História Rappel - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Hentai, Naruto, Romance, Sakura Haruno, Sakusasu, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Voyeurismo
Visualizações 659
Palavras 3.803
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Aquela que Provoca


Rappel 

Escrito por Kohana

Capítulo Cinco — Aquela que Provoca 



Maldita seja Sakura Haruno.

Eu realmente fui um tolo! Não por estar aqui, nesse momento, vendo ela flertar com o barmen; de certa forma, por isso também. Mas achar que eu chegaria no Brasil e conseguiria arrastá-la comigo fora muito ingenuidade minha – ela era Sakura Haruno, minha imprevisível Sakura Haruno.

Pensando bem, essa não é uma boa forma de descrevê-la. Imprevisível é um eufemismo! Como eu pude... oh, droga! Quando a vi, eu tive a sensação de que ela cairia ali mesmo e, oh, eu estava pronto para acudi-la e abraça-la até sufocá-la no amor acumulado que tenho comigo. Aparentemente, eu estava enganado. Por uma fração de segundos, em minha frente, estava Sakura Haruno: a garota retraída que corava e sempre evitava manter contato visual por muito tempo.

A garota que fugiu arrasada do meu apartamento após saber toda a verdade. Ou pelo menos a verdade que ela acreditava.

No momento seguinte ela não estava mais ali. Sumiu da mesma forma que apareceu e então outra estava em seu lugar. Mais decidida, sensual (bem sensual, diga-se de passagem) e ainda mais abusada. A cretina teve a ousadia de se aproximar, me beijar no rosto e, ainda por cima, zombar da minha cara!

Quem ela pensa que é? Eu não sabia, uma parte minha gostou, mas eu não queria dar atenção a ela. Não agora. Se eu fosse adepto ao sadomasoquismo, teria dado umas palmadas em sua perfeita bunda aqui mesmo. Ao invés disso, estou aqui observando descaradamente sua bunda perfeita no vestido justo em seu corpo.

Como se soubesse disso, ela se inclina mais para trás, arrebitando seu traseiro. Quando me dou conta, seus olhos verdes estão vasculhando meu rosto e, ao perceber que estou olhando-a, ela dá um sorrisinho sacana.

– Fille de pute.

– O que? – Shikamaru para uma risada (de alguma coisa que a amiga de Sakura falou) para me olhar confuso. Ele estava estranhamente divertido e eu não podia acreditar que era uma coincidência.

– Nada. – balancei a cabeça, bebendo meu copo de uísque de uma vez só. Não me importei com a ardência, e não deixei de olhá-la. Toda a saudade, sofrimento e amor pareciam ter se transformado em raiva.

A desgraçada estava me provocando propositalmente.

– Me trás uma dose de tequila, por favor? – ela diz, a voz arrastada quando ela morde o lábio inferior no final e dá uma piscadinha para o cara. Que filho da puta. Sem perceber que está claramente sendo usado, ele abre um sorriso de orelha a orelha.

Arrasto meus dedos pelo meu cabelo, o bagunçando. Eu não era um cara descontrolado, e eu tinha contado nos dedos todas as vezes que passei dos limites. Mas aparentemente eu não estava fazendo o mesmo efeito em Sakura, porque ela estava muito bem; seu pequeno deslize parecia ter sido apenas uma mentira que a minha mente inventou para me deixar menos puto da vida.

E isso estava me deixando muito, mais muito louco da vida.

– Sakura, por que está tão afastada? Quem vê pensa que você é assim retraída. – a amiga, de nome Temari, ri nervosa com a forma que Sakura nos ignora. Pelo olhar bravo que Sakura jogou em sua direção, ela ainda não tinha se tocado.

Eu sorri, balançando meu novo copo de uísque enquanto me aproveitava da situação.

– Eu gostaria mesmo de alguém para conversar. – Temari abre um grande sorriso, enquanto Sakura estreita os olhos agora bem séria. – Quer conversar comigo, Sakura?

– Não, obrigada. – ela força um sorriso, estendendo sua dose de tequila como um brinde.

Oh... então ela não estava tão “nem aí” assim.

