História Reading the Future- Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Harry Potter
Personagens Harry Potter, Hermione Granger, Personagens Originais, Ronald Weasley
Tags Harry Potter, Lendo O Futuro, Marotos
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Palavras 9.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA EU AQUI DE NOVO! HELLO QUERIDOS E QUERIDAS. AQUI ESTOU EU PARA POSTAR MAIS UM CAPÍTULO PARA VOCÊS E DAR ALGUNS AVISOS. OKAY! ENTÃO VAMOS LÁ.

EU VIM POSTAR HOJE PORQUE NÃO SEI QUE DIA PODEREI POSTAR NOVAMENTE, ESSA SEMANA EU TENHO PROVA DE BIOLOGIA E PORTUGUÊS ( MINHAS PROVAS SÃO SEMANAIS ENTÃO TODA SEMANA TENHO PROVA) ENTÃO VOU PASSAR ESSES DIAS ESTUDANDO PRIMEIRO ANO NÃO É FÁCIL. NÃO SEI QUE DIAS ESTAREI DISPONÍVEL PARA POSTAR, SEM CONTAR AS PROVAS, TENHO PROJETOS E TRABALHO QUE PRECISO ENTREGAR ESSA E NA OUTRA SEMANA, ESTAREI MUITO OCUPADA, MAS PROMETO QUE TENTAREI ATUALIZAR A FIC EM BREVE. SE DER ATUALIZAREI NA PRÓXIMA SEXTA (11).

AGORA SOBRE O CAPÍTULO. ADIVINHEM QUEM APARECERÁ NESSE CAPÍTULO? SIM, SERÁ NOSSA QUERIDA SOLLARIA. EU ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM DELA, ASSIM COMO EU. FALANDO AGORA SOBRE A HISTÓRIA, ELA NÃO SERÁ EXATAMENTE COMO NOS LIVROS, POIS ESSA É A MINHA VERSÃO DE COMO OS LIVROS SERIAM, ENTÃO ALGUMAS COISAS MUDARAM BASTANTE, HAVERÁ MAIS PERSONAGENS CRIADOS POR MIM, QUE APARECERÃO AO DECORRER DOS LIVROS.

Agora sem mais delongas, fiquem com esse enorme capítulo. I LOVE YOU.

Capítulo 7 - Embarque na Plataforma Nove e Meia.


Fanfic / Fanfiction Reading the Future- Harry Potter e a Pedra Filosofal. - Capítulo 7 - Embarque na Plataforma Nove e Meia.

 

 

 

LENDO O FUTURO

FANFIC: Harry Potter

CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS

DATA DE CRIAÇÃO: 31\07\2017

CAPÍTULO SEIS: EMBARQUE NA PLATAFORMA NOVE E MEIA

- Embarque na Plataforma Nova e Meia. – James leu.

Assim que ouviu isso Harry sorriu, isso significava que Sol logo viria. Harry se concentrou e fez a ligação mental dos dois.

Sol?- Harry chamou calmamente.

Oi?- Sol respondeu depois de uns segundos.

Só quero te avisar que já vamos começar a ler o capítulo em que você aparece. – Harry falou.

Até que enfim, quero logo mostrar paras vadias dai que você já tem uma dona. – Falou um pouco possesiva.

Ciumenta. – Harry falou.

Como se fosse não fosse. Te vejo logo, te amo. – E a ligação foi encerrada.

Harry sabia que a namorada estava aprontando algo para quando chegasse, ele só não sabia o que era.

O último mês de Harry na casa dos Dursley não foi nada divertido.

- Isso não é nenhuma novidade. – Remus falou chateado.

É verdade que Duda agora estava tão apavorado com Harry que não queria nem ficar no mesmo aposento com ele, e tia Petúnia e tio Válter não trancaram Harry no armário nem o obrigaram a fazer nada, tampouco gritaram com ele – na verdade, sequer falaram com ele. Meio aterrorizados, meio furiosos, agiam como se a cadeira em que Harry se sentasse estivesse vazia. Embora isso fosse sob muitos aspectos um progresso, tornou-se um tanto deprimente depois de algum tempo.

Lily abraçou o filho, ele não merecia isso.

Harry ficava em seu quarto, com a nova coruja por companhia. Decidira chamá-la Edwiges, um nome que encontrara na História da magia.

- Você leu história da magia?- Sirius e James perguntaram chocados.

- Sim. – Harry respondeu baixo.

- Deixem meu filho seguir por esse caminho. – Lily abraçou o filho.

Harry ficou ainda mais envergonhado com o que a mãe fez, enquanto James e Sirius continuavam o olhando chocados, Remus vendo a cara dos amigos deu um tapinha em James, para que o mesmo voltasse a ler, e contrariado James voltou a ler.

Seus livros de escola eram muito interessantes. Deitava-se na cama e lia até tarde da noite.

As caras de choque de James e Sirius faziam várias pessoas rirem dos mesmos.

Edwiges voava para dentro e para fora da janela, quando queria. Era uma sorte que tia Petúnia não aparecesse mais para passar o aspirador de pó, porque Edwiges não parava de trazer ratos mortos para o quarto. Toda noite, antes de se deitar para dormir, Harry riscava mais um dia no pedaço de papel que pregara na parede, para contar os dias que faltavam até primeiro de setembro.

- Eu também fazia isso. – Sirius falou olhando para o afilhado sorrindo.

Na mesa da Sonserina Snape acenou quase que imperceptivelmente, ele também fazia o mesmo.

No último dia de agosto ele achou melhor falar com os tios sobre a ida à estação no dia seguinte, por isso desceu à sala de estar onde eles estavam assistindo a um programa de auditório na televisão. Pigarreou para avisar que estava ali e Duda deu um berro e saiu correndo da sala.

- Esse daí não ia para a Grifinória nem se quisesse. – Sirius falou irônico.

– Hum... tio Válter?

Tio Válter resmungou para indicar que estava escutando.

– Hum... preciso estar amanhã na estação para... embarcar para Hogwarts.

Tio Válter resmungou outra vez.

– Será que o senhor podia me dar uma carona?

Resmungo. Harry supôs que quisesse dizer sim.

– Muito obrigado.

E já ia voltando para cima quando tio Válter falou de verdade:

– Que modo engraçado de ir para a escola de magia, de trem. Os tapetes mágicos furaram todos?

Lily sorriu seu filho mesmo passando por tudo isso ainda era gentil. Isso a fazia ter orgulho dele.

- Os tapetes não furaram seu idiota, talvez eu te coloque e um quando sair daqui vamos só ver se ele aguentará seu peso. – Lottie falou com raiva.

Harry não respondeu.

– Onde fica essa escola afinal?

– Não sei – disse Harry pensando nisso pela primeira vez. Tirou do bolso o bilhete de passagem que Hagrid lhe dera. – Vou tomar o trem na plataforma nove e meia às onze horas – leu. A tia e o tio arregalaram os olhos.

– Plataforma o quê?

- Petúnia sabe exatamente onde fica a plataforma ela me levou com meus pais por três anos seguidos. – Lily falou com raiva.

– Nove e meia.

– Não diga bobagens – repreendeu tio Válter. – Não existe plataforma nove e meia.

- Só um trouxa mesmo, se existe um mundo escondido porque não existiria um plataforma. – Um aluno da Sonserina falou irônico.

– Está no meu bilhete.

– Loucos – disse tio Válter – de pedra, todos eles. Você vai ver. É só esperar. Está bem, levaremos você até a estação. De qualquer maneira tínhamos de ir a Londres amanhã ou nem me daria o trabalho.

– Por que o senhor vai a Londres? – perguntou Harry, tentando manter a conversa cordial.

- Nem tente, é uma perca de tempo, pessoas idiotas não costumam manter uma conversa cordial. – Sirius falou.

– Vamos levar Duda ao hospital – rosnou tio Válter. – Precisamos mandar cortar aquele rabo vermelho antes de mandá-lo para Smeltings.

- Nunca pensei que veria um porco sem rabo. – Remus falou irônico, para a surpresa de todos.

