História Raise Hell - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Gal Gadot, The Walking Dead
Personagens Aaron, Carl Grimes, Carol Peletier, Daryl Dixon, Eugene Porter, Gabriel Stokes, Michonne, Morgan Jones, Negan, Paul "Jesus" Monroe, Personagens Originais, Rosita Espinosa, Tara Chambler
Tags Gal Gadot, Marsha Parish, Negan, O Reino, Os Salvadores, Quartel, Rei Ezekiel, Rick Grimes
Visualizações 39
Palavras 2.037
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, pessoas queridas!

Quero agradecer de antemão a vocês, meus amores, que favoritaram e comentaram no primeiro capítulo da fanfic.
Fiquei muito feliz por mostrarem interesse à "Raise Hell".
Como ainda tenho poucos capítulos disponíveis, vou postar a história bem devagar, mas garanto que não vão se arrepender. Essa fic vai trazer a mulherada ao poder! Hell yeah!
Aos interessados, "Raise Hell" também será postada no Wattpad.
Meu nome de usuário é @Jennywalker01.

Fiquem à vontade para me seguir também por lá.
Boa leitura! <333

Capítulo 2 - New Best Friends


Fanfic / Fanfiction Raise Hell - Capítulo 2 - New Best Friends

Madrugada de quarta-feira, 10 quilômetros a leste do Quartel Mohawk.

 

O sentinela identificou a aproximação do comboio através do visor noturno do seu rifle, logo enviou o sinal que era de praxe para os demais snipers concentrados no alto dos telhados de um conjunto de prédios que delimitava aquela parte da cidade miseravelmente coberta pela névoa densa e fantasmagórica da madrugada.

— Veículo 1 a caminho! Repito. Estão a caminho! Câmbio.                 

— Estou avistando. Câmbio, desligo. — replicou a outra voz masculina quase indiscernível em meio à estática do rádio comunicador.

O homem corpulento de cabelos aparados com um corte militar voltou automaticamente à sua posição inicial, seguindo o procedimento padrão do Quartel Mohawk.

Lá embaixo, um automóvel Hummer preto fortemente blindado e escoltado por cinco motocicletas Harley Davidson manobrou com absoluto desempenho em frente a uma edificação cinzenta que passava por indiferente ao cenário de devastação pós-apocalíptico. Os ocupantes dos veículos mantiveram-se pacientemente em seus lugares até que os atiradores esquadrinhassem cada mísero centímetro daquela área, a fim de detectar um movimento hostil fosse de humanos ou infectados.

— Tudo limpo. Câmbio. — uma terceira voz, agora feminina, estourou no rádio.

— Tudo limpo, Veículo 1. Prossigam. Câmbio e desligo. — o sniper sob comando deliberou.

Os motociclistas foram os primeiros do comboio a deixarem seus veículos. Eram brutamontes caracterizados por coletes de couro cujas costas traziam a imagem de um punhal atravessado em uma caveira junto à inscrição Soldier’s of Anarchy e, mais abaixo, bordado com letras em estilo old school, vinha a palavra Boston, referente à cidade norte-americana do estado do Massachusetts - lugar de origem daquele clube de motociclistas. Todos os homens posicionaram-se diante do Hummer e, no minuto seguinte, uma porta traseira se abriu revelando uma figura feminina ruiva, de aspecto débil e pálida como a morte. Ela tinha os movimentos superficiais de quem estava no lugar errado, na hora errada e, percebendo aquela hesitação, um homem de cabelos medianos, loiro, que encabeçava a hierarquia do bando, forçou-a a dar um passo adiante, dessa forma, permitindo que uma segunda mulher descesse do Hummer com um pulo ágil. De pele avermelhada e traços similares aos dos povos nativos americanos, ela trazia os cabelos castanhos presos em um rigoroso rabo de cavalo, seu porte atlético e gestual decidido facilmente a apontando como líder de todo o grupo.

Antes de marchar à frente de seus homens, a dirigente morena ergueu os olhos profundamente escuros e treinados para a silhueta do sniper que continuava a lhe dar cobertura, saudando-o com o punho esquerdo cerrado em sinal de resistência.