– Sakura. – Temari fala seu nome como uma ordem, arregalando os olhos com nervosismo.

Sakura vira sua dose, e embora esse não seja o momento, eu acabo dando uma atenção a mais no decote sutil em seu busto. Engulo minha saliva e tento continuar no controle antes que a pegue pelo braço e a force a conversar comigo.

– Você só pode estar brincando comigo. – ela solta uma risada amarga quando bate seu copo no balcão com um pouco mais de força e somente eu pareço estar atento a isso. – Você ainda não percebeu o que está havendo aqui?

– Vish. – Shikamaru murmura e Temari estreita uma sobrancelha, confusa.

– Porra. – Sakura sibila e seus olhos desviam-se para mim, cheios de desdém. – Por que você não conta a ela, francês?

Ainda que ela tenha me desarmado com o “francês” tão cheio de amargura, eu mantive minha expressão nula e esperei pacientemente enquanto Temari parecia entender a situação.

– Espera. – ela abre a boca, olhando de mim para Sakura. – Você está dizendo que...

Sakura balança os ombros, como se não estivesse nem aí. Desgraçada! Eu realmente estava quase cedendo ao meu lado sadista. Temari colocou a mão em sua boca, ainda em choque. Shikamaru, balançou a cabeça.

– Isso ficará problemático.

– Você acha? – soltei um riso amargo, encarando Sakura diretamente e seriamente agora. – Agora que tudo ficou muito claro, você vem comigo.

Ela ri, me olhando com ultraje forçado. – E quem vai me obrigar? Acho que não vai rolar, francês.

Perdi o controle e avancei contra ela, segurando seu braço, mas não com tanta força. Ela não se intimidou e muito menos desviou o olhar. Ao contrario, ergueu seu queixo e ficou me desafiando silenciosamente.

Quem era aquela mulher?

– Até agora eu estou engolindo todas as suas provocações, Sakura. Mas não teste a minha paciência.

– Você não é o único que gosta de shows, francês. – como se soubesse que o apelido desdenhoso não me agradara, ela abre um sorriso cínico. – Eu não quero falar com você. Eu já disse tudo o que queria. Acabou.

Ela tentou se soltar, mas eu a segurei com força o suficiente para que ela continuasse onde estava. – Exatamente, você disse tudo o que queria, eu não. E eu não viajei até aqui para você tentar fugir de mim de novo.

– Eu só lamento por você.

– Gente... – Temari se aproxima, aterrorizada – Pelo amor de Deus, vocês estão dando um show aqui.

– Se contenha, parceiro. – olhei para a mão de Shikamaru, que se apoiou em meu ombro. Olhei ao redor e todos a nossa volta estavam olhando para a gente. Sakura fez o mesmo e, quando voltou a me olhar, parecia mais contida. – Não é hora para isso. Desse jeito você só vai conseguir fazer ainda mais bagunça. Vamos com calma. – ele disse só para que eu ouvisse.

Eu sabia o que ele queria dizer, mas não queria soltá-la. Não queria dar a ela mais uma oportunidade de ir embora – e eu sabia, ela faria isso. Ou não. Ah... eu já não sabia! Estava aterrorizado com aquela nova versão da Sakura, que não sofria nenhum efeito com a minha presença.

Não da forma certa, pelo menos.

Inspirei, contra gosto, soltando-a e me afastando. Aos poucos, todos voltaram a fazer o que estavam fazendo. Sakura empinou aquele maldito nariz arrebitado, toda arrogante.

Temari ainda parecia confusa com toda a situação, mas me olhava estranho – na certa, Sakura já tinha contado a ela sua versão. Ela balançou a cabeça, encarando Sakura. – Vamos embora.

 – Não. – ela respondeu, parecendo ultrajada. – Eu não vou embora.

– Sakura...

– Você faz o que quiser, Temari. Essa bagunça é sua culpa. Eu vou encher a cara e dançar até não sentir as minhas pernas.

E dizendo isso, ela se afastou, deixando Temari com o queixo caído, Shikamaru tenso e eu... bem, muito puto da vida.

