História Ragnarok Squad - Capítulo 55


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Ficção Cintífica, Quimeras, Ragnarok, Sally-yagami, Shounen, Tita, Tommysan, Vanessabr
Exibições 11
Palavras 1.023
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi, gente! Vanessa BR trazendo capítulo novo pra vocês!

Boa leitura!

Capítulo 55 - Não era um blefe


Fanfic / Fanfiction Ragnarok Squad - Capítulo 55 - Não era um blefe

Pegou o iPad e, sem ainda ligá-lo, Christopher encarou a tela e sua imagem nela refletida. Tal imagem o mostrava pensativo e, ao mesmo tempo, intrigado. E agora não pensava tanto em si mesmo. Pensava no que Kenrik dissera a respeito de Jeremmy.

Não se surpreendia com a forma pejorativa com a qual Kenrik se referia a Jeremmy. Tinha vinte anos, sabia da rixa que envolvia os dois por conta de Rachel. Na época, era uma criança de dois anos e desde sempre ele via seu primo com ela. Porém, já maior, passara a saber da história por trás dessa relação.

Sua mãe contara que Rachel e Kenrik tiveram um relacionamento conturbado, e que um tempo depois do fim, ela começara a se envolver com Jeremmy. E o atual governador de Portland nunca aceitara o término do relacionamento, passando a se valer de artimanhas para separar os dois. Foram várias as tentativas de fazê-lo, mas não conseguira, até três anos atrás.

Por fim, três anos atrás, Kenrik conseguira seu objetivo, que era de separar os dois e destruir seu maior desafeto. Até então, Emily estava desaparecida, e já era praticamente dada como morta. Lembrou-se, à época, de ter visto Jeremmy, no dia do funeral, numa fragilidade nunca antes vista. Tinha todos os motivos para tanto. Motivos físicos e emocionais.

Ele também sentira a perda. Adorava brincar com Emy, mesmo com a diferença de idade entre eles.

Durante os três meses de internação de Jeremmy, fora, junto com seus pais, visita-lo algumas vezes. Não saía de sua memória a primeira vez que o visitara após o enterro de Rachel. Ele pouco conversava e seu olhar era distante por parte do tempo. O abatimento o fazia parecer ter bem mais do que sessenta e dois anos à época. Com o passar do tempo, foi recuperando sua determinação e buscando um recomeço.

Christopher via que ele há três anos procurava recomeçar, mas realmente não parecia ser nada fácil fazê-lo após perder a família que formara.

Mas agora as palavras de Kenrik continuavam a soar em sua mente, mencionando o fato de Emily estar viva. Seria isso verdade... Ou seria apenas um blefe?

 

*

 

O entardecer trazia tons dourados para a areia da praia, com cada vez menos pessoas, pois boa parte já ia embora devido ao dia seguinte após o feriado prolongado. Entretanto, alheias a isso estavam duas crianças, uma maior e outra menor. A criança maior era um menino de cerca de oito anos, e seguia bem de perto a menina de apenas três.

Os dois seguiam catando conchas na areia, procurando as mais bonitas. E, alguns passos mais à frente, avistaram uma concha bem grande e parecia a mais bonita. Ambos foram até ela e o garoto a alcançou primeiro, colocando-a na orelha e com a expressão mais atenta.

― Emy! – o menino exclamou. – Olha, dá pra ouvir o mar por aqui!

― É? – a menina perguntou. – Me dá, Chris, quero ouvir também!

Christopher colocou a concha sobre a orelha de Emily, que ficou um tempo atenta, e depois arregalou os olhos em surpresa, para em seguida exclamar:

― Uau...!

― Não parece que o mar tá bem pertinho?

― Parece, sim! Vou mostrar pro papai e pra mamãe!

A pequena Emily, seguida por Christopher, foi até onde estavam seus pais. Primeiro, a menina mostrou para Rachel o que descobrira com a ajuda do primo. Depois, mostrou a Jeremmy, e tudo isso ela fez com um largo sorriso no rosto. Por fim, a menina voltou com a concha e a entregou ao menino.

― Pra você! – ela disse com aquele sorriso infantil e estendendo as mãozinhas com a concha para ele.

― Obrigado! – ele agradeceu enquanto recebia o presente da priminha.

 

*

 

Sorriu de leve ao se lembrar de sua infância, quando ele e os pais passaram um dia na companhia de Emily e de seus pais. Lembrava-se de que fora um dia muito divertido na praia, e ele e a menina brincaram bastante. Desde muito pequena, ela brincava com ele, e ambos se identificavam. Eram filhos únicos, que desenvolveram uma boa amizade e sempre que possível brincavam juntos, não importando a diferença de idade entre os dois.

Nos últimos anos estava mais distante por conta dos estudos, mas sempre que podia, conversava com Emily. Porém, ela desapareceu naquele fatídico dia. Por três anos, ninguém sabia ao certo seu paradeiro e já se conformavam em dá-la como morta.

Mas...

Ligou o iPad e, após inicializado, abriu o aplicativo de vídeos. Abriu o primeiro de uma série de vídeos e começou a ver. Sua face assumiu uma expressão ao mesmo tempo estarrecida e indignada.

O jovem ficou, a princípio, surpreso com o fato de que Emily estava realmente viva. Aqueles vídeos não mentiam. Entretanto, a aparência maltratada e subnutrida da menina o chocava.

Certamente Jerry também tinha ficado chocado ao ver tudo aquilo, se ele de fato vira aqueles vídeos como Kenrik dissera. Provavelmente teve o mesmo choque ao ver Emy como ela estava. Sofrendo toda sorte de torturas, e até mesmo comendo comida estragada, para depois vomitá-la e passar longos períodos sem uma alimentação decente.

E, claro, Jeremmy provavelmente não teria, a princípio, a quem recorrer. As autoridades estavam do lado do governador de Portland, sobretudo a polícia – como ele mesmo pôde sentir na pele e ainda estava sentindo.

Parou de ver os vídeos e desligou o iPad. Por uma fração de segundo, pensou em atirá-lo contra a parede, porém mudou de ideia e o depositou em um canto da cela. Voltou a se sentar encostado a uma das paredes e permaneceu em silêncio, imerso em suas reflexões sobre como estaria sua mãe e como Jerry estaria lidando com a situação de Emily, caso ele já estivesse sabendo como Kenrik afirmava.

Sentia também um misto de emoções com relação a Emy. Por um lado, estava feliz por saber que ela estava viva, o que também o deixava triste, pois vira uma mostra do que ela estava sofrendo. E com certeza ela sofria tudo aquilo há três anos. Não só a tortura física, mas a psicológica...

... E a solidão, tal como ele naquele momento.


Notas Finais


CONTINUA...


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