História Realizar sonhos? - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, JR, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jikook, Markson, Namjin, Yoonseokv, Yugbam
Exibições 88
Palavras 2.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá seruminhos <3
Usei a música Miracles In December - EXO nesse capítulo (link nas notas finais)
Sobre o capítulo: preparem os kokoros
Boa leitura

Capítulo 17 - Capítulo Dezesseis


Pov. Youngjae

Quando saímos do campus o sorriso no rosto de Jaebum se desfez, sua expressão se tornando séria.

- Anjo, o que realmente aconteceu?

- Não, ela realmente teve um infarto. Só que a situação é grave. Não é a primeira vez que ela tem um infarto.

- Não é a primeira vez? - perguntei e ele negou com a cabeça.

- Ela teve um mês passado e outro semana passada.

- E por que não me contou quando aconteceu?

- Não queria te preocupar.

- Não queria me preocupar? Jaebum, a senhora Sunhee é uma pessoa importante para mim. Não me esconda quando algo acontecer com ela.

- Desculpe... - falou fazendo uma expressão meio triste.

Droga.

- Não, eu que me desculpo. A avó ta no hospital e eu querendo discutir. - falei e ele concordou com a cabeça, entrando no estacionamento do hospital.

Saímos do carro e apressei o passo para andar ao seu lado. Chegamos na portaria e nos indicaram o quarto em que ela estava, e fomos para lá. Chegamos no quarto e eu me segurei para não chorar. Várias máquinas estavam ligadas fazendo barulhos irritantes de hospital, todas ligadas a ela. O problema é que a dos batimentos parecia estar lenta demais.

Pov. Jaebum

- Vó... - falei andando rapidamente em direção à ela, que abriu um sorriso difícil ao me ver.

- Jaebumnie... Você deveria estar se divertindo com seus amigos, não no hospital com uma velha como eu.

- Até parece, você sabe que eu sempre venho quando você precisa. - falei e ela concordou suspirando.

- Venham aqui vocês dois, venham. - falou e eu e Youngjae nos aproximamos. - Vocês sabem que eu amo muito vocês dois, não é? - falou lentamente, parecendo se esforçar muito para falar aquelas simples palavras.

- Vó, por que-

- Só me deixem falar. Bem, vocês sabem que eu amo muito vocês e que vocês são praticamente as melhores coisas que aconteceram na minha vida, certo? Então, mesmo que eu tenha reclamado de vocês terem vindo para cá antes, a verdade é que eu fiquei realmente feliz de ver vocês cruzarem aquela porta. Eu confesso que estava com muito medo de passar esses últimos minutos sozinha.

- Do que está falando? Você vai sair dessa. - falou Youngjae já com lágrimas presentes em seu rosto.

- Meu querido Jae, queria eu que isso fosse verdade. Quero que saiba que eu pedi para o Jaebum não te contar das últimas vez que fiquei mal. Eu não queria te preocupar e tirar aquele sorriso que sempre tem no seu rosto. - falou e Youngjae deu um leve sorriso entre as lágrimas, antes de ela se virar para mim. - Jaebum... Eu só quero que me responda: eu fui uma boa avó para você? Uma boa mãe? Eu fui capaz de lhe fazer uma criança feliz, apesar de todos os problemas?

- S-Sim vó, você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Por favor vó, não me deixe, eu não quero perder você. Por favor mãe. - falei sentindo a mão de Youngjae na minha.

- Você me chamou de mãe, Jaebum... Me desculpe por ela, e obrigado por me deixar ser sua mãe... - falou e vi que ela chorava. - Vocês dois, meus amados cantores, poderiam cantar uma música para mim? Eu gostaria de ir ouvindo a voz de vocês.

- O que-

- Que música a senhora quer? - perguntou Youngjae me interrompendo e o olhei sem entender. - Eu cantarei a música que você quiser, desde que você fique feliz. Fico feliz de ser capaz de realizar esse seu último desejo. - falou e ela sorriu levemente.

- A música que vocês quiserem. Qualquer música fica boa na voz de vocês. - falou e me olhou nos olhos. - Eu te amo, obrigado por ter me deixado ser sua mãe.

Youngjae começou a cantar, e eu achava aquilo completamente errado, isso não pode estar acontecendo, eu não posso estar perdendo ela, não.

