História Razorblade Romance - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson
Tags Jackbam, Lime
Exibições 75
Palavras 2.080
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá~! ♡

Incrivelmente, dessa vez acho que não tenho muito a dizer aqui, lol.

Vasculhando minha biblioteca musical achei certas coisinhas que me inspiraram a escrever essa one, obg HIM

Não chega a ser angst, mas não passa tão longe... Acredito.

Boa leitura~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Omma?

Bastava tal pergunta para que eu me preparasse para passar o resto da noite sozinho. Mesmo que estivesse ciente disso desde o momento em que o celular de Yugyeom tocou, pareci querer ter certeza de que era, realmente, a mãe do meu amigo ligando e ordenando que ele voltasse para casa.

Toda sexta-feira à noite a cena se repetia e eu me perguntava mentalmente até quando a senhora Kim continuaria a tratar o filho de quase 18 anos como uma criança. Ainda eram 19hrs e ela sabia que Yugyeom estava comigo, embora achasse melhor sustentar a estúpida ideia de que ele estivesse andando com desconhecidos.

E toda essa implicância sem motivo aparente - e justo - porque eu morava sozinho - em um apartamento pago por meus pais, diga-se de passagem - e já estava em uma universidade, o que fazia a mulher me julgar como uma companhia "velha demais" para seu filho, embora este fosse meu dongsaeng apenas por conta de dois anos.

Quando Yugyeom encerrou a chamada, bloqueando desanimado a tela do celular e o guardando no bolso, não tardei a me levantar e acompanhá-lo até a porta; nos despedimos com um abraço e uma breve troca de palavras afetuosas, algo que sempre acontecia quando ele precisava ir embora.

Com o desânimo estampado no meu rosto, voltei à sala, onde deitei no sofá e observei o cenário por breves instantes.

Havia duas latas de refrigerante vazias sobre a mesinha de centro sobre o carpete, a TV situada de modo estratégico na estante encontrava-se desligada, visto que sobre a mesma superfície onde estavam as latinhas havia ainda um notebook aberto no netflix.

Era relativamente cedo e eu não tinha algo em mente - nada do meu agrado, ao menos - para fazer, então decidi ficar simplesmente ali, na mesma posição, durante alguns minutos que passaram se arrastando, vendo o tempo passar e juntando coragem para pegar um dos livros da faculdade e estudar. Alguns dos meus professores, inclusive os mais cruéis, haviam deixado claro que passariam provas na próxima semana.

Contudo, por vezes, o mundo intitulava certos dias como "perfeitos para conspirar contra Kunpimook Bhuwakul", e, cerca de 5 minutos depois, quando já estava quase cochilando, a campainha do apartamento tocou.

Visivelmente irritado, bufei, e só levantei prontamente porque, provavelmente, o ser à espera era Yugyeom, que talvez tivesse esquecido algum de seus pertences e voltado para buscar.

Tal foi minha surpresa ao abrir a porta e constatar que não, definitivamente, não se tratava do meu melhor amigo.

Jackson, à minha frente, sustentava em seu rosto uma expressão de cachorrinho perdido em um dia de chuva. Seu nariz estava levemente avermelhado, assim como seus olhos; a bem da verdade, sua face como um todo estava tomada por um tom rubro. Provavelmente, o boné que usava era para disfarçar um pouco a própria situação, desviar os olhos de terceiros que, geralmente, param em nosso rosto.

A bem da verdade, não era nem de longe uma surpresa, mas eu insistia em fingir para mim mesmo que aquilo era algo inusitado, uma simples visita descomunal em um final de semana monótono.

Entreabri os lábios e até fiz menção de me pronunciar - o que não aconteceu. Nunca falava de imediato o que me vinha à cabeça quando ele aparecia na minha frente em um estado tão deplorável como aquele em que se encontrava no momento.

E nenhuma palavra foi dita.

Jackson não se moveu, então me afastei da porta em um convite mudo para que entrasse, e ele o fez. Mal tranquei o apartamento e me virei para vê-lo, senti seus braços me puxarem para um abraço apertado. Não demorou muito para que meu ombro coberto pela camisa de mangas compridas estivesse molhado pelas lágrimas que o Wang permitiu que saíssem - ou melhor, que retornassem.

Mesmo que estivesse retribuindo o abraço desde o primeiro instante, lhe puxei para mais perto e sua cabeça pousou no meu peito.

