História Realize that it is gone - Joshler - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Twenty One Pilots
Personagens Josh Dun, Tyler Joseph
Tags Josh Dun, Joshler, Twenty One Pilots, Tyler Joseph, Universo Alternativo
Exibições 266
Palavras 2.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Fluffy, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


NÃO
ME
MATEM
POR
FAVOR
ou me matem também sei lá
Okay, primeiramente, MIL DESCULPAAAAS EU DEMOREI DEMAIS EU SEI DESCULPA DESCULOA
Segundamente, explicações: Eu tive uma das piores semanas da minha vida. Eu fique bem mal e fazia tempo que não ficava assim, e todo mundo que escreve sabe que se você ta feliz só consegue escrever coisa feliz e se está trite é a mesma coisa, e a fic tava na parte feliz então não consegui escrever NADA, tipo nada mesmo.
Já dizia nosso amado Jorge Amado ( HÁAA, esquece sou retardada. ) "Estou com saudade de ficar bom. Escever é a consequência natural"
Enfim, aqui está o capítulo bosta.
ALIAS, IMPORTANTE IMPORTANTISSIMO: EU EDITEI O ÚLTIMO CAPÍTULO, A HISTÓRIA MUDOU UM POUCO. Ei vi que teve gente que já viu e até leu, mas se não quiser ler, basicamente aconteceu tudo aquilo... mas era um sonho ( OBRIGADA SUGESTÕES <3) Então vou conseguir recuar tudo um pouco
SE NÃO QUISER RELER O FINAL DO ÚLTIMO: Ele acordou, era um sonho, ficou repassando aquilo na cabeça teve uma breve conversa com o Gee e a Maddie entrou no quarto:
DESCULPA vou voltar ao normal

Capítulo 15 - I won't fall in love with falling


— Tyler, mamãe está te chamando, o seu amiguinho que o Jay ama está no telefone e morrendo de preocupação com você, vá atender antes que eu exploda e te mate junto. — Falou contra sua vontade, emburrada.

Josh. Ótimo, eu havia eu havia sido capaz de esquece-lo por um milésimo de minuto e agora teria que o enfrentar depois de tudo. Todas as lembranças voltaram em flashes para minha memória, cada toque, o calor... Tudo isso me fez estremecer, então balancei minha cabeça para afastar os sentimentos que se aproximavam cada vez mais.

Levantei da minha cama aos resmungos da loira, que perguntava incessantemente quando iria me desculpar, enquanto Gerard nos fitava. Com pouco passos cheguei na sala, onde minha mãe se encontrava sentada, com um pedaço de pão em uma mão e seu telefone celular cor-de-rosa na outra.

  — Bom dia. — A mais velha desejou, e respondi o mesmo. — É Josh, está preocupado com você, querido. — Reforçou a informação trazida por Madison, fazendo referência ao eletrônico, que logo me entregou e eu o pressionei contra o meu ouvido.

   — Hey. — Falei, já rumando novamente para o quarto, já que dispensava o desjejum todas as manhãs. — Por que ligou no celular da minha mãe?

   — Tyler Robert Josefino, eu te liguei umas trezentas e cinquenta e sete vezes e você não atendeu porra nenhuma, eu entrei em estado de pânico quase, nunca mais faça isso seu idiota. — Percebi o seu sentimento tão nítido em seu tom, já que praticamente gritava do outro lado da linha.

     Era a sua voz. A mesma voz do sonho, que saiu da mesma boca que me beijou no sonho.

      Ugh, isso não era verdade. No que você está pensando, Tyler? Pare já com isso.

    — Woah, calma. Deu de hipérbole, okay?  Primeiro de tudo, o meu nome não é Josefino, da onde você tirou isso? — Ele respondeu imediatamente com um “Que pena, irei te chamar assim!” O que me deixou levemente irritado, Josefino? Sério mesmo? — Segundo, eu dormi só um pouco mais e o meu celular estava no silencioso. Aliás, tenho que ir para a aula daqui a pouco.

        — Okay, okay, mas você está bem? — Assenti e o menino continuou. — Que bom. Eu só queria confirmar se vai encontrar com a gente amanhã de noite.

