História Rain and fire - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Dallas, Hayes Grier, Sabrina Carpenter, Shawn Mendes
Personagens Cameron Dallas, Hayes Grier, Personagens Originais, Sabrina Carpenter, Shawn Mendes
Tags Drama, Romance
Visualizações 18
Palavras 2.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


💢Oii xuxus, tudo bem com vocês?
Comigo tá ÓTIMO, mas vocês sabem por que?
Porque eu estava no show do 5 seconds of summer
AAAAA
MANO, FOI O MELHOR SHOW
DPS O DO MAROON 5
GENTE, EU SURTEI MUITOO
Tomara que o Mendes arrase também hoje
(Óbvio, que ele vai, né)

Capítulo 3 - Questions about you


O carro do shawn tinha cheiro de naftalina e vodca, uma mistura bem enjoada, pelo menos pra mim. Todo carro era revestido em couro, os bancos limpos, em compensação do chão que estava todo cheio de areia e sujeira.

Uma das mãos enormes do garoto foi para volante enquanto a outra foi para a ignição dando partida e seguindo até a estrada principal. 

Encarei a paisagem através da janela vendo minha casa diminuir cada vez mais até desaparecer deixando apenas as árvores visíveis. O vento que corria através da janela aberta fazia meus cachos balançaram, o sol iluminava levemente a minha pele morena a deixando mais dourada. 

- Porra!.- Shawn disse quando um carro fez a curva de forma pretensiosa sem prestar atenção em quem estava ao seu redor.- Essa merda com certeza comprou a carteira de motorista. Aposto que é mulher!

- Escroto.- O carro parou no sinal vermelho. O garoto me encarou com as sobrancelhas franzidas e uma expressão surpresa no rosto corado por conta do sol. - "Aposto que é mulher".

Ele sorriu sacana e mordeu o canto do lábio inferior, isso parecia causar algum efeito em mim já que eu não conseguia parar de encara-lo.

- Calma lá, clara.- O garoto voltou a por as mãos no volante. Eu sei que é estranho, mas ver aos mãos do shawn revelava cada fetiche que eu tinha. Aquelas mãos grandes que apertavam o volante e direcionavam o mesmo me causavam calafrios e arrepios estranhos deixando até a minha boca seca.- Foi um comentário ridículo vindo da minha parte, mas é verdade. Tem mulher muito ruim ao volante.

- Tem homem também.- Retruquei vendo ele sorrir enquanto encarava a estrada.- Você é um.

- A é?.- Perguntou me encarando por breves segundos antes de colocar sua atenção na estrada novamente. Um sorriso provocador surgiu nos lábios avermelhados do garoto e eu tremi quando parei pra pensar nasm possibilidade dele querer nos matar enquanto está ao volante.- Okay, então.

Shawn afundou o pé no acelerador enquanto o ponto que média a velocidade só ia aumentando e aumentando, a brisa suave que batia em meus cabelos agora era como uma ventania em dia chuvoso. Apertei o apoio da porta e fechei os olhos respirando fundo para não matar aquele menino, mas tudo foi por água abaixo quando ele começou a mudar de pista.

Meu coração batia a mil por hora, eu sabia que Shawn era louco, mas não o suficiente para fazer isso. Sentia como se a qualquer hora pudesse ter um infarto ou morrer de forma dramática com o crânio esmagado no painel do carro. Queria poder estrangular o garoto e depois tortura-lo até os pulmões dele recusarem o ar assim como os meus estão fazendo, esse paspalho vai pagar por isso.

- Para, cacetetes! .- Gritei enquanto ele soltava uma de suas risadas boas de se ouvir. Eu estava morrendo de medo, mas ele se divertia como se estivesse assistindo a um daqueles programas idiotas de humor que consistem em pura besteira mal elaborada.- Sério Shawn, eu tô com falta de ar, por favor.

Os olhos do menino mudaram completamente, como se tivesse entrado em choque ao perceber o quão afetada eu fiquei. Infelizmente, o ar em meus pulmões não estavam circulando direito, tudo estava acelerado e me doía até respirar, meu problema respiratório  tinha piorado bem antes dessa "brincadeira" do shawn, mas eu não contei aos meus pais. Afinal, eles estavam sendo consumidos pelos próprios problemas e eu não queria me tornar mais um, por isso fingi que nada tinha acontecido, até agora.

