História Reame. Recomece. Reconstrua. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao
Tags Chanbaek, Hunhan
Exibições 90
Palavras 3.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Beeem... Olá.
Pra quem não me conhece, sou LeeKwangmin e pá. Sou legal, eu acho.
Pra quem me conhece: Essa é a THERE IS A LIGHT IN THE SKY WITHOUT STARS só algumas mudanças, como eu disse que iria ocorrer.
Bom, boa leitura a todos. <3

Capítulo 1 - Re.


Fanfic / Fanfiction Reame. Recomece. Reconstrua. - Capítulo 1 - Re.

 

 

 

Quem olhasse aquele loiro andar pelas ruas de Seul sorridente daquela maneira, vendo-o com um envelope em mãos, jamais imaginaria o que estaria acontecendo; pensariam que era um resultado de uma ótima faculdade, mas estava longe de ser isso, Luhan já estava em seu terceiro ano de Medicina em uma das maiores e melhores faculdades da aérea de saúde da Coreia Do Sul; pensariam também que era algum apartamento que ganhara em sabe-se lá onde, porém, Luhan morava com os pais.

Abriu mais uma vez aquele envelope para confirmar aquilo novamente. Estava radiante com a notícia, queria chegar à casa de Jongin o mais rápido possível para contar a ele sobre algo que mudaria a vida de ambos. Desceu o olhar pela folha A4 e aquele sorriso nasceu novamente em seus lábios ao ver o resultado do exame; positivo. Sim, Luhan estava esperando um bebê do cara que julgava ser o amor da sua vida.

Adentrou apressado o prédio do moreno, como o porteiro já o conhecia, apenas o cumprimentou e deu as chaves da casa do mais novo para o loiro. Luhan subiu as escadas correndo, estava eufórico demais para subir de elevador. Abriu a porta do apartamento quando chegou na frente do mesmo, adentrando e procurando o moreno, mas não o achou na sala. Alguns barulhos vindo do quarto tomaram sua atenção, gemidos e suplicas, gemidos finos e femininos.

O coração do mais velho falhou uma batida e sua curiosidade fora atiçada. Caminhou lentamente até o quarto, vendo uma pequena fresta da porta aberta, olhando por aquele vão. E ali estava, tudo aquilo que um dia mais temeu em sua vida. Entre lençóis, alguns tocos de cigarro e um saquinho de camisinha, Jongin metia forte na sua colega de sala.

O coração que batia feliz pela notícia dada horas atrás, agora batia dolorosamente dentro da caixa torácica, os olhos mergulhados em lágrimas embaçavam sua visão.

Em um súbito momento de impulso, Luhan abriu a porta, atraindo a atenção de ambos ali. Ao notar a presença do de cabelos claros, a morena sobre a cama apenas tentou alcançar o lençol e tampar seus seios. Como se eu quisesse ver peitos. Luhan pensou ao ver aquele ato.

— Luhan, não enche. — Jongin murmurou, visivelmente bêbado.

O cenho do loiro apenas franziu em indignação quando o moreno voltava a meter na mulher, que tentava se livrar das investidas do maior. Luhan respirou fundo e sentindo as lágrimas banharem suas bochechas, enquanto voltava os olhos para o resultado do exame em mãos.

— Eu estou esperando um filho seu, Jongin... Eu... — Disse, porém fora impossível continuar devido as lágrimas que formavam em sua garganta.

A companheira de cama do moreno apenas arregalou os olhos, emburrando um Jongin estático de cima de si, sentou-se sobre a cama e passou as mãos pelos cabelos longos.

— Eu não sabia que vocês namoravam... Achava que fosse um boato de escola... Por favor, Luhan... Merda! — A garota implorava, mas o máximo que o loiro sentia era raiva, mas não dela, e sim de seu namorado.

— Não pira, Luhan. — O moreno saiu de cima da jovem nua sobre a cama. Com uma puta ereção entre as pernas, começou a ir andando pelo quarto, indo até o loiro. A garota recolheu todas as suas peças de roupas, vestindo as mesmas desajeitadamente e saiu do quarto, deixando o casal se resolver.

