História Ragnarok - Capítulo 10


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Categorias Os Vingadores (The Avengers), Thor
Personagens Frigga, Heimdall, Lady Sif, Loki, Odin
Tags Loki, Sigyn, Thor, Tom Hiddleston
Exibições 25
Palavras 2.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 10 - Confuso


Sigyn Chere estava nas nuvens, se sentia dentro de um sonho e um sorriso bobo era visível em seu rosto enquanto ela caminhava pela cidade.

Seu sorriso tinha nome e sobrenome: Loki Odinson.

Pensar no moreno a fazia suspirar, e inevitavelmente ela se lembrava dos toques dele naquela manhã, de seu jeito carinhoso e de tudo que fizeram, sorrir mais ainda era inevitável, e de vez em quando ela soltava um suspiro baixo, algo que não passou despercebido por seu fiel acompanhante, seu irmão.

— Sig? – ele a chamou sem sucesso pela terceira vez naquela tarde.

Sigyn certamente o teria escutado, se não estivesse tão ocupada pensando em Loki, pensando onde aquilo poderia dar, ela estava apaixonada, disso tinha certeza, não tinha como não se apaixonar por ele, e aquele sentimento a deixava tensa, será que ele sentia a mesma coisa por ela?

Aquela dúvida a atormentava quando sentiu dedos resvalarem em seus ombros, a fazendo encarar o jovem loiro que a acompanhava.

— Oi! – Siegfried falou de repente.

— Oi. – ela respondeu rindo.

— É bom saber que ainda está aí. – o irmão começou a rir – Pensei que fosse me ignorar a tarde inteira, você parece estar no mundo da lua, Sig.

— Me desculpe, Sieg. – ela parou para observá-lo – Me distrai por um momento.

“Ou talvez por muito”, ela pensou envergonhada.

— Desde que te busquei na mansão Odinson, você quer dizer né? – o irmão a alfinetou.

— Talvez. – ela deu de ombros – Sabe, estou me sentindo nas nuvens.

— Se não a conhecesse, diria que está apaixonada.

— Quem sabe. – a mulher respondeu sem pensar.

Siegfried a olhou estupefato, Sigyn apenas riu da expressão intrigada dele.

— Não faça essa cara, e nem pergunte nada, pois não pretendo respondê-lo. – ela se fez de indiferente – Estamos aqui para falar de você, e não de mim.

— Isso não é justo! – o loiro respondeu indignado.

Sigyn riu e tentou esquecer o moreno, pelo menos naquele momento.

 

II

Lothur hesitou em abrir os olhos quando o sono que o havia dominado repentinamente na madrugada o abandonou, pois um cansaço e uma dor estranha ainda dominavam o seu corpo, o incentivando a continuar dormindo.

Preguiçosamente ele estendeu o braço procurando pelo corpo quente da esposa, mas ao invés disso encontrou apenas o vazio e uma estrutura dura e fria que em nada lembrava o conforto de sua cama. Surpreso, ele entreabriu os olhos e a visão de sua mesa de trabalho o fez soltar um suspiro frustrado.

Agora a dor em seu corpo, mais precisamente em suas costas, parecia fazer todo o sentido. Havia dormido na cadeira em frente a sua mesa de estudo, de novo.

Aquele era o segundo dia seguido que aquilo acontecia, que acordava todo torto e sozinho naquele cômodo escuro.

Aquela constatação o deixou triste, não estava acostumado aquilo, não pelo fato de dormir ali, mas pelo que aquilo significava.

Verdade seja dita, Lothur sempre ficava pesquisando algo até tarde, ele tinha uma sede feroz pelo conhecimento, acabando por cochilar muitas vezes por ali mesmo, mas em todas as vezes que sua esposa estava por perto ele sempre era acordado no meio da noite com um beijo. Sif nunca o deixava dormir ali, todas as noites ela o acordava de um jeito carinhoso e único, o guiando até o quarto dos dois, mas isso não aconteceu naquela noite e Lothur sabia exatamente o motivo disso, e se sentia extremamente desconfortável por saber que tudo era culpa dele.

A três dias havia feito uma comprovação importante para seus estudos com a ajuda de seu amigo Theoric, teria sido um dia feliz e de grandes descobertas, mas olhos curiosos que o observavam atentamente estragaram a sua felicidade.

Fandral, seu desafeto antigo e amigo de Sif, o havia visto e Lothur se arrependia amargamente por tê-lo deixado ir embora, deveria ter se livrado daquele traste linguarudo, mas não o fez.

Theoric havia o alertado de que Fandral contaria o que viu a Sif, Lothur sabia que aquilo era verdade, mas não poderia fazer nada naquele momento além de esperar o retorno da esposa e rezar para que tivesse a chance de contar a verdade a ela antes que Sif descobrisse por outros meios.