Harry acordou às cinco horas na manhã seguinte e estava demasiado excitado e nervoso para voltar a dormir. Levantou-se e vestiu o jeans porque não queria entrar na estação com as vestes de bruxo – mudaria de roupa no trem.

- Isso foi muito bom. – Falou Marlene.

Verificou novamente a lista de Hogwarts para se certificar de que tinha tudo de que precisava, viu se Edwiges estava bem trancada na gaiola e então ficou andando pelo quarto à espera que os Dursley se levantassem. Duas horas mais tarde, a mala enorme e pesada de Harry fora colocada no carro dos Dursley. Tia Petúnia convencera Duda a se sentar ao lado do primo e eles partiram.

Muitos rolaram os olhos pelo drama do garoto.

Chegaram à estação de King’s Cross às 10:30. Tio Válter jogou a mala de Harry num carrinho e empurrou-o até a estação para ele. Harry achou o gesto curiosamente bondoso até tio Válter parar diante das plataformas com um sorriso maldoso.

Charlotte olhou para o livro desconfiada.

– Bom, aqui estamos, moleque. Plataforma nove, plataforma dez. A sua plataforma devia estar aí no meio, mas parece que ainda não a construíram, não é mesmo?

Ele tinha razão, é claro. Havia um grande número nove de plástico no alto de uma plataforma e um grande número dez no alto da plataforma seguinte, mas no meio, não havia nada.

– Tenha um bom período letivo – disse tio Válter com um sorriso ainda mais maldoso. E foi-se embora sem dizer mais nada. Harry se virou e viu o carro dos Dursley partir. Os três estavam rindo.

Vários alunos olhavam com raiva para o livro, aquela família trouxa era um pesadelo.

Harry sentiu a boca seca. Que diabo iria fazer? Estava começando a atrair uma porção de olhares curiosos por causa de Edwiges. Teria que perguntar a alguém.

Vários olhares recaíram sobre o livro, Harry não podia falar muito com algum trouxa.

Parou um guarda que ia passando, mas não mencionou a plataforma nove e meia. O guarda nunca ouvira falar em Hogwarts e quando Harry não soube lhe dizer em que parte do país a escola ficava, ele começou a mostrar aborrecimento, como se Harry estivesse se fazendo de burro de propósito. Desesperado, Harry perguntou pelo trem que partia às onze horas, mas o guarda disse que não havia nenhum. Ao fim, o guarda se afastou, resmungando contra pessoas que o faziam perder tempo. Harry tentou por tudo no mundo não entrar em pânico. Pelo grande relógio em cima do quadro que anunciava os trens que chegavam, só lhe restavam mais dez minutos para embarcar no trem de Hogwarts e ele não tinha ideia de como ia fazer isso; estava perdido no meio da estação com uma mala que mal podia levantar, o bolso cheio de dinheiro de bruxo e uma corujona.

- Mantenha a calma, Harry. – Lottie falou.

- Vai ficar tudo bem. – Lily abraçou o filho.

Hagrid devia ter esquecido de lhe dizer alguma coisa que tinha de fazer, como bater no terceiro tijolo à esquerda para entrar no Beco Diagonal. Perguntou-se se deveria tirar a varinha da mala e começar a bater no coletor de bilhetes entre as plataformas nove e dez.

- Até poderia dar certo, talvez quando você batesse na parede com a varinha atravessasse a barreira. – Seu padrinho falou.

Naquele instante um grupo de pessoas passou às suas costas e ele entreouviu algumas palavras que diziam.

– ... cheio de trouxas, é claro...

- Bruxos, ainda bem. – Lily falou aliviada.

Harry deu meia-volta. Era uma mulher gorda que falava com quatro meninos, todos de cabelos cor de fogo. Cada um deles estava empurrando à frente uma mala como a de Harry – e levavam uma coruja. O coração aos saltos, Harry os seguiu empurrando o carrinho. Eles pararam e ele também, bem próximo para ouvir o que diziam.

– Agora, qual é o número da plataforma? – perguntou a mãe dos meninos.

– Nove e meia – ouviu-se a voz fina de uma menininha, também de cabelos ruivos que estava segurando a mão da mulher. – Mamãe, não posso ir...

Molly e Arthur trocaram olhares, podia ser eles?

– Você ainda não tem idade, Gina, agora fique quieta. Está bem, Percy, você vai primeiro.

Molly sorriu pelo que era viu era ela mesma.

Mas, antes de James retorna a leitura, uma luz muito forte atingiu todo o salão e todos foram obrigados a fechar seus olhos , quando retornaram a abrir os olhos, parados na frente da mesa dos professores haviam mais dois jovens, o garoto parecia mais velho , a garota era muito bonita e ruiva, assim como o rapaz.

- Olá, eu sou Gina Weasley e tenho 17 anos. – Falou a ruiva com um sorriso, por todo o salão se viam garotos olhando para a ruiva.

- E eu sou Percy Weasley e tenho 21 anos. – Percy falou friamente.

- Somos filhos de Arthur e Molly Weasley. – Assim que acabou de falar Gina mandou um olhar bravo para o irmão.

Mas, Percy apenas acenou para os pais e se sentou na ponta da mesa, já Gina abraçou sua mãe e seu pai e se sentou junto com os mesmos.

O que parecia o menino mais velho marchou em direção às plataformas nove e dez. Harry observou-o, tomando o cuidado de não piscar para não perder nada – mas assim que o menino chegou à linha divisória entre as duas plataformas, um grande grupo de turistas invadiu a plataforma à frente dele e quando a última mochila acabou de passar, o menino havia desaparecido.

– Fred, você agora – mandou a mulher gorda.

E outra vez a mesma a luz que tinha aparecido momentos atrás se fez presente novamente, dessa vez quem apareceu foi um ruivo mais novo que Percy, mas o que chamava mais atenção era seu grande sorriso brincalhão.

- Eu sou Fred Weasley e tenho 19 anos, sou filho de Molly e Arthur Weasley.

Molly estava com um enorme sorriso, se levantou e foi abraçar o filho o mesmo fez Arthur, Fred sentou-se ao lado de Gina.

– Eu não sou Fred, sou Jorge – retrucou o menino. – Francamente, mulher, você diz que é nossa mãe? Não consegue ver que sou o Jorge?

E mais uma vez a luz tomou conta do Salão Principal e apareceu um rapaz idêntico a Fred.

- Olá, eu sou Jorge Weasley e tenho 19 anos, e como podem ver, sou o gêmeo mais bonito. – Falou com um sorriso.

- Só em seus sonhos. – Resmugou Fred.

Jorge se sentou ao lado do irmão gêmeo.

– Desculpe, Jorge, querido.

– É brincadeira, eu sou o Fred – disse o menino, e foi. O irmão gêmeo gritou para ele se apressar, e ele deve ter atendido, porque um segundo depois, sumiu, mas como fizera aquilo? Agora o terceiro irmão estava se encaminhando rapidamente para a barreira – estava quase lá – e, então, de repente, não estava mais em parte alguma.

E foi só.

– Com licença – dirigiu-se Harry à mulher gorda.

Harry olhou para a Sra. Weasley como um pedido de desculpas, mas a mesma apenas sorriu para o mesmo.

– Olá, querido. É a primeira vez que vai a Hogwarts? O Rony é novo também.

E  mais uma vez a mesma luz voltou a brilhar no Salão Principal, e agora se encontrava um rapaz alto e ruivo, ele olhou para todos e sorriu para os pais.

- Eu sou Rony Weasley tenho 17 anos e sou filho de Arthur e Molly Weasley. – Apresentou- se o rapaz. Sentou-se junto com os pais.

Ela apontou o último filho, o mais moço. Era alto, magro e desengonçado, com sardas, mãos e pés grandes e um nariz comprido.

- Eu espero ter mudado. – Rony olhou para o melhor amigo.

Harry riu do amigo.

– É – respondeu Harry. – A coisa é... a coisa é que não sei como...

– Como chegar à plataforma? – disse ela com bondade, e Harry concordou com a cabeça.

