História Realizar sonhos? - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, J-hope, Jimin, Jin, JR, Jungkook, Mark, Rap Monster, Suga, V, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Jikook, Markson, Namjin, Yoonseokv, Yugbam
Exibições 75
Palavras 1.455
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá serumaninhos <3
Esse capítulo ficou na média: não ta muito bad, mas também não ta feliz (meu ponto de vista)
Espero que gostem
Boa leitura

Capítulo 19 - Capítulo Dezoito


Pov. Jackson

Toquei a campainha da casa, e logo ela foi aberta por Youngjae.

- Hey Jack. - falou, parecendo cansado.

- Hey Jae. Alguém mais chegou?

- Não, ainda não falei com os outros. Vou mandar mensagem para eles agora.

- Onde está Jaebum?

- No quarto que a vó ficava quando vinha aqui. - falou suspirando. - Ele não sai de lá desde que chegamos, e eu não quis lhe incomodar.

- Eu vou falar com ele. - falei e ele concordou, me dando passagem para entrar dentro da casa. - Jae. - chamei e ele me olhou depois de fechar a porta.

Abri meus braços e vi seus olhos se encherem de lágrimas e ele avançou e me abraçou. O apertei fortemente, acariciando seus cabelos e sentindo seu corpo tremer por causa do choro.

- O que eu deveria fazer Jack? A avó se foi e Jaebum está mal. Por que as pessoas morrem? Por que não podem ficar aqui pra sempre?

- As pessoas morrem para nos mostrar que somos capazes de viver sem elas. É difícil e doloroso, mas é a realidade. O tempo cura as feridas, e com o tempo nós voltamos a ficar bem.

- O tempo cura, mas as cicatrizes permanecem. Você sabe que já se passou um mês? Jackson, eu só tenho mais um mês ao seu lado. Você acha que isso é suficiente para mim? Acha que eu estou bem com a ideia de te perder? Você é meu irmão Jack, e te ver partir vai ser tão doloroso quanto foi perder a avó. E quem vai me ajudar? Quem vai me consolar como só você sabe fazer? Te ver sofrendo está me matando, saber que não posso fazer nada está me corroendo, me destruindo de dentro para fora. Não sei como lidar com tudo isso, não sei como te ajudar, nem sei como vou poder ajudar Mark depois que você se for. Me sinto impotente. - falou e saiu de meu abraço. - Vou mandar mensagem para os meninos, vá falar com Jaebum. Peça para ele ler a última coisa que escrevi, está em cima da nossa cama.

- Okay. - concordei, indo em direção ao corredor, mas parando e me virando novamente para ele. - Jae... Me desculpe. Eu juro que queria que isso fosse diferente.

- Eu sei que você queria. Não é algo que você possa controlar, mas também não é algo que eu seja capaz de aceitar tão fácil. Jack, você tinha uma vida inteira pela frente, e essa doença vai te tirar isso, e eu só consigo ver como isso é injusto. Mas eu entendo seu lado, por mais difícil que seja, eu entendo. E Jack... Eu te amo, okay? - falou e eu abri um sorriso.

- Eu também te amo. - falei e fui em direção ao quarto.

Abri a porta lentamente, e o que vi me destruiu um pouco por dentro. Jaebum estava sentado na cama encostado na parede, lágrimas rolando por seu rosto enquanto olhava uma foto dele com Sunhee.

- Jae... - chamei e ele levantou a cabeça, abrindo um sorriso sem vida.

- Hey Jack. Acho que você já sabe do que aconteceu, certo? - perguntou e eu assenti, sentando na cama. - Eu não sei mais... Eu não sei o que deveria fazer... Eu só...

- Venha aqui. - falei e abri meus braços, e ele me abraçou, lágrimas rolando por seus olhos, seu corpo tremendo fortemente, soluços altos.

Ver Jaebum assim era algo perturbador e doloroso. Jaebum sempre era o tipo de pessoa calma, raramente demonstrando alguma tristeza, sempre guardando seus problemas para si. Nós eramos muito parecidos, e por esse motivo eu sabia que a dor que ele estava sentindo era quase insuportável.

- Ela foi embora Jack. Me abandonou aqui, sozinho. Foi embora enquanto eu cantava para ela. Eu não queria cantar, eu queria dizer que isso estava errado, que ela não podia me abandonar. Ela me agradeceu por a ter deixado ser minha mãe; e eu só a agradeci por ter me deixado ser seu filho depois, tarde demais, seu coração já tinha parado. Como eu vou viver sem ela? Como vou viver sem minha mãe, minha vó, conselheira e doida? Minha velha que se negava a ser chamada de velha, aquela mulher direta, destemida... Como vou seguir em frente? Isso é possível?