            Oh não.

            Não mesmo.

            — Josh, eu não sei se é realmente uma boa ideia. Você sabe, com tudo aquilo... Pensei duas vezes, nós podemos fazer isso mais para frente? — Apesar de ter sido um sonho, eu não poderia nem me arriscar ou considerar a ideia. Iriamos num restaurante, mas mesmo assim, eu estava nervoso e não planejava chegar nem perto de Josh nesses próximos dias, esse pesadelo precisava voar para fora da minha cabeça.

            — Eu entendo. — Eu sabia que ele estava decepcionado, mas não conseguiria fazer o contrário. — Mas você dormir aqui em casa mesmo assim, minha mãe já até comprou chocolate e um monte de comida com um número bem alto de gordura trans.

— Eu vou.  — MERDA, POR QUE EU TINHA QUE CONCORDAR? — Mas você vai ter que tocar para mim. — Condições, okay, talvez fosse justo.

— Discutimos isso quando chegar aqui, tchau. — Josh terminou a ligação e eu fiquei como um retardado ouvindo o bipe. Ele havia desligado na minha cara para eu não contrariar. Ah, como eu odiava ele. Fiquei contendo a imensa vontade de gritar e xinga-lo.

Voltei para sala e devolvi o telefone para a minha mãe, aproveitando o momento para pedir autorização para ir na casa do Josh no meu aniversário, que vou automaticamente cedida. Ela sabia como ele me fazia bem, que eu voltava muito melhor sempre que estava na sua presença.

Me arrumei então assim fui para mais um dia nervoso e estressante da minha vida, na escola obviamente. As mesmas aulas, os mesmos professores e as mesmas pessoas, completamente horrível. Contudo, em dois dias seria a data do meu aniversário, e apesar de não gostar dessa comemoração, eu passaria com Josh.

 

|-/

 

De manhã eu não esperava por uma coisa: Achar meu pai em casa e jantar junto a ele. Fiquei tão impressionado e... feliz? com a sua presença na noite, apesar do clima tenso que era imposto, que deixava o ar um tanto desconfortável. Eu sabia que ele andava brigando com a minha mãe por causa de Gerard, aliás, ele não havia autorizado e a casa era dela também. Estava tentando ser mais compreensivo, Kelly insistia em dizer ser um ato de solidariedade, mas o mais velho não se deixava levar pelos argumentos.

Josh acabou me mandando centenas de mensagens durante o dia, a maioria falando sobre seus amigos. Não era o sentimento de ciúmes que me atingia, honestamente, eu só me sentia menos importante, como se fosse só mais um ali no meio, e eu era. O menino fazia as mesmas coisas com os outros que eu achava serem especiais e específicas, somente para mim. Também tocava bateria para eles, os convidava para dormir na sua casa, e até havia deixado Pete pintar o seu cabelo, quando aproveitou e pintou o seu de rosa no mesmo dia. A explicação para a dor que eu sentia era inconcebível e inexplicável, mas era óbvio que não deixaria isso transparecer, não queria ser egoísta.

É, talvez eu não seja tão importante para ele quanto eu imaginava.

Enfim, mais um fato inusitado ocorreu no dia, quando decidi ir tomar banho antes de dormir. Fui mais rápido do que o normal, pois o sono dominava meu corpo, junto com o cansaço e uma espécie de letargia. A água quente ajudou a relaxar os meus músculos, intensificando esses sentimentos cada vez mais. Me seguei, coloquei um pijama qualquer, então segui para o quarto.

Abrindo a porta, a primeira coisa que vi fez o meu coração dar um pulo. Gerard, com seu rosto coberto pelas ondas vermelhas, estava um tanto torcido, e ele segurava algo contra a sua coxa aparente por ter puxado a calça até em cima. Demorei um pouco para descobrir o que era, porque suas pernas eram praticamente da cor da neve, assim como seu rosto, e completamente lisas e finas.

Então, eu percebi. Ele estava com alguma agulha na mão, certamente injetando algo contra a sua pele.

Calma, calma. O QUE DIABOS ELE ESTAVA FAZENDO MESMO?

