História Rainbow - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Girls, Romance
Exibições 2
Palavras 1.998
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá seus fluffys, Tio Sammy voltou com mais um fic fresquinha para vocês, já vou avisando que ela não está terminada, mas logo, logo estará, se Deus Yoongi quiser (n˘v˘•)¬
Espero que gostem, pois é a primeira vez que escrevo sobre um romance entre duas meninas, e já vou avisando/2 não haverá lemon ashaushuahsuah não porque eu não quis/quero colocar, mas é porque eu não sei como escrever mesmo XD

Boa Leitura Bolinhos de Arroz (✿◠‿◠)

Capítulo 1 - Who Am I


Fanfic / Fanfiction Rainbow - Capítulo 1 - Who Am I

Já passou do meio-dia e eu estou aqui de novo, escrevendo sobre o John. Quem é John? Bem, ele é o meu melhor personagem, bonito, super atraente, musculoso, cheio de charme, vida, empolgação, inteligência e para completar ele é tudo o quero ser: Aceita por todos. John é jovem e bem-sucedido, todos o respeitam, ele sempre se dá bem em tudo, ao contrário de mim, eu sempre me dou mal em tudo, ninguém me respeita o pior é que todos implicam comigo, até meus pais. Eu não pedi para nascer e muito menos para ser do jeito que sou, eu não controlo isso, não é? Acho que ninguém controla esse tipo de coisa. Meus pais acham que sou uma aberração e eu não aguento mais isso, estou começando a achar que sou mesmo uma aberração. O que eu faço John? Você podia me ajudar, não podia?

Os minutos se passavam e as palavras fluíam pelas minhas mãos, a vida de John ia se completando aos poucos, eu apenas estava no capítulo cinco, mal havia começado a escrever sobre ele e a sua vida se tornou o oposto da minha. Como eu queria que minha vida fosse igual à dele. Minha mãe entrou no meu quarto sem bater na porta antes, me assustando, ela havia preparado um lanche para mim, eu recusei, pois há pouco tempo atrás ela estava reclamando sobre o que eu tinha feito, e não foi nada tão absurdo assim, eu apenas fiquei com uma garota, isso não é um problema.

Depois que minha mãe saiu de meu quarto eu fui tomar banho, já que ela tinha me atrapalhado, perdi o foco e acabei ficando sem ideia para terminar o capitulo cindo de “Meu Nome É John”, minha história estava ficando um tanto que interessante, no capítulo quatro John sofrera um acidente de carro e foi socorrido pelo motorista que bateu nele com sua moto, que por sinal se chama Tayler, ele ficou com algumas costelas fraturadas e alguns hematomas nos braços, e com um pequeno ferimento na cabeça, nada muito sério. O Tayler ficou preocupado com ele e não saiu do seu lado, ficou com John o tempo todo, acabaram se conhecendo melhor e um clima diferente começou a surgir entre eles, há pouco eu estava escrevendo que Tayler o chamara para sair, depois de três meses do acidente, um não parava de pensar no outro, estava terminando de dar os detalhes da aliança que Tayler comprara para dar a John e depois minha mãe entrou, me desconcentrando, eu não consegui continuar a partir daí, detalhei a aliança e fiquei cerca de quase dez minutos pensando em como continuar.

Demorei no banho, estava querendo relaxar e a água estava ajudando muito, escorria quente pelo meu corpo me aquecendo e relaxando meus músculos. O clima estava frio e aconchegante, e nada melhor do que um banho quente para animar um pouco as coisas. Assim que terminei de tomar meu banho me troquei e deitei em minha cama, pegando meu notebook em seguida, que ainda estava aberto no capítulo cinco.

