História "REAL" - Sterek - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Teen Wolf
Tags Derek Hale, Gay, Lemon, Sterek, Stiles Stilinski, Yaoi
Exibições 203
Palavras 3.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Me desculpem a confusão!

Capítulo 11 - Dançando ao som da música - Part. II


Subimos no carro mais de uma hora depois, e tanto Liam quanto Ethan parecem estar indo em um carro separado, com Malia e Allison, enquanto um motorista do hotel leva Derek e eu em um Lincoln preto. Não sei quem organizou isso dessa maneira, mas me disseram para esperar no carro preto e de repente ele desliza ao meu lado no banco de trás, e meu peito fica apertado e nervoso e de emoção porque ele tinha tomado banho depois da luta e vestia um jeans preto e uma camisa de abotoar preta com as mangas arregaçadas até os cotovelos, e o cheiro do seu sabonete provocara dores instantâneas em meus pulmões.
      O assento é espaçoso, mas de alguma forma percebo Derek sentado perto de mim enquanto avançamos pelo tráfego. Ele está muito perto. Posso sentir o dorso da sua mão
contra a minha. Talvez eu devesse tirar a mão, mas não faço isso. Ao contrário, olho para fora da janela o carro, para a luzes noturnas espalhadas pela cidade a caminho da boate, mas na verdade vejo sem enxergar. Meu corpo está focado na parte onde nossos corpos se tocam.
      Por que ele está me tocando?
      Acho que me observa, medindo minha reação. Ao mexer seu polegar e passá-lo por cima do meu.
     Quero tremer, fechar os olhos. Absorvê-lo. Não consigo esquecer o que as garotas me contaram, e aquela pequena vela de esperança que as duas acenderam em mim agora está ardendo feito uma tocha. Preciso saber. Se ele me quer mesmo. Será que é verdade?
     Ele parece tão incrivelmente bonito que minhas entranhas viram com renovada intensidade.

-Você gostou da luta? – pergunta Der, em voz baixa e áspera enquanto estuda meu perfil nas sombras o carro, seus olhos brilhando intensamente.
     Ele sempre me faz essa pergunta depois de um evento no Underground. Como se a minha opinião fosse importante.

-Não, não gostei – respondo e olho para ele, então sorrio quando ele franze a testa. – Você foi incrível! Adorei!

      Ele ri, um som delicioso e masculino, então me assusta quando pega a minha mão em sua mão quente e a levanta. Minha respiração congela quando ele roa lentamente os lábios sobre meus dedos, e consigo sentir a maciez de sua boca carnuda até a deliciosa cicatriz em seu lábio inferior, que agora está quase completamente curado. Um pequeno zumbido percorre a minha corrente sanguínea enquanto seus olhos me prendem por todo o tempo que ele roa. A maneira como olha através daqueles cílios fazem meus mamilo enrijecer.

-Bom. – Seu sobro é quente e úmido contra a minha pele, e quando ele abaixa a minha mão de volta para o banco do carro e lentamente desembaraça seus dedos dos meus, tenho que trazê-la de volta para o meu colo e segurá-la junto de minha outra ao, só porque de repente se formou um vazio para ela.

      O clube que eles escolheram esta noite está bombando e com filhas enorme de pessoas querendo entrar, mas no segundo em que Derek sai do carro, ele me transporta até o segurança. Que imediatamente nos permite entrar onde Ethan e Liam já esperam por nós, em uma sala privada na parte de trás.

-Ethan está recebendo lap dance – diz Liam a Derek. – Você não se importa de lhe da uma dessas como presente de aniversário?

     Através da porta aberta, vemos uma mulher em um biquíni prateado brilhante se aproximando de Ethan, que está sentado em um sofá, sorrindo ao vê-la cegar. Fico tão desconfortável com isso que acho que me encolhi, porque de repente Liam olha para mim, as sobrancelhas atirando-se para cima.

-Você fica envergonhado com essas coisas, Stiles? – pergunta ele, divertido.

     Meu coração para quando percebo que Derek também está olhando para mim. Ele perscruta atentamente nos meus olhos, então seu olhar desce para a minha boca, e volta para os meus olhos. Sua mão de repente envolve a minha e ele sussurra:

-Você quer assistir?

     Balanço a cabeça dizendo que não, e ele me leva para o bar e a pista de dana. Há uma quantidade absurda de ruído e toda a pista de dana pulsa com a música e o calor ardente dos corpos dançantes.