Eu teria gritado se todos da casa já não estivessem dormindo, eu havia sido criado com bom senso.

— Eu sabia, EU DISSE. — Impliquei, com o tom mais firme e indignado. Era assim que eu me sentia, misturado com a decepção. Ele havia dito que não estava relacionado a drogas, tinha mentido para mim e para todo mundo dessa casa. Mas, que merda de droga se injeta na perna? O garoto virou para mim na hora, largando o objeto da mão, em expressão de desespero.

— Tyler, eu...

— ISSO... Isso é errado, muito! — Interrompi-o. —  Puta que pariu, Gerard, você mentiu para nós? Eu não estou acreditando. Você... — Ele se intrometeu com vários “Calma, eu posso explicar, por favor. “, porém continuei da mesma maneira. — EXPLICAR O QUE? Que você está metido com algum tipo de droga, que eu nem sei qual, NO MEIO DA MINHA CASA? Perto dos meus irmãos, e dos meus pais... Eu, eu...

— Drogas? O que, você está louco? — Indagou, e era possível notar sua confusão.

— Está injetando o que então, algum tipo de remédio? Ah, não me venha com essa, eu não sou retardado! — Não queria explodir tanto, mas não estava nem raciocinando em como me conter. Andei com o passo pesado até a escrivaninha onde ele havia deixado a injeção, junto com uma bolsa, cheia de pequenos recipientes de vidro, aparentemente o que ele havia colocado dentro da agulha. Abri mais a bolsinha e tirei um dos potinhos de dentro, então procurei incansavelmente para alguma coisa que eu pudesse ler nas letrinhas pretas pequenas.

— TYLER, pare com isso. — O garoto tentava me puxar, mas não soltaria o vidro até descobrir algo. — TYLER, EU TO PEDINDO POR FAVOR, PARE.

Eu girei o potinho, então comecei a compreender. 45 miligramas... do que? Aplicar em blá blá... Tes... Testosterona? Sim, estava escrito testosterona. O QUE? Minha cabeça deu mil voltas procurando por uma resposta. Aquilo não era droga, era algo receitado, como assim?

— Por que diabos você está injetando testosterona? Hein? — Me sentei na cama, ainda tentando ler mais do rótulo. — Isso é ridículo!

— Eu, eu... — O menino parecia tremer, incapaz de responder.

— SÓ EXPLICA. O que você... — Eu procurava desesperadamente por uma explicação. Talvez ele fosse meio afeminado, seu corpo pequeno e o rosto delicado, mas... sua voz era tão fina... e o dia quando ele escondeu a carteira de identidade, não era possível sua foto ser tão ruim. Era um quebra-cabeça, as peças se encaixando e formulando um sentido. Ele não podia ser...? não... Ele sequer... — Ah meu deus. — Eu fitei a embalagem por um tempo, então me voltei para o ruivo. Suas feições suaves, como sua cintura fina era aparente até com camiseta larga, seus braços lisos e finos. Ambos nós estávamos paralisados. — Gerard, vo-você é...?

Ele não respondeu, só balançou a cabeça assentindo e olhou para os pés.

O arrependimento, a culpa, e a raiva de mim mesmo caíram ao mesmo tempo sobre meu corpo. EU HAVIA SIDO TÃO IDIOTA, eu queria me bater, me espancar, sentir toda a dor possível, perder todo o sangue do meu corpo em cortes. Desejava tanto que a minha vida acabasse naquele exato segundo. Tinha sido um estúpido, retardado e sem noção, que provavelmente havia machucado o menino da pior forma possível. Por que, por que eu sempre tinha que fazer tudo errado? Era insofrível e eu me abominava tanto.

— Des-desculpa. — Foi o único pensamento que consegui reproduzir em palavras. — Desculpa! Desculpa, eu...

— Tudo bem — O menino se aproximou e sentou ao meu lado. — Eu... eu teria surtado também, calma.

— Desculpa, meu deus, desculpa, mas eu nunca nem desconfiei... sabe, você não parece uma... hm...é... me-menina, eu... — Apoiei minha cabeça nas minhas mãos.

— Fico até lisonjeado em ouvir isso, não se preocupe. — Havia se estabelecido um a muito desconfortável entre nós. — Quer conversar sobre isso? Provavelmente quer algumas respostas, não?