— Shh... Vai ficar tudo bem. — Tirei seu boné e emaranhei meus dedos em seus fios loiros e bagunçados, fazendo um cafuné no intuito de acalmá-lo.

Gradativamente, seu choro foi diminuindo, até se tornar quase nulo. Quando percebi que Jackson realmente havia parado de chorar, puxei levemente seu rosto, mas no instante seguinte ele logo o escondeu em meu ombro. Permanecemos assim, imóveis e em silêncio, por mais de um minuto, enquanto tudo que se podia ouvir era constituído pelos característicos sons urbanos vindos de fora, nossas respirações e vez ou outra seu fungar.

Foi difícil fazer com que o loiro soltasse meu corpo, mas finalmente consegui. À minha frente, seu olhar era direcionado para um ponto aleatório, perdido, enquanto seus ombros permaneciam caídos, acanhados. Segurei uma de suas mãos, chamando-lhe a atenção, e guiando-o até meu quarto, mesmo que ele soubesse andar por cada milímetro daquele apartamento e estivesse tão familiarizado quanto eu.

Ao chegarmos ao cômodo, sem dar um aviso prévio, tirei seu moletom e a camisa que usava por baixo, em seguida seus tênis e suas calças, deixando-o apenas com a boxer. Desde o primeiro momento havia constatado que ele não havia bebido nem algo do tipo, seu corpo estava até mesmo levemente impregnado pelo característico cheiro de colônia. Ainda assim, cogitei a possibilidade de lhe dar um banho, mas mudei de ideia por achar que isso poderia lhe deixar muito desperto.

Os ponteiros do relógio de parede ainda não marcavam nem 19h30 quando o deitei na cama e em seguida me deitei ao seu lado, lhe cobrindo de modo aconchegante com o edredom. Prontamente, ele se aninhou em meu peito, fechando os olhos.  Retornei a fazer cafuné em seus cabelos loiros, até Jackson adormecer. Esperei cerca de 5 minutos até me desvencilhar de seus braços e levantar, ajeitando o lençol sobre seu corpo e o travesseiro sob sua cabeça, trilhando delicadamente uma linha visível em sua bochecha com um dos meus dedos.

Ajustei a temperatura do ar e deixei o quarto fazendo o mínimo de barulho possível, quase andando nas pontas dos pés. Seu sono não era pesado nem muito leve, eu já estava acostumado e sabia que tipo de coisa poderia acordá-lo. 

Não havia muito que eu precisasse fazer. Arrumei a sala em menos de 5 minutos e depois disso me sentei no sofá, fitando um canto qualquer do cômodo. Tendo ciência de que eu não conseguiria simplesmente ficar ali observando o tempo passar sem propósito algum, voltei ao quarto, sentando na beira da cama enquanto fazia um cafuné nos fios bagunçados de Jackson.

Demorei para pegar no sono, no mínimo duas horas se passaram repletas de pensamentos acerca da situação em que me encontrava naquele momento. Aquele em que eu fazia carinho estava estilhaçado e eu sabia muito bem o porquê, bem como o motivo para ele ter aparecido à minha porta sem um aviso prévio. Ele nunca precisava me explicar, afinal.

Já faz quase um ano que mantemos um relacionamento proibido. 

Jackson é casado, tem uma filha de 8 anos e uma profissão de prestígio na sociedade, tinha uma reputação a zelar e sabia como o fazer. Com seus 34 anos, era um engenheiro bem sucedido, um bom pai e aparentemente um bom marido.

Quando nos conhecemos, poucos meses antes de começarmos a nos relacionar, eu ainda estava no primeiro ano da faculdade de história e com meus 20 anos. Youngjae era um amigo que tínhamos em comum e graças a ele que tivemos a oportunidade de, por acaso, nos encontrarmos.

Eu sabia muito bem no que estava me metendo quando cedi aos seus encantos e passei a noite consigo no quarto de um motel, embriagando-me com seu cheiro e seus toques. Era para ser apenas uma mancha em nossas consciências e a partir de então um distanciamento ia surgir, mas Jackson simplesmente não deixou que isso acontecesse e fui fraco demais para relutar.

A verdade é que eu nunca ofereci resistência; aceitei de bom grado ser acorrentado àquela ilusão. 