-Oh! Eu amo essa música! – grito, ao detectar Allison pulando no meio da pista, e ela me avista, e chega para me puxar para o meio.

-Der! – Malia o esmaga no meio da multidão, ao mesmo tempo que Allison grita e me puxa firmemente junto ao seu corpo, agarrando meus quadris e começando a se agitar num movimento sexy. Eu rio e me viro com meus braços no ar, com “Scream”, de Usher, enchendo o espaço com música. E então vejo Derek a apenas alguns passos de distância, elevando-se entre a multidão. Ele não está dançando. Na verdade, ele nem sequer está se movimentando.

      Ele está me observando, o seu sorriso no lugar, os olhos brilhando, e num repente ele me agarra e me bate contra o seu corpo, abaixando-se no nível do meu pescoço. Ele segura de leve o meu cabelo e pressiona seu corpo contra minha coluna, me respirando tão forte que posso sentir sua profunda inspiração. Meu estômago se contrai em resposta, e sinto sua boca na minha nuca. Ele roça minha pele com os dentes e, em seguida, é sua língua que vem me lamber.
      Meu corpo se eletrifica. Ele me atinge por trás e eu pego sua cabeça e a seguro para baixo, enquanto sigo o movimento de seu quadris, as pessoas dançando em torno de nós, o calor aumentando no ambiente. As mãos dele pegam os meus quadris, apertando-os ao mesmo passo que ele me puxa com mais força contra a frente de seu corpo, e minhas nádegas sentem o quando ele está duro. Ele quer que eu sinta o quanto ele me deseja. Sua língua sobe do meu pescoço e cega atrás da minha orelha. Um arrepio percorre quando ele espalma a mão em minha barriga e me vira para encará-lo.
     Nossos olhos se encontram. Em espera. A música pulsa dentro de mim, o desejo por ele se torcendo em meu estômago, então envolvo meus braços em torno dele e empurro meu corpo, inclinando minha cabeça contra a dele.
     Preciso conhecer seu gosto. Preciso ter a sensação dele. Ele não dormiu com essas putas. Sua ereção naquele dia tinha sido minha. Ele não olhou para uma mulher ou homem se quer a noite inteira. Nem na luta, e nem aqui. Ele não tem olhos para ninguém a não ser para mim.
     E eu não tenho olhos para ninguém, para nada, a não ser para esse homem lindo de fazer cair o queixo que está diante de mim, que toca músicas para mim e que corre comigo e que põe gelo no meu machucado. Olhos verdes vidrados com a luxúria, os cílios escuros pesados me encarando nos olhos, na boca, e então ele agarra o meu rosto, orelha a orelha, e me respira novamente, os olhos fechados enquanto fuça meu rosto com seu nariz.

-Você sabe o que está pedindo? – ele pergunta em meio a uma respiração áspera e rouca. – Sabe, Stiles?

     Não posso responder, e ele agarra a minha bunda e me puxa para ele, colocando sua boca quase, quase, na minha. Ele está me deixando louco. Maluco. Quero ter esse homem. Quero me permitir ter esse homem. Deslizo meus dedos pelo peito dele, pelos cabelos, tão sedosos sob meus dedos.

-Sim, sei.- Meu coração bate em meus ouvidos quando me ergo na ponta dos pés, puxando a cabeça dele para baixo, quando alguém esbarra em mim por trás. Derek me pega com um braço e me leva protetoramente para seu lado.

-Ora, ora, se não é o Der e sua nova putinha.

     Minha cabeça gira e percebo quem me empurrou, e me toco que não foi um empurrão por acaso. Quatro homens se reúnem em torno de nós, e todos eles são enormes. Um tem uma tatuagem nojenta de um Scorpion preto na face direita, e ele é ainda maior do que os outros.
     Derek olha para eles como se fossem tão significativos quanto um bando de moscas, e então coloca o braço em volta de mim e me leva para fora da pista de dança.

-Qual é o nome da sua putinha? Qual nome ela grita quando você fode ela, hã?

     Der está mudo quando me leva para o bar, mas seus dedos estão fechados com raiva em um punho na parte de trás de meu corpo enquanto ele me empurra para frente. Os homens marcham atrás de nós, mas Derek continua a ignorá-los. Ele me vira de costas e bloqueia a minha visão deles com a parede do peito.

