História Rainy Days - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Paul Wesley
Personagens Paul Wesley, Personagens Originais
Visualizações 6
Palavras 1.465
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá! Escrevi esse capítulo con muito carinho. Espero que gostem, comentem o que acharam e se tiverem alguma sugestão deixem aí também!
Boa leitura!

Capítulo 3 - My tears are like rain


Fanfic / Fanfiction Rainy Days - Capítulo 3 - My tears are like rain

-Ana-

  A porta abriu e uma mulher da minha altura nos recebeu com um abraço. Acho que ela é minha "mãe". Ela tinha algo familiar... Não sei dizer bem...

-Ana? - ela disse ao me abraçar 

-Sim, eu acho... 

-Você é tão linda... E está tão crescida...

-Assim você vai assustar a garota! - uma voz masculina ecoa pelo corredor onde estavamos.

  E eu vejo um homem mais alto que parecia uma cópia do meu pai, mas isso fazia sentido pois, afinal, eles são irmãos. Os cabelos castanhos claros como os meus os olhos levemente esverdeados e a pele branca rosada, eu me parecia mesmo com ele.

-Ana! - disse me cumprimentando 

-Olá...

-E aí Marco... Foi difícil achar ela?

-Nem tanto... - Marco respondeu sem humor 

-Vamos entrando - disse a mulher - podem se sentar.

  Entramos em uma sala pequena e com cheiro de velha, sentamos num sofá puído e a mulher começou a falar:

-Temos muito o que conversar...  - não disse nada e deixei que ela continuasse - Eu sou a Beatriz e este é o meu marido Frederico, nós somos seus pais, mas disso você já sabe.

-Sei... - antes que eu dissesse algo a mais ela prosseguiu

-Entendo que esteja brava e confusa mas tudo tem uma explicação.

-Bom, a história é longa, então vou resumir - começou Frederico - Um dia briguei com sua mãe e fui para um bar, fazer a única coisa que eu sei fazer, beber. Bebi até esquecer meu nome, e acabei apagando. Quando eu acordei já era um vampiro. Com medo de machucar a Bia ou a minha família, eu fugi.

-Mas ele não sabia que eu estava grávida.Quando ele fugiu, eu tinha acabado de descobrir a gravidez e a única pessoa que me ajudou nesse período foi a Carla (mãe adotiva) que também estava grávida, nós nos tornamos grandes amigas. - completou Beatriz.

-Só que um dia eu esbarei com o Henrique, seu outro tio, e descobri que você ia nascer dentro de um mês, então corri pra casa e contei toda a verdade a Bia. Decidimos ter o bebê e dar nosso melhor para tudo funcionar bem. Não queria abandonar um filho meu, queria ser um pai descente. - falou e abaixou a cabeça.

-No dia do meu parto a Carla passou muito mal e foi para o hospital também, só que ela perdeu o bebê, então decidi dar você para ela, como se fosse a criança dela. Não me arrependo do que fiz. Ela merecia mais um filho do que eu, fora que eu tinha medo de que seu pai te machucasse.

-É muita coisa de uma vez só mas eu entendo... Entretanto algo ainda não se encaixa na minha cabeça... Por que vocês resolveram fugir e forjar sua morte ao invés de continuarem parte da família? - perguntei 

-Então... Acho que podemos deixar essa história para depois do café. - Frederico disse enquanto ia comBeatriz buscar o café.

-Isso é tudo verdade mesmo? - cochichei para Marco

-Não sei... Também só conheço a versão deles... Mas eu sei porque eles fugiram, se quiser depois eu te conto. - Ele entam na sala com café e biscoitos.

-Bom... - Frederico fala - Nós não a chamamos aqui para bater papo... Temos uma proposta para você Ana... Queremos que se junte a nós.

-Como assim?

-Que seja uma vampira!

-O que? Isso nunca vai acontecer! - digo e me levanto rápido do sofá comecei a sentir muito medo do que podia acontecer comigo - Você sabia disso? - pergunto diretamente a Marco

-É que... - ele engoliu à seco

-Quer saber pra mim chega dessa loucura isso já foi longe demais! Eu nunca deixaria minha família, meus pais que sendo biológicos ou não me amam como eu sou, meus amigos e o meu futuro! - Digo e saio do apartamento.

 

-Marco-

-Estão felizes? Olha o que fizeram com ela! Vocês não a merecem! - digo assim que ela sai 

-O que você sabe sobre ela? A conhece faz dois dias! - Bia grita enquanto saio correndo pelo corredor.

  Nem a respondo desço as escadas correndo, quase voando para chegar lá embaixo antes do elevador que a Ana estava, e consigo. O elevador se abre e ela sai chorando de dentro e tenta fugir de mim, mas eu seguro seu braço.