O atirador retribuiu o cumprimento, mantendo o braço firme no ar até que a mulher e o seu bando desaparecessem pelos confins obscuros do edifício de concreto.

Depois de um tempo, ele relaxou os músculos.

Tudo sob controle. 

Resolveu descansar um pouco e abriu o bipé do rifle, em seguida, o pousando ao chão. Passando a mão no rádio comunicador, o atirador sintonizou um canal específico, logo um ruído metálico rompeu o silêncio ao seu redor, reproduzindo o tocado familiar e ao mesmo tempo sinistro de uma caixinha de música. 

“Hush-a-bye, don't you cry, go to sleepy, little baby.

When you wake, you shall have all the pretty little horses.”

Uma lembrança remota da infância automaticamente o fez cantarolar baixo a lúgubre canção de ninar que escapava, de forma cadenciada, pelo comunicador. 

Seus olhos foram ficando consideravelmente pesados, mas ele não podia vacilar agora.

Aquela seria mais uma longa madrugada de controle e paciência.

Ele deveria estar vigilante. Sempre atento.

Até que o sol se despontasse no horizonte para outro dia de jornada invencível.

 

☨ 

 

Fim de tarde do mesmo dia, fronteira do Quartel Mohawk.

 

Rick Grimes em nada havia mudado de opinião. Aquele grupo pretensiosamente tido como civilizado não passava de uma gangue muito bem treinada de mercenários. Era o que ele enxergava em seus olhares. Algo naqueles homens o impelia a agir como nos tempos de King County quando precisava negociar com toda a espécie de foras da lei para garantir a segurança do seu condado.

Acuados pelas motocicletas em uma espécie de semicírculo, bem ao meio de uma densa nuvem de poeira, Grimes e o conselheiro de Hilltop, Paul Rovia, tinham rifles, escopetas e fuzis de alto potencial de fogo apontados para suas cabeças. O mandatário de Alexandria havia jogado a Colt Phyton e a machadinha a alguns poucos centímetros na frente de onde estava parado, a pedido de um homem de cabelos loiros médios e olhos esverdeados, bastante sagazes. Grimes supôs que aquele deveria ser provavelmente o líder do grupo, tendo em vista que ele foi o que se manifestou primeiro:

— Perdoem a falta de modos. Não esperávamos visitas. — o loiro falou, cínico e ao mesmo tempo sorridente, mantendo uma pistola empunhada na direção da testa de Rick. Um homem de cabelos grisalhos, marcado por profundas cicatrizes nos dois lados na face e um cavanhaque ralo, analisou as armas do alexandrino, em seguida guardando-as consigo. — Pelo menos não em tão curto espaço de tempo, — prosseguiu o jovem de postura autoritária, dessa vez colocando Jesus na mira da sua Glock 9 mm. — avise ao rato do Gregory que Alexis é uma das nossas agora. Ela estava quebrada graças à falta de colhões daquele filho da puta e não existe mais motivos para sermos diplomáticos com Hilltop.

Rick escancarou os orbes azuis para Paul ao seu lado e este último ergueu as mãos em posição de rendição. O loiro com colete de couro abriu um sorriso potencialmente sarcástico. Ele pôde perceber a presença de um conflito de interesses entre os dois visitantes.

— Nós não queremos confusão, — o xerife procurou intervir, usando o máximo de sua força de vontade para se manter ponderado. Mesmo com miras certeiras direcionadas para sua cabeça, Grimes não iria se deixar intimidar por aquele bando de estranhos prepotentes e tampouco aceitava o fato de Paul ter omitido informações importantes sobre Mohawk. Haveria consequências, isso era certo. Mas se o pávido governante de Hilltop era realmente repudiado pelos dirigentes daquela nova comunidade, então, antes de tudo, ele tentaria usar a única carta que tinha a seu favor. — me deixe desfazer o mal entendido. Sou Rick Grimes de Alexandria. — tornou em um tom mais pausado e cauteloso. — E, ao que tudo aponta, nossas comunidades parecem ter algo em comum. Talvez não agora, mas certamente muito em breve. Vivemos, trabalhamos e nos protegemos... Mas uma grande ameaça espreita nossos muros. Precisamos fortalecer nossas defesas. Se nos permitirem... Se ao menos ouvirem o que temos a propor... Não insistiremos com vocês, simplesmente faremos o caminho de volta caso acreditarem que a nossa causa está perdida.  

