História Radioactive - Capítulo 30


Escrita por: ~ e ~LuuhPotter23

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Astoria Greengrass, Blásio Zabini, Daphne Greengrass, Draco Malfoy, Fred Weasley, Gina Weasley, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lord Voldemort, Luna Lovegood, Pansy Parkinson, Ronald Weasley, Theodore Nott
Tags Ação, Aventura, Draco Malfoy, Drama, Harry Potter, Novela, Romance, Suspense
Exibições 56
Palavras 3.112
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, tudo bom com ocês? Voltei no mesmo mês e-e, ou seja, o quarto- e último- capítulo postado no espaço de um mês! Eu conseguiiiiii, amém sem or.
Esse capítulo tem o intuito de mostrar mais a aproximação dos quatros amigos mesmo. E também, vocês vão saber o que aconteceu depois da batalha da torre de astronomia, que aconteceu no capítulo anterior. Já deixando claro, a Elena conversa consigo própria numa parte do capítulo. Tirem suas próprias conclusões mais tarde.
Enfim, eu fiz uma nova fanfic! É na era dos marotos. Quem quiser ler o prólogo postado, deixarei nas notas finais.
Obrigada pelos novos favoritos <3
Obrigada pelas leitoras que comentaram capítulo anterior! a social algumas vezes não ta enviando a notificação de capítulo postado. Então, solicito as leitoras que usualmente leem minha fic, de toda a semana checar se um novo capítulo foi postado.
Boa leitura xx

Capítulo 30 - An Unusual Morning


Acordei me sentindo exausta. Olhei para a janela do quarto que tinha acordado. Já estava noitinha, e a única coisa que iluminava o céu sem estrelas era a lua. Não devo ter dormido sequer duas horas direito, sentia-me mais exausta que antes.

Me lembrei dos gritos, dos duelos e dos jorros de luzes de várias cores que iluminavam os corredores do grande castelo de Hogwarts. Lembrei de quando vi Gina, Hermione e Luna me procurando pelo castelo, com medo de eu ter saído ferida. Estava sob a Capa, eu e Pansy. Vi minha mãe duelando, e sorri orgulhosa. Do que ela tinha de bela, ela tinha de engenhosa. Não sabia os tantos feitiços que os Comensais sabiam, mas sabia como sair de armadilhas deles.

Andávamos bem ao lado de Draco, e Nathaniel seguia na frente com nosso pai. Draco parecia não querer estar ali, não querer estar fazendo aquilo, mas seguia em frente com o aperto de seu pai nos ombros, indicando para ele continuar a andar e não questionar. Nate andava com queixo levantado, vestindo a sua máscara de garoto arrogante da sonserina. Ele segurava a sua varinha entre os dedos, um hábito que adquirira. Ele não segurava a varinha como todos, e sim do seu próprio jeito. Aprendera por si próprio, quando mais novo, a utilizar a varinha e criou o seu próprio jeito de segurá-la. Meu irmão poderia ter sido da Corvinal.

Snape revelou ser o Príncipe Mestiço a Harry, que antes tentara usar um dos feitiços criados pelo professor contra Snape. Foi uma tolice. Snape é um gênio mal-entendido, e aposto que Harry sequer pensara que o livro com anotações e truques de Poções era de seu antigo professor.

Levantei-me da cama. Em uma cadeira estavam dobradas algumas roupas. Peguei-as com cuidado, como se fossem preciosas. As roupas que eu usava estavam um pouco rasgadas e fiz uma nota mental de agradecer a seja quem tenha trago roupas para mim. Vesti a blusa de manga e a calça jeans, ambas pretas. Olhei ao redor do quarto que eu acordara. Eu estava na sede dos Comensais da Morte.

Fiz uma trança rápida nos meus cabelos, alguns fios ficando soltos. Não calcei as minhas botas que estavam sujas, ficando descalça mesmo. Segurei a minha varinha na minha mão boa, a esquerda. Qualquer coisa, eu estaria preparada.

Girando a maçaneta, e me locomovendo para fora do quarto, senti um cheiro vindo do final do corredor. Sendo uma pessoa curiosa, caminhei a passos leves e silenciosos até onde o cheiro me guiava. Escutei o som de três vozes, e pedi a Merlin para não ser o pessoal seboso que eu odiava. Nem todos Comensais eram ruins, mas tinha uns que me davam nojo.

Respirei aliviada quando percebi que meus três amigos estavam na cozinha, e não alguém sem ser eles.

