História Rebelião - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Distopia, Hopesuga, Jikook, Kookmin, Namjin, Sobi, Sope, Sugahope, Yoonseok
Visualizações 367
Palavras 4.065
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem os erros, prometo que corrijo depois <3

Capítulo 2 - Refugiados


Fanfic / Fanfiction Rebelião - Capítulo 2 - Refugiados

Província 6, Refúgio Leste — 0h07min

 

As ruas estavam escuras e vazias, o toque de recolher sempre era tocado às 19h da noite e nenhuma pessoa poderia sair do dormitório após esse horário, todas as luzes eram apagadas e somente os guardas tinham permissão para transitarem pelo refúgio com uma lanterna e duas armas carregadas. Quebrar essa regra era inadmissível para as autoridades, aqueles que ousavam sair após o toque de recolher sempre recebiam como punição a humilhação pública. Eles diziam que a noite era perigosa e essas medidas eram tomadas apenas para manter a segurança de todos no refúgio, mas Yoongi não estava tão seguro da veracidade daquelas informações.

— Acha que os guardas o pegaram, Yoongi? — Taehyung sussurrou, era possível sentir o medo na voz do garoto de madeixas castanhas escuras. Ele tentava esconder a tremedeira nas mãos suadas mantendo-as nos bolsos do casaco preto de moletom simples, não queria que seus companheiros percebessem o nervosismo.

— O Namjoon só está atrasado, não se preocupe. — Yoongi tentou soar o mais confiante possível, mas a verdade era que estava tão apreensivo quanto Taehyung. A face serena não escondia bem o que estava no âmago de sua alma, mas ele sabia que não aguentaria mascarar aquilo por muito mais tempo.

Kim Taehyung, Jeon Jungkook, Min Yoongi e Kim Namjoon combinaram de se encontrar em frente a prefeitura quando fosse meia noite, era o horário perfeito para entrar naquele prédio sem que os notassem, a troca de vigias sempre acontecia naquele momento e o intervalo para um novo guarda aparecer era de 2 minutos. Mas Namjoon já estava 7 minutos atrasado.

— Acha que ele desistiu? — Jungkook sussurrou, levando as mãos até o cabelo escuro e agarrando os fios para descontar sua apreensão.

Estavam escondidos atrás de algumas árvores que ficavam em frente ao prédio da prefeitura, esperando que Namjoon resolvesse dar as caras. A sorte — ou azar — que possuíam era que a troca de vigias também estava tão atrasada quanto o amigo mais velho.

— Bem provável. — Yoongi sussurrou de volta, sem tirar os olhos da entrada do prédio, precisava se manter em alerta para o caso de qualquer emergência.

— Ei, eu ouvi isso — o característico sorriso debochado estava estampado no rosto de Namjoon quando ele se aproximou, fazendo a típica pose de líder enquanto segurava a alça da mochila preta pendurada em seu ombro esquerdo. Yoongi o encarou e não conseguiu decidir se ficava aliviado ou não com aquela aparição, já estava se acostumando com a ideia de desistir daquela loucura.

— Está 7 minutos atrasado, florzinha — o Min sussurrou em resposta.

— Não enche o saco, Yoongi — rebateu Namjoon, gentil como sempre. — Eu estava pegando alguns alimentos na cozinha do abrigo, não sabemos o que vamos enfrentar lá fora se conseguirmos sair, quer morrer de fome?

— Fome é a ultima coisa com que precisaremos nos preocupar caso os guardas nos encontrem.

Namjoon estava errado em não avisar que se atrasaria, Yoongi estava errado em discutir por aquilo mesmo depois de saber que era por uma boa causa. Nenhum dos dois admitiria o erro em voz alta, eram orgulhosos demais para tal ato.

— Será que vocês podem parar de discutir quando estamos no meio de uma tentativa de fuga? Os guardas estão trocando de turno agora, caso não tenham percebido — Jungkook se alterou, fazendo com que os dois desviassem atenção para a porta do prédio.

O guarda entregou sua lanterna e armas para um homem robusto que se aproximou, vestindo a mesma farda escura. Não houve troca de palavras, o vigia antigo apenas se virou de costas e começou sua caminhada até os dormitórios enquanto o novo guarda entrou na prefeitura com o intuito de se preparar para as horas de vigilância que tinha pela frente.

— Temos 2 minutos para entrar e chegar na sala do governador, sejam rápidos e cuidadosos — Yoongi fechou o zíper de seu casaco ao ouvir a instrução de Namjoon, não se sentia preparado, mas não tinham tempo sobrando.