Boiji anhneun neol chajeuryeogo aesseuda [Eu tento te encontrar, você quem eu não consigo ver]
Deulliji anhneun neol deureuryeo aesseuda [Eu tento te ouvir, quem eu não posso ouvir]
Boiji anhdeonge boigo deulliji anhdeonge deullyeo [E então eu começo a ver o que não conseguia ver, a ouvir o que eu não conseguia ouvir]
Neogi nareul tteonan dwiro naegen eopsdeon himi saenggyeosseo [Depois que você me deixou, eu adquiri um poder que eu não tinha antes]

Olhei para Youngjae, que começara a cantar entre as lágrimas, e quando ele me olhou, eu finalmente entendi. Eu deveria fazer aquilo. Deveria fazer por ela. Comecei a cantar enquanto ela olhava para nós com brilho nos olhos.

Neul nabakke mollasseossdeon igijeogin naega yeah [Eu que era egoísta e só sabia de mim mesmo yeah]
Ne mamdo mollajwossdeon musimhan naega [Eu que era negligente e desconhecia os seus sentimentos]
Ireohgedo dallajyeossdaneunge najocha mitgiji anha [Eu não consigo acreditar que eu tenha mudado assim]
Ne sarangeun ireohge gyesok nal umjigyeo [O seu amor continua mexendo comigo assim]

Enquanto cantava, deixei que todas as lembranças passassem pela minha cabeça.

Nan saenggakman hamyeon sesangeul neoro chaeulsuisseo [Apenas imaginando eu consigo encher o mundo com você]
Nun songi hanaga ne nunmul han bangul inikka [
Porque uma neve que cai corresponde a uma lágrima sua]
Nan han gaji moshaneungeoseun neol naegero oge haneun il [A única coisa que não posso fazer é trazer você para mim]
I chorahan choneungryeok ijen eopseosseumyeon johgesseo [
Agora eu desejo não ter mais este miserável poder]

- Vovó, por que eu não tenho mãe? Os meninos da escola tem mãe, por que eu não tenho uma? - perguntei quando cheguei em casa.

- O que está falando criança? Pra que mãe quando você tem uma vó como eu? - perguntou se virando com minha comida e colocando em cima da mesa. - Vá lavar suas mãos para comer.

- Eu sei que você é a melhor vó do mundo, mas o que eu deveria desenhar quando falam pra desenhar a mamãe? - perguntei depois de lavar as mãos e sentar na mesa.

- Desenhe quem você acha que é uma mãe pra você.

- Então eu vou desenhar a vovó. - falei e vi um sorriso brotar em seus lábios.

Neul nabakke mollasseossdeon igijeogin naega [Eu que era um egoísta e só sabia de mim mesmo]
Ne mamdo mollajwossdeon musimhan naega [Eu que era negligente e desconhecia os seus sentimentos]
Ireohgedo dallajyeossdaneunge najocha mitgiji anha [
Eu não consigo acreditar que eu tenha mudado assim]
Ne sarangeun ireohge gyesok nal umjigyeo [O seu amor continua mexendo comigo]
Siganeul meomchwo nege doraga [Eu paro o tempo e volto para você]
Chueogui chaegeun neoui peijireul yeoreo [Eu abro a sua página no meu livro de memórias]
Nan geu ane isseo neowa hamkke issneungeol [
Eu estou lá dentro, junto com você]

- Jaebum, como você cresceu. - falou a mulher na porta, com um sorriso que parecia forçado.

- Quem é você?

- Sua mãe.

- Eu não tenho mãe. - olhei para dentro. - Vó, tem uma mulher estranha na porta dizendo que é minha mãe. - falei e ela apareceu logo em seguida.

- O que está fazendo aqui Jinhee? - perguntou ela olhando para a mulher na porta, e fiquei surpresa ao ver que se conheciam.

- Eu voltei mãe...

- Não me chame de mãe. Você deixou de ser minha filha a partir do momento que abandonou Jaebum nessa casa. Agora repito minha pergunta: o que quer?

- Não haja assim mãe, já fazem 15 anos...

- Exatamente, 15 anos sem você sequer aparecer para saber como Jaebum estava. O que aconteceu? Por que não está com seu marido e todo o dinheiro dele? - ela perguntou e eu simplesmente assistia aquele combate.

- Ele está no hospital, e como é aqui perto, eu pensei em passar aqui para...

- Para que?

- Para ver vocês.

- Nos ver? Não brinque comigo Jinhee. Você nos abandonou 15 anos atrás. Nós não temos ligação nenhuma com você. Está aqui por medo de perder seu dinheiro não é? Ficou sabendo que ganhei um carro e uma casa e agora está atrás deles, certo?

- Mãe-

- Jinhee, não minta para mim, eu convivi com você por quase toda sua vida. Seja você mesma. - falou e a mulher suspirou.