-Quanto tempo eu dormi? - perguntei, procurando um relógio no cômodo que me indicasse quantas horas eram. Falhando na tentativa, voltei o meu olhar a eles. Os três me olhavam em um misto de preocupação, confusão e alívio. Continuei os encarando, esperando uma resposta.

Finalmente, meu irmão decidira se pronunciar:

-Dois dias- falou, dando de ombros. Meu queixo caiu. Como eu poderia ter dormido isso tudo e ainda sim estar exausta?

-Ficamos preocupados- Draco disse e meu coração ficou apertado. Não gostava de deixar as pessoas preocupadas comigo.

-Deixei roupas novas para você na manhã de ontem- Pansy afirmou, enquanto tirava algo do forno- Pensei que elas iriam começar a ficar empoeiradas.

Se fosse outro momento, eu até riria da piada dela. Porém, o máximo que eu consegui fazer foi agradecê-la por ter se preocupado comigo. Dizendo que não foi nada, serviu biscoitos recém assados para a gente.

-Isso está muito bom- Nathaniel se esgueirou para roubar mais outro biscoito- Quer se casar comigo, Pansy? - perguntou em tom de piada, mas vi Pansy ficando vermelha e um brilho surgindo em seus olhos.

Troquei um olhar com Draco e nós dois damos uma risadinha.

-Uma oferta tentadora, mas não- recusou dando uma gargalha de satisfação ao ver meu irmão a olhar com um olhar questionador.

-Por que, oras?- perguntei, pelo meu irmão- Nathaniel tem um coração bom, mesmo que não seja o cara mais bonito que você vá conhecer né- brinquei, dando um soquinho no ombro dele.

Draco riu.

-Até porque eu sou o cara mais bonito, não é, Elena?

-Concordo, Malfoy- balancei a cabeça- Eu peguei a beleza que Nathaniel poderia ter.

Nathaniel sorriu, envergonhado. Baguncei os seus cabelos e o abracei forte, para indicar que era brincadeira. Ele não se importava com a questão de ser belo ou não, pois tinha prioridades. Ninguém podia negar que meu irmão era belo. A combinação de seus cabelos pretos grandes e olhos azuis como o céu, levavam as garotas a loucura.

-Draco é uma doninha- Pansy jogou a piada do quarto ano novamente- Nathaniel não. Ou seja, Draco não é o cara mais bonito.

-Ei! - exclamou, aborrecido- Qual é o seu preconceito com doninhas?

-Nenhum- respondeu- Tenho mesmo é contigo.

Soltei uma gargalhada, sendo acompanhada por todos, exceto Draco.

-Não fique assim, bebê- falei, o chacoalhando para aborrecê-lo. Agora era a hora de irritar Draco Malfoy- Nem todas caem mais de amores por você.

-Mas você sim- rebateu.

-Eu não! - devolvi- Eu quero mesmo é o seu dinheiro- me levantei da cadeira, e cruzei meus braços.

-Você é rica, Elena- Nathaniel comentou, e eu revirei os olhos.

-Não estraga a brincadeira- resmunguei.

O astral do cômodo tinha melhorado. Risadas constante eram arrancadas por mim ou Pansy nos meninos.

-Pensei que você me amava- falou Draco, fingindo estar a ponto de chorar.

-Quem disse que eu não te amava? -Perguntei, indignada, colocando uma mão no meu peito teatralmente. -Draco Malfoy, eu te amo mais que Snape gosta de não tomar banho.

Nathaniel e Pansy deram um gargalhada alta e eu quase os acompanhei, mas me segurei.

-Se casa comigo? - Draco perguntou, ainda na nossa brincadeira. Ele tinha ajoelhado e tudo mais, só faltava o anel! Soltei uma risadinha, porém desejando que fosse tudo verdade.

-Sou toda sua- afirmei e foi a deixa para Malfoy me pegar no colo como os noivos pegam as noivas no colo. O movimento foi tão rápido, parecia até que eu tinha peso de uma pena para ele. Eu ria enquanto ele me girava pelo cômodo, ainda me segurando nos braços. Ele sorria também, e eu ficava feliz por ver o brilho em seus olhos cinzas novamente.

-Vamos, esposa- ele começou a andar, e eu balancei a minha mão em adeus para Nate e Pansy. Vi eles sorrirem maliciosos, mas não deu tempo de mostrar o dedo do meio para eles.