Todos assentiram e lançaram um último olhar para o refúgio silencioso antes de começarem a caminhar em passos largos até a entrada da prefeitura, o guarda que havia entrado provavelmente estava se equipando na sala de armas para então fazer a ronda e voltar ao portão, tinham que achar a saída antes que aquele vigia notasse que eles estavam ali, as câmeras não dariam muito tempo.

Sair de um refúgio não era tão fácil quanto parecia, as muralhas enormes que cercavam aquela área tinham metros de altura e, mesmo que conseguissem escalar, as cercas elétricas que haviam no topo não deixariam que ninguém saísse vivo. O governo sempre prometia que aquele muro mantinha-os seguros, pois não deixava que nada entrasse. Ou saísse.

Os quatro passaram a alimentar aquela vontade avassaladora de fugir há um mês, quando perderam os pais e um de seus amigos em uma única noite. Yoongi ainda se lembrava de acordar e estranhar não ouvir sua mãe gritando para que ele se levantasse logo, ele saiu de seu dormitório e encontrou Jimin chorando ao lado de fora, murmurando frases desconexas em meio aos soluços. Ninguém sentiu pena ou protestou quando os corpos foram expostos na praça do refúgio, o governador deu as caras apenas para dizer que aquelas pessoas estavam fora dos dormitórios quando uma invasão aconteceu, eles conseguiram controlar a situação, mas não puderam salvar os desobedientes.

Mentira. Yoongi sabia que era mentira. Sua mãe não saía a noite, ela dormia cedo e acordava mais cedo ainda. Os pais de Taehyung também eram conservadores demais para saírem tão tarde, o pai de Namjoon sequer podia andar, os pais de Jungkook moravam no dormitório mais afastado do local da suposta invasão e a mãe de Jimin era cega. Os cinco sabiam que era mentira, mas quando pediram uma explicação decente, ela nunca foi dada.

Quase um mês após a invasão, encontraram uma saída. Namjoon fazia trabalho voluntário na prefeitura e, em um dos dias de limpeza, descobriu que na sala do governador havia uma saída para fora do refúgio, era a única alternativa visto que seria impossível pular o muro sem morrer.

Pensaram em sair, porém hesitaram. As teorias que ouviam sobre o que de fato havia lá fora não eram convidativas, Jimin sempre afirmou não acreditar em nada daquilo, dizia que sua mãe contava histórias sobre um mundo sem restrições, onde não precisariam ser mantidos em um espaço limitado e com tantas regras absurdas. O jovem Jimin era sonhador demais, e quando ouviu sobre a saída que havia na sala do governador, deu a ideia de fugirem. Os amigos estavam mesmo curiosos, mas não a ponto de deixarem o local seguro para tentar encontrar respostas no desconhecido, Jimin sabia perfeitamente daquilo.

E talvez tenha sido por esse motivo que fugiu do refúgio na semana anterior.

Jungkook foi o primeiro a perceber a ausência do amigo, eles o procuraram em todos os locais conhecidos e desconhecidos do refúgio, mas não encontraram nenhuma pista que os levasse até o garoto desaparecido. Os governadores pareceram nem notar a falta do Park, e se seu corpo não fora exposto na praça principal, significava que não estava morto. Que havia conseguido fugir.

— Sabe a senha? — Jungkook perguntou quando chegaram em frente a sala do governador, a prefeitura não era tão grande portanto demoraram apenas um minuto para encontrarem a porta que levava a sala principal.

— Sei — Namjoon se colocou a frente dos amigos e encarou a fechadura eletrônica, forçando sua mente a se lembrar dos números que vira o governador digitando.

— Temos menos de um minuto, anda logo com isso, Namjoon — Yoongi sussurrou, sentindo suas mãos suarem com o nervosismo.

— Se eu colocar a senha errada, o alarme vai soar e seremos mortos — Namjoon suspirou e digitou os 6 dígitos que vieram em sua mente, vendo a porta se abrir. — A pressa é inimiga da perfeição.

— A pressa nos mantém vivos. — O Min rebateu.

Ao entrarem se depararam com a enorme sala do governador, era mais confortável do que seus dormitórios, as paredes serviam de apoio para as enormes prateleiras repletas de variados livros, Yoongi precisou se controlar para não se aproximar, poucas pessoas possuíam a relevância suficiente para terem a oportunidade de aprenderem a ler, e ele não estava incluso ao grupo de sortudos.

