História Raiva Nossa de Cada Dia - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

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Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Umas Raivinhas no Ônibus


Fanfic / Fanfiction Raiva Nossa de Cada Dia - Capítulo 1 - Umas Raivinhas no Ônibus

   Nada como chegar na fila do ônibus (que já é anormalmente longa) e ainda se deparar com aquelas pessoinhas que têm o péssimo hábito de furar a fila.
   Puta que pariu.
   Pra que serve uma fila se ainda tem gente que passa na frente, de nariz empinado e não respeita?
   E você ainda entra e vê o fura-fila sentado num lugar que poderia ser SEU enquanto você vai de pé carregando uma mochila pesada.
   Minha nossa.
   Isso me deixa com um nível de raiva acima do aceitável.
   Pagar R$ 5,00 por um assento no ônibus pra no final um 'fi da mãe desse pegar de você é sacanagem.
   A vontade que dá é de arrancar o sujeito de lá pela gola da camisa, soltar uns berros, revirar os olhos com bastante exagero, xingar o abençoado mentalmente e tomar o lugar, triunfante.
   Mas no final apenas xingamos mentalmente mesmo.
   Nos conformamos e pensamos, "na volta garanto o meu lugar pra sentar".
   Pegamos o celular e vamos fuçar nossas redes sociais.
   Aí vem outro momento que testa nossa paciência: os curiosos.
   Ah, tudo bem, convenhamos.
   Nós mesmos fazemos isso às vezes, é meio que inevitável dar uma "curiada" na vida alheia (principalmente quando é um papo interessante).
   Dá até vontade de opinar, mas aí a pessoa poderia querer te processar por invasão de privacidade ou sei lá o que.
   Agora, quando somos nós os alvos dos olhares, parece que todo mundo está errado e nós estamos certos.
   "Curioso"
   Baixamos a luminosidade do celular, olhamos ao redor para termos certeza de que não estamos sendo observados e continuamos a encarar o celular com aquele sorriso meio bobão que todo mundo tem quando está com o aparelho na mão lendo besteira.
   Eis que, de repente, alguém desce e sobra um lugar vazio.
   "Minha chance!", você pensa.
   Corre feito um louco e sai atropelando todo mundo com a sua mochila ou bolsa.
   Todo mundo te olha feio, mas aquela pode ser sua única chance de sentar durante o percurso.
   Então, sem que você consiga prever, alguém joga uma bolsa ou mochila no lugar que você iria sentar e em seguida um bumbum surge, tomando o assento novamente.
   Ah, não.
   De novo não.
   O controle mental é muito importante nessa hora.
   É preciso respirar fundo e aceitar novamente que você perdeu outro assento.
   Certo.
   Você consegue.
   Depois de algum tempo o ônibus começa a esvaziar e assentos vão surgindo, mas você já está bravo porque está quase chegando no seu ponto e sentar agora não resultaria em muita coisa.
   Na hora de sair, pisam no seu pé, arrastam sua mochila, passam o suvaco caprichadamente fedorento em você e quase te derrubam.
   Enfim chegou o seu ponto.
   Hora de sair da lata de sardinhas apertada e calorenta.

      •••

   Hora de pegar o ônibus novamente.
   Desta vez voltando.
   E agora está mais lotado do que antes.
   Mas por algum milagre você consegue  um assento (Aleluia!)
   Apesar do calor e do povo resmungando, você​ não ousa reclamar. Afinal, está "confortavelmente" sentado.
   Menos mal.
   Então você decide virar o rosto  e...Oh!
   Tem alguém dormindo pesadamente do seu lado.
   "Contanto que continue do lado dele...", você pensa, vendo a criatura de boca aberta balançando pra lá e pra cá com o movimento do ônibus.
   Pouco depois bate aquela fome que só quem pega ônibus todo dia sabe.
   Os vendedores ambulantes faturam adoidados com tantas guloseimas vendidas em pouco tempo.
   Todo mundo modiscando alguma coisa.
   Menos você, que normalmente não leva dinheiro porque sabe que vai gastar com besteira.
   O arrependimento bate quando o vendedor anuncia que o salgadinho que ele vendia por R$ 2,00 está sendo vendido agora de 2 por R$ 1,00.
   "Não acredito...", você encara o vendedor.
   Coloca os fones e ouvido para se distrair e percebe que o dorminhoco do seu lado está perigosamente perto.
   Quase é possível sentir o hálito dele.
   Calma.
   Releva.
   Procure um joguinho no celular e se distraia.
   Pronto.
   Melhorou.
   É o seu jogo favorito.
   Você é bom nele.
   Nada pode te chatear agora.
   A não ser aquele cara que fica olhando fixamente pro seu celular enquanto você joga, fazendo você errar diversas vezes.
   Ah, qual é? Todo mundo sabe que não se pode ficar encarando as pessoas senão elas fazem tudo errado.     É tipo quando você quer muito mostrar algo pra alguém, e só porque você decidiu mostrar tudo dá errado e a pessoa não acredita na sua versão da história.
 


  Você faz os cálculos pra saber em quanto tempo vai chegar em casa.
   Tenta olhar pela janela mas a pessoa roncando do seu lado te faz querer rir.
   Você ouve música e desiste do jogo depois de 17477484001817636 erros seguidos (tudo culpa do cara que estava encarando, é claro.
   Está calor. Você abre a janela.
   Minutos depois um infeliz alega estar com frio e fecha a bendita.
   Ou vice-versa.
   Nem rola tirar os fones porque meia-dúzia de adolescentes barulhentos decidiram que o ônibus é um ótimo lugar para fazer baderna e falar absurdamente alto.
   E, para fechar, não pode faltar aquela pessoa que costuma flertar​ com você (ou que te encara só pra te deixar sem jeito mesmo).
   É o cúmulo.
   O dorminhoco encosta no seu ombro como se fosse um belo travesseiro, a moça na sua frente devora guloseimas atiçando a sua fome, você sente que tem alguém te encarando, os adolescentes não calam a boca, está calor mas ninguém entra num acordo sobre a janela... E por aí vai.
São coisas pequenas, mas que geralmente tiram a paciência de qualquer pessoa nos ônibus.



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