gente quem mantém nosso grupo "no caminho certo" 

— Então Carlos.... e Pedro, eu quero saber se vão mesmo aceitar as nossas regras, e se vão mesmo colaborar comigo

— Colaborar com vocês? — Eu perguntei meio sarcástico — Você pega a gente no meio da cidade e começa a mandar na gente, e ainda nos leva pra um lugar que parece mais uma prisão do que abrigo

— Olha cara eu acho que precisamos estar em uma prisão para sobreviver, nos dias de hoje!

— Eu não tava falando do prédio, tava falando desse seu pessoal esquisito!

— Relaxa, com o tempo você se acostuma! 

— Por que você não larga a gente na cidade ein? E deixa a gente em paz? 

— Eu já falei porque! Agora senta aí e me escuta! 

Eu me sentei cruzei os braços e comecei a escutar a tal "proposta" dela pela milésima vez

— Eu posso oferecer a vocês quartos, comida, armas, munições, higiene, e até mesmo algumas revistinhas. Mas se quiserem isso... terão que me obedecer, terão que deixar que eu mande em todos vocês! Terão de ser MEUS! 

— Tudo bem, to dentro! — Respondeu Carlos

Eu olhei para ele meio furioso

— Ótimo! Agora deixa que eu levo vocês aos seu grupo

Ela nos levou até o segundo andar, em uma sala grande, no meio dessa sala havia uma mesa de vidro, e todos estavam sentados ao redor desta mesa conversando. 

— O quarto de vocês está.. logo a direita! Vou deixar vocês aí, amanhã nos vemos! — Disse Fênix saindo

Sentamos junto a eles e Luiz foi o primeiro a questionar

— É sério isso? Vamos ficar aqui mesmo?

— Mas é claro que não! — Eu respondi — Acha mesmo que vou deixar alguém que se intitula "Fênix" mandar em mim? Mandar na gente? Vamos embora nessa madrugada. Pega TUDO o que puderem temos que estar preparados para qualquer coisa.

— Pedro? Você tá bem? — Perguntou Thay — Você viu o pessoal, tem uns 30 caras armados aqui! 

— Ela tem razão! — Disse Jefferson — Mesmo se fugirmos, qualquer um de nós pode morrer! 

— Vamos ser discretos! — Eu disse — Eles se acham tão espertos! Que esqueceram do quanto foram burros em deixar essa janela aí! 

Todos olharam para a janela na sala depois olharam para mim. Bianca foi a primeira a questionar.

— Como vamos descer? são quase 15 metros de altura! 

— Com essa corda aqui! 

Eu sabia que todo esse plano seria burrice, sabia que alguém morreria. Mas a única maneira de sobreviver seria escapando da maneira mais perigosa possível. Então colocamos o plano em prática. 

Carlos lentamente quebrou o vidro da janela. Lançou a corda para fora e fomos descendo. Eu seria o último a descer, e a essa momento já se ouvia alguns homens tentando arrombar a porta da sala. Me pendurei na corda e a última coisa que vi foi os homens mirando em mim. Por sorte, consegui me lançar pela janela. Mas pelo meu azar, eles cortaram a corta me fazendo cair de uma altura de quase 3 andares. Caí em cima de alguns arbustos. Minhas costas doíam de mais. Eu ainda conseguia andar mas estava com uma dor muscular muita intensa. 

— Pedro, você tá bem? — Perguntou Jefferson

— Não sei... acho que quebrei uma costela, mas sei lá, eu consigo.... mas que merda é essa?

Olhamos a mina direita e vimos vários sacos de cadáveres, todos com corpos adentro.

— ESTÃO AQUI!!!! — Gritou um homem atirando em nós.

Todos corremos para um muro baixo, que nos levava para dentro da cidade novamente. Estávamos bem perto do muro, alguns até conseguiram passar. Mas Thay acabou tropeçando, o que foi tempo suficiente para um homem pega-la, segura-la pelos cabelos e apontar uma arma para sua cabeça

— Cara, o negócio é o seguinte — Disse o homem armado — Vamos fazer um acordo, beleza? Você chama seus amigos, todo mundo volta pra cá, e eu não mato ela. Ou eu deixo você fugir, mas mato ela. Acha que vai conseguir sobreviver com esse peso na consciência? 

— Já passei por muita coisa! Acho que sei, mais do que você, o que é ter um peso na consciência!

Então peguei uma pistola e apontei para a cabeça do homem. Mas muita coisa veio a minha cabeça, naquele momento. Lembrei de Isabella, lembrei de vários dos meus amigos morrendo, lembrei da certeza que tinha de que alguém morreria nessa escapada. Só não imaginava que seria Thay, uma garota tão frágil. Ela não havia passado por um trauma tão pesado quanto ao resto de nós. Agora... seria certo eu deixa-la morrer? Seria certo eu arriscar a vida dela?

Fechei os olhos e atirei. Uma decisão burra talvez, uma atitude idiota, talvez. Na realidade, isso era medo. Medo de cometer qualquer erro. Por isso deixei que minhas péssimas atitudes levassem a algo. Eu abri os olhos e vi, a minha frente um corpo cair ao chão. Estava muito escuro, difícil de enxergar, então dei alguns passos e vi que, quem havia morrido, era o próprio homem armado. A primeira coisa que passou em minha cabeça foi o meu pessimismo. O meu erro foi acreditar no lado ruim das coisas, e não ver o lado bom. Eu só percebi isso quando Thay me abraçou.

— VAMOS LOGO, VAMOS EMBORA!!!! — Gritou Luiz 



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