– Quero o que você tiver de mais forte. – falei, tomando cuidado com as palavras. Meu português não era tão bom, e meu sotaque deveria ser engraçado, porque o desgraçado estava rindo as minhas custas. – Agora.

– Sasuke, nós deveríamos ir embora. – Shikamaru aconselhou, embora aparentemente calmo, eu podia ver o quanto ele temia uma situação ruim.

– Não. – disse, firmemente. O barmen colocou um copo de um liquido meio esverdeado e eu juntei as sobrancelhas. – O que é isso?

– Caipirinha de limão. – ele diz, a contra gosto.


– Minha mãe diz que cura até ressaca de caipirinha.


Um sorriso brota em meu rosto quando a lembrança aparece em minha mente. A minha adorável Sakura, que mesmo podendo se meter em uma situação horrível, decidiu me ajudar...

Embora eu necessariamente não precisasse de ajuda. Eu estava bebendo por culpa dela aquele dia, e eu já havia a seguido diversas vezes, de forma que gravar o seu caminho de corrida foi a coisa mais fácil que eu fiz. De toda forma, os efeitos do álcool – e acordar na casa de Marjorie sem roupas –  fizeram com que eu desviasse o caminho. E ela aparecer para me ajudar, foi realmente uma surpresa.

– Não vou embora. – me viro, sentando num dos bancos. Shikamaru me olha surpreso, talvez porque demorei para continuar o assunto. – Eu não saio daqui sem essa maldita mulher.

Ela parece querer dizer algo, mas desiste. Senta-se ao meu lado, pedindo uma bebida para si e olhando ao longe. Quando seus olhos se arregalam, eu olho para a mesma direção. Era Sakura e Temari, dançando ao som de uma música brasileira.


Então sarra, então sarra a bunda no chão

Então sarra, então sarra o popozão

Então sarra, então sarra a bunda no chão

Então sarra, então sarra o popozão

Livinho – Fazer Falta.


– O que quer dizer essa música? – ele pergunta, e embora eu não soubesse, pela dança que ambas faziam – rebolando coladas e descendo até o chão – coisa boa não era.

– Balançar a bunda, se esfregar em um pau... basicamente isso. – respondeu alguém. Ambos olhamos para o lado e uma garota, alta, cabelo loiro e belas e acentuadas curvas nos sorriu com simpatia, falando em inglês. – Mas acho que isso é fácil de perceber, né? 

– E quem é você? – perguntou Shikamaru, um pouco desconfiado. Estranhei essa atitude dele, mas a garota não pareceu se importar.

– Eu... – ela parou, abrindo um sorriso e desviando os olhos verdes escuro para outra direção. – Bem, você já vai descobrir...

Mal ela terminou e Temari estava em nossa frente. Ao julgar pelo olhar severo, eu acreditava que ambas não eram amigas.

– Oh, você por aqui? – ela forçou um sorriso. – Achei que você não frequentava chiqueiro, irmã.

Irmã? Bem, olhando bem, até que as duas se pareciam. O cabelo, os olhos, até a forma de se enfrentarem, olhando com desdém. A única diferença era que Temari tinha mais quadril e seios, enquanto a outra era bem mais magra – o tipo de corpo padrão para ser uma modelo.

– As pessoas mudam, né? – ela deu de ombros, apontando para frente com  o queixo – Eu vi a priminha entrando aqui e pensei: “por que não?”

– Não sei se fico mais impressionada com o fato de você ter entrado aqui ou ter pensado, Tânia.

Primas? Então elas eram primas da Sakura. Certamente era por parte de mãe. Eu estava um pouco surpreso.

Ao longe, Sakura parecia não se importar com a pequena discussão aqui. Agora, ela estava dançando ainda mais sensual. Rebolando seu quadril e se envolvendo com a batida de uma nova música, aparentemente no mesmo estilo que a outra. A diferença era que, agora, tinha um filho da puta se aproximando e assistindo com um enorme sorriso ela dançar.

– Aliás, ela está se divertindo muito, né? Nossa, eu não lembro de ter visto a priminha tão ousada assim.