– Não se preocupe. Basta caminhar diretamente para a barreira entre as plataformas nove e dez. Não pare e não tenha medo de bater nela, isto é muito importante. Melhor fazer isso meio correndo se estiver nervoso. Vá, vá antes de Rony.

– Hum... OK.

E Harry virou o carrinho e encarou a barreira. Parecia muito sólida.

- Não sei como te agradecer Molly. Muito obrigada. – Lily sorriu para a Sra. Weasley.

- Não precisa me agradecer querida, tenho certeza que fiz com todo amor. – Molly respondeu sorrindo.

Ele começou a andar em direção a ela. As pessoas a caminho das plataformas nove e dez o empurravam. Harry apressou o passo. Ia bater direto no coletor de bilhetes e então ia se complicar – curvando-se para o carrinho ele desatou a correr – a barreira estava cada vez mais próxima – não poderia parar – o carrinho estava descontrolado – ele estava a um passo de distância – fechou os olhos se preparando para a colisão...

E ela não aconteceu... ele continuou correndo... abriu os olhos.

Uma locomotiva vermelha a vapor estava parada à plataforma apinhada de gente. Um letreiro no alto informava Expresso de Hogwarts, 11 horas. Harry olhou para trás e viu um arco de ferro forjado no lugar onde estivera o coletor de bilhetes, com os dizeres Plataforma nove e meia. Conseguira.

Os alunos começaram a comemorar, finalmente Harry iria para Hogwarts.

A fumaça da locomotiva se dispersava sobre as cabeças das pessoas que conversavam, enquanto gatos de todas as cores trançavam por entre as pernas delas. Corujas piavam umas para as outras, descontentes, sobrepondo-se à balbúrdia e ao barulho das malas pesadas que eram arrastadas.

Os primeiros vagões já estavam cheios de estudantes, uns debruçados às janelas conversando com as famílias, outros brigando por causa dos lugares. Harry empurrou o carrinho pela plataforma procurando um lugar vago. Passou por um garoto de rosto redondo que estava dizendo:

– Vó, perdi meu sapo outra vez.

Harry, Rony, Fred, Jorge e Gina sorriram a menção do amigo.

– Ah, Neville – ele ouviu a senhora suspirar.

Outra vez a luz se fez presente no Salão Principal. Dessa vez quem se encontrou no Salão foi um garoto de rosto redondo e cabelos negros.

- Olá, sou Neville Longbotton, tenho 17 anos e sou filho de4 Frank Longbotton e Alice Faley. – Neville se apresentou.

- Não acredito. – Alice falou, e logo em seguida correu em direção ao filho o abraçando.

Depois de abraçar e cumprimentar os Weasley’s, Lottie, Sirius, Lily, James, Remus, Dorcas, Marlene e Harry, se sentou com os pais na mesa Grifinória.

Um garoto com cabelos rastafári estava cercado por um pequeno grupo de meninos.

– Deixe a gente espiar, Lino, vamos.

O menino levantou a tampa de uma caixa que carregava nos braços e as pessoas em volta deram gritos e berros quando uma coisa dentro da caixa esticou para fora uma perna comprida e peluda.

Rony estremeceu, não importava  quanto tempo passasse sempre se lembraria do segundo ano o qual quase foi morto por aranhas.

Harry continuou andando pela aglomeração até que encontrou um compartimento vago no final do trem. Primeiro pôs Edwiges para dentro e começou a empurrar e a forçar com a mala em direção à porta do trem. Tentou erguê-la pelos degraus acima mas mal conseguiu suspender uma ponta e duas vezes deixou-a cair dolorosamente em cima do pé.

James se encolheu ao ler essa parte, até seu terceiro ano era seu pai quem o ajudava a colocar todos os seus malões, ele era quem deveria estar lá ajudando seu filho. Outro que estava mal era Sirius se lembrou que em seu primeiro ano mesmo não se dando bem com seu pai o mesmo sempre o ajudou, até que ele fugiu de casa, ele se sentia culpado, deveria ele ajudara Harry, principalmente depois de tudo que os Potter fizeram por ele.

– Quer uma ajuda? – Era um dos gêmeos ruivos que ele seguira para atravessar a barreira.

– Por favor – Harry ofegou.

– Ei, Fred! Vem dar uma ajuda aqui!

- Obrigado, por ajudarem meu filho. – James agradeceu aos gêmeos que sorriram.

Com a ajuda dos gêmeos, a mala de Harry finalmente foi colocada a um canto do compartimento.

– Obrigado – disse Harry, afastando os cabelos suados dos olhos.

– Que é isso? – perguntou de repente um dos gêmeos apontando para a cicatriz de Harry.

– Caramba – disse o outro gêmeo. – Você é...?

– Ele é – disse o outro gêmeo. – Não é? – acrescentou para Harry.

– O quê? – indagou Harry.

– Harry Potter – disseram os gêmeos em coro.

– Ah, ele – disse Harry. – Quero dizer, é, sou.

Alguns alunos soltaram risadas.

Os dois garotos olharam boquiabertos e Harry sentiu que estava corando. Então, para seu alívio, ouviram uma voz pela porta aberta do trem.

– Fred? Jorge? Vocês estão aí?

– Estamos indo, mamãe.

Dando uma última espiada em Harry, os gêmeos saltaram para fora do trem.

Harry sentou-se à janela onde, meio escondido, podia observar a família de cabelos ruivos na plataforma e ouvir o que diziam. A mãe tinha acabado de puxar o lenço.

– Rony, você está com uma coisa no nariz.

O menino mais novo tentou fugir, mas ela o agarrou e começou a limpar a ponta do nariz dele.

Muitos alunos fizeram caretas, já tinham passado por isso.

– Mamãe, sai para lá. – Desvencilhou-se.

– Aaaah, o Roniquinho está com uma coisa no nariz? – caçoou um dos gêmeos.

– Cale a boca – disse Rony.

– Onde está o Percy? – perguntou a mãe.

– Está vindo aí.

O garoto mais velho vinha vindo. Já vestira as vestes largas e pretas de Hogwarts e Harry reparou que tinha um distintivo de prata reluzente com a letra M.

– Não posso demorar, mãe – falou ele. – Estou lá na frente, os monitores têm dois vagões separados...

– Ah, você é monitor, Percy – perguntou um dos gêmeos, com ar de grande surpresa. – Devia ter avisado, não fazíamos ideia.

– Espere aí, acho que me lembro de ter ouvido ele dizer alguma coisa – disse o outro gêmeo. – Uma vez...

– Ou duas...

– Um minuto...

– O verão todo.

O Salão Principal caiu em risada.

– Ah, calem a boca – disse Percy, o monitor.

– Afinal por que foi que o Percy ganhou vestes novas? – disse um dos gêmeos.

– Porque é monitor – disse a mãe com carinho. – Está bem, querido, tenha um bom ano letivo... mande-me uma coruja quando chegar.

Ela beijou Percy no rosto e ele foi embora. Então virou-se para os gêmeos.

– Agora, vocês dois: este ano, se comportem. Se receber mais uma coruja dizendo que vocês... vocês explodiram um banheiro ou...

Os Marotos trocaram sorrisos, pois eles já tinham feito isso quando estavam no quinto ano.

– Explodiram um banheiro? Nunca explodimos um banheiro.

– Mas é uma grande ideia, obrigado, mamãe.

– Não tem graça. E cuidem do Rony.

– Não se preocupe, Roniquinho está seguro com a gente.

– Cale a boca – mandou Rony outra vez. Já era quase tão alto quanto os gêmeos e seu nariz continuava vermelho onde a mãe o esfregara.

– Ei, mãe, adivinha? Adivinha quem acabamos de encontrar no trem?

Harry recuou o corpo rápido para que eles não o vissem olhando.

– Sabe aquele menino de cabelos pretos que estava perto da gente na estação? Sabe quem ele é?

– Quem?

– Harry Potter!

Harry ouviu a voz da garotinha.