Fechei a janela e entrei na internet, peguei meus fones e entrei no YouTube, logo que a página carregou cliquei em cima do vídeo da Hayley Kyoko, e qual era música? Lógico que era Girls Like Girls. Essa música me traz certo conforto, me desliguei completamente do mundo a minha volta e entrei no meu próprio mundo, onde ninguém implica comigo e muito menos reclama do meu jeito de ser. Pouco depois de começar a ouvir a música eu entrei no Facebook e vi a enxurrada de comentários a meu respeito, a menina com quem fiquei postou uma foto minha beijando ela e ainda por cima me marcou, e eu não sei quem tirou aquela foto, achei que estávamos sozinhas, a gente apenas ficou e ela já saiu postando foto, que tipo de pessoa faz isso?

Ignorei todos aqueles comentários e comecei a pensar no que teria que encarar segunda-feira no colégio, todos começariam a perguntar coisas para mim, perguntas que irritam quando são feitas, as pessoas não devem ficar perguntando esses tipos de coisas, se a pessoa a quem ela faz a pergunta quiser falar sobre o assunto é outra coisa. Mas agora, se ela não quiser e a pessoa insistir em fazer perguntas idiotas e indecentes, aí passa a ser irritante e até demais. Eu não queria que ninguém soubesse sobre mim.

Quando eu resolvi contar para os meus pais sobre mim tive que reunir tamanha coragem que eu nem sequer tinha e agora essa menina aparece com uma foto nossa e todos já sabem, eu odeio ser o centro das atenções, as pessoas já implicavam comigo sem saber sobre mim e agora que sabem vão implicar mais ainda.

Tentei não pensar naquilo e resolvi assistir a um filme, o primeiro que veio a minha mente foi Azul É A Cor Mais Quente, aquele filme que fala sobre Adèle, a menina que descobre a sua primeira paixão por outra menina e tem que encarar a família, é um filme bem legal, e tem apenas duas horas de duração, bem pouco, não é? Deitei de bruços em minha cama, ficando com os pés na cabeceira, ajeitei o meu notebook na outra ponta, peguei algumas almofadas e dei play no filme e assim eu ficaria por cerca de duas horas.

- Você não vai jantar? – ouvi minha mãe perguntar, ela havia entrado outra vez sem bater – E sai da frente desse computador, você vai acabar ficando cega se ficar tão perto da tela assim – olhei para ela e suspirei.

- Primeiro não é um computador, é um notebook. Tem umas pequenas diferenças. E segundo não estou com fome agora, se eu ficar com vontade de comer alguma coisa, eu como depois, não precisa se preocupar – falei, revirando os olhos em seguida. Nem havia percebido que tinha se passado horas e já estava escurecendo, depois que o primeiro filme tinha acabado eu coloquei outro, dessa vez tinha sido Orações Para Bobby, a história de um garoto gay que sofre por conta de sua família.

- Está bem, você que sabe – dei de ombros, minha mãe saiu do quarto como se nem tivesse entrado. Alguns minutos depois que ela saiu, eu voltei a escrever sobre John, e por sorte consegui concluir o capítulo cinco.

Já havia passado da meia-noite quando eu terminei de escrever em meu diário, por que eu tenho um diário? Bom, é um bom lugar para escrever o que aconteceu pelo seu ponto de vista e um bom lugar para descrever como estou me sentindo, às vezes é bom desabafar, mesmo que não seja com outra pessoa. Depois de fechar meu diário, deite-me e peguei no sono e o mais triste, foi um sono sem sonhos, eu adoro sonhar, pois depois posso usar meus sonhos para criar uma história ou até mesmo fazer com que um de meus personagens tenha o mesmo sonho que eu tive. Sim, eu uso tudo como base e inspiração.

Acordei com minha mãe me chacoalhando, mal havia acordado e ela já estava gritando em meu ouvido, queria que eu levantasse para ir ao mercado com ela, antes que ele fechasse. Olhei para o relógio e bufei, era apenas sete e meia, como o mercado ia fechar se nem abriu? Às vezes eu não sei qual é o problema que minha mãe tem. Levantei e fui ao banheiro de meu quarto para lavar o rosto.