— Não estou vendo nenhuma passagem — Taehyung franziu as sobrancelhas e passou o olhar por toda a sala.

— Acha que estaria tão óbvio? — Namjoon bufou e foi até o fundo da sala, retirando o tapete que cobria aquela área e abrindo uma pequena passagem na madeira que revestia o chão.

— Vinte segundos para a ronda começar — Jungkook avisou. — Temos que entrar aí?

— Sim, é uma passagem subterrânea, provavelmente nos levará para o lado de fora — Namjoon sorriu e pegou a lanterna que estava em sua mochila, era a única que conseguiram arrumar. — Eu vou descer primeiro, venham atrás de mim e tentem fazer o mínimo de barulho possível, o último fecha a passagem.

Os três assentiram. Sentiam a adrenalina correr por todo o corpo de um modo desagradável, jamais estariam fazendo aquilo se não fosse por Jimin, era perigoso demais e acabariam mortos se desse errado, mas não deixariam o amigo na mão.

Taehyung foi o último a passar pela passagem estreita e descer a velha escada de madeira, o corredor em que se encontravam era como uma caverna, estava escuro e parecia nunca ter um fim.

— Vamos andando, fiquem atentos — Namjoon sussurrou e eles assentiram mais uma vez.

Jungkook era de longe o mais apreensivo, sentia suas mãos suarem e mal respirava enquanto caminhava devagar ao lado de Taehyung, parte era por medo do que encontrariam lá fora, parte era ansiedade em não saber se Jimin estava vivo. A ideia de encontrar o amigo morto lhe causava enjoo e um aperto forte no peito, não se perdoaria por não tê-lo impedido.

— Acha que ele vai mesmo estar lá fora? — sussurrou baixinho para Taehyung.

— Não se preocupe, Jungkook, ele está bem — o mais velho o tranquilizou, apertando seu ombro com uma das mãos e sorrindo sem mostrar os dentes. — Jimin é cabeça dura e imprudente por ter fugido sem nos avisar, mas ele sabia bem se defender e se conseguiu sair sozinho, é inteligente o suficiente para se manter vivo lá fora.

— Ele está vivo, claro que está — Yoongi entrou na conversa, mostrando que estivera ouvindo. — Eu ainda vou socar aquele cara por ter sido um idiota, não se preocupe com isso, Jungkook.

Eles ficaram em silêncio, mergulhados em seus próprios pensamentos. Estavam tentando ser otimistas, mas o vestígio de medo estava presente em cada olhar ansioso, em cada passada que davam em direção ao fim do corredor. Lá fora havia um mundo totalmente novo e o conhecimento que possuíam era praticamente nulo, torciam mentalmente para que encontrassem Jimin e pudessem voltar para o refúgio.

Não precisaram andar muito para acharem a saída, alguns minutos depois os quatro já estavam em frente a uma escada de madeira semelhante a que encontraram no início do corredor. Namjoon se virou para olhar os 3 garotos que estavam atrás de si, Jungkook respirou fundo para espantar o medo e Taehyung apertou sua mão para passar alguma confiança. Yoongi manteve a face serena, estava nervoso, mas era bom em mascarar seus sentimentos.

— Fiquem juntos, não façam barulho e avisem caso vejam algo suspeito.

Os três concordaram com a fala de Namjoon, ele estava tentando manter o controle para passar confiança aos amigos, mas era extremamente difícil não se sentir ansioso e ele sabia disso. Foi o primeiro a subir a escada e empurrar a passagem, abriu tão facilmente quanto a outra.

Os quatro saíram e fecharam a pequena porta de madeira, era difícil enxergar perfeitamente o que havia em volta deles, Namjoon tentou iluminar com a fraca luz da lanterna e tudo o que viu foram árvores e mais árvores, semelhantes as que tinham no refúgio. Sem sinal de qualquer vida humana ou não humana.

— Eu esperava algo mais… bizarro — comentou Yoongi, para aliviar a tensão que se instalou.

— São árvores parecidas com as que crescem do outro lado dos muros, nada diferente — Namjoon confirmou e se voltou para os três. — Viram? Não fiquem tão nervosos, não é perigoso. Vamos tentar pensar como o Jimin, para onde ele iria caso se deparasse com isso?

— Só tem um caminho — Jungkook apontou a trilha entre as árvores. — Ele deve ter seguido por ali.