— Eu fui um idiota com você, não precisa ser legal comigo.

— Ei, esquece okay? — Ele deu uma batidinha nas minhas costas. Agora eu não tinha mais dúvidas que Gerard era realmente uma ótima pessoa. — Deite-se e vamos conversar.

Fiz o que ele disse e o mesmo se deitou na cama do lado, e de repente grande parte do meu sono esvaeceu e perguntas lotaram a minha cabeça. As cobertas estavam muito quentes e confortáveis, deliguei a luz e ficamos na sombra.

— Pode perguntar qualquer coisa, eu juro, não tenha vergonha. — Disse, e agora íamos diminuindo o nosso tom de voz aos poucos.

— Okay, é... Como eu falo isso? Então, você é... tipo... transexual? — Eu estava completamente sem jeito, com medo de fazer cada pergunta, ainda me odiando por inteiro. Pular da janela agora seria uma boa opção.

— Transgênero, por que eu ainda tenho, tipo... xota. — Ele não estava tão desconfortável quanto eu achei que fosse estar, mas começou a andar de um canto do quarto para o outro.

— Ah, hm... É por isso que seus pais te expulsaram de casa, certo?

— Uhum. — Deu início à sua explicação. — Basicamente, eu estava fazendo tudo às escondidas, e um dia eles me pegaram. Tentei explicar tudo, e o fato de mesmo assim eu continuar gostando de meninos só piorou tudo. Eles não me admitiam assim, minha mãe chegava a olhar para mim e dizer que não suportava mais olhar para o meu rosto e ver que a filhinha dele gostava de parecer um filho. Me empurrava para dentro de lojas e me fazia comprar maquiagem, brincos, colares e essas coisas. Gritou tanto comigo quando cortei meu cabelo e me obrigou a usar saia no outro dia, mas ela não conseguiu me mudar, eu sou assim e nasci assim, não há como “reverter”. Eles achavam que eram influências, então me mudaram de casa e escola para um novo começo, para eu voltar ao “normal”. Me levaram tantas vezes em igrejas que eu perdi a conta. Queriam me exorcizar... enfim, eu consegui achar uma endócrina, que me recomendou para um médico especialista em questões de gênero, sem meus pais saberem. Saia das aulas antes ou fingia ir na casa de alguém, pegava um ônibus e lá estava. No início, só conversamos e ele disse que eu precisava de acompanhamento psicológico, mas meu plano não cobria então ignorei. Após isso, começou a me receitar pequenas doses de testosterona, que estão aumentando gradativamente, paguei elas com um dinheiro que já estava guardando fazia um bom tempo. Finalmente, meu pai achou tudo dentro da minha gaveta e foi quando começaram a me... bater. — Era tão aparente a dor em sua voz que chegava a me transmitir o mesmo sentimento. — Alguns dias depois eles me expulsaram de casa, simples assim.

— Eu... eu... — Estava sem palavras. Eles haviam basicamente torturado o menino por ser quem ele era, isso era desumano. Agora eu percebia tudo que ele havia passado por, mas não havia sentido nada daquilo, e sabia que era horrível. — Desculpe-me, eu não sei o que responder.

— Não precisa, só quero que você entenda. Já contei para a sua mãe, que contou para o seu pai, eles tinham mais do que o direito de saber. — Talvez fosse esse o motivo para o meu pai não ter tanta “afinidade” com o ruivo, digamos, fazia sentido. — Você também, eu sabia que não conseguiria evitar. — Ele parou e olhou para mim, me  remexi várias vezes desconfortavelmente.

— Tudo bem. — Soltei uma risada estranha, nervosa e abafada. — Então, é... então você é gay?

— Sim. Você também, não?

— O QUE? — Meu corpo parou e a única coisa que vinha na minha cabeça era se eu era ou não gay, nem eu mesmo tinha consciência da verdade.

