História Recém-casados - Capítulo 7


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Categorias Naruto
Tags Amae, Fanfics Sasusaku, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Sasusaku Romance, Yu-amae
Visualizações 329
Palavras 1.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 7 - Sete


Fanfic / Fanfiction Recém-casados - Capítulo 7 - Sete

Seus olhos ainda estavam marejados, encarava Sasuke como se ele tivesse acabado de dizer uma loucura. Ele não era muito de falar, nos últimos meses, estava vinha se abrindo mais, falando algo a mais para deixa-la feliz, mas nada se comparava a um pedido de desculpas seguido de um “eu te amo”. Não, aquilo era demais para sua mente, era demais para suportar. Sasuke estava bem a sua frente, os olhos negros centrados nos seus, seu corpo junto ao dela, e ainda assim, não podia acreditar no que ouvira.

— Você me ouviu, Sakura? – Ele perguntou bem calmo, mostrou um sorriso que fez o coração da rosada explodir por dentro. Aproximou-se mais, tocando no rosto alvo, aquele que ele estava louco para sentir. — Me desculpa por... Ter a afastado pela manhã. Eu só estava... Confuso.

— Confuso? – Sakura sentiu o coração acelerar. — Você conheceu outra mulher e vai me deixar?

— Que? Não! – Sasuke sorriu abraçando a médica que apertou o abraço. — Porque eu deixaria a mulher que eu amo. Eu te amo, Sakura. – A rosada sorriu sentindo as primeiras lágrimas cair de verdade. Ele havia repetido que amava.

— Sasuke-kun.

— Me desculpe, por não ter dito antes. – A puxou para um abraço apertado, mergulhando sua cabeça por entre os cabelos róseos, cheirosos e macios. — Não pense em coisas que são impossíveis de acontecer. – Pediu e a rosada assentiu. — Eu não vou deixar você sozinha, não vou deixar você, nunca.

— Eu te amo também. – Sussurrou de volta, e ele riu amargurado, sabia que não merecia todo aquele amor. — Esses meses foram tão importantes. Eu tentei fazer tudo certo, e quando achei que estava indo bem, você mudou, eu esperei pelo pior eu.

— Sakura – Ele desgrudou-se do corpo dela, segurou o rosto fino forçando-a a lhe olhar — Não pense nada de ruim sobre nós dois. Não me pergunte como descobri que sou louco por você e nem quando. – Ela sorriu, assentindo. Não entendeu de primeira, mas aceitou aquilo rapidamente, emocionada pelo toque leve das mãos dele, pelo olhar sincero, pelo amor que sentia emanar daquele homem. — Só quero que nunca, nunca esqueça, eu amo você.

— Certo. Eu nunca vou esquecer isso, eu prometo.

— E mais uma coisa – Ele olhou para toda a sala antes de voltar a encarar Sakura completamente sério. Sakura também ficou séria, sem entender o que viria a seguir. Sasuke havia dito que a amava, seu sonho estava se elevando ao mais profundo dos seus sonhos. — Não quero que ande sozinha pela vila. Eu te acompanhando todos os dois, porque não quero que venha só.

— Sasuke, eu posso me virar sozinha. – Limpou as lágrimas rapidamente. — Não sou tão forte quanto você e o Naruto, mas posso me virar sozinha. Defender-me sozinha.

— O fato é que eu não posso te perder – Sakura engoliu a seco, as lágrimas voltaram a rolar pelo rosto, e ela ofegou, abaixando a cabeça. — E eu não conheci outra pessoa. Você é tudo que eu preciso para ser feliz. Obrigado.

— Eu te amo.

— Eu sei. Eu sei. Vamos para casa, eu preciso te amar ainda mais. – Ela sorriu.

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Ela sorriu boba, sem acreditar no que estava acontecendo, deu graças a Deus por tudo que pensara ser errado, não aguentaria ter Sasuke longe se, não agora que se apagou ainda mais ele, não agora que ela o amava muito mais, do que quando criança. Tudo agora era diferente, não podia deixá-lo e muito menos permitir, que ele a abandonasse.

Quando chegaram à casa de ambos, não conseguiram sequer formar pensamentos que não fossem pecaminosos, a sala, o banheiro e quarto, foi o cenário de um amor dado e recebido. Para Sasuke era tudo muito novo, pois se entregava com uma verdadeira paixão sem limites, talvez não fosse tão novo, pois descobrira que a amava muito antes, só não queria acreditar, enxergar isso, deixar fluir, tentou apagar, esquecer, afastar, mas não adiantou, casar com ela, apenas lhe deu a oportunidade de desfrutar de tudo aquilo que ele fugia, e lhe custou tudo.