-Volte para Liam e peça para ele o leve pro hotel – diz Der em voz baixa.

     Campainha de alarme soam dentro da minha cabeça quando percebo que isso é mera provocação para colocar Derek em apuros. Estive com a equipe tempo suficiente para saber que uma fora do ringue pode colocar Der na cadeira e fora da competição.

-Você não pode entrar em uma briga, Der – eu o advirto, quando de repente o mais robusta dos quatros homens fala, erguendo a voz o suficiente para ser ouvido perfeitamente por cima da música.

-Estamos falando com você, seu merda.

-Eu ouvi, idiota, e não dou a mínima pro que você tem a dizer – responde Derek

     O amigo do grandão tenta dar um soco, mas Derek se abaixa rapidamente e o empurra para trás com força, o sujeito tropeça e cai. De repente percebo a tática. Os amigos do cara de Scorpion vão bater em Der e ele não ter escolha se não responder, esmurrar todos eles e ser expulso da liga e, possivelmente, atirado na cadeira, ao passo que o cara de Scorpion não terá feito “nada”.
      E se esse é o cara que Der precisa bater na final, então vai gostar de ver seu oponente ser retirado do jogo. Mas que babaca!
      Der está ficando com muita raiva ao meu lado, agarrando um dos sujeito pela camisa e falando devagar, enfurecido:

-Suma daqui ou vou cortar suas bolas e dar pra sua mãe comer!

     Ele empurra o sujeito e depois pega os outros dois e os empurra do mesmo jeito, um com cada braço, ao mesmo tempo. Ele parece tão irritado que estou ficando mesmo bem preocupado. As veias aparecem nas mãos, braços, pescoço, e quando o terceiro homem se aproxima por trás, o cotovelo de Derek voa atrás do corpo e pousa perfeitamente no rosto do pobre homem.

-Desculpe, cara, foi mal – ele se desculpa, e o homem xinga baixinho e cobre o nariz sangrando.

      Enquanto isso, vejo o cara com a tatuagem de Scorpion olhando com um sorriso.

-Ah, não, você não vai fazer isso!

      A resposta estilo fugir-ou-lutar está no meu corpo por completo, agora. Meu cérebro vibra quando o sangue dispara quente e urgente através de meu organismo. Já o sinto alimentando os meus músculos, meu coração bombeando loucamente. Corro para o bar, avanço por cima do balcão, pego duas garrafas e volto para lançá-las na cabeça de dois dos imbecis. Eles desabam no chão ao mesmo tempo que os cacos de vidro se espalham.
      Vou pegar outra garrafa e voltar correndo, indo para acertar o terceiro cara, quando noto como Der olha para mim com um olhar de horror e um rosto que está progressivamente ficando escarlate. Ele pega a garrafa da minha mão, bota-a de volta de volta no bar e em seguida me joga em suas costas como um saco de batata, avançando em meio à multidão para procurar Ethan.

-Derek – reclamo, batendo nas costas dele os punhos enquanto me contorço. Meus hormônios disparam quando percebo que uma de suas mãos está em minha bunda. Ouço quando ele sussurra alguma coisa para Ethan e, finalmente, o sangue volta na direção correta quando ele me empurra para dentro do carro. A adrenalina bomba em mim. Nunca estive em uma luta. È uma sensação incrível. Incrível.

      O nosso motorista do hotel desliza para trás do volante e voa pela cidade, e noto que Derek está respirando forte e depressa no banco de trás.
      Como eu.
      Nossos olharem se encontram nas sombras do carro, e seus olhos estão estranhamente vermelhos, seu rosto gravado com fúria incandescente.

-Que diabos você acha que estava fazendo? – ele explode.

      Suas mãos estão fechadas em punhos sobre suas coxas, e por um momento penso que ele vai empurrar a parte de trás do banco do carro. O olhar que ele tem é estranhamente cru e esquisito. Quase animal. Tipo... possessivo. E isso causa uma emoção um pouco estranha vibrando dentro de mim.
      Eu estava pronto para beijá-lo. Minhas mãos estão apertadas no meu colo enquanto tento mantê-las paradas.
     Mas, Deus, estou tão tenso, nem consigo pensa com o desejo que sinto ao olhar para ele. Sem pensar, e partido por dentro por causa do meu desejo doloroso de querer estar com ele. Seus dedos estão inquietos e só quero pegar sua mão e colocá-la ao meu peitoral e pedir que me toque.