Apertei o copo em minha mão, novamente virando todo liquido garganta abaixo. A raiva estava me consumindo de novo e eu estava prestes a avançar em cima daquele idiota quando ele começou a dançar colado nas costas dela. E pior, a maldita ainda estava deixando, com um sorrisinho triunfante no rosto.

– O que a Sakura faz ou deixa de fazer não interessa a ninguém. – Temari disse, ríspida, mas seus olhos severos estavam em mim. – Vocês não tem nada a ver com a vida dela.

Apertei a mandíbula, sentindo a caipirinha fazer efeito. Eu mal pude sentir o gosto, de tão irritado. Só queria apertar o pescoço da Sakura e fodê-la até ela gritar de novo que era só minha – e de mais ninguém.

Infelizmente, uma parte minha reconhecia que Temari tinha razão.

Infelizmente de novo, eu não estava me importando tanto com isso – e perdi qualquer razão quando aquele desgraçado começou a “sarrar” na minha mulher.

– Foda-se. – me levantei, e Tânia pareceu se assustar, me olhando com surpresa. Não quis pensar no que aquilo significava, precisava tirar a Sakura dali antes que cometesse uma loucura.

– Aonde ele vai? Não, me solta! Ele não tem esse direito sobre ela. – ouvi Temari falar, mas ela não me seguiu enquanto eu desviava das pessoas, olhando diretamente para aquela cena ridícula.

– Se eu fosse você, ficava aqui. Isso não vai ficar bonito.

Quando ela notou a minha presença, seu sorriso sumiu. Eu sabia que ela podia sentir o quanto estava puto e que aquilo não ia acabar bem. Ela parou de dançar na mesma hora, mas ainda mantinha aquele olhar arrogante pra cima de mim.

– Vamos. – peguei em sua mão e puxei, no entanto ela puxou de volta.

– Eu não vou com você.

– Sakura. – disse, apertando meus dentes com força. – Vamos embora.

– Ela disse que não, gringo. Relaxa aí. – o idiota falou, segurando a cintura dela com possessão.

A cintura da minha mulher. Porra!

Apesar de tudo, eu não queria causar um estrago – embora a bebida e meu atual estado de espírito juntamente aquela palhaçada que Sakura estava fazendo estivesse colaborando para isso. Eu a puxei com tanta força que ela se soltou rapidamente dele e bateu contra meu corpo, surpreendida pela minha atitude.

Abaixei até estar a altura de seu ouvido e sussurrei baixinho para que só ela pudesse ouvir:

– Desde que chegou aqui você está me provocando. Estou tentando relevar, Petite, mas você não está colaborando. – apertei meu braço em volta da sua cintura quando ela fez menção de se afastar. – Minha vontade é arrancar esse seu vestidinho, te jogar nessa mesa e te foder com toda a raiva que estou sentindo, até você dizer de quem você realmente é.

Embora arisca, eu pude sentir seu corpo tremer. Ela arfou contra a minha pele e eu aproveitei para me deliciar com o perfume de primavera que ela exalava.

– Infelizmente, não posso fazer isso, embora queira. E como quero. – senti meu amiguinho lá embaixo se animar com a ideia e me esfreguei levemente nela, só para ela sentir o que estava causando. – Mas eu ainda posso quebrar todos os dedos desse cara se ele ousar tocar em você novamente. E se continuar aqui, pode ter certeza, eu farei isso. Então, ou você vem comigo como uma boa menina que eu sei que você é, ou eu terei que fazer um estrago dos grandes aqui.

– V-Você não ousaria. – ah, aquele leve gaguejar que eu tanto senti falta.

– Quer apostar, ma Petite?

Ela ficou me encarando, e o ódio em seu olhar me fez repensar a minha atitude – quase. Eu não seria dobrado com tanta facilidade, embora aquela nova versão de Sakura me intimidasse de alguma forma. Essa seria realmente a melhor hora de ela jogar na minha cara a virada perfeita do jogo.

Ela ponderou, ponderou e parecia estar travando uma briga interna. Eu não desviei o olhar e, por um momento, ela o fez; seus olhos se fecharam e quando se abriram, ela estava com aquele olhar arrogante de novo.

Ao invés de dizer alguma coisa, se virou e saiu batendo o pé com tanta força que seus sapatos faziam barulho.