Jongin pegou o papel das mãos do mais velho e passou os olhos pelos escritos, tendo que semicerrar os olhos para assimilar as palavras, devido a bebida e outras substancias ingeridas minutos atrás, sua visão estava pouco turva.

— Isso daí não é meu. — Falou ríspido, jogando o papel contra o peito do mais velho e apontando para o ventre do mesmo. — Fala sério! Eu? Eu vou ser pai? Não vê, Luhan. Eu amo isso daqui. — Apontou para a semi-ereção que ainda estava presente entre as pernas. — E eu amo ainda mais colocar ele em prática, sacas? Entende o que um filho pode me causar? Dores de cabeça e nada de sexo, nada de bebidas ou cigarros. E outra, quem me garante que você não deu para outro? Você era a maior vadia da escola, Luhan! — Cuspiu as palavras no mais baixo, enquanto as mãos trabalhavam em retirar o plástico que revestia sua ereção.

O de afeições delicadas apenas soluçava cada vez mais alto enquanto ouvia as palavras do moreno. A mão delicada fora ao encontro do próprio ventre, acariciando a região.

— Vá embora daqui, Luhan! E obrigado por ter expulsado a vagabunda da minha casa, agora estou sem sexo! — Gritou novamente, vestindo a boxer preta que Luhan conhecia bem.

Não havia palavras para descrever aquele momento e o que Luhan sentia, queria gritar, porém não havia voz para fazer tal coisa. Juntou todas as forças que havia em si e caminhou em passos lentos até o ex-namorado, levou a palma da destra até o rosto livres de marcas ou cicatrizes, em um tapa estalado.

— Leve a boca para falar de mim, Jongin. — Respondeu ríspido. Ergueu o rosto e com o cenho franzido apontou o dedo para o rosto daquele que julgou que o amava. — Espero que um dia você saia dessa sua vidinha de merda e veja o que está perdendo, não digo de mim, mas um dia, Jongin, você vai querer alguém para lhe fazer companhia, vai querer alguém que vá cuidar de você, e a dor virá quando perceber que está sozinho! — Gritou as palavras para o moreno, deixando o mesmo perplexo, mas, em resposta, o de lábios fartos apenas deu de ombros, continuando com o cenho cínico.

Luhan, ainda entre lágrimas e soluços, saiu correndo do apartamento alheio, optando pelas escadas novamente, descendo-as correndo. Parou na portaria do prédio e avistou a garota de minutos atrás, caminhou até está, fazendo a mesma se encolher ao estar na companhia do outro.

— Ele disse para mim que vocês tinham terminado! Eu... Me desculpa! Um filho? Luhan... Me perdoa, sério! — A voz feminina soava pelos tímpanos de Luhan, fazendo o estomago do mesmo revirar.

— Não foi culpa sua. Sim. Meu filho. — Respondeu à estudante de direito. — Não acredite em qualquer coisa que escuta, hm?! Fique bem. — Avisou com a voz seca e fria, fazendo a garota tremer levemente.

Chamou um taxi que estava parado na porta do prédio luxuoso e adentrou no mesmo, passou o endereço para o motorista, relaxando no banco, fechando os olhos. Nunca imaginaria aquilo de Jongin. Depois de todas as noites, todas as promessas e todas as declarações? Como o moreno poderia fazer isso com ele? Como? Sempre se empenhou para ser um bom namorado, sempre tentava ser o melhor para Jongin...

Voltou a abrir os olhos apenas quando sentiu o carro parar em frente a mansão em que morava com os pais, pagou o motorista e saiu do carro, caminhando em passos arrastados e lentos até a porta da entrada principal. Sabia que seus pais o encheriam de perguntas, mas naquele momento só queria chorar no colo da mãe e quem sabe desmaiar ali.

— Meu filho! O que aconteceu? Que cara é essa?! — A voz feminina da mãe soou assim que universitário adentrou a porta da frente. A mulher de meia idade se encontrava na sala, mergulhada no mundo da literatura da qual estava em mãos. Largou o livro em algum canto do sofá e correu até o filho, abraçando o mesmo.