-Estava salvando você e achei isso incrível! – respondo, e um novo fluxo de adrenalina me percorre com essa lembrança

      Der parece emocionalmente muito abalado enquanto esfrega o rosto e apóia os cotovelos sobre os joelhos, inclinando-se para frente, esfregando a parte de trás de sua cabeça com as mãos, que noto, estão tremendo ferozmente. Ele também não respira direito.

-Pelo amor de Deus, porra, nunca, mas nunca mais faça isso de novo. JAMIAS. Se um deles colocar a mão em você, eu mato todos eles, e não vou dar um caralho se alguém estiver vendo!

      Um tremo de excitação me atinge enquanto ele se recosta no banco e me olha com um desejo que é alucinante. Ele pega meu pulso e aperta tão forte, eu suspiro e ele olha para baixo e me libera.

-Falei sério. Nunca mais faça essa porra de novo.

-Claro que eu vou fazer isso de novo. Eu não vou deixar você ficar em apuros.

-Jesus, você é assim mesmo? – Ele estava mais agitando do que tudo que eu já tinha visto dele, esfrega o rosto e olha desolado para fora da janela, com o corpo tremendo de raiva. – Você é uma banana de dinamite, sabia disso?

      Dou de ombro e concordo com a cabeça, sentindo-me tão excitado quanto ele.
      Quando subimos de elevador, estamos sozinho, mas ele fica de pé ao lado oposto ao meu.
      Está irritado. Excitado. Seus olhos olhando para tudo, exceto para mim. Ele estala os dedos e, em seguida, seu pescoço.

-Está tudo bem – digo, tocando suavemente em seu ombro, e ele endurece como se tivesse eletrocutado, olhando para a minha mão em seu ombro. Eu volto para meu canto, e ficamos nos olhando nos olhos. O ar entre nós quase troveja. Ele parece querer saltar sobre mim e se afastar, tudo de uma vez. Der flexiona as mãos ao lado do corpo e suaviza a voz ao descermos o corredor para nossos quartos, mas ela parece saturada e rouca de emoção.

-Eu sinto muito que você teve que ver esses idiotas – murmura.

      É fácil de ver que Der está tentando se acalmar ao passar a mão pelo cabelo espetado.

-Vou quebrar todos os ossos do Scorpion quando o encontrar e arrancar o malditos olhos dele.
      Concordo com a cabeça para satisfazê-lo, porque acho que ele está mesmo sedento para usa a violência contra aqueles homens. Mas estou tão alerta que não sei o que farei sozinho em meu quarto. Não sei onde colocar as mãos, meus pensamentos, todo esse fluxo dentro de mim dando voltas e voltas e indo a lugar nenhum.

-Posso ficar em seu quarto até os caras voltarem? – peço.

      Ele hesita, depois o vejo assentir e o sigo até a porta. Nós nos acomodamos no sofá da sala de estar e ele liga a tevê no primeiro canal que aparece.

-Quer beber alguma coisa?

-Não – respondo. – Eu nunca bebo em um dia antes de voar ou eu fico duplamente desidratado.

      Ele concorda e traz duas garrafas de água do bar. E senta-se bem ao meu lado.
     Sua coxa acaba muito perto, consigo sentir seu músculo. Meu coração ainda bate feito louco. Eu me lembro do jeito que danamos, e minha pele fica quente novamente.

-Por que você ficou em apuros quando era profissional?! Pergunto.

-Por causa de uma briga como essa que você impediu.

      Ele olha para a tevê, o queixo trabalhando, e eu olho impotente para o jogo de luz e sombra no rosto dele, hipnotizado. Ele estendo o braço direito no sofá atrás de mim com uma calma enganadora, mas posso sentir a tensão que emana de seu corpo, e de repente sinto o meu coração acelerar em antecipação. Barulhos estranho da tevê filtram-se em minha entre, e então percebo que o casal está se beijando na tela. Meu estômago contrai. Nunca vi esse filme antes, mas quando a música de fundo se inflama, sei que uma cena de sexo escaldante virá pela frente.
      Um flash de tormento passa por seu olhar enquanto ele pega o controle remoto e desliga o aparelho, então joga o controle de lado e desce a mão na minha nunca. Ele curva seus dedos suavemente ao resto da parte de trás do meu pescoço, quentes e incrivelmente forte,s, quatro dedos indo para um lado, o polegar para o outro, e então circunda o polegar com delicadeza sobre minha pele, virando-se para mim.
     Esse toque me desperta de tal forma que me faz sentir como se estivesse bêbado, e fico incrivelmente trêmulo.