– Ah, mamãe, posso subir no trem para ver ele, mamãe, ah, por favor...

Todos os olharem recaíram sobre Gina que abaixou a cabeça envergonhada.

– Você já o viu, Gina, e o coitado não é um bicho de zoológico para você ficar olhando. É ele mesmo, Fred? Como é que você sabe?

– Perguntei a ele. Vi a cicatriz. Está lá mesmo, parece um raio.

– Coitadinho. Não admira que estivesse sozinho. Foi tão educado quando me perguntou como entrar na plataforma.

Lily e Molly sorriram para Harry. Lily estava orgulhosa seu filho era muito educado.

– Deixa para lá, você acha que ele se lembra como era o Você-Sabe-Quem?

De repente a mãe ficou muito séria.

– Proíbo-lhe de perguntar a ele, Fred. Não, não se atreva. Como se ele precisasse de alguém para lhe lembrar uma coisa dessas no primeiro dia de escola.

Muitos alunos concordaram com a Sra. Weasley.

– Está bem, não precisa ficar nervosa.

Ouviu-se um apito.

– Depressa! – disse a mãe, e os três garotos subiram no trem. Debruçaram-se na janela para a mãe lhes dar um beijo de despedida e a irmãzinha começou a chorar.

– Não chore, Gina, vamos lhe mandar um monte de corujas.

– Vamos lhe mandar uma tampa de vaso de Hogwarts.

Vários alunos riram.

– Jorge!

– Estou só brincando, mamãe.

O trem começou a andar. Harry viu a mãe dos garotos acenando e a irmã, meio risonha, meio chorosa, correndo para acompanhar o trem até ele ganhar velocidade e ela ficar para trás acenando.

Harry observou a menina e a mãe desaparecerem quando o trem fez a curva. As casas passaram num relâmpago pela janela. Harry sentiu uma grande excitação. Não sabia aonde estava indo mas tinha de ser melhor do que o lugar que estava deixando para trás.

A porta da cabine se abriu e o ruivinho mais moço entrou.

Harry e Rony sorriram um para o outro, foi  a parti dali que a amizade dos dois começou.

– Tem alguém sentado aqui? – perguntou, apontando para o assento em frente ao de Harry. – O resto do trem está cheio.

Harry respondeu que não, com um aceno de cabeça, e o garoto se sentou. Olhou para Harry e em seguida olhou depressa para fora, fingindo que não tinha olhado. Harry reparou que ele ainda tinha uma mancha preta no nariz.

Rony olhou meio bravo para ao amigo, e o mesmo só riu.

- Devia ter me avisado. – Rony falou.

- Desculpa cara. – Harry se desculpou.

- Oi, Rony.

Os gêmeos estavam de volta.

– Escuta aqui, vamos para o meio do trem. Lino Jordan trouxe uma tarântula gigante.

– Certo – resmungou Rony.

– Harry – disse o outro gêmeo –, nós já nos apresentamos? Fred e Jorge Weasley. E este é o Rony, nosso irmão. Vejo vocês mais tarde, então.

– Tchau – disseram Harry e Rony. Os gêmeos fecharam a porta da cabine ao passar.

– Você é Harry Potter mesmo? – Rony deixou escapar.

Harry confirmou com a cabeça.

– Ah, bom, pensei que fosse uma brincadeira do Fred e do Jorge. E você tem mesmo... sabe...

Apontou para a testa de Harry.

Harry afastou a franja para mostrar a cicatriz em forma de raio. Rony olhou.

– Então foi aí que Você-Sabe-Quem...?

– Foi, mas não me lembro.

– De nada? – perguntou Rony, ansioso.

- Rony. – Molly brigou com o filho.

– Bom... lembro de muita luz verde, mas nada mais.

– Uau. – Ele ficou parado uns minutos olhando para Harry, depois, como se de repente tivesse se dado conta do que estava fazendo, olhou depressa para fora da janela outra vez.

 

– Todos na sua família são bruxos? – perguntou Harry, que achava Rony tão interessante quanto Rony o achava.

Rony ficou com as orelhas levemente avermelhadas, naquela época ele achava fascinante a fama do amigo, não pensava que o mesmo achava isso dele.

– Hum... são, acho que sim. Acho que mamãe tem um primo em segundo grau que é contador, mas ninguém nunca fala nele.

– Então você já deve saber muitas mágicas.

Os Weasley aparentemente eram uma dessas antigas famílias de bruxos de que o menino pálido no Beco Diagonal falara.

- Nem pensar. – Jorge e Fred falaram como se estivessem ofendidos.

Metade da mesa da Sonsrina lhe mandaram olhares frios, Walburga, Órion, Narcisa, Bellatrix e Lucius olharam para os Wealsey’s com nojo.

– Ouvi dizer que você foi viver com os trouxas. Como é que eles são?

– Horríveis... bom, nem todos. Mas minha tia e meu tio e meu primo são, eu gostaria de ter tido três irmãos bruxos.

- Eu vou cuidar disso. – James falou sorrindo para Lily, a mesma abaixou a cabeça envergonhada.

– Cinco. – Por alguma razão, ele pareceu triste. – Sou o sexto de minha família a ir para Hogwarts. Pode-se dizer que tenho de fazer justiça ao nosso nome. Gui e Carlinhos já terminaram a escola. Gui foi chefe dos monitores e Carlinhos foi capitão do time de quadribol. Agora Percy é monitor. Fred e Jorge fazem muita bagunça, mas tiram notas muito boas e todo mundo acha que eles são realmente engraçados. Todos esperam que eu me saia tão bem quanto os outros, mas, se eu me sair bem, não será nada de mais, porque eles fizeram isso primeiro. E também não se ganha nada novo quando se tem cinco irmãos. Uso as vestes velhas de Gui, a varinha velha de Carlinhos e o rato velho de Percy.

Arthur e Molly olharam para o filho com um pedido de desculpas, mas Rony abaixou a cabeça envergonhado pelo que dissera, ele não se sentia mais assim.

Rony meteu a mão no bolso interno do paletó e tirou um rato cinzento e gordo que estava dormindo.

– O nome dele é Perebas e ele é inútil, quase nunca acorda. Percy ganhou uma coruja de meu pai por ter sido escolhido monitor, mas eles não podiam ter... quero dizer, em vez disso ganhei Perebas.

As orelhas de Rony ficaram vermelhas. Parecia estar achando que falara demais, porque voltou a olhar para fora pela janela.

Harry não achava nada de mais que alguém não tivesse dinheiro para comprar uma coruja. Afinal, ele nunca tivera dinheiro algum na vida até um mês atrás, e disse isso ao Rony, e disse também o que sentira quando usava as roupas velhas de Duda e jamais ganhara um presente de aniversário decente. Isto pareceu animar Rony um pouco.

Lily e James sorriram orgulhos do filho. Harry poderia não ter sido criado por eles, mas era bom de coração, e isso era uma coisa muito rara.

– ... e até Rúbeo me contar, eu não sabia o que era ser bruxo nem quem eram meus pais nem o Voldemort.

Mais da metade do Salão estremeceu só de ouvir o nome dele.

Rony ficou pasmo.

– Que foi?

– Você disse o nome do Você-Sabe-Quem! – exclamou Rony parecendo ao mesmo tempo chocado e impressionado. – Eu achava que de todas as pessoas você...

– Não estou tentando ser corajoso nem nada dizendo o nome dele. É que nunca soube que não se podia dizer. Está vendo o que quero dizer? Tenho muito o que aprender... aposto – acrescentou, pondo pela primeira vez em palavras algo que o andava preocupando muito ultimamente. – Aposto que vou ser o pior da classe.

- Tenho certeza que não.  – Remus falou convicto. – Poderá não ser o melhor, mais não será o pior.

Harry sorriu para o tio em agradecimento, não era o melhor aluno, pois as mesmas eram Sollaria e Hermione, mas ele e Rony vinham logo atrás.

– Não vai ser, não. Tem uma porção de gente que vem de famílias de trouxas e aprende bem depressa.