- Claro que é possível Jae. É doloroso, mas isso irá passar. Não digo que você vai esquece-la; sei que sempre vai se lembrar dela, e as lembranças não serão mais tão felizes, pois sempre lhe levarão para a memória desse último dia. Mas sabe Jae, uma realidade que tentamos sempre negar, é a morte. Na verdade, não a negamos, só não esperamos que aconteça com alguém próximo a nós. Mas você não está sozinho. Youngjae está naquela sala, desesperado pensando em como te ajudar, mas sabendo que tem que lhe dar um tempo para pensar. Você tem Suga, Tae, Yug, Nam, Bambam, Jin, Junior, Hobi, Kook, Jimin e Mark. Tem a mim também, mesmo que seja por um tempo meio limitado. - falei dando um sorriso triste enquanto secava seu rosto.

- Não quero te perder Jack. Não sei como poderei ajudar Youngjae quando isso acontecer. - falou me olhando com um olhar meio desesperado, seu choro já cessando.

- Você vai saber. Sempre sabemos como consolar quem amamos. Por exemplo, eu estou te abraçando e te deixando colocar suas mágoas para fora. E Youngjae escreveu algum texto para você, que ele deixou em cima da cama de vocês.

- Escreveu?

- Sim. Por que não vai lá olhar? Vou estar na sala junto com ele, esperando os outros. Venha quando estiver bem. - falei me levantando e depositando um beijo no topo de sua cabeça. - Estamos aqui para você. - falei e sai do quarto.

 

Pov. Jaebum

Me levantei da cama lentamente, indo em direção ao meu quarto. Como Jackson havia falado, uma folha se encontrava em cima da cama, a caligrafia já tão conhecida para mim ali. Peguei o papel e comecei a ler.

"Afinal, como se deve reagir a perda de alguém importante? Seja para a dona morte ou simplesmente por vontade própria da pessoa, uma perda é uma perda. E assim como todas as outras, essa não é diferente. Ela machuca, corrói, destrói e sufoca. A perda nos faz desacreditar, perder as esperanças em tudo que consideramos justo. Afinal, se a justiça existisse, ela não teria partido. Não é esse o tipo de pensamento que passa pela sua cabeça agora? Você está ferido, machucado e pensando em como o mundo é injusto e tudo parece dar errado para você. Está negando este fato, pois não quer aceitar que a pessoa se foi. Mas então eu lhe digo, com todas as letras: ela se foi. Partiu, lhe deixou, abandonou-lhe. Mas não trate isso como algo ruim. Assim como temos motivos para ficar, as pessoas tem motivos para partir. Talvez elas voltem, talvez não. Uma perda é uma perda, ambas doem. Mas não podemos negar os fatos, muito menos negar a dor. Sempre iremos nos ferir quando alguém se for, mas aceitar tornará o sofrimento mais curto, pois negação é um dos piores jeitos de lidar com uma perda. Não devemos negar a realidade, não podemos trazer uma pessoa de volta simplesmente pela força de nosso pensamento. Mas podemos aceitar que ela se foi, e seguir em frente. Afinal, mesmo que seja difícil de acreditar, sempre tem alguém ao nosso lado, alguém que se importe, disposto a te ajudar em qualquer situação, capaz de sacrificar o mundo para ver aquele sorriso que talvez a muito tempo não apareça mais em seu rosto. Você só tem que abrir os olhos e procurar, e irá enxergar essa pessoa ali, bem a sua frente, com a mão estendida para lhe ajudar em todos os problemas, seja com palavras reconfortantes ou simplesmente com um abraço apertado, que parece matar todos os seus demônios interiores por um momento. Enfim, aprenda que algumas pessoas não podem ficar na sua vida para sempre, mas valorize o tempo que elas estiveram ao seu lado, pois mesmo que por um mísero segundo, elas foram capazes de te amar."

Mais lágrimas tomavam meu rosto, mas as sequei, respirando fundo. Guardei aquele texto junto com tantos outros, e fui em direção a sala.

- Anjo. - chamei assim que cheguei a porta, e Youngjae veio correndo me abraçar.

Youngjae era a pessoa que estendia a mão para mim, a pessoa que me amava e que faria tudo por mim, assim como eu faria tudo por ele. Eu irei tentar melhorar, pois sei que assim como preciso dele, ele também precisa de mim.


Notas Finais


Então, o que acharam?
Até o próximo capítulo
Eu te amo vocês

~Beijos Sugasticos


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