O moreno temia que Sif entendesse que ele estava criando armas como Heimdall o acusava, e sabia que as chances daquilo acontecer eram grandes se o maldito loiro conversasse com ela antes dele, pensar naquela possibilidade o deixou inquieto e o fez correr para encontrar a esposa.

Em pouquíssimo tempo ele estava parado em frente à casa de Heimdall, seu antigo lar, um lugar de muitas lembranças, nem todas felizes. Após um longo momento de hesitação ele bateu na porta e ficou esperando que alguém viesse recebe-lo, rezando secretamente para que não fosse o dono da casa.

Esperou ansiosamente por um longo tempo, voltando a bater na porta, dessa vez com irritação, mas ninguém apareceu. Frustrado ele decidiu procurar a esposa em outros lugares. Andou feito um louco pelo vilarejo que morava na capital de Jotunheim, mas Sif parecia ter desaparecido completamente.

Exausto e sem saber onde procurar a esposa ele voltou para casa, confabulando no caminho o que diria a ela quando a encontrasse. Pensou em diversas situações e todas as perguntas que suas falas poderiam gerar, ele conhecia muito bem a esposa para saber a enxurrada de perguntas que viriam no instante que ele desatasse a falar, com pensamentos nada animadores em mente ele abriu a porta de sua casa e quase caiu para trás ao encontrar os olhos verdes de Sif sobre si.

Aqueles olhos intensamente verdes pareciam penetrar em sua alma, mesmo ao longe Lothur notou a acusação presente ali e inevitavelmente ele deixou escapar um riso nervoso enquanto fechava a porta.

— Estava te procurando. – ele comentou se aproximando cautelosamente da mulher que estava sentada no sofá do outro lado da sala.

— É mesmo? – ela devolveu com um tom estranho.

Lothur sentiu um arrepio passar pelo seu corpo quando escutou aquelas palavras carregadas por algum sentimento que ele não soube explicar.

— Aconteceu alguma coisa? – ela continuou depois de um tempo, quando reparou que ele havia parado de andar e falar, aparentemente sem saber como agir.

Lot era tão simples de se ler.

— Bom, eu... – ele começou meio sem jeito.

O nervosismo parecia transbordar de seus olhos verdes, contrastando completamente com os acusatórios e centrados de Sif. Naquele instante ele já tinha a certeza de que Fandral havia contado o que viu a ela, e Lothur amaldiçoou o maldito por isso.

— Você? – ela o incentivou, da mesma forma que fazia quando ele hesitava em contar algo.

Lothur engoliu em seco, tentando se lembrar das inúmeras formas que pensou em dizer o que ocorreu a esposa, sentou ao lado dela e encarou mais uma vez os olhos astutos, e receoso do que poderia acontecer ele continuou.

— Eu estava preocupado, Sif. Você demorou.

— Não reparei.  – ela respondeu seca.

Um brilho de magoa surgiu nos olhos dela e Lothur se arrependeu de não ter ido direto ao ponto, pensou em dizer a verdade, mas seus lábios se mantiveram fechados e um silêncio estranho se formou entre eles.

— É... Bom... Como Heimdall está? – ele tentou enrolá-la.

— Bem. – ela respondeu com certa frieza – Apesar da falta de interesse de alguns.  – o alfinetou – Mas podemos conversar sobre ele outro dia, estou com um pouco de sono, Lothur. – se levantou de onde estava o fulminando com o olhar.

Lothur.

Ele repetiu mentalmente o próprio nome, tentando assimilar o significado daquilo, tentando não pensar em quando fora a última vez que Sif o chamara assim. Parte de sua mente pedia para ele ir atrás da esposa e contar toda a verdade a ela, mas a outra, a sua parte predominante que odiava confrontos e conversas como aquela o manteve parado naquele sofá enquanto Sif desaparecia na escada.

Sif subiu os degraus lentamente, tentando controlar a vontade de estapear o marido, mantendo viva a parca esperança de que ele a chamasse, algo que ela sempre soube que não aconteceria, o conhecia o suficiente para isso.

Lothur sempre fugia de confrontos e discussões, e Sif odiava aquilo nele. Mas ela não começaria aquela discussão, Sif não gostava de obriga-lo a ter aquele tipo de conversa, nunca o fazia, sempre esperava o tempo dele, que para seu desanimo normalmente era longo.

E naquele dia algo em especial lhe dizia que ela teria de esperar muito, e agora debruçado sobre uma mesa Lothur pensava a mesma coisa.

Ele sabia que precisava dizer a verdade a ela, mas as prováveis reações de Sif o mantinham ali parado, sem saber como reagir.

— Maldito sejas Fandral! – ele resmungou no momento que a porta do laboratório se abriu.

— Maldito sejas Fandral. – uma voz aguda repetiu a frase dele com um tom levemente debochado – Você parece uma criança resmungando.

Lothur se virou para trás e observou com certa irritação a mulher baixinha que adentrava em seu laboratório.