Os demais assentiram, sabiam que Jeon Jungkook era quem melhor conhecia Jimin, então apenas ficaram alertas enquanto começam a caminhar por entre as árvores. A muralha que separava o refúgio daquele lugar aberto foi desaparecendo aos poucos, os únicos sons presentes eram os das folhas sendo esmagadas pelas botas e os ruídos de animais noturnos que causavam arrepios. Precisaram andar por longos minutos até Yoongi reclamar de dor no tornozelo, a paisagem ainda não havia mudado muito e não foi difícil encontrar um tronco de árvore caído.

— Não podemos descansar e continuar quando amanhecer? Eu estou exausto — o Min reclamou. Sentou-se sobre o tronco e pegou a garrafa de água dentro da mochila, bebendo um pouco do líquido e levando a mão esquerda até o tornozelo dolorido, não estava acostumado a andar tanto.

— No meio dessa floresta? — Namjoon olhou em volta e tentou iluminar um pouco com a fraca luz que saía da lanterna.

— Não há outro lugar, andamos durante uma hora inteira.

— O Yoongi tem razão, eu também estou um pouco cansado — Taehyung concordou e se sentou ao lado do amigo, puxando Jungkook consigo.

— Certo, mas continuaremos assim que o sol começar a nascer, eu ficarei de vigia enquanto dormem — o mais velho se rendeu, sentando-se no chão e colocando a mochila sobre as pernas.

— Me acorde daqui uma hora, eu assumo para você descansar — disse Jungkook em meio a um bocejo, já sentindo suas pálpebras pesarem sobre os olhos.

Namjoon permitiu-se suspirar e olhar para o alto, as árvores eram altas e seus galhos atrapalhavam a vista que tinha para o céu, a floresta estava quieta demais, até mesmo os animais noturnos haviam dado uma trégua. O moreno checou as horas no pequeno relógio de pulso. 2h13min. Ainda tinham uma longa noite pela frente. Namjoon desligou a lanterna e levou suas mãos até os bolsos do casaco marrom de moletom, aquela era a roupa de dormir que todos usavam, se arrependia de não ter pegado algo mais quente.

A quietude durou por mais meia hora, Namjoon foi o único que se manteve acordado e estava tão envolvido com seus próprios pensamentos que não ouviu as folhas secas sendo esmagadas por 3 pares de pés que se aproximavam lentamente. O característico ruído que as criaturas emitiam eram baixos demais pra chamarem atenção, o arrastar de pés produzia um som agonizante e medonho, o moreno só percebeu que algo estava errado quando o cheiro de carne em decomposição invadiu suas narinas. Namjoon se levantou rapidamente e ligou a fraca lanterna. Nada a esquerda. Nada a direita. Nada a frente. Três criaturas atrás, a pouco mais de 10 metros. Seus olhos se arregalaram ao se depararem com aquilo, eram dois homens e uma mulher, possuíam semelhanças humanas, mas a carne de seus corpos já se encontrava em decomposição. Como era possível ainda estarem se movimentando?

O garoto abafou um grito que já estava preparado em sua garganta, recuou instintivamente e quase caiu ao esbarrar nos outros três que ainda dormiam sentados no tronco.

— Algo errado, Namjoon? — Yoongi coçou os olhos ao sentir o mais alto esbarrar em sua perna direita. — Pensei ter ouvido um…

— Acordem, pelo amor que têm a vida, acordem! — ele se desesperou, puxando Jungkook pelo casaco. — Eles estão se aproximando, andem logo!

— Eles? — Taehyung abriu os olhos já em alerta, não conseguia enxergar muito bem no escuro, mas via três pessoas se aproximando. — São pessoas, podem nos ajudar.

— Acreditem, não são humanos — Namjoon respirava com dificuldade enquanto empurrava os três para trás, tentando fazê-los andar.

Yoongi pegou a lanterna da mão trêmula do mais velho e iluminou as criaturas que já estavam a menos de 3 metros, os rostos eram ainda piores vistos de tão perto, o cheiro se tornava cada vez menos suportável. Sem pensar duas vezes eles começaram a correr.

— O que diabos são aquelas coisas? — Yoongi gritou, sentindo a dor em seu tornozelo se intensificando aos poucos na medida em que corria, não havia descansado o suficiente.

— Eu não sei — Namjoon olhou sobre os ombros, notando que haviam se multiplicado e andavam cada vez mais rápido. Sete no total. — Continuem correndo, não olhem para trás!