Ainda me segurando em seus braços, caminhou até o final do corredor e abriu a última porta a esquerda com uma certa dificuldade. Entramos no cômodo, que poderia concluir-se que era de Draco. Um Malfoy nunca hesitaria em decorar o seu quarto com as cores da Sonserina, verde e prata.

Nossos olhares se cruzaram. Draco ainda tinha um sorriso de orelha a orelha em seu rosto. Raramente esboçava um sorriso. Era como se um rasgo se abrisse em seu rosto. Era difícil para ele, ainda, fazer esse gesto. Agora entendi o porquê de ele ter dito que a minha volta tinha sid uma bênção em sua vida.

Colocou-me gentilmente na cama. Logo depois, deitou-se ao meu lado. Não tiramos a roupa, nem fizemos nada além de nos beijar. Naquela hora, a companhia um do outro já era o suficiente. Tínhamos uma conexão forte, bastava uma troca de olhares para um entender o que o outro estava passando.

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-Acordem, meus amores! - uma voz familiar nos chamou. O dono da voz abriu a janela, deixando a luz forte do sol bater no meu rosto. Levantei-me de supetão, o que fez minha visão ficar meio inebriada.

-Nathaniel, seu idiota- Draco falou, jogando uma almofada no rosto de meu irmão- Qual é o seu problema?

Meu irmão deve ter cheirado a Pedra Filosofal.

Oras, por que ele faria isso?

Bem, cheirar algo tão valioso assim, não é muito prudente.

Concordo.

E Lorde Voldemort queria aquilo. Queria a Pedra Filosofal.

Para um propósito, é claro.

Vida eterna.

Quem não iria querer a vida eterna?

É, mas ele não obteve sucesso.

Por causa do trio.

Mas ele já tinha as horcruxes. Sete horcruxes.

Ele deveria querer um plano de contingência.

É claro! Até porque uma horcrux já foi destruída.

O diário...

Sim, o diário!

Se ele não obteve sucesso com a Pedra...

Ele deve estar procurando algo que seja mais poderoso. Algo que o faça ser mais poderoso, mais perigoso.

As relíquias?

Sim, as relíquias. Três, elas são.

Voldemort iria querer a varinha, é claro.

O irmão que morreu embriagado em poder. Como alguém pode deixar o poder o cegar?

Ele não quer a Capa. Talvez só a pedra da invisibilidade. A varinha das varinhas é algo mais valioso a ele.

-Gosto de começar o dia cedo- respondeu, estalando os dedos e olhando ansiosamente para nós.

-Dormir é bom, sabe- argumentei, desembaraçando o meu cabelo de leve com os dedos.

-Campbell- Pansy deu um soco no ombro de Nate- Eles estavam fofos dormindo juntos! Por que teve que acordá-los?

Revirei os olhos.

-É- concordei- Por que nos acordar?

-Na minha casa não tem esse negócio de preguiça! - falou, cruzando os braços.

-Nathaniel, são oito horas da manhã- Draco mostrou o visor do relógio para ele.

-E daí? -Rebateu. - Eu acordei às seis!

-Maluco- resmunguei, me levantando da cama.

-Sou o mais sensato dentre nós quatro- afirmou, convicto.

-Querem dar uma volta pela Londres trouxa? -Pansy nos perguntou, enquanto enrolava uma mecha de cabelo no dedo, distraidamente.

-‘Tá maluca igual ao seu irmão, Elena- Draco zombou, apontando para Nate e eu joguei uma almofada no rosto dele.

-Não estou- disse Pansy- Vamos, não vai ser tão ruim assim.

-Concordo- balancei a cabeça. -Temos que nos transfigurar antes. Não podemos sair por aí assim, imagina se alguém nos achar?

Todos concordaram.

-Mas e o pai de vocês? -Draco perguntou- E os outros?

-Diremos que estávamos caçando trouxas- Nate deu de ombros- Na Idade Média tinha a caça às bruxas, e hoje em dia pode ter a caça aos trouxas!

-Isso mesmo, sabe-tudo- concordei- Você é bom com mentiras e em convencer nosso pai. Vai ser fácil.

-Então podemos ir, certo? -Pansy perguntou, com brilho nos olhos.

-Não sei por que está tão curiosa em passear pela Londres trouxa- Draco disse secamente, enquanto descíamos para tomar café da manhã.

-Não me diga que você nunca teve curiosidade em saber como os trouxas viviam? – Devolveu Pansy, com uma sobrancelha levantada. Draco resmungou alguma coisa que não ouvi direito.