Enquanto conversavam, o trem saiu de Londres. Agora corriam por campos cheios de vacas e carneiros. Ficaram calados por um tempo, contemplando os campos e as estradinhas passarem num lampejo.

Por volta do meio-dia e meia ouviram um grande barulho no corredor e uma mulher toda sorrisos e covinhas abriu a porta e perguntou:

– Querem alguma coisa do carrinho, queridos?

Harry, que não tomara café da manhã, ergueu-se de um salto, mas as orelhas de Rony ficaram vermelhas outra vez e ele murmurou que trouxera sanduíches. Harry foi até o corredor.

Nunca tivera dinheiro para doces na casa dos Dursley e agora que seus bolsos retiniam com moedas de ouro e prata, estava disposto a comprar quantas barrinhas de chocolate pudesse carregar – mas a mulher não tinha barrinhas. Tinha feijõezinhos de todos os sabores, balas de goma, chicles de bola, sapos de chocolate, tortinhas de abóbora, bolos de caldeirão, varinhas de alcaçuz e várias outras coisas estranhas que Harry nunca vira na vida. Não querendo perder nada, ele comprou uma de cada e pagou à mulher onze sicles de prata e sete nuques.

Rony arregalou os olhos quando Harry trouxe tudo para a cabine e despejou no assento vazio.

– Que fome, hein?

– Morrendo de fome – respondeu Harry, dando uma grande dentada na tortinha de abóbora.

Rony tirara um embrulho encaroçado e abriu-o. Havia quatro sanduíches dentro. Abriu um e disse:

– Ela sempre se esquece de que não gosto de carne enlatada.

Molly corou envergonhada.

– Troco com você por um desses – propôs Harry, oferecendo um pastelão de carne. – Tome...

– Você não vai querer isso, é muito seco. Ela não tem muito tempo – acrescentou depressa. – Você sabe, somos cinco.

– Tome, coma um pastelão – disse Harry, que nunca tivera nada para dividir com alguém antes, aliás, nem ninguém com quem dividir. Era uma sensação gostosa, sentar-se ali com Rony, acabar com todas as tortas e bolos de Harry (os sanduíches ficaram esquecidos).

James, Sirius e Remus sorriram. Remus ainda se lembrava de como James o fez comer vários doces com ele e Sirius em seu primeiro ano.

– Que é isso? – perguntou Harry a Rony, mostrando um pacote de sapos de chocolate. – Eles não são sapos de verdade, são? – Estava começando a achar que nada o surpreenderia.

– Não. Mas vê qual é a figurinha, está me faltando a Agripa.

– O quê?

– Claro que você não sabe, os sapos de chocolate têm figurinhas dentro, sabe, para colecionar, bruxas e bruxos famosos. Tenho umas quinhentas, mas não tenho a Agripa nem o Ptolomeu.

- Eu tenho. – Sirius falou rindo.

Rony fechou a cara, se lembrava que Ariane o ficou o perturbando durante dia porque tinha figurinha, Harry viu a careta que o amigo fez e riu.

Harry abriu o sapo de chocolate e puxou a figurinha. Era a cara de um homem. Usava óculos de meia-lua, tinha um nariz comprido e torto, cabelos esvoaçantes cor de prata, barba e bigode. Sob o retrato havia o nome Alvo Dumbledore.

– Então este é Dumbledore! – exclamou Harry.

Os alunos nascidos trouxas sorriram, pois nesse momento Harry os representava muito bem.

– Não me diga que nunca ouviu falar de Dumbledore! Quer me dar um sapo? Quem sabe eu tiro a Agripa. Obrigado.

Harry virou o verso da figurinha e leu:

Alvo Dumbledore, atualmente diretor de Hogwarts. Considerado por muitos o maior bruxo dos tempos modernos. Dumbledore é particularmente famoso por ter derrotado Grindelwald, o bruxo das Trevas, em 1945, por ter descoberto os doze usos do sangue de dragão e por desenvolver um trabalho em alquimia em parceria com Nicolau Flamel. O Professor Dumbledore gosta de música de câmara e boliche.

Harry virou de novo o cartão e viu, para seu espanto, que o rosto de Dumbledore havia desaparecido.

– Ele desapareceu!

– Ora, você não pode esperar que ele fique aí o dia todo. Depois ele volta. Não, tirei a Morgana outra vez e já tenho umas seis... você quer? Pode começar a colecionar.

Harry sorriu para o amigo.

Os olhos de Rony se desviaram para a pilha de sapos de chocolate que continuavam fechados.

– Sirva-se – disse Harry. – Mas, sabe, no mundo dos trouxas, as pessoas ficam paradas nas fotos.

– Ficam? O quê, eles não se mexem? – Rony parecia surpreso. – Que coisa esquisita!

Os sangue puro concordaram com  a cabeça, o mundo trouxa era esquisito.

Harry arregalou os olhos quando Dumbledore voltou para a figurinha e lhe deu um sorrisinho. Rony estava mais interessado em comer os sapos do que em olhar os bruxos e bruxas famosos, mas Harry não conseguia despregar os olhos deles. Logo não tinha só Dumbledore e Morgana, como também Hengisto de Woodcroft, Alberico Grunnion, Circe, Paracelso e Merlim. Por fim ele despregou os olhos da druída Cliodna que estava coçando o nariz, para abrir o saquinho de feijõezinhos de todos os sabores.

– Você vai ter que tomar cuidado com essas aí – alertou Rony. – Quando dizem todos os sabores eles querem dizer todos os sabores. Sabe, todos os sabores comuns como chocolate, hortelã e laranja, mas também espinafre, fígado e bucho. Jorge achou que sentiu gosto de bicho-papão uma vez.

Jorge olhou surpreso para o irmão, não pensava que ele tinha mesmo acreditado no que ele falara.

– Eca! Está vendo? Couve-de-bruxelas.

Eles se divertiram comendo as balas. Harry tirou torrada, coco, feijão cozido, morango, caril, capim, café, sardinha e chegou a reunir coragem para morder a ponta de uma bala cinzenta meio gozada que Rony não queria pegar, e que era pimenta.

Sirius sorriu, ele adorava os feijõezinhos de todos os sabores, sempre era divertido ver James se dando mal, quando pegava um que não gostava.

- Você até que teve sorte. Lily sorriu para  filho.

- Ao contrário de mim, nunca tive sorte com os feijõezinhos, sempre pego os piores. – James fez uma careta ao terminar sua fala.

Os campos que passavam agora pela janela estavam ficando mais silvestres. As plantações tinham desaparecido. Agora havia matas, rios serpeantes e morros verde-escuros. Ouviram uma batida à porta da cabine e o menino de rosto redondo, por quem Harry passara na plataforma nove e meia, entrou. Parecia choroso.

– Desculpem, mas vocês viram um sapo?

Quando os dois sacudiram a cabeça, ele chorou.

– Perdi ele! Está sempre fugindo de mim!

– Ele vai aparecer – consolou Harry.

– Vai – disse o menino, infeliz. – Se você vir ele...

E saiu.

Neville abaixou a cabeça envergonhado, Alice passou a mão pelo cabelo do filho.

– Não sei por que ele está tão chateado – disse Rony. – Se eu tivesse trazido um sapo ia querer perder ele o mais depressa que pudesse. Mas trouxe Perebas, por isso nem posso falar nada.

O rato continuava a tirar sua soneca no colo de Rony.

– Ele podia estar morto e ninguém ia saber a diferença – disse Rony, desgostoso. – Tentei mudar a cor dele para amarelo para deixar ele mais interessante, mas o feitiço não deu certo. Vou-lhe mostrar. Olhe...

- Eu não acredito que você caiu nessa, no que você caiu mais? – Jorge falou tentando conter o riso ao olhar para o irmão mais novo.

Rony ficou com as orelhas vermelhas e baixou a cabeça, ainda se lembrava de tudo que aconteceu aquele dia, Harry por outro lado estava rindo do amigo, James curioso voltou a ler.

Remexeu na mala e tirou uma varinha muito gasta. Estava lascada em alguns pontos e havia uma coisa branca brilhando na ponta.

