História Ragnarok - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Dr. Bruce Banner (Hulk), Heimdall, Loki, Odin, Personagens Originais, Thor
Tags Loki, Thor Ragnarok
Visualizações 22
Palavras 1.554
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom, é minha primeira vez escrevendo algo que não é original, espero que eu seja fiel a essência de cada personagem. Qualquer erro crasso de português, por favor, avisem.

Capítulo 1 - A visita de Odin


Fanfic / Fanfiction Ragnarok - Capítulo 1 - A visita de Odin

A moça trincou os dentes com repúdio e desgosto, balançando a cabeça em desaprovação quando soube das notícias.

No hospital onde trabalhava, foi pega desprevenida, trajava o uniforme de enfermeira e estava no intervalo quando os dois apareceram por um portal e ela foi surpreendida por Odin sem toda a sua magnificência com aparência apenas de um mortal idoso que estava à beira da morte.

O coração dela se despedaçou com aquela imagem, sentiu em seu ímpeto vontade de cuidar dele e acabou esquecendo-se de toda a sua raiva. Se ele estava em Midgard, quem estava governando Asgard? Então, Odin, a deixou ciente do que Loki havia feito.

—Loki! —Repetiu o nome com asco, mágoa e desgosto. — Aquele maldito trapaceiro! Como ele pôde? Eu deveria saber que ele estava por trás disso. Ele usurpou o trono! O que vamos fazer?

A moça se sentiu angustiada, caminhou de um lado para o outro na frente dos dois homens que a encaravam intrigados e ela se perguntou por que eles também não estavam no mesmo estado.  Loki estava no trono de Asgard, por todos os deuses, será que só ela via a gravidade da situação? Se perguntou se Odin estava em seu juízo perfeito.

— Posso avisar a Thor, se assim desejar, ou abrir um portal para que regresse a Asgard  e o desmascare na frente de todos, majestade. —Sugeriu ela ao idoso que apenas negou com a cabeça com uma calma acalentadora e um sorriso brincando em seus lábios. Syn então sentiu sua onda de fúria sumir com aquele sorriso melancólico de seu rei. Havia algo errado, isso ela sentia com todo o seu sangue asgardiano.

—Já me livrei do feitiço dele há muito tempo, Syn. Eu escolhi ficar. Tenho um forte aliado no mago supremo de Midgard. Não é para isso que estou aqui...—Explicou-a, ao mesmo tempo, apresentando-a ao homem que estava ao lado dele rapidamente, Syn cumprimentou ao desconhecido com um aceno de cabeça e Strange a cumprimentou do mesmo modo. — Eu pedi que ele me trouxesse apenas para me desculpar por tê-la exilado, criança. —Encarou a moça a sua frente, vendo-a apenas como a criança que um dia conheceu, ela parecia surpresa agora, Odin recordou-se de uma tenra deusa apaixonada por um jovem midgardiano. Thor o lembrava ela agora, teimoso, apaixonado por uma mortal, fazendo de lar um mundo que não era o dele. Ela ainda parecia tão nova e tão criança quanto a última vez que a viu, como se o tempo não tivesse passado.

 Stephen Strange que também estava no local se sentiu desconfortável por ouvir a conversa pessoal entre os dois.

—Eu já o perdoei há muito tempo, pai de todos. —A voz era gentil e suave, combinava com a fragilidade que a moça aparentava ter. —Não há rancor em meu coração. Eu vivi o meu amor mortal como pude, vi o homem que amei morrer, mas eu sabia que seria assim e não me arrependo. Agora eu amo Midgard, aqui se tornou meu lar. Assim como o de Thor quando ele se tornou um Vingador.

—Partirei em paz, sabendo que pelo menos um de meus pecados está perdoado. Eu admito que fui injusto com você.

Ele deixou evidente um pouco de sua tormenta.

—Eu o perdoei e entendi seus motivos. —Tranquilizou-o gentilmente, não queria que ele sentisse qualquer pesar por parte dela, apenas paz. —Como soube que eu estaria aqui, neste hospital? —A curiosidade a venceu.

—Sempre soube que tinha uma alma caridosa, Syn. Cuidar destes que estão à beira da morte seria algo que faria, nunca foi guerreira como Thor, mas era uma curandeira excelente em Asgard e julguei que faria o mesmo aqui. Seu poder está fraco, mas ainda me guiou até você.

—Não estou tão fraca quanto julga... —Teimou, contrariada. Fazendo Odin  rir contida e carinhosamente, já que agora ela estava deixando evidente o orgulho e a arrogância comum de todo asgardiano(a). — Posso levá-lo para Asgard se quiser e...

—Não. —Odin a interrompeu. Manifestou com aquela única palavra seu desejo de não regressar ao seu mundo. —Poupe suas energias. Eu não quero estar em Asgard quando o meu tempo acabar. Dará forças a ela.  Thor e Loki precisam estar em vantagem.

—Dará forças a quem?

—Ninguém importante. —Desconversou, com um semblante sombrio no rosto já tomado pela idade. Segredos e mais segredos. Às vezes ela sentia que Asgard foi erguida sobre eles. — Apenas fico feliz que esteja bem.