-Por que você faria isso por mim? – sua voz é insuportavelmente íntima quando ele olha para mim nas sombras.

-Porque sim.

      Nós dois estamos nos olhando tão intensamente quanto jamais fizemos, e estou absolutamente consciente de cada ponto de contato de nossos corpos. Sua coxa contra a minha. Sua mão na minha nuca, apertando de forma suave.

-Por quê? Alguém lhe disse que não posso cuidar de mim mesmo?

-Não.

      Ele olha meus lábios, depois meus olhos, e então fecha os olhos lentamente e apioa sua testa na minha, e tudo que posso fazer é respirar Der como se fosse um drogado, minhas entranhas intoxicadas com apenas uma inalação. Nunca na minha vinda tinha sentido um cheiro tão bom quanto o dele. Ele depois do banho. Ele suado. Apenas ele.
      Sua respiração atinge meus ouvidos, e eu me vejo tocando sua boca com um dedo solitário. Seus lábios são cheios e firmes, e ao mesmo tempo sedosos e suaves. Sinto um rápido toque de umidade enquanto sua língua aparece para me lamber, e um estremecimento desce pela minha coluna. Ele geme e puxa todo o meu dedo em sua boca e fecha os olhos quando o suga.

-Derek... – sussurro.

-Querida, cheguei!

      Nós nos separamos ao som de uma porta batendo e da voz sarcásticas de Ethan.

-Só queria ter certeza de que vocês dois tinham chegado bem. O Scorpion parece querer muito ver seu rabo de volta na cadeia.

      As luzes se acendem e Derek deixa cair meu dedo como se fosse uma arma carregada. Levanta-se e vai até a janela, e de forma audível está respirando depressa. Tanto quanto eu.
      Fico instantaneamente de pé.

-É melhor eu ir.

      Ethan assistia à cena com um rosto impassível, e não diz anda enquanto corro pela sair para sair.

-Vou esperar por você aqui, De – diz Ethan calmamente.

      Der não responde, mas me segue até meu quarto.
      Sinto seu corpo quente em minhas costas enquanto deslizo a chave na ranhura da porta. Eu o ouço respirar atrás de mim, ainda um pouco irregular, contra o meu cabelo. Eu o desejo, mas agora consigo ver pela porta entreaberta a primeira das camas, e ao pé de Kate está lá. Meus mamilos estão como pedra endurecidos, minha cueca prensando com força minha ereção de todas as noites querendo-o desesperadamente. Eu o desejo tanto que sinto um nó de necessidade e frustração em minha garganta, porque ao posso tê-lo. Como as coisas vão mudar se não fizermos nada? Isso não pode dar certo. Não pode. Eu sou empregado dele e isso é apenas temporário, e uma transa com esse homem não é mais uma opção. Ou é Eu gosto dele. Oh, Deus. Eu gosto dele. Muito. Demais

-Boa noite – sussurro, forçando-me a olhar para o seu rosto bonito.

      A violenta ternura em seus olhos se infiltra em todos os poros do meu corpo, e ele me pega e dá um beijo em meus lábios, rápido e seco, mas isso vai explodir uma riqueza de desejo dentro de mim, como aconteceu na primeira noite em que ele me beijou em Seattle, e Der fala baixinho:

-Você está lindo. – Depois, corre os dedos com desespero ao longo do meu maxilar, e  inclina meu queixo para cima, beijando meus lábios, seco e rapidamente de novo. – Tão bonito que eu não conseguia tirar os olhos de você a noite toda.

      E então ele se vai, e estou uma vez mais em meu quarto, ouvindo esse homem dizer que sou lindo, que sou muito lindo, e tremo como se estivesse nu e sozinho no meio de um furacão.
      Me cubro com todos SOS cobertores da cama e coloco meu punho contra os lábios como se isso pudesse bloquear o beijo que ele deu neles, e, uma eternidade depois, eu me odeio porque ainda estou acordado e ainda tremendo.
      Não sei o que vou fazer, porque quero torná-lo meu mais do que jamais desejei qualquer coisa.
Até mesmo mais do que as Olimpíadas.


Notas Finais


Bjus de Testosterona!


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