– O pelo do unicórnio está quase saindo. Em todo o caso...

Tinha acabado de erguer a varinha quando a porta da cabine abriu outra vez. O menino sem o sapo estava de volta, mas desta vez vinha uma garota em sua companhia. Ela já estava usando as vestes novas de Hogwarts.

Rony fez uma careta, e Harry riu do amigo.

– Alguém viu um sapo? Neville perdeu o dele. – Tinha um tom de voz mandão, os cabelos castanhos muito cheios e os dentes da frente meio grandes.

Vários alunos olharam curiosos para o livro, ainda mais depois de verem Harry e Rony abafado as risadas, quem seria a garota?

– Já dissemos a ele que não vimos o sapo – respondeu Rony, mas a menina não estava escutando, olhava para a varinha na mão dele.

– Você está fazendo mágicas? Quero ver?

Foi a vez de Fred e Jorge abafarem as risadas.

Sentou-se. Rony pareceu desconcertado.

– Hum... está bem.

Pigarreou.

– Sol, margaridas, amarelo maduro, muda para amarelo esse rato velho e burro.

Todos começaram rir, até mesmo o pessoal da Sonsrina não conseguiu se conter, os professores não ficaram muito atrás. Quando todos se acalmaram James voltou a ler.

Ele agitou a varinha, mas nada aconteceu. Perebas continuou cinzento e completamente adormecido.

– Você tem certeza de que esse feitiço está certo? – perguntou a menina. – Bem, não é muito bom, né? Experimentei uns feitiços simples só para praticar e deram certo. Ninguém na minha família é bruxo, foi uma surpresa enorme quando recebi a carta, mas fiquei tão contente, é claro, quero dizer, é a melhor escola de bruxaria que existe, me disseram. Já sei de cor todos os livros que nos mandaram comprar, é claro, só espero que seja suficiente; aliás, sou Hermione Granger, e vocês quem são?

Novamente a mesma luz tomou conta de todo o Salão Principal e uma garota apareceu, tinha os cabelos pretos e os olhos castanhos, olhou todo o Salão seu olhar demorou em Regúlus e Marlene, todos no Salão olhavam chocados para a garota, com certeza ela não parecia nada com a garota que fora citada no livro, ela sorriu e deu um passo a frente.

- Sou Herminone, não posso falar meu sobrenome ainda. – Sorriu misteriosa.

- Mas no livro não fala que é Granger. – Remus questiona.

- Digamos que eu não era uma Granger, fui adotada, minha família era bruxa, mas isso será explicado ao decorrer dos livros, até lá me chamem de Hermione ou Mione. – Caminhou em direção a mesa da Grifinória e sentou-se ao lado de Rony, James voltou a leitura.

Ela disse tudo isso muito depressa.

Harry olhou para Rony e sentiu um grande alívio ao ver, por sua cara espantada, que ele não aprendera todos os livros de cor tampouco.

- Nunca. – Rony falou fazendo uma careta.

– Sou Rony Weasley.

– Harry Potter.

– Verdade? Já ouvi falar de você, é claro. Tenho outros livros recomendados, e você está na História da magia moderna e em Ascensão e queda das artes das trevas e em Grandes acontecimentos mágicos do século XX.

Lily e James fizeram uma careta, tudo o que eles queriam era que o filho tivesse uma infância normal e feliz, e eles fariam isso se realizar, mudariam tudo isso.

– Estou? – admirou-se Harry sentindo-se confuso.

– Nossa, você não sabia, eu teria procurado saber tudo que pudesse se fosse comigo – disse Hermione. – Já sabem em que casa vão ficar? Andei perguntando e espero ficar na Grifinória, me parece a melhor, ouvi dizer que o próprio Dumbledore foi de lá, mas imagino que a Corvinal não seja muito ruim... Em todo o caso, acho melhor irmos procurar o sapo de Neville. E é melhor vocês se trocarem, sabe, vamos chegar daqui a pouco.

E foi-se embora, levando o menino sem sapo.

 Neville fez uma pequena careta, ele tinha passado metade da viagem preocupado com Trevor para no final ele saber que o sapo estava bem.

- Você era bem mandona. –Sirius falou e Hermione corou, Harry e Rony seguraram a risada ao ver que a amiga ficou com vergonha.

– Seja qual for a minha casa, espero que ela não esteja lá – comentou Rony. E jogou a varinha de volta na mala. – Feitiço besta. Foi o Jorge que me ensinou, aposto que sabia que não prestava.

Jorge sorriu angelicalmente para o irmão mais novo.

Em que casa estão os seus irmãos? – perguntou Harry.

– Grifinória. – A tristeza parecia estar se apoderando dele outra vez. – Mamãe e papai estiveram lá também. Não sei o que vão dizer se eu não estiver. Acho que a Corvinal não seria muito ruim, mas imagine se me puserem na Sonserina.

- Como se fossemos querer você aqui. – Mulciber falou irônico e recebeu o apoio de alguns colegas.

Rony simplesmente rolou os olhos e olhou com nojo para Mulciber.

– É a casa em que Vol... quero dizer, Você-Sabe-Quem esteve?

– É. – E afundou novamente no assento, parecendo deprimido.

– Sabe, acho que as pontas dos bigodes de Perebas ficaram um pouquinho mais claras – disse Harry, tentando distrair o pensamento de Rony das casas. – Então, o que é que os seus irmãos mais velhos fazem agora que já terminaram?

Molly e Arthur olharam interessados para o livro, queriam saber como seria a vida dos filhos depois de Hogwarts.

– Carlinhos está na Romênia estudando dragões e Gui está na África fazendo um serviço para o Gringotes.

A luz já tão conhecida apareceu novamente, agora trazia dois homens ruivos, ambos tinham um sorriso no rosto.

- Eu sou Gui Weasley e tenho 27 anos e sou filho de Molly e Arthur Weasley. – se apresentou o que parecia o mais velho.

- Eu sou Carlinhos Weasley e tenho 25 anos. – se apresentou o outro.

Arthur e Molly foram abraçar a versão mais velhas de seus filhos, as versões mais novas de Gui e Carlinhos foram correndo para perto dos dois, fazendo perguntas infantis e inocentes de como eles seriam no futuro, se jogariam Quadribol, como era os dragões, depois de todos se acomodarem James voltou a ler.

Você soube o que aconteceu com o Gringotes? O Profeta Diário só fala nisso, mas acho que morando com os trouxas você não recebe o jornal. Uns caras tentaram

roubar um cofre de segurança máxima.

- O que?- Vários alunos perguntaram juntos.

- Continue a ler Sr. Potter. – Dumbledore pediu.

Harry arregalou os olhos.

– Verdade? E o que aconteceu com eles?

– Nada, é por isso que é uma notícia tão importante. Não foram pegos. Papai disse que deve ter sido um bruxo das trevas poderoso para enganar Gringotes, mas estão achando que eles não levaram nada, isso é que é esquisito. É claro que todo o mundo fica apavorado quando uma coisa dessas acontece porque Você-Sabe-Quem pode estar por trás da coisa.

Harry repassou as notícias mentalmente. Estava começando a sentir um arrepio de medo toda vez que Você-Sabe-Quem era mencionado. Supunha que isso fazia parte do ingresso no mundo da magia, mas tinha sido muito mais confortável dizer Voldemort sem se preocupar.

As poucas pessoas que falavam o nome sem problema acenaram confirmando com a cabeça.

– Qual é o seu time de quadribol? – perguntou Rony.

– Hum... não conheço nenhum – confessou Harry.

– O quê? – Rony parecia pasmo. – Ah, espere aí, é o melhor jogo do mundo. – E saiu explicando tudo sobre as quatro bolas e as posições dos sete jogadores, descreveu jogos famosos a que fora com os irmãos e a vassoura que gostaria de comprar se tivesse dinheiro.

Estava mostrando a Harry as qualidades do jogo quando a porta da cabine se abriu mais uma vez, mas agora não era Neville, o menino sem sapo, nem Hermione Granger.

