História Radioactive - Capítulo 47


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Palavras 1.159
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Fantasia, Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Saga, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Spoilers, Suicídio, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 47 - Strange Desire


Fanfic / Fanfiction Radioactive - Capítulo 47 - Strange Desire

— Pedro... Pedro, é você? 

— I.. Isabella? 

Eu estava em um lugar escuro, sem iluminação alguma, eu não enxergava nem as minhas mãos, cada passo que eu dava era como se eu estivesse pisando em poças de água. Então comecei a correr, comecei a seguir a voz de Isabella. Então uma forte luz iluminou o lugar inteiro. A minha frente, estava Isabella, de pé, em cima dos corpos dos vários dos meus conhecidos e amigos no chão, onde eu pisava, não era água, era sangue. O sangue dos meus amigos e conhecidos, eu me ajoelhei no chão e comecei a chorar, Isabella foi até mim, colocou sua mão sobre meu queixo e disse:

— Tudo está bem! Junte-se a mim, e seremos felizes o resto de nossas vidas!

Eu acordei...

Eu estava, na enfermaria dormindo, depois de Sarah sofrer uma ferida grave na mão, eu, Willian e Victor, ficamos com ela na enfermaria, a chuva não só afetou seu sistema sanguíneo, como também seu coração, ela acabou desmaiando. Eu olhei para trás, e vi que Victor já estava pronto para trocar de lugar comigo.

— Caraca, fiquei quase 3 horas aqui — Eu comentei

— É... tô vendo — Respondeu Victor

Fui até o auditório, era um lugar silencioso, um ótimo lugar para pensar nas coisas que sonhei. Nada naquele sonho faz sentindo, nenhum sonho tem sentido, talvez esse sonho não passava de um aviso, ou significava que eu iria morrer em breve, de qualquer jeito eu estaria preparado.

— Conversando sozinho ? — Perguntou Miguel — Sabe, depois dessa confusão com a Sarah, Willian não teve tempo de me dizer o que encontraram, e aí, encontraram algo de relevante?

— Bom... é, nada de interessante, algumas jaquetas, mochilas e fogos de artifício

— E nada mais que isso?

— Bem, não...

— Sei que está mentindo! Eu reconheço, quando alguém está mentindo, não adianta tentar, vamos, diga!

 — Tudo bem, é o seguinte, nós acabamos encontrando algumas pistas, de outro grupo. Daí a gente resolveu ir até eles, mais aí quando a gente chegou lá, vimos que eles parecem mais algum tipo de... psicopatas ou algo assim.

Miguel se assustou, deu dois passos para trás, depois pediu para que eu o seguisse, fui até o escritório dele e vi ele pegando algumas armas.

— Pra onde nós vamos?

— Psicopatas não é? Vocês foram muitos burros... não imaginaram que eles poderiam segui-los? Temos que ir até eles, oferecer algum "acordo de paz"

— Miguel, relaxa só tivemos uma conversinha, nada mais.

— Esse é o problema! Já imaginou se eles resolvem vir até nós atrás do que temos? Vamos, temos que ir até eles bater mais um papinho.

No meio do caminho, percebi que o assunto era sério, Miguel estava mesmo preocupado, tanto é que ele foi armado até os dentes, sua expressão de medo era notável, e esse era o problema: mostrar ao inimigo que sente medo. 

Chegando lá, vimos o mesmo sujeito de cabelos presos na entrada, ele chamou novamente a mulher. Eles abriram o portão, entramos, paramos frente a frente, até a mulher perguntar

— O que fazem aqui? de novo? 

— Queremos nos unir... sabe? formar uma só resistência! — Respondeu Miguel ainda com medo

— Devem estar desesperados atrás de sobreviventes, pro grupo de vocês né? — Perguntou a mulher — Vamos, entrem, temos que ir pro meu escritório.