-Sou o único maior de idade aqui- Nathaniel se pronunciou, depois de termos feito uma boa refeição e mudarmos de roupa- Talvez não seja o melhor em Transfiguração- olhou para mim, que dei um sorriso-, porém, dá para o gasto.

Ele balançou a varinha para o rosto de Draco. Agora de loiro, estava com cabelos escuros e olhos escuros também. Com Pansy, seus cabelos castanhos agora estavam ruivos e seus olhos totalmente azuis. Ela estava mais alta, também. Nathaniel não mudou nada nas feições do rosto de nenhum dos dois. A mudança de altura, de cor de olhos e cabelo, já os deixava indistinguíveis.

Olhei para meu irmão. Lancei um olhar complacente para ele, e ele captou a ideia, pois balançou a cabeça, em aparente concordância. Apontou a sua varinha para mim. Fechei os olhos me concentrando em suas feições. Depois de uns segundos, abri os meus olhos.

Peguei o espelho de mão que estava repousado em uma mesinha. Eu estava igual a ela. Os mesmos olhos azuis, que brilhavam feito cristais no sol. O mesmo cabelo escuro, que caía pesado sobre meu torso, com a mesma tonalidade escura.

Nathaniel ficara de queixo caído. Tocava no seu rosto, como se não fosse real. Como se ele não estivesse tão parecido com meu tio, com nosso tio. Dentre os Davies e os Henckmann, meu irmão gostava mais de meu tio. Ele também era um Comensal da Morte, mas não era como nosso pai, ele sabia ser frio ou sensível quando podia. Os mesmos cabelos curtos de Elijah, os mesmos olhos verdes impactantes, e o mesmo físico estavam agora ressaltados em meu irmão. Nathaniel agora não carregava mais a expressão agressiva, preparado para amassar seus ossos só com o olhar. Ele tinha a expressão leve do meu tio, a de um homem calmo que carregava uma tempestade por dentro.

-Vocês estão tão diferentes- Pansy disse num suspiro. Nathaniel estava mudado, mas ainda era o mesmo. Nunca conseguiria ter o carisma ou o a astúcia que Elijah tinha, mesmo sendo da sonserina. E eu nunca poderia ter o olhar gentil e inocente da minha mãe. Não mais.

-Esse era o propósito- disse rispidamente, depois ficando brava comigo mesma pelo o meu tom de voz.

-Vamos logo- Draco pediu, acabando com o silêncio que havia se instalado fazia poucos segundos.

Nós três seguramos no pulso de Pansy, que iria escolher o lugar para aparatarmos. Segurei o braço de Draco fortemente, quando senti que eu ia de cara no chão. Nunca me dava bem ao aparatar, a sensação estranha de aparatar sempre permanecia durante meia hora ao menos.

Vi trouxas de várias idades andando na cidade movimentada. Grandes ônibus vermelhos de dois andares andavam de lá para cá. Em uma esquina, uma grande e vermelha cabine telefônica tinha sido construída. Um aroma leve de chá com biscoito prevalecia no ar. Algumas pessoas estavam sentadas em cadeiras do lado de fora de algumas cafeterias, conversando.

A rua estava muito tranquila. Isso me fez pensar que talvez tivéssemos aparatado em uma rua menos movimentada. Londres, a cidade trouxa que eu tinha ouvido falar, não era assim tão calma. Era visitada por muitos turistas em todo ano, como Paris era. Seria então fácil para nós passarmos de simples turistas.

-É melhor trocarmos essas roupas- falei, apontando para nossas roupas, que não seriam adequadas para nos misturarmos aqui.

-Nate, meu caro- Draco chamou. -, quer dar as honras?

Não era um pedido, e sim uma ordem disfarçada. O olhei em censura. Fomos para um canto não movimentado da rua. Nathaniel não hesitou, e logo usou a arte da transfiguração ensinada por Professora Minerva Mcgonagall a nós. Ao final de tudo, eu usava uma blusa de uma banda trouxa chamada ‘Rolling Stones’, e uma saia preta. Draco, uma blusa de uma banda também, junto a uma calça escura. Nathaniel usava uma blusa de manga, assim como nós três, mesmo eu tendo insistindo que ninguém saberia o significado da nossa marca. Pansy nem precisou de transfiguração, sempre usava roupas no estilo da moda trouxa.

-Vocês fazem um casal esquisito- observei, arrancando uma risada de Draco. Malfoy não perderia a oportunidade de deixar algum amigo embaraçado.

