História Reasons to Stay - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Orphan Black
Personagens Cosima Niehaus, Felix "Fee" Dawkins
Tags Cosima, Delphine, Felix, Orphan Black, Romance, Scott, Shay, Shaysima
Visualizações 222
Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Stay awhile


Hoje o dia amanheceu diferente, como se alguma coisa estivesse para acontecer. Era sábado, dia de folga do estágio de seis meses que consegui no Instituto DYAD em Toronto, no Canadá. Eu já estava no último mês e em breve estaria voltando para os Estados Unidos. Aproveitei o dia na companhia de alguns baseados, além da voz de Janis Joplin. Tudo para evitar lembrar de meu recente término de relacionamento com uma cientista francesa chamada Delphine Cormier, que viajou a trabalho. Estava de volta à Paris por tempo indeterminado.

Por volta das sete da noite, um dos poucos amigos que fiz no Canadá bateu na porta do meu pequeno apartamento. Lá estava Felix Dawkins, me cumprimentando com um levantar de sobrancelhas perfeitas e o forte sotaque britânico.

“Cosima, espero que esteja pronta.”

“Pronta?” Perguntei, sem entender.

Felix revirou os olhos, invadindo meu apartamento e se acomodando no sofá.

“Vamos ao bar hoje, esqueceu? Piscianas…”

Eu o encarei por um momento, ainda sem entender, mas me dei conta de que o meu amigo falava sério. Corri até meu quarto, vesti um sobretudo preto e envolvi uma echarpe vermelha em meu pescoço, usei o delineador e estava pronta para sair.

 

Passamos o caminho até o bar cantando as músicas de Grimes no carro de Felix. Sempre tive bons momentos com ele, mas naquela noite, apesar de aparentar feliz, eu percebi que havia algo de errado. Abaixei o volume do som e olhei para meu amigo, que estava concentrado na direção.

“Fee, aconteceu alguma coisa?”

Antes de responder, ele respirou fundo.

“Cos, eu sei que é seu último mês aqui. Não tem como isso não me afetar. Tenho namorado, amigos, mas você… Você é a melhor, Cosima. E vou aproveitar cada segundo até o momento de nossa despedida. Sempre que possível, claro.”

Meus olhos lacrimejaram com as palavras dele, mas não as deixei cair, isso mancharia minha simples maquiagem. Felix riu.

“Não chore, Cosima. Vai manchar seu rosto. Além disso, vai que você conhece alguém hoje, não é?”

Eu sorri e balancei a cabeça. Ele estava certo. Mordi o lábio inferior, ansiosa com a possibilidade.

 

Logo chegamos em um dos bares LGBTs mais frequentados de Toronto. Por algum motivo, o local não estava tão cheio. Ignoramos o detalhe e nos sentamos de frente ao balcão. Jesse, o barman dono de lindos olhos verdes e também nosso amigo, nos atendeu.

“Ei! O que vão querer hoje?”

“Tequila!” Felix e eu pedimos ao mesmo tempo, e observamos Jesse nos servir.

“Aqui está.”

“Obrigado, Jesse.” Felix o cumprimentou e então olhou para mim. “Cos, não irei beber muito. Como sabe, estou dirigindo hoje. Mas fique a vontade.”

“Prefiro quando me acompanha, Fee.”

“Ainda temos tempo. Pouco, mas temos.”

Dito isso, viramos a primeira dose.

 

Depois de mais três doses e de conversas aleatórias com Felix e Jesse, resolvi ir ao banheiro. O aperto logo se transformou em alívio. Enquanto lavava as mãos, notei a falta de sensibilidade nas pontas dos dedos e comecei a rir, sozinha. Agradeci pelo espaço vazio. Sequei as mãos enquanto encarava o espelho, em seguida, alinhei o óculos em meu rosto e caminhei até a porta que me levaria para fora do banheiro. Me levaria, se não tivesse esbarrado em uma mulher que entrava. Por pouco não caímos, mas meu óculos foi ao chão. Não enxerguei nada por um instante.

“Me desculpe!” Disse ela num tom um tanto desesperado para a ocasião enquanto colocava os óculos de volta em meu rosto. E então eu a vi. Cabelos loiros e lisos presos a um coque e uma franja na altura das sobrancelhas perfeitas. Incríveis olhos azuis encaravam os meus olhos castanhos desconcertados com tanta beleza. Meu coração bateu descompassado.

“Você está bem?” Ela perguntou ainda me olhando nos olhos e eu senti meu rosto esquentar.

“Desculpe, estou um pouco bêbada e… Desculpe! Se Felix estivesse aqui agora, ele te pediria para me desculpar porque sou de peixes.”

Ela riu. Eu também. De repente ouvi a voz do meu amigo, que acabou interrompendo aquele momento.

“Cosima? Está viva?”

“Esse é o Felix… Bom, me desculpe, mais uma vez, sou de peixes. Com licença.” A figura angelical em minha frente abriu um sorriso e me deu passagem.

E foi dessa forma que deixei para trás o banheiro e aquela bela criatura. Fee estava me esperando do lado de fora.

“Finalmente!” Ele entrelaçou nossos braços e me guiou até o balcão. “Por que demorou tanto, Cos?”

“Esbarrei em alguém e meu óculos caiu. Foi isso.”

“Alguém?” Perguntou levantando a sobrancelha.

“É.”

“Era bonita?”

“Muito.”

“Qual o nome dela?”

“Bom… Não sei.” Vi meu amigo revirar os olhos ao ouvir minha resposta.

A verdade é que eu nunca perguntava o nome. Não sei se é por medo ou por pura distração. Ou um pouco de cada. Senti meu rosto esquentar outra vez ao ver a mulher se aproximar do balcão e pedir alguma bebida que não consegui captar. Efeitos do álcool? Jesse a atendeu. Ela me encarou, sorriu. Pegou a bebida e se afastou. Estava cercada de algumas amigas.

“Cosima?” Felix chamou minha atenção.

“Sim?”

“Era ela?”

“Era.”

“Pelo amor de deus, Cosima Niehaus! Vá falar com ela!” O sotaque de Felix ficava mais acentuado quando reclamava, eu achava uma graça.

“Ela está acompanhada, Fee.” Foi a desculpa que consegui arrumar, meu amigo não gostou.

“Ela está olhando para cá.”

Meu rosto esquentou novamente. Tentei evitar o contato visual e fracassei. Pensei em ir até lá, mas logo percebi que as amigas e ela caminhavam para a saída. Fique mais um pouco. Fique. E então, com um último sorriso em minha direção, se retirou do local. Oh, droga. Felix inclinou a cabeça para me observar.

“Quase, Fee!” Reclamei com a voz embargada.

“Jesse, você sabe o nome da moça?” Felix perguntou, ignorando meu lamento.

“Não. É a primeira vez que a vejo por aqui.”

“É, Cosima… Não foi dessa vez.”

Não foi. Mais uma vez. O dia me veio com a proposta do acontecimento e nada aconteceu. Culpada. Agradeci em meus pensamentos embriagados por ter folga também aos domingos. Na companhia de meus amigos, evitei pensar na ressaca do dia seguinte e bebi um pouco mais. Nos despedimos de Jesse por volta de uma da madrugada. Felix me levou até o apartamento. Sã e salva. Bom, nem tão sã… Deixamos marcado uma outra saída ao mesmo local no sábado seguinte, dessa vez, ele me acompanharia na bebida. Já aguardava ansiosa por isso, esperando que o tempo voasse.

 

Já na cama, apaguei.



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