— Qual é! Sem querer impor códigos binários, mas você anda o tempo todo de roupa florida rosa quando não está de preto; você tem aquele “jeitinho” todo amável e carente, ri todo fofamente... — Era estranho ouvir alguém me falar isso, apesar de não importar. Só o fato de eu “parecer” gay me incomodava um pouco. — Fique tranquilo, sua mãe já sabe também, conversei sobre isso com Kelly e ela está completamente tranquila em relação a isso, não tenha medo, só não sem em relação ao seu pai... — Foi muita informação para mim de uma vez só. MINHA MÃE SABE QUE EU SOU GAY? COMO? EU SOU GAY? QUE? Eu sou gay de verdade, como assim? O que está acontecendo?

— Eu não sei do que está falando. — Menti, meu corpo começou a tremer com medo da verdade.

— Não precisa admitir nada para ninguém, faça isso para você mesmo antes. Eu sei como é confuso, muito mais do que você, mas vai dar tudo certo no final. — Era impressionante esse otimismo num menino com uma história daquela. — Só pensei que já estivesse namorando Josh.

— Josh? — Ah não, eu conseguia sentir seus toques novamente. Era possível imaginar o calor de seus braços envoltos no meu corpo, como se estivesse me abraçando agora, deitado ao meu lado. Me virei de lado e abracei meu próprio corpo para disfarçar qualquer tipo de demonstração de desejo, mesmo estando no escuro. Josh abraçava minha cintura, quase em uma conchinha, me deixando seguro e quente. Balancei minha cabeça. PARE DE PENSAR NISSO, TYLER! SÓ PARA, PELO O AMOR DE DEUS, eu pensava, mas o outro lado do meu cérebro dizia: Eu pareço estar namorando ele? Isso é... bom? Será que é isso que você sente quando está gostando de alguém? Quere-lo o tempo todo, pensar nele, ter sonhos, imaginar beijos...? Eu realmente me odiava nesse ponto. Eu NÃO podia gostar de Josh, de maneira alguma, ponto final.

— O jeito que olha para ele, fala dele, conversa com ele. O tempo todo que ficou do lado dele naquele dia você estava levemente corado e parecia nervoso, mas não só pela sua prima, era um nervoso bom. Quando eu e Frank fomos lá dar um oi para ela e ver como estava, nós vimos vocês dois de mãos dadas, e você sabe muito bem, não é normal meninos andarem de mãos dadas, não como meninas. Decidimos voltar, conversei com Frank e ele disse não saber de nada também. Enfim, cada segundo relacionado a ele você parece ficar diferente.

Eu ficava diferente quando ele estava por perto? Quando falava dele?

E era nesse momento que eu mais queria que Josh estivesse me abraçando e me ajudasse a responder todas essas perguntas terríveis que me atormentavam, juntos. Queria sua mão entrelaçada na minha, seu peito contra o meu, nosso calor trocando e talvez até nossos lábios tocando.

É, talvez eu estivesse gostando de Josh, e isso me deixava com muito, mas muito medo mesmo. Meu coração não sabia se acalmar e meu cérebro girava em busca de respostas e formas de fugir disso. ISSO NÃO PODIA ACONTECER! Eu tinha medo dele gostar de mim, não ao contrário.

Um.

Dois.

Três.

E... já.

— Tyler? — Eu contei, me preparando para o pior, mas não foi Blurryface que veio nos meus pensamentos. Claro, eu estava tomando remédio, eu havia praticamente parado de anunciar. Era só a voz de Gerard.

— Boa noite, Gerard.

— Ah... okay, boa noite?

Não me importava de estar sendo grosso agora, ele entenderia que eu estava perdido nos meus pensamentos.

Eu não podia gostar de Josh.

Ele não podia gostar de mim.

E nós não iriamos.

Agora dorme Tyler, e pare de pensar nisso. 


Notas Finais


tadah, QUEM FALOU QUE O GERARD ERA GAY NÃO ERROU HÁ só tinha um detalhezinho a mais
detalhezão na verdade
quem tá na fandom de mcr não deve ter sido tão surpresa assim, tem bastante fic FTM!Gerard, PQ OLHA PRA CARA DO MENINO já mostrei eles pra umas amigas minhas que ficaram falando que ele era uma menina entonces
desculpa mais uma vez, vou recompensar nos próximos caps, prometo
obrigada


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...