— Aí, Rick Grimes de Alexandria — o comandante iniciou com um despojamento fingido. Por um momento, sua face incrivelmente cênica passou por interessada pelo monólogo que acabara de ouvir, mas no outro ele sorriu, debochado, chegando até gargalhar de Rick. O restante do seu bando se entreolhou com ares zombeteiros e o líder de Alexandria achou quase impossível controlar a própria ira. — seja lá que merda você tem a oferecer, nós não compramos. Dê o fora do nosso território antes de meus homens começarem a atirar. Do contrário, a única lembrança que a tal Alexandria receberá de mim será a sua cabeça enterrada no seu próprio rabo. Vocês dois têm 5 minutos...

O rapaz loiro girou o corpo prestes a subir na motocicleta quando Rick Grimes resolveu cruzar a linha tênue e invisível da tolerância, avançando inconsequentemente na sua direção. O homem das cicatrizes e cavanhaque, braço direito do mais novo, soltou disparos aos pés de Grimes com o revolver Colt. Os projéteis passaram raspando, quase a meio centímetro de acertar o policial de King County. Havia sido proposital.

— Mais um passo seu e haverá uma retaliação. — o atirador de cavanhaque pressionou Grimes, o olhar estreito e hediondo fixado nos olhos azuis ensandecidos do regente alexandrino.

— Ninguém mais vai precisar atirar. — Jesus intercedeu, os braços abertos acenando um movimento pacífico. Rick, no mesmo instante, o encarou com reprovação.

Ele não cederia tão facilmente.

— Queremos lutar — Grimes vociferou entre dentes, mantendo-se a um palmo de distância do chefe do grupo de motoqueiros. — e vamos lutar... Contra os Salvadores.

O loiro integrante do Quartel Mohawk sondou a veracidade daquela afirmação nas feições de Jesus e voltou para Rick, a expressão sarcástica desaparecendo imediatamente do seu rosto. Uma faísca cintilante agora perpassava pelos olhos esmeraldinos do jovem motoqueiro.

Rick Grimes reconheceu aquele tipo de olhar. Havia nele ambição e muita sede de vingança.

O mandatário de Alexandria atingira enfim o ponto certo.

Estava muito próximo de conseguir o seu exército.

— Bjorn! — o loiro chamou um dos rapazes que compunha sua gangue. Grimes notou que o garoto não deveria ter muito mais que a idade de seu filho, Carl, apesar do físico truculento dar a ele um aspecto envelhecido. — Vai na frente e avise a base que teremos convidados para o jantar. — tornou debochado. — Você e o seu amigo — sinalizou para Jesus voltando a se referir ao xerife alexandrino com indiferença: — continuem andando. Iremos escoltá-los até o Quartel. 

 

 

— Era parte do plano me deixar saber de última hora que Hilltop está em pé de guerra com o tal Quartel?  — Rick Grimes sondou Jesus enquanto faziam o caminho até a sede do Quartel. Estavam a uma distância segura dos motociclistas que seguiam em marcha lenta com suas potentes Harley Davidsons.

