História Rain Drop - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Colegial, Jungkook, Romance
Visualizações 61
Palavras 1.894
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


perdoem a demora e não desistam Jimin.

Boa leitura <3

Capítulo 13 - Por favor, eu preciso dele.


Vinte minutos tornaram-se inúteis, para dois corpos que queriam permanecer no mesmo calor humano por toda a eternidade.

O silêncio esteve pairado no ar durante todo o tempo, mas em compensação, nada era mais barulhento do que as batidas descompassadas do coração de ambos. 

Os cabelos azulados da jovem eram afagados pelas grandes mãos de Jungkook, depois de dias, aquela era a primeira vez que o rapaz sentiu-se em paz novamente, a angústia evaporou se  misturando com o cheiro próprio entorpecente da menor, e tudo que lhe importava era a respiração tranquila batendo contra seu peitoral.

— Acho que você precisa ir pra casa, está tarde.— Luiza se contrariou ao dizer.

Dizer o inverso do que realmente queria e sentia, pareceu tornar-se um ato mais contínuo do que de costume.


— Eu não quero ir embora, você quer que eu vá?— Perguntou enquanto uma mecha de cabelo caía sobre os olhos castanho claro.

A moça não queria mentir, sua vontade era gritar aos quatro cantos da sala, que seu medo ainda estava ali, vivo e ardente como uma chama longe de qualquer gota de água que pudesse apagá-la.

— Tudo bem, você pode me pedir pra ficar.

— Mas...

— Eu vou ficar, não adianta mentir enquanto você me olha nos olhos. 

Novamente seu peitoral foi aquecido pela jovem, a lua cheia através da grande janela do sétimo andar, combatendo com o brilho da cidade, era agradável, fazendo toda a situação parecer menos preocupante do que deveria e é.

— Ela vai me levar de volta para lá.— Constatou em um sopro, pensando consigo que caso Jungkook não escutasse, era um sinal para não dizer o que seu coração havia tomado coragem de desabafar naquela altura.

— Quem? Pra onde?— Por um momento o arrependimento bateu, não seria exposição demais contar? Mesmo que todos os seus pensamentos lutassem para o fazer?

— A minha mãe.

— Qual vai ser a torre em que terei de te raptar?— Brincou o rapaz tentando amenizar o clima.
— Diga que vai tentar de tudo para não me deixar ir, mas que se eu for, você não vai nem pisar naquele lugar.

— Por que eu não?

— Porque não.

— “Porque não” não é resposta.

— Porque...— Ela o olhou e sorriu por um instante. — Você é bom demais para aquele lugar.

— Luiza-ah…

— Bom demais.— Repetiu a menina retirando o capuz do mais velho e mexendo em seus cabelos despretensiosamente.

— Então porquê você tem que ir para lá?— Questionou sem entender, mas a moça desviou, voltando seus olhares para a cidade.— Hum?— insistiu mexendo levemente o ombro para a cabeça deitada no mesmo erguer-se novamente.

— Talvez ela ache que eu pertenço à aquele lugar.— A voz da moça saiu mais embargada do que o esperado. — Mas se eu disser que não, você vai acreditar em mim?— O encarou.

— Claro que vou.— Respondeu sem pestanejar. — Então porquê ela não acredita?— As lágrimas até então estavam mantendo-se firmes.

— Eu não sei, que diabos de lugar é…

— Um hospício.— O aperto das mãos da moça em seu moletom o aproximou mais no abraço.

— Que?

— Um hospício, Jungkook.

O garoto estava assustado, não com o que Luiza poderia ter feito para estar lá, estava com medo por ela, era como se pudesse sentir, todos os sentimentos ruins que a preenchia.

— Seu pai nunca apareceu ou soube disso? Teria de haver um acordo dos responsáveis pra dar entrada em lugar assim, certo? Eu ouvi uma conversa sua com os meninos, que ele foi embora quando você era pequena. Meu pai pega muitos casos de mães que viajam fora sem a permissão dos pais e que sempre dá problema, uma internação em hospício é coisa séria, não poderia ter sido tão fácil assim...— De repente, o rapaz pareceu ter explodido, Luiza não sabia ao certo se ele estava bravo, ou era apenas um ato comum de desespero do mesmo.