-Me dá uma chance? Deixa eu te explicar? Prometo nunca te incomodar mais... 

 

-Ana-

  Não conseguia segurar as lágrimas, na verdade eu nem sabia porque estava chorando, minha vida estava uma bagunça. 

-Uma chance! E eu só quero a verdade! - eu pensei em ir embora mas eu queria saber a minha história.

-Eu juro. - ele fala e solta o meu braço. Sentamos na calçada e enquanto eu seco meu rosto ele começa a faltar.

-Olha é o seguinte, a Bia vem de uma família de lobisomens... - eu o interrompo

-Lobisomens?

-Sim! Eles também existem. Bom... Quando ela era um bebê seu pai, que era um cientista, fez um experimento com ela: ele injetou na criança o sangue de lobisomem dele, mas geneticamente modificado para evitar que a filha se tornasse um lobo no futuro. Ele queria que ela não vivesse o que ele vivia.

-Uau! - eu devia estar com cara de boba

-Então... Isso teve um efeito que seu avô não esperava, o sangue da Bia se tornou fatal para outos lobos. E com isso os dois começaram a ser perseguidos, alguns queriam mata-los enquanto outros queriam seu sangue para usar como arma contra os lobisomens. 

-Que loucura! 

-Pois é...  E por isso ela se mudou pra cá e tentava levar uma vida pacata até tudo acontecer, e quando surgiu a chance de ela se tornar vampira não pensou duas vezes. Porque seu sangue passaria a ser sangue de vampiro não o sangue humano modificado.

-Ok... Entendi... Mas porque ela iria querer que eu também fosse vampira?

-Você não entendeu? Você é filha dela, o sangue dela é o seu!

-Meu Deus... Quando eu acho que não pode piorar... 

-Você está bem? Parece pálida.

-Eu to ótima! Acabei de descobrir que o meu sangue é uma arma letal para lobisomens e que o único jeito de eu não ser perseguida ou coisa pior por causa disso é me tornar uma vampira! - estava nervosa e acabei descontando nele, mas me arrependi no segundo seguinte.

-Sinto muito... 

-Não precisa, eu vou ficar bem... É que foi muita coisa para um dia só. - disse me levantei do meio-fio.

-Você quer ir embora?

-Acho que sim... Se bem que eu não sou capaz de decidir mais nada...

-Deixa que eu te levo em casa - ele se ofereceu.

-Não precisa... 

-Eu insisto. A gente pode tomar um sorvete daí eu te dou uma carona... O que acha?

-Me ganhou no sorvete. - diss e nós dois sorrimos 

  A sorveteria era logo na esquina da rua, então fomos andando mesmo

-Ana - ele chamou.

-Fala...

-Queria saber se você quer sair comigo um dia desses? Sei lá ir no cinema... O que acha?

-Por que não? Estou precisando me destrair um pouco mesmo... Que tal esse sábado?

-Perfeito 

  Não acredito que vou sair com ele! Tipo um encontro! Finalmente uma coisa boa para melhorar o meu dia.

  Continuamos andando e entramos na lojinha. Era rosa pir dentro e tinha um cheiro doce. Uma mulher negra que aparentava ser a dona do local estava sentada perto do caixa, e uma garota loira veio nos atender.

-Boa tarde! O que desejam - disse a balconista da sorveteria.

-Eu quero um de morango,  por favor. 

-E o senhor?

-Chocolate.

  Ela serviu os sorvetes e nos sentamos para comer.

-Com toda essa loucura eu esqueci de te agradecer. - falei e ele fez cara de confuso

-Agradecer pelo que? Eu só fiz merda... - ri um pouco mas continuei a falar

-Eu não pude contar com ninguém nesse momento, achei que estava sozinha, mas você me mostrou o contrário. 

-Só fiz a minha parte, não gosto dever pessoas boas como você sofrerem.

-Que seja... Só queria que soubesse que a sua compania hoje me fez bem. - disse e ele sorriu, aquele sorriso me derreteu.

  Terminamos o sorvete e fomos pegar o carro. Ele me deixou em casa, ou melhor na rua de trás pra minha mãe não desconfiar. Entrei em casa e tomei um banho quente pra ver se a água levava embora a minha confusão.

  A minha cabeça estava cheia, não sabia o que fazer, o que pensar, estava tonta, perdida em minhas emoções que latejavam na minha mente. Senti um aperto no peito, um medo descomunal do futuro incerto que me espera.

  Era uma tempestade mental. Meus pensamentos e indecisões eram como trovões e minhas lágrimas como a chuva. Estava chorando.

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Pretendo continuar, se gostarem comentem aí!!


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