Ainda bocejando de sono fui para a cozinha tomar café-da-manhã, minha barriga estava roncando por causa que eu não havia comido nada na noite anterior. Cheguei à cozinha e encontrei meus pais, me sentei ao lado deles e peguei uma xícara de café, completei a xícara com leite e peguei alguns pães de queijo, peguei dois com cada uma das mãos, minha mãe me encarou com os olhos cerrados, eu forcei um sorriso e depois dei de ombros, mordendo um pão de queijo em seguida. Demorei até terminar meu café, tinha ficado sozinha na cozinha, ao total tinha comido uns dez pães de queijo, dois pedaços de bolo de chocolate e mais algumas bolachas, essas eu não contei.

Depois que sai da cozinha voltei ao meu quarto e me troquei, não iria de pijama para o mercado, vesti uma calça jeans preta bem solta e uma regata branca estampada com uma versão completamente rebelde da Branca de Neve, três números maiores que o meu, e para completar peguei minha touca vermelha e meu allstar preto. Minha mãe não se assusta mais com a maneira como me visto, ela aceitou e se acostumou diferentemente de meu pai, mas os dois não me aceitam do jeito que sou não importa o que eu faça. Voltei até a sala e encontrei minha mãe de braços cruzados e agitando uma das pernas, estava nervosa e cansada de me esperar, forcei um sorriso para ela e saímos porta afora em direção ao mercado, que fica a duas quadras de nossa casa. Algumas pessoas na rua ficavam me encarando e eu nunca sei se é por causa das minhas roupas ou se é por causa de meu cabelo, muitas pessoas tem o cabelo colorido, isso não é mais incomum. Chegando ao mercado fui metralhada por muitos olhares, eu já disse que odeio ser o centro das atenções? Não? Então, eu odeio ser o centro das atenções.

- Podemos ir logo com isso? Não quero ficar aqui mais que o suficiente – pedi para minha mãe, forçando a voz para parecer incomodada, e realmente estava, todos que passavam por perto e até aqueles que estavam do outro lado do mercado, estavam com seus olhares em cima de mim.

Minha mãe e eu andamos por quase todo o mercado a procura de algo, que nem mesmo ela sabia o que era, aparentemente meu pedido para ser rápida não adiantou de nada. Passou-se cerca de meia hora e ainda estávamos no mercado, mas dessa vez com quase dois carrinhos cheios de coisas, e as pessoas? Continuavam me olhando. Depois que pegamos tudo ou quase tudo, minha mãe voltou uma seis vezes para pegar algumas coisas que havia esquecido que ela julgava necessária, fomos para o caixa e ficamos esperando em uma fila de tamanho um tanto que razoável.

Depois que a fila acabou e minha mãe pagou as compras, fomos embora, alguém do mercado iria levar as compras para nossa casa, assim eu esperava, não iria carregar milhares de sacolas por duas quadras e não, não estou exagerando quando falo milhares, minha mãe tem o costume de comprar muitas coisas, para não dizer o mercado inteiro.

Chegando a nossa casa fui para o meu quarto e voltei a escrever só que dessa vez não era sobre John, eu havia começado uma nova história, uma história completamente diferente de todas as outras que já escrevi, todas as minhas histórias tinham e tem final feliz, exceto essa, eu havia começado a escrever sobre um garoto, até então sem nome, que sofria muito no colégio, em casa e onde quer que fosse, até que um dia ele iria se revoltar com tudo, depois de ter sofrido muito, ficado com depressão e ter se tornado suicida, ele iria para a escola armado e acabaria com seu sofrimento, acabando com a vida daqueles que o fizeram sofrer e depois iria tirar a própria vida. Eu sei que não é uma história muito feliz de se escrever, mas a ideia me veio em mente e eu não consegui controlar minhas mãos, quando vi já estava no último capítulo, eu tinha começado e acaba a história em menos de três horas e ideias ainda brotavam em minha cabeça.

Passei o dia revisando minhas histórias e fui dormir depois da meia-noite, outra vez não comi nada, iria acordar com mais fome do que antes e teria que ir para o colégio. Pouco antes de me deitar me lembrei da foto e dos comentários, bufei e tentei dormir, não demorou muito para eu cair no sono.


Notas Finais


Beijo do Sammy :3


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