História Radioactive - Capítulo 44


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Palavras 1.049
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 44 - A New Hope


Fanfic / Fanfiction Radioactive - Capítulo 44 - A New Hope

Quanto mais nos aproximávamos do lugar, mais homens armados surgiam ao nosso redor, alguns no alto das montanhas, outros atrás de alguns escombros e carros. De longe vimos um portão de ferro se abrindo. Então um homem acompanhado de 2 homens armados e um garoto de uns 7 anos surgiu, vieram andando em nossa direção. Ficamos parado aguardando. 

O homem estava com um casaco de frio e um sobre tudo, ele parou, colocou as mãos na cintura, olhou para nós e perguntou:

— A quanto tempo estão aí fora? 

— Acho que vai fazer uns 3 dias, sobrevivemos de um naufrágio — Respondeu Victor

— Naufrágio? — Ele perguntou curioso

— Sim, havíamos sido salvos pela marinha, mas aí... alguma coisa deu errado — Disse Luiz

— Certo, e... você já mataram muitos? 

— Zumbis? claro! Pessoas? Hm... acho que posso dizer que sim, afinal elas nos ameaçaram — Eu respondi

— Então tá, vocês podem entrar!

Passamos pelo portão de ferro, entramos em um corredor escuro, sem nenhuma iluminação, e só então chegamos a um elevador enorme de ferro enferrujado. Entramos e permanecemos calados. O único som que ecoava era do elevador rangendo lentamente até o subsolo. Passamos uns 8 minutos até chegarmos ao subsolo. A porta de ferro abriu e então vimos um lugar enorme iluminado a energia, não víamos energia como essa a um bom tempo. O local estava cheio de pessoas armadas, a direita havia um refeitório, a esquerda alguns dormitórios e a nossa frente algum auditório.

— Q... que lugar é esse? — Perguntou Jefferson observando o refeitório

— Bem... podem chamar esse lugar de "Reúgio" — Disse o homem — E eu... podem me chamar de Miguel, estão dispensados, homens! Olha, eu sei como devem estar se sentindo, devem estar pensando que eu sou algum cara mau, devem estar com fome, cansados, com sono! Bem, vamos para a minha sala conversar, por favor.

Entramos em uma sala iluminada a velas, alguns sentaram em um sofá de couro, outros, como eu, ficaram de pé. Miguel se sentou em uma cadeira de couro. e ascendeu um cigarro.

— Ué, não vão se apresentar? Eu já me apresentei! — Ele disse assoprando

— Bom, eu sou o Pedro, esse o Jefferson, Luiz, Bianca, Alan, Victor e Carlos

— Tudo bem, é um prazer conhecer vocês! — Ele disse, agora se levantando — Bom, o negócio é o seguinte. Já vai fazer uns 7 meses desde que inaugurei essa base. Pra falar a verdade, desde que... virei o líder. O meu objetivo aqui é trazer as pessoas de lá de fora, pra cá! Hoje nós temos uns.... 47 sobreviventes. A maioria são jovens, ou adultos. Então.. estou oferecendo a vocês a oportunidade de sobreviverem, de terem um lugar para dormir, em troca de... vamos dizer  "serviços que nos ajudam" Então, o que me dizem?

— Já passamos por muita coisa semelhante, não queremos passar pela morte de novo! Então, agradecemos a oferta, obrigado! — Respondeu Jefferson meio irritado e voltando ao elevador

— Hey, Jefferson, não cara, volta aqui! — Eu disse

— Não cara! Você tá doido? Não percebe por tudo que passamos? Quer arriscar sua vida de novo confiando em um qualquer? 

— Sim! Não temos lugar para sobreviver, e olhe só as pessoas aqui! Estão todas armadas, servindo a eles, tem crianças aqui cara! Temos que confiar nele! 

— Confiar nele? Você não entende né Pedro? Vem logo comigo! Vamos sair dessa, antes que algo dê errado! Vamos! — Ele disse esticando a mão

— Não... desta vez eu vou ficar, boa sorte no apocalipse, Jefferson! — Eu cumprimentei ele, em um sinal de despedida, e então ele foi embora, sozinho no fim do mundo

— Já passei por situações semelhantes... — Disse Miguel — Minha esposa.. morreu no parto do meu filho de 7 anos... Eu sei.. nenhum de vocês confiam em mim. Eu não posso reverter o pensamento de vocês, posso tentar, mas não vou conseguir, a confiança se conquista, não é negociada. Venham comigo!

Ele nos levou até um laboratório, um lugar branco cheio de médicos, explicou que aquela era a enfermaria, depois nos levou até um corredor enorme com alvos nos fundos, aquele era o corredor de treinamento, depois nos levou aos dormitórios, sem seguida a sala de armas e no final desse "tour" nos levou até um auditório. Ele parou bem ao centro e disse

— Enfim, esse é o refúgio, se quiserem mesmo ficar aqui, terão de seguir as regras, terão de colaborar, e o principal: terão de saber conviver. E o que me dizem? 

Eu dei dois passos, cutuquei ele e disse que gostaria de falar com ele em particular. Fomos de volta ao seu escritório. Somente eu, e ele. Ele se sentou em sua cadeira, e eu em uma poltrona de couro.

— É o seguinte... Miguel! Tenho certeza que vamos ficar, tenho certeza de que vamos colaborar, tenho certeza de que vamos saber conviver, mas não tenho certeza se vamos confiar em você! 

— Eu já expliquei, que a confiança se conquista. Sabe, você está exatamente igual a mim quando cheguei aqui. Este lugar era um laboratório de pesquisas, eu cheguei com minha família aqui, Eu, meu filho, minha filha e minha mãe. Só haviam cientistas aqui, até que um dia... aquelas coisas invadiram esse lugar, só sobrou eu e meu filho. Então eu, sozinho comecei a cuidar deste lugar, cada muro, cada barreira, cada detalhe, foi feito por mim! E agora, quando vejo você, olho para você como meu sucessor. Quer saber se podem confiar em mim? tome isso!

Eu peguei aquilo da mão dele, era uma caixa de madeira com detalhes de ouro. Eu abri e haviam as algumas chaves e a foto da família dele

— O que é isso?

— Tudo o que restou de minha família e... a cópia das chaves deste lugar. Pedro, caso eu morra, quero que prometa a mim, que você cuidará deste lugar assim como cuidou de seu grupo. Você promete?

— Sim, prometo

Ele abriu a porta, e eu voltei ao resto do grupo, que conversavam. Então parei coloquei as mãos na cintura e disse

— Nós podemos ficar, olha eu sei que alguns de vocês estão com medo. Mas eu sei, que desta vez podemos confiar nele, agora... se algum de vocês acha que não deve confiar nele. Então faça igual o Jefferson, vá embora. Eu não vou te impedir, eu vou entender. Então... alguém?

Ninguém foi embora. Todos se entre olharam e deram um sorriso 



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