Desde então, as brigas entre ele e sua esposa se tornaram constantes, até ela começar a desconfiar que seu marido tinha uma amante e as discussões acontecerem diariamente. A pequena Wang é o único motivo pelo qual o casal ainda não tenha se divorciado, embora seja a que mais sofra com toda a situação.

Jaekyung, esposa de Jackson, vez ou outra o ameaça dizendo que pode ter a guarda definitiva da filha quando quiser e que toda aquela tempestade fora causada por ele - e, de fato, ela não estava mentindo.

Já perdi as contas de quantas vezes implorei para Jackson me esquecer e consertar sua vida, fazer ela voltar a ser como era antes com a sua família. O motivo para o Wang não dar ouvidos às minhas súplicas não é expresso em palavras, mas sim em atitudes.

O porteiro já não me avisa quando o loiro aparece, simplesmente deixa-o passar como se fosse mais um morador.

Quando briga com sua esposa, é a mim que ele recorre; sempre que a verdade é cuspida contra si por meio de lágrimas, gritos e ameaças. Sou eu que junto seus cacos sempre que ele é estilhaçado, me deixo sangrar em seu lugar ao juntar os pedaços de vidro e os machucados começarem a surgir em minhas mãos.

Toda sexta-feira à noite ele chega com seus olhos e nariz vermelhos por ter chorado durante todo o trajeto, me abraça e permite que suas lágrimas retornem em contato com meu ombro enquanto lhe digo que aquilo vai passar.

Dorme pesadamente em meus braços e no dia seguinte acorda depois de mim, segurando minha cintura e não me deixando levantar, sempre prolongando os cincos minutos enquanto me faz falar uma imensidão de motivos para se erguer e aproveitar o dia.

Comemos besteiras, seguimos receitas de internet e deixamos a cozinha um completo caos. 

Assistimos filmes, séries e desenhos, enquanto ele me puxa para mais perto de si no sofá e me aperta como um urso de pelúcia. Começa a beijar minha nuca e vai descendo os toques enquanto suas mãos traçam caminhos por meu corpo, até estarmos sobre minha cama gemendo o nome um do outro, minha pele permitindo ser marcada por seus dedos, lábios e dentes.

Leio poemas em voz alta e ele fica sem saber se são meus ou dos poetas que gosto, mas ouve atentamente a todos enquanto mantém os orbes fixos nos meus. Falo sobre os trabalhos que ando fazendo, sobre os professores me elogiando ou pegando no meu pé, sobre as provas e a cola que não passei para um colega.

Tento me levantar e assim como de manhã ele segura minha cintura, impedindo-me de sair. Falamos sobre livros, pinturas, críticas e história, até que começamos a cantar em um baixo tom algumas das músicas que costumamos ouvir juntos.

Passamos um tempo longo e indeterminado em silêncio, apenas ouvindo nossas respirações em conjunto e em certo ponto olhamos um para o outro, tentando enxergar através de nossos olhos algo mais que ainda não fora dito.

Nos levantamos algumas horas após o pôr do sol e tomamos banho juntos, brincamos com a água e a espuma como se fôssemos duas crianças disputando um chuveiro. Voltamos para o quarto e Jackson molha todo o chão, deixando um rastro de água que começa na porta do banheiro e termina em frente ao meu guarda-roupa, onde ele procura algumas das suas vestimentas que sempre estão em meio às minhas, pois as que usou na noite passada já se encontram no cesto das sujas.

Vamos à cozinha e tentamos descobrir se a receita que seguimos resultou em algo comestível e, se não, pedimos pizza e esperamos enquanto assistimos algo qualquer passando na TV.

Depois de um tempo, ele se vai, alegando que irá ligar para mim quando chegar em casa.

Seu cheiro fica impregnado em todo meu apartamento e eu passo alguns minutos que se transformam em horas pensando em que futuro nós dois temos juntos, nunca chegando a uma conclusão que me soa agradável o bastante para me fazer sorrir.

Sempre estive ciente de que não teria sua atenção voltada a mim como vejo nos relacionamentos dos meus amigos, como nas comédias românticas em que assistimos durante a tarde.

Eu aceitei seguir esse caminho com Jackson, não poderia reclamar.

Assim como ele me sustinha, eu o erguia. Precisávamos um do outro, afinal, e eu jamais teria coragem de abandoná-lo por mais que nosso romance fosse cortante e me machucasse.

Porque, por Jackson, eu estava disposto a sangrar.


Notas Finais


Obg para você que chegou até aqui :3

xoxo~♡


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