As palavras não saiam, Luhan apenas chorava e chorava, nós e mais nós se formavam em sua garganta, impedindo que qualquer som saísse dali. Correspondeu ao abraço da mãe e derramou todas as lágrimas que havia guardado por anos, molhando a blusa de pijama da mesma.

— Eu... Eu... — Tentava pronunciar, porém nada o ajudava. A mãe apenas sussurravas palavras calmas, tentando ajudar o filho, mas o loiro só queria chorar.

Afastou-se do abraço e estendeu o envelope para a mãe, deixando que mesma soubesse da notícia pelo papel. A mulher de idade mediana arregalou os olhos ao ver o resultado e do que se tratava o exame, voltou a olhar para o filho que se encontrava com a mão sobre o ventre e sorriu minimamente. Não iria ralhar e muito menos tacar pedras no loiro, tinham condições para cuidar de uma criança e o filho tinha o namorado mais perfeito de todos; isso era o que ela pensava. Mas a opinião da anfitriã mudou ao ouvir as palavras seguintes do filho.

— Jongin... Ele... Me traiu... — Contou entre soluços, fazendo os olhos pequenos da mãe dobrarem de tamanho. — Eu fui contar pra ele... E ele estava com... Com a garota da sala dele. Fodendo ela, mãe! Ele estava fodendo ela! — Alterou o tom de voz, fazendo com que a mãe voltasse a envolver em um abraço reconfortante.

Minutos depois de não ter mais lágrimas para chorar, Luhan caminhou para o quarto, deitando na sua cama e olhando para o teto, ainda com os olhos inchados. As mãos acariciavam levemente o ventre sem qualquer elevação e um sorriso mínimo nasceu no meio de todo o caos de seu coração.

Ao entardecer o pai do loiro chegara do trabalho, na hora do jantar, a notícia foi assunto principal da mesa. O mais velho apenas ouvia tudo com calma, ignorando as lágrimas do filho e focando apenas nas palavras deste.

— Você quer que eu resolva isso com as minhas próprias mãos? — A voz grossa e masculina soou sobre a mesa, fazendo Luhan apenas negar com a cabeça.

— Eu não quero que ele toque no meu filho. — Disse decido, olhando nos olhos do pai. — Eu vou ter essa criança, se vocês me permitirem. Eu serei pai e mãe dela.

Um sorriso mínimo nasceu nos lábios finos da mulher e o marido apenas concordou com a cabeça. Fora isso o jantar se seguiu normal, a mais velha fazia planos futuros sobre o bebe que ainda era apenas um bago de feijão dentro do ventre do filho e aquilo arranca risadas dos dois homens sentados a mesa.

 

 ♡ 

 

Semanas se passaram, Luhan não foi a faculdade nenhum dia, apenas pegava algumas matérias com os amigos e estudava em casa mesmo. Sabia que não poderia correr do moreno para sempre, mas não queria nenhum olhar direcionado a si e a seu filho, então, com a permissão da mãe e do pai, ficou estudando em casa.

Foi em uma sexta-feira que o pai resolveu chegar mais cedo do trabalho. Luhan estava sobre o sofá, lendo uma das matérias que a professora de anatomia estava passando naquela semana na faculdade. Sentou-se ao sofá ao ver os pais se aproximando, tirou os fones de ouvido e olhou curioso para eles.

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou com a voz vacilante; quando vinha os dois para conversar, Luhan temia levemente.

— Sabe, filho... Eu andei pensando... Juntamente com seu pai e tivemos uma ideia... — A mãe começou. Com o livro sobre as coxas, Luhan mexia com a borda do papel, demonstrando seu nervosismo. — Creio eu que você irá aceitar, porque isso será maravilhoso para você... — Continuou. — Ano passado, devido ao grande empreendimento de seu pai, conseguimos dinheiro o suficiente para comprarmos um imóvel, porém resolvemos guardar para que você o usasse em seu futuro se caso precisasse. Você não pode ficar perdendo as aulas, principalmente as práticas, e eu entendo a mínima vontade que tens de encontrar com Jongin. Então, diante de tais fatores, nós queremos dar uma nova chance de você recomeçar, não aqui na Coreia, mas... Em Londres. Sabemos que você ama a cidade, sabemos o quanto você queria ir quando tinha seus quinze anos, mas na época não tínhamos condições para lhe oferecer essa viagem, mas, agora, nós estamos lhe oferecendo uma vida lá. Seu inglês é perfeito, nossas condições estão estabilizadas... Não há empecilho para que você não vá, a não ser que não queira.