Harry, Hermione e Rony trocaram olhares, afinal agora saberiam de Draco Malfoy viria para o passado.

Três garotos entraram e Harry reconheceu o do meio na hora: era o garoto pálido da loja de vestes de Madame Malkin. Olhou para Harry com um interesse muito maior do que revelara no Beco Diagonal.

– É verdade? – perguntou. – Estão dizendo no trem que Harry Potter está nesta cabine. Então é você?

– Sou – respondeu Harry. Observava os outros garotos. Os dois eram fortes e pareciam muito maus. Postados dos lados do menino pálido eles pareciam guarda-costas.

– Ah, este é Crabbe e este outro, Goyle – apresentou o garoto pálido displicentemente, notando o interesse de Harry. – E meu nome é Draco Malfoy.

E novamente a mesma luz tomou conta de todo o Salão Principal, depois que ela se extinguiu eles viram um rapaz com seus 17 anos de cabelos loiros, ele olhou em volta e bufou, porém logo se apresentou.

- Sou Draco Malfoy e tenho 17 anos, sou filho de Narcisa e Lucius Malfoy.

- Você não está surpreso por ter vindo para cá? – Harry perguntou surpreso.

- Não. Sollaria entrou em contanto comigo e me avisou que talvez eu poderia vir para o passado. – Draco explicou e caminhou rumo a mesa da Sonserina.

- Sollaria seria Sol? – Sirius perguntou.

- Sim. – Harry respondeu.

- E porque sua ficante fala com um Malfoy?- Sirius perguntou novamente.

Dessa vez Harry gargalhou, acompanhado de todos do futuro até mesmo de Malfoy, ainda mais curioso James voltou a ler.

Rony tossiu de leve, o que poderia estar escondendo uma risadinha. Malfoy olhou para ele.

– Acha o meu nome engraçado, é? Nem preciso perguntar quem você é. Meu pai me contou que na família Weasley todos têm cabelos ruivos e sardas e mais filhos do que podem sustentar.

Arthur fechou as mãos com raiva.

Virou-se para Harry.

– Você não vai demorar a descobrir que algumas famílias de bruxos são bem melhores do que outras, Harry. Você não vai querer fazer amizade com as ruins. E eu posso ajudá-lo nisso.

Ele estendeu a mão para apertar a de Harry, mas Harry não a apertou.

– Acho que sei dizer qual é o tipo ruim sozinho, obrigado – disse com frieza.

Os alunos da Sonserina olharam arrogantemente ara os alunos da Sonserina.

Draco não ficou vermelho, mas um ligeiro rosado coloriu seu rosto pálido.

– Eu teria mais cuidado se fosse você, Harry – disse lentamente. – A não ser que seja mais educado, vai acabar como os seus pais. Eles também não tinham juízo. Você se mistura com gentinha como os Weasley e aquele Rúbeo e vai acabar se contaminando.

Harry e Rony se levantaram. O rosto de Rony estava vermelho como os cabelos.

– Repete isso.

– Ah, você vai brigar com a gente, vai? – Draco caçoou.

 Os dois nem pensem em se meter em brigas, violência nunca leva a lugar nenhum. – Lily e Molly falaram bravas e Rony e Harry abaixaram a cabeça.

– A não ser que você se retire agora – disse Harry com uma coragem maior do que sentia, porque Crabbe e Goyle eram bem maiores do que ele ou Rony.

– Mas não estamos com vontade de nos retirar, estamos, garotos? Já comemos toda a nossa comida e parece que vocês ainda têm alguma coisa.

- Mas eu acho que já está na hora de você dar tchau e sair daqui. – Uma voz feminina foi ouvida atrás de Malfoy.

Harry sorriu faltava bem pouco para Sol chegar.

Quando Malfoy e seus capangas viraram para trás viram uma garota de 11 anos de cabelos negros e ondulados que iam até sua cintura e olhos acinzentados e para surpresa de todos mantinha a varinha firmemente em sua mão e olhava para Malfoy irônica. Era a mesma menina que Harry virá no Beco Diagonal, Malfoy também pareceu reconhecê-la

E novamente Walburga olhou desconfiada para o livro, a garota poderia ser uma Black, só tinha que ter a confirmação.

- Não se meta nisso garotinha. – Malfoy falou firme, mas Harry viu que ele estava com medo.

A garota sorriu, mas esse sorriso fez tanto Harry como Rony derem dois passos para trás, ela apontou a varinha para Malfoy e logo ele estava gritando levando as mãos para sua garganta.

- Cai fora, e boa sorte. – A garota deum passagem para eles passarem.

- Gostei dela. – Sirius, Lottie e James falaram juntos.

Draco fez uma careta, ele se lembrava de como teve que pedir ajuda aos alunos mais velhos para retirar a azaração .

Assim que os três saíram correndo com Malfoy ainda gritando, Harry e Rony se voltaram para ela.

- Quem é você? – Harry perguntou.

- E o que você fez?- Rony perguntou ao mesmo tempo.

- Eu sou Sollaria Black.

Sirius olhava par o livro em choque, depois que a luz característica desapareceu , todos puderam ver uma garota com seus 17 anos, tinha longos cabelos negros que iam até sua cintura, seus olhos eram azuis- acinzentados  e olhava para todos com um pouco de arrogância, ela vestia vestes da cor preta e sapatos altos, Sirius s levantou chocado, mas permaneceu em seu lugar incerto.

- Olá, eu sou Sollaria Black e tenho 17 anos e sou filha de Sirius Black e Charlotte White de Rosie. – Se apresentou olhando para o pai om um enorme sorriso.

Sirius olhou chocado para a filha, depois de um tempo ele caminhou até a filha e lhe deu um forte abraço, Lottie veio logo em seguida com lágrimas nos olhos, depois de Sirius e Lottie, James e Lily vieram abraçar a afilhada, Remus, Marlene, Dorcas, Alice e Frank também abraçaram a sobrinha postiça.

Depois de se separar de todos Sol olhou para a mesa da Sonserina e deu um sorriso sincero para sua família, sorriu para Draco, então seus olhos encontraram com os de Miller que olhava em choque para a garota, com um sorriso Sol atravessou o Salão Principal em silêncio, fazendo questão que todos escutassem seus saltos batendo no chão, o Salão Principal olhava a garota em silêncio, Sol se aproximou de Harry e se sentou em seu colo e beijou o namorado, as mãos de Sol estavam no cabelo de Harry durante o beijo, já as mãos de Harry uma estava na cintura fina da namorada e a outra para os cabelos da garota, longos minutos depois eles se separam ofegantes e todos ali presente, do passado, olhavam chocados para eles.

- Desculpa por demorar muito, amor. – Sol falou com um sorriso.

- Vocês são namorados? – Miller perguntou chocada e com raiva.

- Não. Somos noivos. – Sol respondeu mostrando sua mão esquerda, onde era possível ver um delicado anel de ouro com uma pedra no meio, que pelo brilho era diamante.

- A minha filha é noiva do mini Pontas? – Sirius perguntou chocado.

- Pensei que Sol fosse minha ficante?- Harry perguntou se figindo de confuso para o padrinho.

- Chega dessa palhaçada, podem se separar. – Sirius tirou a filha do colo do afilahdo.

Revirando os olhos Sol se sentou ao lado de Harry, mas Sirius ainda não estava satisfeito então sentou-se no meio dos dois. James, Lily e Lottie rolaram os olhos pela atitude infantil do Maroto, as pessoas do futuro tentavam segurar as risadas, enquanto as do passado olhavam chocadas para Sol e por último Miller olhava com raiva para Sollaria que devolvia o olhar calmamente. Com um meio sorriso James voltou a ler.

- a garota se apresentou com um sorriso. – E eu usei a azaração bafo de pimenta, ela faz com que a boca da pessoa atingida queime como se tivesse pegando fogo. – a garota explicou.

- Estou orgulhoso de você. – James falou para a afilhada.

- Obrigado padrinho. – Sollaria agradeceu sorrindo angelicalmente.