— Eu nunca conheci meu pai, quem foi embora, foi o pai da Jade.— Seu tom de voz era diferente, e indecifrável.

— Não faz sentido, não faz, meu Deus! Você tinha quantos anos? Ela é doida?— O rapaz gesticulava imenso enquanto sussurrava como se estivesse gritando.

— Oito.

— QUE?— Disse mais alto do que o esperado e as mãos de Luiza cobriram seus lábios.

— Shhh!

— eu não… mas que… nossa… nossa...— Não haviam palavras suficientes no vocabulário de Jungkook que fossem capazes de definir sua indignação.

— Você está com medo de mim?— Luiza que o observava, estava aflita, não sabia como colocar as exclamações do mais alto em algum sentimento, medo, raiva, ou se ele queria se afastar dela e correr o mais rápido possível para longe dela.

— Não, eu estou apenas chocado no quão absurda foi a decisão de colocarem uma criança em um lugar desses, Luiza isso é um absurdo! Um absurdo! Vai dizer o que? Uma criança de oito anos assassinou alguém intencionalmente? Ficou possuída? Pelo amor de Deus isso é coisa de filme!

Luiza não conseguia mais falar uma palavra, encolheu-se no moletom e após aquele momento não ouvia mais as constatações revoltosas do moreno, muito menos suas perguntas, o corpo da moça permanecia imóvel e seu olhar vagava pela grande vista da janela.

Novamente sentia-se presa em uma pequena gaiola. Dentro dela, só haviam dois pássaros: o mais viril e valente de todos, popularmente conhecido como medo, e ela, o vulnerável filhotinho amedrontado.

— Luiza.

— Luiza.

Ele chamou novamente mas foi em vão, cada vez seu corpo encolhia-se mais.

— Luiza-ah, você está me assustando.

— Você não pode ter medo, eles não podem ter medo, eu já tenho medo suficiente de mim.— Nada fazia sentido para Jungkook, e a garota acabou por se agachar onde estava e cobrir os ouvidos com o antebraço enquanto apoiava a cabeça sobre os joelhos.

— Luiza-ah! Fala comigo!— Uma das mãos do rapaz puxou o carrinho de soro para perto, evitando que a agulha presa em seu braço fosse arrancada, enquanto a outra tentava a acalmar.

— Eu ajudei, eu ajudei todo mundo, eu sempre quis ajudar, eu só queria isso.

— Tudo bem, está tudo bem.— O mais velho não sabia mais o que dizer ou fazer, então sentou-se em frente a moça.

— Não não não não não.— Seu corpo tremia e no momento Jungkook engoliu a seco, pronto para gritar por ajuda.

O corredor estava vazio e a sala também, aquele era um andar particular e poucas pessoas tinham acesso, a não ser as recepcionistas que ficavam um pouco longe ou os médicos que estavam em qualquer lugar, menos ali.

— O que aconteceu?— Uma voz disse longe, e assim que a atenção fora tomada para o local, uma enfermeira corria na direção de ambos.

— Ela começou a se encolher e ficar falando um monte de coisa, e chorar, e tremer, eu não sei, por favor, me ajuda, eu não fiz nada de errado, eu acho que não fiz, eu não fiz, fiz?— A chuva de perguntas acompanhadas de muito desespero saíram tão rápido a ponto de se tornar difícil decifrar o que o jovem havia dito.

— Qual o nome dela?— Perguntou a profissional, obviamente já sabendo o que se passava.

— Luiza.

— Luiza, você precisa respirar fundo, tudo bem? Sabemos que você pode, pode e vai, respire fundo e calmamente, querida.

— O que ela tem? O que está acontecendo?

— É uma crise de pânico.— A enfermeira tentava se aproximar cautelosamente, mas era difícil nessa situação.

Jungkook lembrou-se, ele já tinha feito um trabalho sobre problemas psicológicos para a aula de redação, e entre suas pesquisas, diziam que abraçar alguém em alguma crise, poderia resultar.