— Não adianta me olhar com essa cara. – ela comentou enquanto depositava uma bandeja com alimentos sobre a mesa – Não tenho medo de cara feia.

Lothur observou os alimentos com atenção e forçou um sorriso ao sentir o cheiro de café que tanto gostava.

— Obrigada, Nice.

— Não há de que. – a mulher fez um floreio com as mãos – Lady Sif pediu para lhe trazer o café da manhã, pensando bem como foi que ela disse mesmo? – a mulher pareceu pensativa e de repente começou a rir – Ah, lembrei: “Nice, por favor, leve o café da manhã para aquele idiota, ele provavelmente vai se esquecer de comer”.

A irritação de antes voltou aos olhos verdes.

— Obrigada Nice, é sempre bom saber o quanto minha adorada esposa me ama.

— Não há de que, senhor Lothur. – a mulher continuou rindo – Mas me diga até quando vocês dois vão ficar desse jeito? Sem se falarem? Odeio ser estragar prazeres, mas não sou paga para servir de garota de recados entre os dois.

— Não estamos sem nos falar, só estamos... Evitando um conflito.

— Ou seja, você fez alguma besteira que provavelmente Sif já sabe e está com medo de contar a sua versão a ela, acertei?

Lothur a observou intrigado.

— O que há faz pensar isso?

— Senhor Lothur, trabalho com o senhor e Lady Sif desde que se casaram e já vi situações como essa se repetirem inúmeras vezes, o que me espanta na verdade é o senhor sempre demorar tanto para entender o que ela espera do senhor quando isso acontece.

— O que quer dizer com isso? – Lothur parecia confuso.

— O de sempre. – ela deu de ombros – Ela quer que você vá até ela e conte a merda que fez. – Lothur a olhou indignado, mas Nice o impediu de interrompê-la com um gesto de mão - Depois que contar a ela, Lady Sif vai gritar com o senhor, te chamar de idiota, inconsequente, e de outros adjetivos pouco carinhosos, e no final ela vai te perdoar como a mulher apaixonada que é e tudo voltará a ser como antes.

— Acha mesmo que será tão simples assim? – ele parecia realmente curioso.

— Acho. – Nice respondeu com simplicidade – E por favor trate de fazê-lo logo, sua esposa fica de péssimo humor quando vocês estão brigados.

 

III

Quando viera a Asgard dias atrás Loki Odinson não esperava passar tantos dias em sua terra natal, na verdade tinha a parca esperança de passar apenas um dia por ali. O recado de seu pai parecia urgente assim como a reunião que ele havia marcado com seus principais aliados. Ledo engano, ele percebeu assim que chegou a Asgard.

Dia após dia Loki via sua estadia por Asgard aumentar e a tal reunião ser adiada inúmeras vezes por causa de um reles midgardiano.

Loki não entendia o por quê daquilo, Odin esperava há dias pelo retorno de um midgardiano sem importância, midgardiano esse que o próprio rei visitara para convidá-lo para aquela reunião, um midgardiano tolo de nome Stark.

Se alguém lhe dissesse quando ele havia saído de Muspelheim com a esposa que passaria tantos dias em Asgard Loki certamente teria recusado o pedido do rei ou certamente teria reclamado muito, mas para a sua surpresa ele se via sorrindo, satisfeito por todo aquele atraso, satisfeito por estar nos braços dela.

A mulher que o beijava com tanta intensidade naquele momento era a responsável pelos sorrisos nada discretos que o príncipe deixara escapar nos últimos dias, ela era a responsável por tirar o sono dele.

Loki sabia que o que estava fazendo era errado, mas não conseguia se conter diante do sorriso dela, Sigyn era completamente diferente de sua esposa, Glut nunca o beijara daquele jeito, com desejo, como se sua vida dependesse disso, com Sigyn tudo parecia diferente, tudo era mais intenso.

Com sofreguidão ele afastou seus lábios dos dela e ficou a encarando nos olhos. Sigyn acariciava com as mãos os cabelos dele e sorria. Loki desejou que pudessem ter momentos como aquele para sempre, desde que haviam se amado pela primeira vez a dois dias atrás os dois haviam dado um jeito de se encontrar ao longo dos dias e cenas como aquela se repetiram inúmeras vezes, mas o que estava prestes a ocorrer o deixava inquieto, o tal Stark finalmente havia chegado, o que aconteceria agora? Quais seriam os planos de Odin? E o que aconteceria com ele e Sigyn?

A ideia de voltar para Muspelheim sem ela o deixava tonto, mas o que Sigyn faria quando descobrisse que ele era casado? Se tornaria sua amante? E se outra pessoa descobrisse? Tyr? Aqueles pensamentos o deixavam desesperado, mas nada parecia importar quando a mulher a sua frente sorria e voltava a beijá-lo com desejo e posse.

Ela era dele e isso ere tudo o que importava no momento.



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