Eu não perdi tempo e fui atrás dela, tendo que correr quando passamos pela porta porque ela parecia um foguete. Puxei sua mão e a fiz parar. Seus olhos fulminantes me desarmaram e, por um momento, eu não sabia o que fazer.

Inspirei, passando as mãos pelo meu rosto como se isso fosse ajudar em algo.

– Olha, me desculpe. Eu não tenho o direito de te exigir nada, mas você bem que mereceu.

– Que? Você... você tá se ouvindo?! – ela grita por um momento, mas abaixa o tom de voz ao se aproximar. – Eu não mereço isso. Eu... droga, que porra você tá fazendo? Eu já disse que nós não temos mais nada!

Ela estava tão irada, que eu acreditava que ela mal percebera que estava falando em inglês. Nós estávamos no estacionamento, e não havia muitas pessoas ao nosso redor. Ainda sim, as poucas pessoas que passavam nos olhavam estranho.

– Nós temos sim! Temos pelo menos um assunto inacabado. – me aproximei, segurando em seus braços e a puxando para mim. Ela estava arfando, com o peito subindo e descendo e o cabelo – agora curto e ainda mais rosa – estava todo bagunçado por causa do vento, que sacudia nossos cabelos. – Você sequer ouviu meu lado e eu não vou embora sem fazê-la entender os meus motivos.

– Nada do que você disser vai mudar o que fez. – sua voz estava mais baixa, mas me acertou como um tapa no rosto. – Você me usou, fez com que eu fosse uma espécie de marionete humana, isso tudo para... para ter um pouco da Marie.

– Isso não é verdade. – mas ela não queria me ouvir.

– Fora que eu te dei mil oportunidades de ser honesto comigo. – ela respira, estreitando os olhos. Ao contrário do que parece, ela não parece menos arrogante do que antes. Só um pouco mais maldosa, como se quisesse me fazer sofrer. – E você não aproveitou nenhuma dessas oportunidades. Agora acabou. Eu não sinto mais nada por você.

Um chute no saco doeria menos do que as palavras de Sakura. Por um momento tudo pareceu não fazer sentindo, como se eu estivesse prestes a morrer afogado a beira da praia. Ela não me ama mais? Quase 40 dias foram o suficiente para ela me esquecer?

Não pode ser.

– É mentira.

– Continue dizendo isso a si mesmo até ser capaz de acreditar, Sasuke. – Ela me olhou bem no fundo dos olhos, se aproveitando do meu momento para se afastar. – Não se pode haver amor quando existe decepção; não comigo.

Dito isso, ela se virou e começou a andar. Eu estava... perdido. Suas palavras voando em minha mente, juntamente as lembranças de dias felizes com ela. Sakura não me amava? Ao mesmo tempo em que estava desesperado, eu não conseguia aceitar isso.


– Vou aproveitar a noite da senhorita Yamanaka para visitá-la. Você sentiu a minha falta?

– Muita.

– Eu também.


A lembrança do dia em que eu admiti que Sakura era minha namorada me vem a mente. Seus olhos verdes, tão brilhantes por me ouvir dizer algo que eu sequer tinha admitido a mim mesmo, o rosto corado, a forma como ela deixava claro o quanto já me amava... aqueles foram sentimentos enterrados dos quais eu estava tentando reprimir, mas como tudo em relação a ela, não deu certo.

Eu percebi que não estava preparado para admitir a derrota. Corri em direção a ela, mas quando ela se virou, percebendo a minha aproximação, já era tarde demais – eu já a tinha prendido em meus braços e capturado seus lábios.

A principio ela se debateu, mas eu não desisti. E quão não foi o meu deleite quando seu corpo parou de resistir e se entregou — sua boca tinha gosto de morango com álcool. Gemi, segurando seu rosto para não dar nenhuma brecha para que ela se afastasse. Deslizei com desespero minha língua sobre a sua e sequer parei para pegar ar.

A encostei em um carro e me abaixei para poder pressionar meu pau exatamente onde eu sabia que a enlouqueceria, puxando sua bunda para cima para que pudesse começar um movimento de vaivém lento contra ela.