Mas a sensação de não a ter perto de si, e os pensamentos de que depois de tudo aquilo a levaria para sua própria morte, não eram mais a primeira opção, nem a segunda, não existia mais. Não podia mais existir.

Depois de mais uma longa noite e amor, ambos caíram na cama, exaustos abraçaram-se e dormiram sentindo o cheiro um do outro. E depois daquela noite, nada mais seria como antes, ele sabia disso, ela também.

Os dias seguintes foram preenchidos com carinhos e amor, todas as manhãs não podiam sequer acordar juntos, se amavam loucamente, entre momentos fortes, quentes e determinados a disputar coisas banais. Os dias de folgas de ambos eram sincronizados, tudo para poderem ficar juntos e não ter nada a fazer fora de casa.

As missões não foram como antes, Sasuke não aceitou nenhuma que envolvesse mais de uma noite longe da vila, e foi apenas em três com Sakura, trocas de informações e avisos ao Kage de Sunna, coisa pequena, mas que envolveram ainda algumas mortes, ataques e uma noite de sexo ao luar, coisa que Sakura adorou fazer, e implorou para repetirem quando voltassem a uma aldeia pequena.

Após oito meses de casados, Sasuke achou que tudo aquilo seria para sempre, que tudo que passou todas as dores, sofrimentos e perdas, foram recompensadas com apenas um sorriso de Sakura, o trazendo a alegria que nunca esperou existir dentro do seu coração. A cada dia que passava, confiava que nada mudaria, mas infelizmente, a chance de acabar com Orochimaru mais uma vez tinha lhe fugido por entre os dedos, e cedo ou tarde, sabia que lidaria com aquela cobra.

Mas com toda certeza, ele esperava ser mais tarde.

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— Orochimaru-Sama. — O pupilo de sua maior confiança o aguardava aos arredores de Konoha. Com um sorriso no rosto o saldou.

— Kabuto... Ninguém por perto? — Perguntou, ouviu a resposta que queria de seu subordinado, e sorriu malicioso. — Hora de sonhar pequena.

Sussurrou devagar enquanto movia seus dedos para um novo jutsu.

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Sua cabeça doía bastante, não sabia se havia batido ela em algum lugar. Pela dor, jurava ter pelo menos caído em uma pedra, abriu os olhos sentindo o cansaço de seu corpo pesar sobre ele. Estava escuro, quente. Tentou passar as mãos pelo rosto, mas não conseguiu, estava... Presa?

— Sasuke-kun — Gemeu baixinho, não se podia enxergar nada naquele imenso breu. Com suas mãos presas, sentou usar os pés para tentar se mover. Ambos estavam presos também. — Sasuke-kun?

Chamou de novo, ninguém respondeu, o suor descia por sua face, Sakura se agoniou tentando levantar-se daquela mesa, mas, para onde havia ido sua força sobrenatural? As primeiras lágrimas começaram a cair. Ela se sentia fraca uma inútil como sempre fora marcada, um inútil. A inútil do time sete.

Balançou a cabeça, tentando dissipar esses pensamentos, ela nunca fora uma inútil, não foi no passado, nem no presente, e jamais seria no futuro, ela confiava em si, e Sasuke também confiava. Mas naquele momento, ela não conseguia se quer mover-se. A solidão lhe invadiu, tentando enxergar além do breu, ela procurava Sasuke, mas não o encontrava.

— Você disse que não me deixaria sozinha, Sasuke-kun.

Abaixou seu tom de voz tentou inutilmente soltar-se das amarras que lhe prendiam. Tudo em vão. De repente, as luzes se acenderam, forçando-a a fechar os olhos com tanta claridade. Ouviu passos vindos em sua direção, sorriu, era Sasuke com toda certeza.

Ele prometeu que não a deixaria sozinha, e não deixou, ele estava ali para ela, e jamais sairia de seu lado, pois ele a amava, e nunca a deixaria. Acostumando-se com a luz, Sakura abriu um sorriso e logo em seguida os olhos para ver seu grande amor.

Mas tudo que vira foi um sorriso sádico do homem que ela nunca, nunca mais queria ver em sua frente. O medo de possuiu, as lágrimas saíram sem ela ter controle.

— Seja bem-vinda, Sakura Uchiha.



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