Entramos no prédio, o lugar parecia ser uma prisão, cheio de homens e mulheres malhados, alguns praticavam exercício, outros esfolavam corpos de infectados. Todos olhavam para nós com fúria, entramos em uma sala escura, havia somente uma mesa de madeira e um tapete, paramos em cima do tapete, a mulher pegou uma caneta e perguntou:

— Então... qual é a proposta mesmo? Vocês querem que nós, nos juntemos a vocês?

— S.. sim, nós podemos ser uma ótima resistência — Disse Miguel gaguejando

— Minha resposta é não! E sabem por que? Porque foram pessoas como vocês que acabaram com o mundo! Não foi a ignorância do homem, ou até mesmo algum deus quem criou isso! Foram, vocês capitalistas e inovadores, buscando sempre a perfeição! E olhem só o que aconteceu? O mundo chegou ao fim! Romeo, Charlie, prendam eles!

— Peraí!! POR QUÊ? — Gritei

— Devem aprender que, o novo mundo começa com novas regras, novas políticas, novas religiões, não tem mais essa de "aprimorar para inovar" Agora somo todos iguais!

Dois homens nos arrastaram até uma sala escura iluminada apenas por uma única lâmpada. A sala tinha várias ferramentas de construção. Eles nos prenderam em duas cadeiras de ferros. Um homem alto e careca, pego uma aranha e disse

— Tá vendo essa aqui? O nome dela é Flávia! E vai ser ela que vai mudar a vida de vocês haha

— E se isso não funcionar? — Perguntou Miguel sem medo da aranha

— Bom, se não funcionar, vou ter que aplicar outro método!

— N.. não cara.. não! — Eu disse com medo

Ele botou a enorme aranha peluda próxima a meu rosto, então ela foi andando lentamente pelo meu rosto

— Ah! Se quiser uma dica! Respira mais forte, ela vai picar você com tanta força que você vai dormir por horas — Ele disse rindo

Depois de jogar a aranha em mim, o homem pegou uma cobra e jogou sobre Miguel

— Isso não me afeta...  Eu já trabalhei como veterinário em um Zoológico!

— Ótimo! Sabe... é ótimo saber disso! 

O homem pegou uma furadeira, segurou Miguel pela cabeça e, sorrindo apontou a broca para seu olho, ele ligou a furadeira e o sangue foi se espirrando para todos os lados. Miguel não parava de gritar, enquanto eu estava ainda paralisado, com medo da aranha me picar.

— Aí guri! relaxa, você é o próximo!

O desespero tomou conta de mim, a picada da aranha não era nada, comparado a uma furadeira em meu olho. Então escutei sons de tiros. A porta se abriu e Alan, Carlos, Victor e Hugo entraram dando tiros no homem. Hugo tirou a aranha de mim, eu corri até Miguel e coloquei um pedaço de pano em seu olho. A ferida era enorme, se estendeu de seu olho até seu nariz. Ele ainda gritava de dor.

— Vamos logo sair daqui, tem mais gente vindo aí! — Disse Hugo

Saímos do lugar sorrateiramente, e fomos embora de lá, evitando que algo pior aconteça. 

No refúgio, Sarah já estava acordada, ainda se recuperando, e tentando movimentar as mãos. Porém, nem tudo estava tão calmo. Bianca estava na enfermaria, eu corri até lá. Luiz estava lá.

— Que que aconteceu? — Perguntei

— O que aconteceu? Eu é que pergunto! 

— Isso, é pra depois, agora me diz, o que houve com a Bianca!

— E.. eu não sei, estávamos lanchando daí ela começou a passar mal, dor de cabeça, tontura, sei lá cara... acho que é alguma gripe!

Um mulher de cabelos presos, com um camisa branca entrou na sala, era a enfermeira

— Ótimo, a doutora Débora chegou! — Disse Luiz

Ela examinou Bianca por uns minutos, depois tirou os aparelhos dela, ela tirou seu óculos e olhou para nós.

— O que ela tem? Vamos, responda! — Disse Luiz desesperado

— Ela tá grávida! 



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