– Para... Sasuke... – ela falava, quase sem voz, de olhos fechados e com suas pequenas mãos puxando levemente meu cabelo para baixo. – Eu não... ah... eu não quero...

Deslizei minha língua na pele de seu pescoço, me deleitando com seu gosto. Enfiei uma mão por baixo de seu vestido e entrei em sua calcinha. Ela abriu as pernas, subindo uma e a prendendo contra a minha. Enfiei um dedo e mordi levemente seu ombro quando a senti tão molhada.

– Que engraçado, ma Petite... sua bocetinha parece estar me querendo tanto. – comecei a penetrá-la com um dedo. Fui bem fundo e rápido, e então voltei. Ela prendeu um gemido agudo na garganta, raspando suas unhas em meu braço com tanta força que eu sabia que deixaria marcas. – Você sabe que isso que nós temos é único. Pode tentar negar, mas não pode fugir. Ah... você está me apertando tanto. Você vai sugar meu pau assim, vai?

Ela mordeu o lábio, jogando sua cabeça para trás. Usei a outra mão para abrir minha calça, a puxando para baixo. Eu estava tão excitado que meu pré-gozo já tinha molhado minha cueca box. Quando Sakura viu, seus olhos verdes brilharam.

– Você quer? – ela não respondeu, cheia de orgulho, embora não estivesse mais em si. Eu puxei seu cabelo para trás, mordendo seu lábio inferior. – Vamos, você só precisa dizer o que quer.

Tirei meus dedos de dentro dela e ela fez uma careta. Sorri com satisfação, olhando brevemente ao redor para me certificar de que não estávamos sendo vistos – embora eu gostasse da ideia de ser flagrado dando prazer a minha petite.

Peguei sua mão e a coloquei dentro da minha cueca. Ela apertou meu pau e eu rosnei, apoiando a minha cabeça em seu ombro. Eu comecei a apertar seus seios por cima da blusa quando ela começou a me masturbar.

– N-Não... não quero...

– Não quer? – apertei os mamilos já durinhos entre meus dedos, os puxando e ouvindo-a gemer em resposta. – Você não quer, ma cérise?

– Não... não... ah... você está tão duro... – ela arfou, mas continuou fazendo movimentos rápidos com a mão. Meu pau já estava inchado e eu conseguia enxergar minha liberação.

– Você não quer meu pau entrando e saindo da sua boceta, petite? – comecei a investir contra sua mão, me sentindo sufocado e sem ar de tão excitado. – Não quer que eu fodo essa boquinha gostosa? – ela choramingou, mas negou com cabeça. – Nem sugar seus seios? Meter meu pau entre eles e gozar... ah... porra... gozar neles?

Ela continuou negando, mas em vão. Eu voltei a penetrá-la com meu dedo e dessa vez fui mais rápido, ouvindo-a gemer sem pudor algum – ela claramente não estava se importando para o caso de sermos flagrados. Ela também intensificou seus movimentos e não demorou muito para eu rosnar mordendo seu ombro com a minha liberação.

Arfei, continuando as investidas dentro dela. Ela estava tão molhada que eu honestamente não me sentia totalmente certo do que estava prestes a fazer.

– Você realmente não quer?

Ela entreabriu os lábios, fechando seus olhos. Eu podia sentir que ela estava perto e seu corpo tremulo me fazia cogitar a minha ideia – tudo ia depender da resposta dela, no fim.

E quando ela apertou os olhos e mordeu os lábios, eu já havia me amaldiçoado.

– Não... quero... ah... não quero...

Eu a soltei de repente, fazendo seus olhos verdes quase saltarem para fora. Arrumei minha calça enquanto a assistia me olhar confusa, sem entender o que havia acontecido. Olhei para os meus dedos melado do seu mel e sorri, levando-os a boca.

– Continue dizendo isso a si mesmo até ser capaz de acreditar, então.

Me virei e fui embora, totalmente satisfeito e com a imagem de horror dela gravada em minha mente.

Não se pode dobrar completamente o dono do jogo.


Notas Finais


Já já volto para me pronunciar


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