A boca do loiro se encontrava em um perfeito “o”. Escalava entre olhar para o pai e para a mãe, procurando alguma expressão de brincadeira no rosto de ambos, porém estavam falando sério.

— Vocês... Vocês estão falando sério? — Perguntou com o único fio de voz que lhe restou naquele momento. Ambos os pais concordaram com a cabeça. Jogou tudo no sofá e correu até os responsáveis, abraçando ambos. — Eu amo vocês... Obrigado... Meu Deus! Obrigado!

 

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Duas semanas haviam passado, os pais ajudaram com as mudanças, os amigos lhe deram uma festa de despedidas e presente para o futuro filho, mesmo nem imaginando o sexo do pequeno embrião. Os pais escolheram com calma e paciência o apartamento perfeito para o filho, no primeiro andar, arejado e com bastante espaço para o neto que, dentro de nove meses, estaria morando naquele local.

Com algumas ligações e viagens, o pai de Luhan conseguiu a vaga do filho em uma das melhores universidades de medicina em Londres, mas, para isso, Luhan teve que fazer uma prova para ser definitivamente aceito. Como havia já feito um ano de medicina na Coreia, iria continuar de onde parou, mesmo com algumas mudanças na grade de horários e matérias.

A primeira coisa que fez ao chegar na cidade ocidental, o pai de Luhan, juntamente com o loiro, comprou o melhor carro para chinês espaçoso, não muito grande, banco de couro e automático. Já a mãe do chinês, deu um toque feminino no apartamento completamente sem vida. Trocou todos os moveis, comprou todos os utensílios que o filho precisasse e enfeitou de uma maneira que ficasse bom para o loiro, só havia um cômodo que estava completamente vazio.

 

 ♡ 

 

Com o coração acelerado, o Luhan deu seu primeiro passo para dentro da universidade. Era, com certeza, mais bonita do que a anterior, era grande e cheia; Luhan estava maravilhado com todos aqueles prédios, cada um com sua marca, cada um com sua essência.

Um pouco perdido, o loiro caminhava tentando procurar o prédio onde seria o setor administrativo da instituição, porém foi parar no prédio de artes. Se o perguntasse o que ele estava fazendo ali, iria apenas ignorar a pessoa e continuar a olhar todas as artes expostas nas paredes do enorme prédio.

Entretido com todos os desenhos, fotos e pinceladas, o corpo do pequeno foi ao encontro, bruscamente, com o outro corpo, que, pode-se dizer sem olhar, era maior que de Luhan.

— Me desculpe! Olha a bagunça que eu fiz! — Luhan desculpou-se, olhando para o chão e vendo todos os papeis do outro e seus jogados ao chão, agachou na grama, começando a recolhe-los rapidamente.

— Tudo bem. Não há problema algum! — A voz levemente rouca e fina soou pelos ouvidos do pequeno, fazendo o mesmo olhar para cima e ver o dono da mesma.

Por breves minutos, Luhan apenas conseguia encarar o rapaz bem maior que si, asiático, boca avermelhada e modelada, o nariz perfeitamente desenhado, os cabelos negros como a noite partidos lateralmente, colocados em um topete desengonçadamente perfeito.

— Você é novo por aqui? — A voz novamente soou pelos tímpanos do pequeno, fazendo-o levantar em meio ao transe. — Todos os orientais dessa faculdade andam juntos, então, com certeza, você é novato. — Sorriu envergonhado ao não ouvir a resposta do loiro.

O peito do mais baixo poderia ser comparado ao desfile das escolhas de samba de tão rápido ele estava bombeando o sangue por todo o corpo.