— Você não iria me dar outra opção — Jesus balançou os ombros, muito descrente, porém honesto. — ou viríamos até aqui ou... Nada. E Hilltop não é exatamente inimiga dos Mohawk. Pelo menos até onde sei. — o viajante continuou, ignorando o olhar inquisitivo do xerife de Alexandria à medida que seguiam a procissão de motoqueiros com passos comedidos. — Alexis é filha única do Gregory. — revelou, soltando um suspiro que fazia parecer que ele já se arrependia por ter contado aquilo para Rick. — O maldito ofereceu a garota como noiva de Negan, tudo isso em troca de sua própria imunidade, é claro. Quando descobriu, ela mesma fugiu de Hilltop. Seguimos suas pistas, na época Alexis não tinha a menor noção de como se proteger aqui do lado de fora. Ela não era muito diferente do resto da colônia, mas também nunca foi igual ao pai. A jovem teve coragem suficiente para lutar pelo que acreditava. Segundo informaram, os Mohawk a encontraram vagando pelas margens do rio Potomac. Gregory me enviou ao Quartel para negociar seu resgate, para isso oferecemos suprimentos e armas. Mas eles são muito fechados, se julgam autossuficientes, nada sei sobre sua hierarquia além daquilo que lhe contei. Luke, o que está no comando, e seu bando de motociclistas são os meus únicos contatos com Mohawk, ele mesmo disse que Alexis se recusava a voltar para Hilltop. Nunca estive além dos portões do Quartel. Só sei que esse local onde eles se instalaram era um centro de formação e treinamento para seguranças. Vigilância privada, sabe? Os muros têm oito metros de altura, Mohawk funciona como uma espécie de fortaleza, apesar de ser aparentemente muito cômodo.

Grimes absorveu cada palavra de Jesus e acenou de maneira afirmativa com a cabeça. A sombra de um sorriso curvou ligeiramente seus lábios. Havia muita coisa em jogo naquele primeiro contato com Mohawk, mas pelo visto ele já sabia como agir diante daqueles que seriam seus futuros aliados.

— Você disse que eles têm um arsenal pequeno, mas o mesmo é inegavelmente potente. Eu reconheci fuzis AK-47, semiautomáticas MK-12, Win Mags... E eles sabem exatamente como manusear cada uma dessas armas. Precisamos ampliar nosso poder de fogo. Daremos um jeito, qualquer jeito... — o xerife começou a traçar sua tática de barganha. — Esse deverá ser nosso método de pagamento. Se eles são tão independentes como diz, as armas serão o nosso melhor alcance, há poucas delas por aí. Mesmo assim, essa deverá ser nossa oferta.

Jesus concordou em silêncio, percebendo que já avançavam os últimos quilômetros que os levariam ao Quartel Mohawk. Um motociclista raspou a garganta, se mostrando bastante atento à conversa paralela e sussurrada dos dois forasteiros.

Eles se calaram de vez e a meio caminho para o sol se pôr, depararam-se com a muralha de concreto e aço que protegia o interior daquela distinta comunidade.

Rick voltou a sorrir confiante.

Com toda certeza, ele havia ganhado o dia.

 


Notas Finais


E aí? Alguém arrisca um palpite sobre o que tava rolando na primeira parte do capítulo? A edificação cinzenta suspeita, o movimento nela e a bizarra canção de ninar?
Ah, falando nisso, ela se chama "All the Pretty Little Horsies". Pra quem quiser ouvir, é só seguir a playlist de "Raise Hell" no Spotify. Lá, eu irei adicionar canções conforme o desenvolver da fanfic. Confiram o link: spotify:user:raise_hell:playlist:5DEv0RHw7TLswsfO72GpTj

Gente, o GIF é meio que um trailer do capítulo: o sniper meticuloso (sim, ele é o Jensen Ackles), Rick boladão com Jesus, loiro pseudo líder mitando e fodão da cicatriz só na encarada (?), hahaha.

Ah, e siiiiim, o Gregory embuste não é tão inútil como podem ver, ele teve uma filha! Alexis fará sua estreia no capítulo seguinte. Pra quem já assistiu a série os 100, pode ir se preparando, pois a moçoila será a Octavia (Marie Avgeroupoulos) e o tal "Bjorn" mencionado acima é o próprio moleque de Vikings, Alexander Ludwig. Estou preparando uma arte linda com o cast do Quartel. Sinceridade? Eu AMO esse bando. Tomara que vocês sejam #TeamMohawk também, garanto que não vão deixar de se surpreender com esse time...

Pra quem veio aqui por causa da Marsha/Gal Gadot, ela aparece de vez no próximo capítulo.

Sem mais referências por agora.
Comentem, sugiram, se façam presentes, meus amigos e amigas!
Beijos, até a próxima.


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