Os longos braços do rapaz não titubearam em envolver Luiza num abraço forte, a menina tentou relutar um pouco contra o gesto, mas ao sentir o perfume familiar, todo ar parecia ter preenchido seus pulmões novamente, era como se aquele fosse o abraço do mundo, que o pequeno filhote recebeu ao bater suas asas para longe da gaiola.

— Eu não vou deixar.— A voz de Jungkook soou firme enquanto passava as mãos pelas costas da jovem.

— Preciso levar ela pro quarto, e o horário de visitas acabou, então…

— Será que eu não posso ficar pelo menos até ela se acalmar mais?— Perguntou ouvindo os soluços baixos contra seu pescoço.

— Infelizmente só pode haver um acompanhante e acho que você não é já que não tem a pulseira e…

— O que está acontecendo aqui?— Sun-Hee finalmente havia acordado, mas não demonstrava nenhum espanto e mantinha a bolsa em mãos, algo que realmente causou mais confusão na cabeça de Jungkook do que de costume.

— Ela, bem, oi.

— A senhora é a acompanhante? A paciente teve uma crise de pânico mas o rapaz me ajudou a controlar e já estamos a levando para o quarto, imagino que tenha ficado preocupada com a ausência dela.

— Na verdade eu achei que ela só tinha ido dar uma volta, preciso sair, houve um problema com um dos hóspedes do meu hotel e minha presença como dona, é estritamente necessária.

— Alguém vai ficar em seu lugar? Ou a paciente irá ficar sob nossa supervisão?

— Ela fica bem, Luiza é forte como pedra.— Gritar, Jungkook queria gritar. Como ela consegue tratar com tanto descaso essa situação?

— Eu posso ficar.— Disse o rapaz pela primeira vez.

— O senhor é de maior? Para ser acompanhante é necessário.

— Bem…

— Por favor, eu preciso dele.— A voz trêmula de Luiza soou baixo.

— Eu não vou demorar, logo irei voltar, se realmente não tiver problema pra você, agradeço se ficar, Jungkook.— O nome do garoto que ficou todos os dias, do primeiro horário de visita até o último na espera de alguma notícia, estava fresco na mente da mais velha.

— Como a paciente pediu, levando em conta o estado mental, ele pode ficar, mas ela não pode ficar aqui.

— Certo, estou indo, qualquer coisa liguem.— Os grandes saltos ecoaram pelo corredor até tornarem-se inaudíveis e a enfermeira e Jungkook dividiram um olhar indignado.

— Vamos.— Um dos braços de Jungkook posicionaram-se debaixo das pernas de Luiza, e o outro atrás de suas costas.

Assim caminharam até o quarto, a enfermeira empurrava o carrinho ao lado do rapaz com a mais nova nos braços.

Ao chegarem, Luiza foi levada para o banho pela simpática e experiente enfermeira, a menina ainda se mantinha calada, mas já conseguia olhar Jungkook com seus olhos avermelhados e chorosos.

O rapaz aprpveitou o meio tempo e avisou os pais, ambos já haviam largado de mão, mas por um lado, não se preocupavam tanto, já que aquela era a primeira vez que o rapaz demonstrava um carinho explicitamente por alguém, preferiram o deixar livre para amar e demonstrar como bem entendesse.

— Pronto, procure dormir, tudo bem?— Notificou gentilmente a enfermeira, deitando Luiza na cama de hospital.

— Obrigada, Talia.

— Qualquer coisa, me chamem, tenham uma boa noite.— A mulher saiu assim que diminuiu a iluminação do quarto.

— Vai.— O mais velho disse sem jeito e um pouco envergonhado, antes de dar leves batidinhas no braço de Luiza, para pedir espaço e deitar ao seu lado.

— Obrigada por ser você.— A menina disse unicamente enquanto dedilhava os furinhos no dorso da mão de Jungkook quando abertas.

Em instantes, novamente a atmosfera tornou-se silenciosa, mas não de uma forma torturante.

Aquele era o típico silêncio de duas almas que não precisavam de uma sequer palavra, para manterem-se em paz lado a lado.


Notas Finais


QUALQUER ERRO SERÁ CORRIGIDO FUTURAMENTE

Espero que tenham gostado.

Com amor, Jimtaekook~


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