— Ér... Bem... Eu sou... É, eu sou novato. — Disse por fim, gaguejando e com as bochechas levemente avermelhadas. Entregou os papeis do maior para este e sorriu envergonhado, passando a língua entre os lábios em seguida.

— Você estuda artes também? — Perguntou pegando os papeis das mãos delicadas do companheiro, voltando a coloca-los dentro da pasta.

— Hã?! — Perguntou pouco confuso, mas logo percebeu onde estava. — Ah, tá! Não! Eu faço medicina! — Disse rapidamente, sentindo seu rosto ficar mais avermelhado que o natural. — Bem, eu iria estudar se eu soubesse onde é a secretaria, qual é minha primeira aula e que prédio é o meu.

O de cabelos negros apenas sorriu com a confusão do novato, colocou-se ao lado deste e passou seu braço por cima dos ombros alheios.

— Serei seu guia hoje. Mas, antes de sair lhe guiando por ai, preciso saber seu nome. — Disse olhando para o menor.

Luhan sentiu como se seu peito fosse saltar de seus lábios e começar a fazer uma performance da Unidos da Tijuca ali mesmo, no pátio, ao sentir o braço fino do moreno sobre si.

— Lu... Meu nome... É... Luhan. — Falou com um pouco de dúvida; estava meio complicado pensar com aquele cheiro amadeirado saindo do corpo ao seu lado, fazendo seu corpo reagir de uma forma nada pudica.

— Prazer, Luhan. Eu me chamo Sehun. — Falou se colocando a andar e levando o pequeno junto, que mesmo um pouco desnorteado pelo perfume alheio, o seguia com prontidão.

 

 ♡ 

 

Luhan deixou os matérias sobre a mesa perto da janela e sorriu levemente ao ver, pela mesma, a figura recém conhecida correr pelo pátio afim de chegar na própria aula antes do educador chegar. Sentou-se na cadeira e analisou cada pessoa que adentrava na sala.

Meninas. Muitas meninas. Loiras, morenas, ruivas, corte curto, corte longo, com mechas, sem mechas. E alguns rapazes. Todos ocidentais e nada receptivos como o garoto de fotografia.

No intervalo de tempo que havia ficado com o recém conhecido, descobriu algumas coisas sobre ele. Oh Sehun, vinte e um anos, veio para estudar, natural da Coreia do Sul, Seoul para ser bem especifico, faz parte do grupo de asiáticos da faculdade, melhor amigo Park Chanyeol — Nem sabia quem era este, porém ficou feliz em saber—, ama comidas apimentadas, mora sozinho, segundo ano de fotografia e tem um cachorrinho de estimação chamado Baek-Ah, colocou este nome no cãozinho devido ao amigo, por implicância.

Duas figuras fizeram o loiro sair de seus pensamento. Dois homens, ambos asiáticos. O mais baixo de cabelos negros que caiam naturalmente sobre a testa, tinha afeições delicadas e bem bonitas, aos olhos do loiro; o corpo magro, mas, certamente, aquelas coxas revelavam que a barriga carregava leves gordurinhas. Já o companheiro deste tinha traços mais fortes, os olhos bem puxados e o nariz bem modelado, os cabelos castanhos escuros caiam pela testa, fazendo-o jogar os mesmos para trás.

Ambos direcionaram o olhar para si, fazendo-o desviar o olhar. Ouviu os mesmos cochicharem algo, porém não conseguia saber bem o que era, apenas levantou o olhar ao ouvir passos em sua direção. O mais baixo dos dois amigos que haviam acabado de chegar na sala sentou-se na cadeira ao seu lado, sorriu mostrando as prensinhas para si e estendeu a mão, muito delicada, segundo o loiro, para si.

— Prazer, meu me chamo Baekhyun. — Disse amigavelmente.

Luhan estendeu a própria mão e uniu ambas, sorrindo para o moreno.

— Eu me chamo Luhan. — Apresentou-se levemente corado; não estava acostumado em conhecer pessoas novas.