Jungkook estava na frente, era o mais bem preparado fisicamente e conseguia controlar melhor sua respiração, mas o medo deixava-o desorientado, os gemidos guturais que as criaturas emitiam ecoavam em sua cabeça, fazendo parecer que estavam mais próximos a cada segundo. Realmente estavam.

Taehyung foi o primeiro a cair. Sua bota ficara presa em um dos troncos caídos no chão e a força que usou para se virar ocasionou uma torção no tornozelo. O garoto gritou de dor e seus amigos pararam de correr para entenderem o que estava acontecendo, as criaturas estavam a alguns metros de distância.

— Taehyung, diz que não torceu — Yoongi pediu, levando as mãos até seus fios escuros e os puxando com força para descontar seu desespero.

— Vão sem mim — um nó se formou em sua garganta, a vontade de gritar crescia cada vez mais enquanto os ruídos de passos arrastados ficavam cada vez mais audíveis, aquilo era como uma tortura psicológica, Taehyung se sentia pressionado. — Por favor.

— Não seja idiota — Jungkook correu até ele e se abaixou um pouco em sua frente. — Suba.

— Eu não…

— Taehyung, anda logo!

Vencido pelo tom firme de Jungkook, o garoto não tentou protestar outra vez e se agarrou ao mais novo, vendo-o começar a correr quando as criaturas já estavam a pouco menos de 10 metros.

Correram por mais algum tempo até chegarem em seus limites, Yoongi se sentia a ponto de explodir, o suor escorria por sua testa e seus músculos gritavam por socorro, não aguentaria mais correr. Jungkook deixou que Taehyung se sentasse encostado em uma árvore e se abaixou ao seu lado, os ruídos ainda eram ouvidos ao longe.

— Vamos morrer. — Yoongi murmurou.

— Eles ainda estão longe…

— Vamos morrer! — gritou mais uma vez, cortando Namjoon.

— Namjoon, atrás de você! — Taehyung se desesperou ao ver uma das criaturas se arrastando atrás do mais velho.

Namjoon se virou a tempo de conseguir dar uma cotovelada no peito do humano em decomposição, ele recuou alguns passos com o impacto e caiu, não possuía muito equilíbrio.

Antes que tivessem tempo para assimilar o que estava acontecendo, o som da cabeça sendo cortada por uma lâmina e um xingamento baixo foi ouvido. Os quatro arregalaram os olhos ao notarem um homem que havia chegado de repente e cortado a cabeça da criatura que tentara atacar Namjoon. Ele estava de costas e não era possível ver seu rosto, não sabiam se era amigo ou inimigo.

— Quem foi o filho da puta que gritou? O barulho vai atrair todos os mortos-vivos das redondezas, vocês são burros?

Namjoon conseguiu ligar a lanterna e direcionou a luz para o rosto do recém chegado. Era alto, vestia jaqueta revestida em couro e possuía uma expressão irritada. Notaram o cabelo de coloração alaranjada, parecia humano.

— É amigo ou inimigo? — Jungkook questionou, encarando-o.

— Nenhum dos dois — o recém chegado desviou o olhar dos quatro para a direção que vinha o ruído das criaturas que se encontravam cada vez mais próximas. — O que diabos estão fazendo aqui fora a noite? São suicidas?

— Viemos procurar um amigo e ouvimos aquelas criaturas, nós não sabíamos…

— Refugiados — o ruivo constatou, cortando a fala de Taehyung. — Roseanne vai me matar por estar ajudando refugiados, vocês tem sorte por eu estar de bom humor.

— Imagina se estivesse de mau… — Yoongi comentou, recebendo um olhar repreensivo de Namjoon.

— Me sigam e façam o mínimo de barulho possível, eles são atraídos pelo som — ele ignorou o comentário e começou a caminhar por entre as árvores, sendo prontamente seguido pelos demais. — E você, desligue a lanterna, eles gostam de luz também.

Os gemidos das criaturas ainda eram ouvidos, estavam próximos, mas se distanciavam na medida em que o ruivo os guiava em meio as árvores, em menos de dois minutos avistaram uma pequena casa no meio de uma clareia.

Ele pediu silêncio e bateu suavemente na porta, alguns segundos depois ela se abriu e o ruivo os empurrou para dentro antes que pudessem pensar em algo.

— Hoseok, descobriu quem atraiu os zumbis? — uma voz feminina foi ouvida.

— Esses idiotas — o ruivo, que descobriram se chamar Hoseok, resmungou enquanto trancava a porta e se virava para encará-los.