- Eu também estou orgulhoso, porém ainda estou tentando processar o fato da minha princesa ser noiva. – Sirius falou.

Revirando os olhos, James voltou a ler, estava acostumado com os dramas de Sirius ele eram bem frequentes.

Rony se deixou cair no assento mais próxima rindo e Harry também lutou para não começar a rir, ele se virou para a garota que tinha sentando em um lugar vazio e a essa altura já tinha guardado a varinha.

- Eu sou Harry Potter. – se apresentou.

- É um prazer conhecê-lo. – Sollaria falou sorrindo, porém algo nesse sorriso trouxe a Harry uma lembrança, porém ele não conseguia se lembrar com clareza.

- Eu sou Rony Weasley. – Rony falou ainda meio engasgado com os risos.

- É um prazer. – Ela se virou para Harry e perguntou. – Posso ficar aqui?

- É claro. – Harry falou e a cada minuto ele tinha a sensação que já conhecia a garota.

- Com certeza você a conhecia duvido  que não tenham convivido juntos antes de tudo acontecer. – Lottie falou e recebeu o apoio de Lily.

Antes que pudesse falar qualquer coisa Hermione Granger apareceu.

  – Que foi que aconteceu? – perguntou olhando de um para o outro.

     – Você já conhecia Draco Malfoy?

Harry contou o encontro deles no Beco Diagonal.

– Já ouvi falar na família dele – disse Rony, sombrio. – Foram os primeiros a voltar para o nosso lado depois que Você-Sabe-Quem desapareceu. Disseram que tinham sido enfeitiçados. Papai não acredita nisso. Diz que o pai de Draco não precisou de desculpa para se bandear para o lado das Trevas

- Você não imagina o quanto seu pai está certo. – Sollaria falou de seu lugar e quando olharam para ela, ela continuou. – Lucius Malfoy foi para o lado de Voldemort por vontade própria, porém escapou da prisão falando ao Ministério que estava sobre a Maldição Imperius. – Hary a olhou confuso, pois não sabia que raios era essa Maldição. – Essa é umas das três maldiçoes imperdoáveis, aqueles que a usam vão diretamente para Azkaban que é a prisão dos bruxos, essa Madição em particular controlar a pessoa e a obriga fazer o que a pessoa que lançou quiser. – ela explicou ao ver o olhar de Harry. 

Todos olharam para Lucius que manteve a expressão impassível.

-  E como se sabe se a pessoas está ou não sendo controlada? – Rony perguntou.

- É bastante difícil descobrir, essa maldição deu muit trabalho para o Ministério no tempo da guerra, e muitos dos comensais da morte escaparam de ir para Azkaban. – Sollaria explicou.

- Imagino como dever ter sido. – Sirius falou e recebeu o apoio de vários alunos.

Sollaria ficou em silêncio pensativa e Rony se virou para Hermione.

  – Podemos fazer alguma coisa por você?

   – É melhor vocês se apressarem e trocarem de roupa. Acabei de ir lá na frente perguntar ao maquinista e ele me disse que estamos quase chegando. Vocês andaram brigando? Vão se meter em encrenca antes mesmo de chegarmos lá!

– Sollaria andou brigando, nós não – disse Rony, fazendo cara zangada. – Você se importa de sair para podermos nos trocar?

– Está bem. Só vim para cá porque as pessoas nas outras cabines estão se comportando feito crianças, correndo pelos corredores – disse Hermione em tom choroso. – E você está com o nariz sujo, sabia?

Rony amarrou a cara quando ela se retirou. Harry espiou pela janela. Estava escurecendo. Viu montanhas e matas sob um céu arroxeado. O trem parecia estar diminuindo a velocidade.

Ele e Rony tiraram os paletós e puseram as vestes longas e pretas. A de Rony estava um pouco curta, dava para ver as calças por baixo. Sollaria nem mesmo se mexeu já estava definitivamente arrumada.

Uma voz ecoou pelo trem:

– Vamos chegar a Hogwarts dentro de cinco minutos. Por favor deixem a bagagem no trem, ela será levada para a escola. O estômago de Harry revirou de nervoso e ele reparou que Rony parecia pálido sob as sardas. Sollaria aprecia que ia enfrentar o próprio diabo, ela tremia levemente.

- Não precisa se preocupar, pois eu terei orgulho de você, independente da qual casa você for. – Sirius sorriu para a filha.

Sollaria sorriu e abraçou o pai, logo ela poderia ver seu pai orgulhoso dela, afinal ela tinha sido a segunda Black a ir para a Grifinória.

Os dois encheram os bolsos com o resto dos doces e se reuniram à garotada que apinhava os corredores.

O trem foi diminuindo a velocidade e finalmente parou. As pessoas se empurraram para chegar à porta e descer na pequena plataforma escura. Harry estremeceu ao ar frio da noite. Então apareceu uma lâmpada balançando sobre as cabeças dos estudantes e Harry ouviu uma voz conhecida.

– Alunos do primeiro ano! Primeiro ano aqui! Tudo bem, Harry?

O rosto grande e peludo de Rúbeo Hagrid sorria por cima de um mar de cabeças.

– Vamos, venham comigo. Mais alguém do primeiro ano?

Muitos ali estavam ansiosos para ouvirem sobre a seleção.

Aos escorregões e tropeços, eles seguiram Hagrid por um caminho de aparência íngreme e estreita. Estava tão escuro em volta que Harry achou que devia haver grandes árvores ali. Ninguém falou muito. Neville, o menino que vivia perdendo o sapo, fungou umas duas vezes.

– Vocês vão ter a primeira visão de Hogwarts em um segundo – Hagrid gritou por cima do ombro –, logo depois dessa curva.

Ouviu-se um Aooooooh muito alto.

- Sempre a mesma reação. – Hagrid falou sorrindo .

O caminho estreito se abrira de repente até a margem de um grande lago escuro.

Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas.

– Só quatro em cada barco! – gritou Hagrid, apontando para uma flotilha de barquinhos parados na água junto à margem. Harry e Rony foram seguidos até o barco por Sollaria e Hermione.

– Todos acomodados? – gritou Hagrid, que tinha um barco só para si. – Então... VAMOS!

James, Sirius, Lily e Lottie sorriram, pois sabiam que aqueles anos seriam os melhores anos de seus filhos.

E a flotilha de barquinhos largou toda ao mesmo tempo, deslizando pelo lago que era liso como um vidro. Todos estavam silenciosos, os olhos fixos no grande castelo no alto. A construção se agigantava à medida que se aproximavam do penhasco em que estava situado.

– Abaixem as cabeças! – berrou Hagrid quando os primeiros barcos chegaram ao penhasco; todos abaixaram as cabeças e os barquinhos atravessaram uma cortina de hera que ocultava uma larga abertura na face do penhasco. Foram impelidos por um túnel escuro, que parecia levá-los para debaixo do castelo, até uma espécie de cais subterrâneo, onde desembarcaram subindo e pisando em pedras e seixos.

– Ei, você aí! É o seu sapo? – perguntou Hagrid, que verificava os barcos à medida que as pessoas desembarcavam.

– Trevo! – gritou Neville, feliz, estendendo as mãos.

Então eles subiram por uma passagem aberta na rocha, acompanhando a lanterna de Hagrid, e desembocaram finalmente em um gramado fofo e úmido à sombra do castelo.

Galgaram uma escada de pedra e se aglomeraram em torno da enorme porta de carvalho.

– Estão todos aqui? Você aí, ainda está com o seu sapo?

Hagrid ergueu um punho gigantesco e bateu três vezes na porta do castelo.

- Acabou. – James falou.

- Eu leio. – Lily pegou o livro da mão do namorado.


Notas Finais


NÃO DEIXEM DE LER AS NOTAS INICIAIS. CONTÉM AVISOS IMPORTANTES. SE VOCÊ NÃO LEU, VOLTE LÁ EM CIMA E DÊ UMA LIDA.

ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.

DEIXEM SUAS OPINIÕES E CRÍTICAS .


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