- A garganta.- Sussurei sentindo a mesma fechar.

 - Respira, cachinhos castanhos, Respira.- A velocidade do carro foi diminuindo até parar por completo. Shawn soltou o cinto e se ajeitou no banco me encarando com os olhos castanhos totalmente perdido, ele estava assustando. A iris castanha dele mostrava isso, estava preocupado, talvez? 

- O exercício de respiração. Vamos lá, Baby.- Ele juntou as mãos e balançou elas lentamente.- Quando eu fechar as mãos você prende a respiração e quando eu abrir você solta, Okay?

Assenti sentindo minha garganta fechar a e meus pulmões começando a doer.

Primeiro Shawn abriu as mãos e eu soltei lentamente o resto do ar que ainda tinha, depois ele fechou as mãos e eu inspirei fundo prendendo o máximo que pude. Sabia que tudo que eu precisava agora era um bom remédio de dor e a bombinha de asma, mas o garoto parecia querer me ajudar. Talvez, ele esfregue isso na minha cara, mas eu não me importo. Só queria que essa queimação parasse.

As mãos de Shawn se abriam e fechava enquanto eu prendia e soltava o ar conforme tais movimentos das mãos. Senti meus pulmões melhorando e a garganta parando de tampar, a única coisa que me incomodava era a dor de cabeça, mas isso só melhoraria com um comprimido.

- O-obrigada.- Disse quando me senti melhor. Ele sorriu e umideceu os lábios. Uma leve gota de suor escorreu por seu rosto e eu levei meu dedo até sua testa retirando a mesma daquele local. A textura da pele do shawn naquele local é macia, o que quebra essa maciez são alguns cravos que haviam no local.

- Desculpa, eu não deveria ter feito isso.- Abaixou o olhar encarando o freio de mão.- Não sabia que você ia ficar desse jeito. 

- Nem eu sabia.- Respondi descendo meus dedos que estava em sua testa para sua bochecha. A cor rosada naquele local o deixava mais fofo, mas isso não fazia sua virilidade sumir, muito pelo contrário, o deixava ainda mais másculo e viril. Como se cada parte dele se complementasse formando um cara super atraente.- Piorou já tem duas semanas, mas eu achei que era só por conta daqueles problemas.

- Problema é uma ótima palavra pra definir o Samuel.- Revirei os olhos respirando fundo novamente para ter certeza que aquela sensação de queimação tinha passado.- E o divórcio do seus pais não foi o problema foi a solução, na verdade. 

Realmente foi. Era horrível, tenebroso até, ver duas pessoas que se amavam tanto brigarem como pessoas que se odeia. A convivência em casa era horrível, estar em um ambiente com tanta energia negativa me causava tanta tristeza que eu passei quase três semanas seguidas dormindo e passando as tardes na casa da Hayley. Era lá que eu tinha paz, onde eu não sofria pressões desnecessárias ou coisas assim. Eu podia respirar aliviada.

- Não citei o Samuel.- Tinha tanto tempo que eu não ouvia falar sobre Samuel. Meu pai organizava eventos e jantares para empresários ou investidores bem sucedidos e em um desses eventos o pai do Samuel estava e levou o filho para ver se ele se interessava por essa vida. Lembro-me como se fosse hoje quando meus olhos se encontraram com os dele, foi uma das melhores sensações que eu tive. Estar com Samuel era como estar em uma parte do Paraíso, ao beijar aqueles lábios macios eu me sentia maravilhada, como se tudo valesse a pena. O problema foi que o paraíso se transformou no inferno em pouco tempo, como se tudo que eu sentisse fosse cortado pela raiz deixando aquele sentimento que deveria florescer morrer. Eu queria ele e ele queria todas, eu já tentei, mas não sirvo para relacionamentos abertos. Não me entra na cabeça o fato de que alguém pode gostar de mim, mas enroscar a língua em qualquer boca alheia. Parece até uma troca de chifres.- Não foi por conta dele.

- Ei, tudo bem.- Sorriu mostrando as covinhas que o deixavam fofo.- Eu também acho que você é muita coisa pro Samuel, e chorar por ele seria um puta vacilo. Poderia socar a cara daquele marrentinho só por isso.