Todas as janelas da pequena sala estavam lacradas e protegidas com panos para que nenhum vestígio de luz escapasse por entre as frestas, haviam duas pessoas desconhecidas ali, a garota que possuía o mesmo tom de cabelo que Hoseok e um homem moreno que dormia encolhido em um dos cantos.

— E você os trouxe para cá? — ela o olhou incrédula e logo depois desviou seu olhar para os quatro garotos. — Hoseok, eles são refugiados! Caralho, por que trouxe refugiados? Esses caras atraíram todos os zumbis dessa floresta.

— Um deles está ferido, eu não sou tão sangue frio quanto pareço — o ruivo deu de ombros e se aproximou da garota, colocando uma das mãos em seu ombro. — Não fale tão alto, ok? Tem uma horda de mortos-vivos lá fora, apague as lamparinas e deixe apenas as velas acesas.

— Se morrermos, a culpa é toda sua — ela bufou, se levantando e parando em frente aos novatos. — E de vocês também, idiotas.

Ela apagou as três lamparinas e sumiu pelo corredor da casa, provavelmente indo para outro cômodo. Hoseok caminhou lentamente até o cama improvisada em que outro garoto dormia e pegou a mochila que estava ao lado dele, voltando para perto da porta e abrindo-a. Tirou de lá uma pequena maleta, dentro dela era possível ver várias bandagens e outras coisas que não identificaram.

— Você, venha até aqui — apontou para Taehyung que estava usando Jungkook como apoio.

O garoto arregalou os olhos ao ver Hoseok se dirigindo a ele, mas caminhou com dificuldade até ele e se sentou em sua frente.

Os outros três apenas observaram em silêncio, ainda não sabiam se era mesmo seguro confiar em Hoseok, mas o ruído das criaturas rondando o lado de fora não os deixava outra alternativa, era perigoso sair e não possuíam nenhum tipo de arma que pudessem usar.

— Vai demorar duas semanas para andar normalmente, você deu sorte, poderia ser pior — Hoseok murmurou, analisando o tornozelo de Taehyung. — Da próxima vez preste mais atenção, garoto.

— Não seja tão duro com ele, Hoseok — uma voz diferente soou, todos os olhares foram direcionados ao homem que antes dormia no canto, ele já estava de pé e caminhava tranquilamente até os dois sentados no chão.

Era alto, magro, possuía fios escuros e voz suave.

— Eu te acordei? — Hoseok se afastou e deixou que o outro começasse a enfaixar o tornozelo de Taehyung, ele parecia ser melhor naquilo.

— Não, eu ouvi os zumbis — ele falou tranquilamente. — Vocês realmente trouxeram uma horda, vamos ter sorte se todos forem embora até o amanhecer. A propósito, sou Seokjin.

— Eles são idiotas, acredita que estavam gritando na floresta? Precisei ir ver o que estava acontecendo e os trouxe para cá, os refugiados sempre fazem bagunça e atraem criaturas inoportunas.

— Não os culpe por isso, eu era exatamente igual quando deixei meu refúgio, me deparei com coisa bem pior do que meia dúzia de mortos-vivos — Seokjin suspirou e terminou o trabalho com as bandagens. — Aposto que Rose não gostou de vê-los aqui.

— Você sabe que ela odeia refugiados, só abre exceção para você.

— Vocês poderiam parar de falar de nós como se não estivéssemos aqui? — Yoongi interveio, alternando o olhar irritado entre Hoseok e Seokjin. — E seria legal da parte de vocês explicarem do que estão falando, refugiados? Mortos-vivos?

— Comecem pelos nomes — Hoseok guardou a maleta dentro da mochila e fez um sinal para que se sentassem no chão. — Como se chamam?

— Taehyung, Jungkook, Namjoon e — o Min apontou cada um deles e logo depois colocou o dedo em seu próprio peito — Yoongi. Pode explicar o que são aquelas criaturas que estão lá fora?

— Sou Hoseok, esse é Seokjin e a garota irritada no outro cômodo é Roseanne, minha irmã — o ruivo apresentou brevemente. — Se acomodem, eu tenho muito o que explicar.


Notas Finais


Confesso que fiquei meio "argh" com esse capítulo porque é meio que uma introdução, a ação de verdade começa no próximo rs
O que acharam? A opinião de vocês importa muuuuito, então podem perguntar qualquer coisa que não entenderem, ok?
até mais ~


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