História Rain - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Death Fic, Vmin
Visualizações 6
Palavras 1.205
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Slash
Avisos: Homossexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olaaaaa
Essa fic tem um tema que eu nunca abordei, então se eu estiver falando merda, por favor, me avisem^^
Ah, e o Taehyung é mais velho que o Jimin na fic
Boa leitura~~~

Capítulo 1 - The Three Rainy Nights



Era uma noite chuvosa na primeira vez em que eu te vi.

Eu estava voltando do trabalho, quando eu te vejo ali, sentado no meio fio, com o olhar perdido. Não sabia dizer se você estava chorando ou não, por causa da chuva que te molhava por inteiro, já que não usava um guarda chuva.

Eu me aproximei de você e te cobri com meu guarda chuva, e até hoje eu não sei o motivo daquela atitude, eu só... fiz. Tinha uma coisa dentro de mim gritando para que eu o fizesse. Clichê, não? Mas é a mais pura verdade.

Você olhou para cima, os olhos quase transbordando confusão.

– Mas o que... – você sussurrou.

– O que está fazendo aí na chuva? Vai se resfriar. Há quanto tempo está aqui? – perguntei, me sentando a seu lado, com o guarda chuva agora cobrindo nós dois.

– Eu... Eu só gosto da chuva – eu percebi que você estava mentindo. Havia acontecido algo mais.

– Qual o seu nome, garoto? – vi você engolir em seco e virar a cabeça para o outro lado.

– Park Jimin.

Ah, o seu nome. Não sei por que, mas sempre que eu o ouvia, eu sentia uma paz tão grande, assim como eu sentia em sua presença.

– Kim Taehyung, prazer – estendi minha mão em sua direção, e fui maravilhosamente ignorado, então a recolhi – Então... O que faz aqui?

– Eu já disse. Estou só observando.

– Não tente mentir para um detetive, garoto – disse risonho. E mesmo que você estivesse com o rosto meio virado e que a chuva ainda atingisse um pouco o seu rosto, eu pude jurar ver seus olhos marejarem – Vamos, às vezes é melhor conversar com um estranho do que com um amigo. Pode falar. O que aflige seu coração? – cutuquei o lado esquerdo de seu peito.

– Eu... Fui expulso de casa. Briguei com meus pais, porque eles... Meio que... Não concordavam comigo? Esse não é o termo certo, mas... – sua fala morreu por ali mesmo.

– Mas... Você tem certeza? Não vai nem tentar voltar? – você olhou para seus braços, que estavam cobertos pelas mangas de um moletom azul escuro.

– Eu não posso... – vi lágrimas escorrerem pelo seu rosto.

– Ei, não chore garoto – estendi minha mão para secar seu rosto, mas você a empurrou e se levantou, o que fez com que eu me levantasse também.

– Para de me chamar assim! Eu não sou um garoto! – então você saiu correndo, sem nem me dar tempo de correr atrás. E só então eu entendi o real peso daquelas palavras. Eu entendi porque foi expulso de casa.

Eu iria te encontrar, nem que eu precisasse rodar Seul inteira para isso.

Mas foram mais ou menos cinco meses depois, numa noite chuvosa como aquele, que eu te vi. Você estava vagando pela rua, com o mesmo olhar perdido. Seus cabelos agora estavam quase na altura de seus ombros.

– Jimin! – chamei seu nome e apressei o passo, para chegar a seu lado – Faz tempo que não nos vemos garota – vi você abrir um sorriso pequeno.

– Taehyung... – sussurrou.

– Eu mesmo – dei um sorriso largo – Vejo que continua morando na rua... – meu sorriso se fechou e o seu também – Por que não arrumou um emprego, Jimin?

– Eu não posso, sou menor de idade. Só faço dezoito ano que vem – abaixou a cabeça.

– Você vem para casa comigo. Não adianta contestar – segurei sua mão com cuidado e te puxei para debaixo do guarda chuva, abraçando seus ombros. Você sorriu, espremendo seus olhos com as bochechas.

Bom... Mas nem tudo na vida é um mar de rosas não?