- Ele acabaria com você.- A risada do shawn saiu alta e em bom som fazendo eu encara-lo com a sobrancelha erguida.- Já viu o tamanho dos músculos dele? E aquele abdômen? Ele acabaria com você.

O carro se movimentava lentamente, acho que não estávamos nem a sessenta por hora. A brisa era totalmente suave que fazia levemente meus cachos se mexerem, era impressionante o cuidado do shawn pra que eu não passasse mal novamente.

- Eu não vou morrer se você for a sessenta por hora.- Seus olhos castanhos encaravam a rua em que ele faria a curva. Uma gota de suor escorreu de sua testa e eu levei minha mão até aquele local retirando a mesma.

- Não quero ser culpado por te fazer ter um ataque.- Piscou ainda prestando atenção no trânsito.- É verdade que você ficou com o Dylan?

- Oi? Eu? Eu Clara Dallas?.- Ele revirou os olhos e eu ri.- Isso é mentira, digamos que o Cam assustou o menino e eu fiquei só na vontade mesmo.

- Na vontade? Seu gosto para homens é horrível.- Ri falsamente e deixei minha mão percorrer o rosto do shawn enquanto o mesmo adentrava no condominio onde morava.- Você é a primeira garota que aperta a minha bochecha. Óbvio, tirando minha avó e minha tia.

Acabei rindo enquanto Shawn apenas sorriu tímido. Não consigo imaginar as tias do garoto apertando sua bochecha, acho que imaginar alguém dando esse tipo de afeto ao Shawn e ele aceitar como um menino bonzinho. Parece tão estranho.

- Você não parece ser esse tipo de cara.- Ele franziu as sobrancelhas em uma expressão de dúvida.- O tipo de cara fofo e legal que se importar com os sentimentos de alguém além de sí mesmo.

- Você tem uma visão bem distorcida de mim, cachinhos castanhos.- O carro parou sendo estacionado em frente a casa dos Mendes.

Eram quatro andares, pintados em tom pastel deixando o ambiente mais limpo, um pequeno arbusto cortado padronizadamente rodeava a propriedade e a grama cortada e bem feita deixava tudo mais "chique".

- Vai sair do carro ou quer que eu abra a porta?.- Perguntou fechando a janela.

- Na verdade, seria legal da sua parte se fizesse isso.- Retruquei e ele fez uma careta.- Tá vendo, você não é o cara fofo.

- Eu sou melhor que esse cara "fofo".- Sorriu convencido levantando e saindo.

Quando entramos na casa Cam e o pai de Shawn estavam sentados no sofá conversando animadamente fazendo gestos e rindo.

Adorava ver meu irmão sorridente. Nosso relacionamento não era um dos melhores, mas de qualquer forma nos apoiavamos sempre, nos ajudavamos. Porém, com o divórcio dos nossos pais ele foi um dos mais afetados. Ele chorou, ficou bêbado,

Saiu e fez altas merdas.

Eu não gosto do shawn, mas devo admitir que nesse momento quando o Cameron estava mal ele o ajudou tanto que merece até um "obrigada" da minha parte.

- Demoraram em.- Cam disse assim que eu o cumprimentei. O Senhor Mendes estava usando seus calções de praia e com uma garrafa de cerveja em mãos.- O que houve?

- A princesinha demorou pra se arrumar.- Shawn disse enquanto abraçava o pai.- Sua irmã usa os restos de tecido das tuas camisas? Porque olha o tamanho desse short, bro.

- Deixa meu short, estrupicio.- Dei um leve tapa em seu braço.

- Você acabou de me agredir?.- Perguntou fingindo estar espantado.- Ela me espancou, vocês viram?

Os meninos começaram a rir enquanto eu encarava o bico que Shawn fez. Ele parecia uma criança birrenta no mercado quando a mãe não compra o que ele quer.

- Então vai ser assim, né?. Tem dez segundos pra correr.- Eu ri debochadamente. O garoto cruzou os braços deixando os músculos ainda maiores fazendo a manga da camisa quase se rasgar. A sobrancelha arqueada caia bem ao rosto angelical de Shawn, deixa ele com uma cara safada que faria qualquer garota perder as calcinhas.