- Ah, quer saber? É isso mesmo. - falou abrindo um sorriso cínico. - Eu preciso de dinheiro. Então vamos, me dê logo.

- Saia dessa casa. O dinheiro da casa e carro vão ser guardados para a faculdade de Jaebumnie. Você não tem direito a nada.

- Jaebumnie? Ah, a criança? - falou e se virou para mim, abrindo um sorriso que era tudo menos sincero. - Jaebum, é a sua mãe... Fale com a vovó para me dar dinheiro, sim?

- Jin-

- Como eu disse antes, eu não tenho mãe. - falei friamente. - Na verdade, eu tenho. - falei apontando para vovó. - Ela é minha mãe. Você não tem direito a nada aqui. Saia da nossa casa. - falei apontando para a porta aberta.

 - Moleque insolente... - falou levantando a mão para bater em mim, e fechei os olhos, esperando o tapa, mas só ouvi o som do tapa, e não a dor.

Abri os olhos, vendo vovó com a mão levantando e a mulher com o rosto virado, a bochecha ficando vermelha.

- Nunca mais ouse levantar a mão para meu filho. Vá embora dessa casa. Agora! - gritou e a mulher saiu com um olhar de ódio no rosto.

Passou-se um longo tempo em silêncio, até que ela se virou para mim.

- Me desculpe.

- Não precisa se desculpar. Agora entendo porque você dizia que minha mãe tinha morrido. Na verdade, ela nunca existiu. - falei e dei um abraço nela. - Eu te amo, okay?

- Ah meu Deus. Desde quando você se tornou tão gay? - falou me fazendo rir enquanto me abraçava de volta.

Aju jogeumahgo yakhan sarami neoui sarangi [Uma pessoa bem pequena e fraca, o seu amor]
Ireohge modeungeol (naesalmeul modu) bakkungeon sesangeul modu oh [Tem mudado tudo (toda a minha vida, todo o meu mundo)]
Sarangi gomaun jul mollasseossdeon naega [Eu não sabia o quão agradecido foi o seu amor]
Kkeutnamyeon geumaninjul arassdeon naega [Eu pensava que era o fim quando você se foi]
Neol wonhaessdeon geu moseup geudaero nalmada nareul gochyeoga [Mas todo dia eu fixo comigo mesmo que eu sinto sua falta]
Nae sarangeun kkeuteopsi gyesok doel geot gata [
Eu creio que o meu amor aumentará infinitamente]

- Vó, eu e o Youngjae temos que te contar uma coisa. - falei depois de me sentar com Jae em um sofá e ela no outro, nos olhando.

- O quê? Que vocês são namorados? Se for isso, eu já sabia a tempos. - falou simples e eu e Youngjae a olhamos chocados.

- O quê? Como?

- Ah, por favor né Jaebum. Eu te conheço desde as fraudas, é óbvio que eu iria saber se você fosse gay, e principalmente, se tivesse um namorado. Eu posso estar ficando velha, mas não estou nem um pouco cega, minha visão é ótima.

- E o que a senhora diz sobre nós? - perguntou Youngjae receosamente.

- A minha única exigência sobre esse relacionamento - falou fazendo uma expressão séria, e senti a tensão de Youngjae junto com a minha. - é que Youngjae pare de me chamar de senhora e me chame de vó. - falou abrindo um sorriso e eu e Youngjae soltamos o ar aliviados. - Já faz tempo que você é parte da família.

- Okay vó. - falou Youngjae sorrindo com os olhos brilhando, e eu sorri também.

Siganeul meomchwo (oh ijenan) nege doraga (nege doraga) [Eu paro o tempo e volto para você (agora eu volto para você)]
Chueogui chaegeun (oh oneuldo) neoui peijireul yeoreo [Eu abro a sua página no meu livro de memórias (todo dia)]
Nan geuane isseo geu gyeoure waissneun geon [
Eu estou lá dentro, eu estou naquele inverno]
Boiji anhneun neol chajeuryeogo aesseuda [Eu tento te encontrar, você quem eu não consigo ver]
Deulliji anhneun neol deureuryeo aesseuda [Eu tento te ouvir, você quem eu não consigo ouvir]

Acabamos a música e ouvi um toque continuo, e vi os olhos da mulher que me deu a melhor criação que eu poderia querer fechados.

- Obrigado por me deixar ser seu filho. - sussurrei enquanto os médicos entravam preocupados.


Notas Finais


Foi isso, o que acharam?
Até o próximo capítulo
Eu te amo vocês

Link da musica >> https://www.youtube.com/watch?v=yVLxRXoLaas

~Beijos Sugasticos


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