-E vocês fazem um terrível casal roqueiro- emendou, Pansy. Olhei para ela, dando de ombros. Nós estávamos parecendo mais normais que eles. E isso era um pouco óbvio, até para ela.

-Roqueiro? -indagou Malfoy, com uma sobrancelha levantada- O que isso significa?

Foi a vez de Nate responder.

-Vem do estilo trouxa de música ‘’Rock’’- explicou, sabendo a resposta na ponta da língua- É alguém que adere a esse estilo, e costumam, por vezes, roupas de cores pretas. Ah, e eles vão aos shows de bandas de rock e tudo mais.

-Roupas pretas? - repetiu, Draco- Copiadores!

-A cor preta é bem comum no mundo trouxa, sabe, Malfoy- explicou Pansy, impaciente.

Eu ri da cara de nojo que ele fizera. Ainda era um pouco difícil me acostumar que ele não estava com seus ajeitadíssimos cabelos platinados. Do mesmo modo que era difícil me acostumar que, em qualquer vitrine que passávamos, eu via o quão parecido com a minha mãe eu estava.

Para um dia de primavera, o céu estava bem fechado. Com a volta de Lorde Voldemort, e os constantes ataques aos trouxas, o céu se entristeceu por isso tudo. As nuvens que se formavam no céu, continham todas as minhas lágrimas que eu segurei. As lágrimas que Nathaniel não pode deixar rolar por suas bochechas, pois nosso pai não hesitaria em bater nele.

Nosso destino final cada vez mais próximo, a vontade de continuar com essa batalha diária cada vez mais se esvaindo por nossas mãos. Vejo no garoto ao lado, o mesmo garoto que minhas mãos estão entrelaçadas, os fantasmas de uma infância não vivida. Quem sabe se ele não poderia ter caído na Corvinal, junto a mim, se não fosse pelo pais dele? Acho que Nathaniel cairia na Grifinória. Não acho, tenho certeza. Só alguém que pertencesse a Grifinória, teria coragem de pedir para cair em outra casa.

Visitamos a Tower Bridge, porém não tínhamos uma câmera para tirar foto. Muitos trouxas tiravam foto de seus amigos e parentes, ou até da grande ponte. Alguns turistas nos pediram informações, e dizemos que éramos turistas também. Não era mentira, e sim uma meia verdade. Vivíamos em um lugar, na Londres bruxa, e sequer conhecíamos a Londres inteira.

No final do nosso curto passei, visitamos a London Eye, a roda-gigante dos londrinos. Aprendemos naquele dia, a função de uma roda-gigante e também entramos em uma! Draco poderia negar, mais seus olhos esboçavam curiosidade. De fato, a crença da linhagem pura e do ódio aos trouxas cada vez se apagava, ou pelo menos eu achava.

Mesmo a volta nessa incrível roda-gigante tendo durado apenas meia hora, eu fiquei impressionada. Podemos ver o Parlamento, que Nathaniel apontou avidamente. Pudemos ver toda a cidade, e era a coisa mais fantástica que vi naquele ano, ou talvez na minha vida. Convencemos ao segurança do brinquedo a nos dar a passagem livre, pois não tínhamos sequer algum dinheiro trouxa. O que duas garotas bonitas fazem em uma cidade movimentada!

Consegui esquecer dos meus problemas por aquela manhã inteira. Eu era uma garota normal durante três horas, talvez quatro. Minhas únicas preocupações eram em comer e não me perder naquela cidade. Mas, quando cheguei em casa, aquela garota tinha desaparecido. Elena tinha voltado, ela e os sermões do seu pai. Nós quatro tivemos que ouvir ele falando o almoço inteiro que éramos adolescentes imbecis, e que teria uma reunião aquela noite.

Me controlei para não tacar um feitiço silenciador para eu não ouvir mais o monólogo do meu pai. Mas, por algo chamado de ‘’rastreador’’ posto pelo Ministério, eu não poderia. Em cerca de um mês, eu faria dezessete anos; consequentemente, seria maior de idade no mundo bruxo. Nunca tinha ficado tão ansiosa por ficar um ano mais velha quanto já fiquei na minha vida. 


Notas Finais


Heey, o que acharam do capítulo? Darei um pudim para cada um(a) que comentar! (isso me deixaria muito feliz, se vocês deixassem um comentário!).
Eis aqui a minha nova fanfic e-e (é muito legal, confiram) >> https://spiritfanfics.com/historia/blood-moon-marauders-era-7146435
Acho que é só isso. Boa noite ou tarde :v, e até mais!
amo vocês <3 xoxo


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