—Agradeço a visita e por ter lembrado de sua desobediente serva. —Ela caçoou de si mesma e o viu encará-la com repreensão.

—Apenas foi atrás do que a faria feliz, Syn. Fui severo em sua punição. Estava apenas apaixonada...

 —Se não se importa não desejo falar do passado. —Foi cautelosa ao informar seu desejo. Ainda se sentia magoada, mas havia superado o ódio pelo exílio. O viu concordar com a cabeça com certo pesar, como se sentisse culpado pela dor que causou a ela. —Certeza, que não há nada que eu possa fazer por você, meu rei? —A voz aveludada da deusa se tornou preocupada.

—Apenas atenda ao chamado de seus antepassados quando a hora chegar.

Enigmático, como sempre.

—Eu o farei. 

—Sendo assim, acho que essa é a última vez que a verei minha querida. Espero que fique bem. Adeus.

Ele fez um aceno de cabeça para Strange, que com magia, abriu um portal para o destino final do pai de todos. Syn, sentiu o coração apertar vendo os dois homens passarem por ele.

—Adeus. —Sussurrou, sentindo seu coração pesar novamente, uma saudade familiar e traiçoeira. Esteve por um momento tão perto e tão longe de casa. Memórias de Asgard a preencheram por inteiro e ela sentiu uma nostalgia que a deixou pelo resto do dia, triste.

...

O enigmático pedido de Odin ainda estava na cabeça dela mesmo após duas semanas. Continuou sua vida normalmente, mas estava atormentada. Seu passado havia novamente batido a sua porta. Teve dias que ignorou a sua vontade gigantesca de voltar a Asgard e acabar com a farsa de Loki. Afinal era só fazer um portal, entrar nele e tudo se resolveria. Mas como Odin notou e evidenciou, ela estava mais fraca e Syn estava agora poupando energias para o que podia ser o chamado de seus antepassados.  

Passou dias se perguntando, o que ele quis dizer com aquilo. Ela não sabia e isso a aborrecia de uma forma quase torturante.  O chamado dos antepassados... O que era o chamado dos antepassados?

No Ragnarok, todos os Asgardianos sentem em seu sangue o chamado ancestral para a batalha. A morte é certa. Asgard será apenas ruinas.

O Ragnarok! De repente, tudo na mente dela fez sentido... O fim dos deuses... O fim de Asgard...O fim de tudo o que se conhecia... O chamado dos antepassados para uma última batalha... Ela largou a bandeja cheia de objetos esterilizados no chão, estupefata. O coração batia desenfreadamente. Deuses! Levou a mão ao peito, tentando se acalmar, o medo a consumindo ao imaginar que o fim de tudo o que conheceu estava próximo.

Aconteceu naquele mesmo instante, a deusa sentiu uma espécie de pulsação e então o vazio. Os raios e trovões violentos, audíveis pela fúria com o qual se manifestavam e visíveis pelo janelão de vidro, a indicaram que Odin havia falecido e que o Deus do Trovão sentia sua perda.

 E então aquilo, aquele poder que surgiu do nada. Ela se arrepiou inteira ao sentir um portal se abrir do outro lado do mundo. Ficou em transe por um momento tendo a visão do regresso de Hela, a deusa da morte, a primogênita de Odin. Thor e Loki estavam na visão e a nova ameaça havia destruído o Mjolnir. Focou-se no local e na imagem deles dois e tentou abrir um portal, mas apenas faíscas saiam de suas mãos. Um desespero a acometeu por se dar conta de que não podia ajudá-los. Tentou cortar novamente o ar para criar uma fenda mas não deu certo. Estava falhando. Suas mãos trêmulas e o medo de fracassar a consumindo.

—Por favor. —Pediu com lágrimas nos olhos, tentando novamente abrir um portal.

Juntou as palmas tentando mudar o método e imaginar um círculo saindo de suas mãos, um pequeno círculo cor laranja ao redor e com a paisagem no meio se abriu, mas logo se desfez.

—Eu consigo. Eu consigo.

Inspirou profundamente. Arregaçou as mangas do casaco que usava e deixou evidente os desenhos das runas que havia feito em si para não ser localizada, queimou a própria pele com magia para anular o efeito delas sobre si. Tentou novamente com o círculo o ampliando, mas não deu certo. Sua tentativa frustrada apenas a fez assistir a cena da bifrost se abrindo e de todos sendo transferidos por ela a Asgard. Fechou o portal novamente, frustrada consigo mesma.  Tarde demais, como sempre.

Uma deusa com poderes que superavam o da própria bifrost na ligação entre os mundos, agora não passava de uma reles mortal... Não podia ajudá-los e a mera constatação disso fez com que sua depressão voltasse tão forte quando da primeira vez que perdera o amor da sua vida. Uma crise existencial gigantesca. Queria uma morrer, mas agora tinha a oportunidade de uma morte honrosa. Era egocêntrico que quisesse que alguém se lembrasse dela, não como a traidora, mas como a salvadora, sabia disso.


Notas Finais


Bom, se puderem digam o que acharam.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...