- Eu avisei, Cachinhos castanhos.- Quando ele deu o primeiro passo eu corri desperadamente para o andar de cima tropeçando em meus próprios pés.- Você parece uma pato raivoso correndo.

O tom do garoto era divertido, eles estava rindo da minha cara e naquele momento a risada dele pareceu como uma música viciante a qual eu poderia ouvir todo dia.

Entrei no quarto de hóspedes e me encostei na porta.

Meu coração batia forte me deixando nervosa, os passos de Shawn haviam parado e eu me desencostei na porta um pouco respirando fundo.

- Achou que eu ia parar, não é?.- empurrou a porta me fazendo cair sentada no chão frio de madeira.- Desculpa, Cachinhos castanhos.

Ele se abaixou para me ajudar e eu recuei no primeiro momento. Seus olhos castanhos ficaram tristes, sua boca se movimentou e soltou um suspiro pesado enquanto ele levava uma das mãos ao cabelo.

- Não acredito que você recuou, acha que eu faria o que com você?.- Perguntou com a voz abafada.- Eu estava apenas brincando.

- Não, é só que....Desculpa.- Abaixei o olhar. - Eu não pensei que você fosse fazer nada demais, nem que fosse me machucar.

- Aham.

- Para, Shawn! É que você é bipolar.- Acusei o rapaz que me olhou com as sobrancelhas franzidas.- Hoje ficou putinho porque eu mandei você sair do Meu quarto e depois vem brincar comigo?

- Você me dispensou.- Retrucou e eu ri.- Agora sério, não faça mais isso, porque eu posso ser um galinha. Porém, nunca, eu nunca levantei  a mão  para uma mulher e nunca vou levantar. Não tenha medo de mim, princesa.

Shawn levou sua mão ao meu rosto acariciando levemente os mesmo. Parecia que a onde ele tocava queimava por conta de uma sensação que eu nunca tinha tido, uma que eu não sabia o que era. Talvez receio.

- Desculpe.- Ele levou a mão que estava em minha bochecha até meu queixo levantando meu rosto, me deixando apenas com a opção de encara-lo.

Dizem que os olhos são as janelas da alma, e eu acredito profundamente, mas olhando para as órbitas castanhas de Shawn me pergunto se seria ele a pessoa a trancar as janelas.

Eu não me permito encara-lo profundamente, como estou fazendo agora, porque no fundo daqueles olhos ele parece esconder algo. Algo que até mesmo ele tem medo de aceitar ou admitir, algo que o consome fazendo com que o mesmo reprima esse sentimento ou vontade.

- T-tudo bem.- Sua voz parecia um sussurro.- Eu mereço mesmo.

- Não. Olha Shawn, me perdoa tá?! Eu fui boba em fazer isso, mas não achei que você fosse me bater. Eu posso jogar damas com você pra recompensar?

Ele me olhou de um jeito...Gentil? E sorriu mostrando a fileira de dentes brancos.

- Ou você pode jantar comigo.- Eu olhei para ele com o semblante de dúvida.- Vou explicar. Jantar é quando está de noite e as pessoas fazem uma refeição que pode ser apetitosa ou não.

- Palhaço.- Dei um tapa em seu peito coberto pelo tecido escuro da blusa. Os músculos do garoto se contrariam.

- Me agrediu novamente? Você vai ser pressa. Já não te falaram que é crime espancar animais, inclusive, gatinhos como eu?.

Ele riu da própria piada como se fosse a coisa mais engraçada do mundo enquanto eu encarava cada pedacinho que o constituía.

Shawn carrega consigo algo sujo ou limpo demais para alguém como ele, algo que me intriga e que até duas semanas não existia ali. Isso me deixava perdida nele, o fato de estar próxima e longe, o fato de pensar em como seria beija-lo e o fato de como seria poder me permitir conhece-lo.

E se todos estivesse certos? Se eu fosse a única pessoa que não quer aceitar o quão bom Shawn pode ser? E se a minha implicância com ele for tão grande a ponte de estar perdendo um amigo todo esse tempo?

São tantas dúvidas em relação ao Shawn. Dúvidas essas que foram abertas apenas porque o garoto estava tentando se aproximar, tenho certeza que se eu lhe der espaço ele fará uma confusão enorme na minha vida e na minha mente.



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