Você já estava morando comigo há quase dois anos, e nós começamos a namorar há mais ou menos seis meses. Mas um dia alguém bateu a porta de casa...

– Olá, em que posso ajudar? – era um homem e uma mulher, parecidos até de mais com você...

– Onde está o Jimin? Devolva ele agora, seu moleque insolente! – a mulher me segurou pela gola da blusa que eu usava e esbravejou.

– Mãe? Pai? – você apareceu atrás de mim, com os olhos arregalados.

– Jimin! – ela me soltou e correu até você, seu pai fez o mesmo – O que aconteceu com você? – ela falou, aparentando estar brava.

– Eu só estou sendo eu mesma, mãe... – abaixou a cabeça, mexendo na barra do vestido que usava. Ela revirou os olhos.

– Você vai voltar para casa agora – ela te puxou pelos cabelos, que agora batiam abaixo de seus ombros, enquanto seu pai me segurava, para não impedi-la.

– Solte ela agora! – consegui me desvencilhar dos braços – bem fortes, diga-se de passagem – daquele homem e correr até sua mãe, te soltando dela, e aconchegando-te em meus braços – Ela não vai embora. Jimin já é maior de idade e pode fazer suas próprias escolhas.

– Primeiro: É “ele”. Jimin é um garoto e sempre será – você se encolheu e senti minha blusa ficar molhada – Segundo: Nós somos os pais dele, temos todo o direito de levá-lo para casa.

– Não vocês não têm! – você se soltou de mim e se virou para os dois – Eu sou maior de idade agora! E sim, mãe, eu sou uma mulher. Não é uma vagina ou a capacidade de reproduzir que determina isso! Agora saiam já da nossa casa! Andem! – sua mãe lhe encarou possessa por um tempo, e depois puxou o marido para fora de casa. Só então você se permitiu chorar o máximo que pudesse até adormecer. E foi naquele dia que eu prometia para mim mesmo: Eu nunca mais iria deixar alguém te machucar novamente.

É... Eu tentei até o meu máximo.

Um dia eu recebo uma ligação sua. Naquele dia você tinha saído para ir ao mercado, mas quando eu atendo a ligação eu percebo que, definitivamente, não é você.

– Olá, boa tarde! – ouço uma voz feminina do outro lado da linha – Você é o namorado de Park Jimin?

– Sim, sou eu, por quê? – me levantei do sofá.

– Poderia vir até o Hospital de Seul, por favor.

– O que aconteceu? – digo desesperado, já correndo para fora de casa.

– Infelizmente só poderemos lhe informar quando chegar aqui.

– Já estou a caminho – continuei a correr.

Eles tinham te machucado, muito. Uns garotos perceberam que você era um “garoto” e te carregaram até um beco, e lá fizeram qualquer tipo de atrocidade contigo. E eu não pude fazer nada para impedir. Eu deveria ter ido com você. Eu deveria ter te avisado para ir pelo bairro de trás, que é menos perigoso. Eu deveria... Não sei!

E agora, em outra noite chuvosa, eu estou em casa, olhando a janela, sem motivo nenhum. Somente ouvindo o barulho da chuva e sentindo algumas gotas caírem em meu rosto, já que a janela está aberta.

Eu não vou dormir essa noite. Eu não consigo. Meus pensamentos estão muito confusos, e todos eles param em você. Eu sei que acabou agora.

Foi numa noite chuvosa como essa.

Eu imagino seu rosto angelical sorrindo novamente para mim e não consigo dormir.

A estrada que nos conhecemos, o parque que eu te pedi em namoro, a cafeteria que eu te levava sempre no final do seu expediente na floricultura que trabalhava, os dias chuvosos que aproveitávamos juntos, o sorriso que me dava no final de cada dia desses... Agora não passam de memórias que nunca mais vão voltar. Me desculpe por não te proteger o suficiente. Eu te amo, Jimin.  


Notas Finais


É........
Sim, o Jimin morreu. Mas isso deu pra perceber né não?

Mais um flop pra listinha:'D


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