— Você é novo, né?! Nunca te vi aqui. Aquele outro que entrou comigo é o Tao, mas ele não pode estar aqui porque ia se encontrar com o namorado/noivo dele. — Disse rapidamente, afastando ambas as mãos e olhando para o mesmo. — Beeem, acho que você conheceu um amigo nosso. Sehun. Ele geralmente conhece todos os orientais antes mesmo da gente conhecer, e eu vi você perdido no prédio de fotografia. — Disse rapidamente, fazendo o loiro corar em vergonha. — Não precisa ficar com vergonha. Eu ia lá te ajudar, porém eu estava meio enrolado. — Sorriu levemente sem graça.

— Eu conheci o Sehun... Menino legal ele... Eu sou novo aqui sim. — Respondeu simplista, vendo o professor chegar na sala de aula, sorrindo para o mesmo. — Não se preocupe, no final, deu tudo certinho.

Baekhyun sorriu ao ouvir as palavras do outro e virou-se para frente, começando a presta atenção na aula, assim como Luhan e o Tao, que havia chegado segundos atrás, correndo.

 

 ♡ 

 

A aula passou tranquilamente. Baekhyun era realmente uma boa pessoa para conversar, nunca deixava o assunto morrer e o loiro fazer o possível para não deixar também. Quando foram para a prática, acabou conhecendo Zitao, que, podia-se dizer, que era um ótimo amigo também.

Os três foram para o pátio quando as aulas terminaram, porém, como eram da medicina, teriam aulas extras à tarde, optando por não irem embora. Caminharam até o grupo que estava em roda. Ao se aproximar, Luhan pode perceber que estavam a tocar alguma música, porém o que estava com o violão parou a canção ao olhar para Baekhyun.

Eram um grupo grande de oito pessoas, todos estavam sentados em um roda, até mesmo Sehun que sorria largo para si. Tao foi logo sentar ao lado de um rapaz de cabelos loiros em um topete, que julgou ser o namorado do mesmo.

— Bem, vamos as apresentações. — Baekhyun disse sorrindo. — Este é Do Kyungsoo. —Disse apontando para o rapaz de olhos grandes e arredondados, o cabelo avermelhado e a lateral raspada e em um tom de preto, dava um contraste com a boca de lábios grossos e rubros — Aquele lá é o Kim Joonmyeon. — Apontou para o mais branco deles todos, com os cabelos castanhos e um topete e o rosto angelical. — Kris, ou se preferir, Wu Yifan. — Apontou para o que estava ao lado de Tao. E... — A voz deu uma pequena vacilada ao olhar para o de orelhas salientes que carregava um violão ao colo. — Chanyeol... Park Chanyeol... — Disse com a voz baixa, apontando para o de lábios cheinhos e cabelos negros em um topete bem arrumado.

Luhan cumprimentou todos ali e todos o cumprimentaram. Sehun chamou-o para sentar ao seu lado e assim o fez. Baekhyun, por sua vez, sentou-se ao lado do suposto Kyungsoo e descansou a cabeça no ombro do mesmo. Com um baita sorriso nos lábios, Chanyeol começou a dedilhar os dígitos pelas cordas, tocando uma música que era sempre conhecia pelos outros, que cantavam entre risadas e brincadeiras.

— Quero ver se conhecem essa! — A voz grossa e rouca de Chanyeol soou entre risadas do grupo, fazendo todos pararem de rir e escutassem o som que saia do instrumento. Ao identificarem que música era, todos ali – até mesmo o loiro recém chegado – começaram a cantar, se divertindo à beça.

 

 ♡ 

 

Mesmo com toda a dor causada semanas atrás, Luhan estava leve, estava feliz... Ali, com aquele novo grupo de amigos, o loiro sabia bem que seria o seu lugar, onde havia pessoas que poderia contar e confiar, mesmo com tão pouco tempo que os conheciam... Luhan se sentia em casa. 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capitulo.
Eu piorei o Kai um pouquinho porque... Bem, vão descobrir depois.
Agradeço a ~WuFan por betar pra mim <3
Lee ama vocês.
Beijinho no coraçãozinho de cada um, ok?!


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