História Recess - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Les Twins
Personagens Larry Bourgeois, Laurent Bourgeois, Personagens Originais
Visualizações 47
Palavras 1.419
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, cupcakes!
Talvez, eu tenha matado muita gente do coração. Talvez. Mas, fico feliz por saber que estão gostando. De verdade.
Obrigada pelo carinho!

Capítulo 13 - Accelerated Heart


Fanfic / Fanfiction Recess - Capítulo 13 - Accelerated Heart

Para chegarmos no Dr. P. Phillips Hospital, tivemos que alugar um carro. E não foi algo muito agradável para Larry, já que ele não estava querendo levar Lilo para um ambiente daquele. Porém, após muita insistência, meu irmão finalmente deixou aquele detalhe de lado, dirigindo até o hospital. Eu não possuía as exatas condições para ficar atrás do volante. O meu peito estava rasgando, enquanto o meu cérebro tentava me convencer de que tudo estava sob controle. Ela estava bem e não havia se machucado. Porém, meu estômago estava revirado. Parecia que era eu quem havia entrado naquele maldito carrinho de montanha russa.

Imediatamente, fui até a recepção, enquanto Larry distraía sua filha. Fiquei inundando a recepcionista com diversas perguntas. Não consegui nada. Nenhum ser vivo ali sabia me responder ou, pelo menos, me acalmar. E para deteriorar a situação, meu desespero parecia estar a um passo de tirar as pessoas do sério.

— Por favor, senhor. Tem de conter seus sentimentos. Isso não irá ajudar. — A voz baixa da recepcionista me deixava ainda mais aflito. Como se algo fora do meu alcance estivesse acontecendo. — Não posso dar informações acerca dos pacientes. Se o senhor é algum familiar, então deve esperar alguns minutos.

— Não, você não entende. — Sério. A qualquer momento, eu iria perder toda a minha paciência. — Quero saber sobre o estado de uma garota que trouxeram numa das ambulâncias. Você deve estar ciente do acidente que ocorreu, não é?!

— Sim, senhor. Mas, ainda assim, o hospital não permite que ninguém além dos familiares possa ter contato com os pacientes. — Ela conseguiu sorrir. Coisa que me deixou ainda mais nervoso. — O senhor pode dizer se possui algum grau de parentesco com a paciente?

— Não, mas...

— Sinto muito. Não pode vê-la. — E de repente, sem mais nem menos, como se eu não estivesse mais ali, ela se virou e voltou a organizar uma papelada.

Eu não pude me segurar. Esqueci a movimentação do local e criei coragem para assobiar, chamado sua atenção e a das demais recepcionistas. As pessoas começaram a me olhar de cima à baixo.

— A senhora não pode me deixar a ver navios! Tem que me dizer o que está acontecendo! Essa garota é importante para mim, entende? Se não me deixar ir até o quarto onde ela está, literalmente, vai ter que aguentar as consequências!

— O senhor precisa ficar calmo. — Envergonhada, ela se aproximou. E com instintos maternos acentuados, quis até segurar a minha mão. Mas, furioso, não deixei. — Não sabemos muitos detalhes dos pacientes que chegaram. Todas as ambulâncias foram recebidas por nossa equipe médica e não fomos informados sobre o estado de cada ferido. Tudo que deixaram sob posse da recepção foram alguns nomes.

MELANIE SINGE! — Sem querer, acabei gritando. Meu coração estava se afogando em angústia. — O nome dela é Melanie Singe. — repeti, enquanto ela se dirigia até a papelada, procurando pelo nome dela. Estava apreensivo demais.

Subitamente, Lilo abraçou a minha perna direita, perguntando o que estava acontecendo. Larry, que estava fazendo o possível para distrair sua garotinha, se ajoelhou diante de Lilo e explicou o que estava ocorrendo. Porém, de um jeito mais fantasioso. Na explicação dele, tio Lau estava impaciente e gritando com todo mundo, por que tinha medo de que estragassem a surpresa que havia feito para a nova namorada dele, que estava cochilando num dos quartos. Para Lilo, nós estávamos num tipo de castelo que tinha cheiro de remédio para tosse.

Mesmo não gostando de nada do que estava ouvindo, fiquei grato por ele ter tomado aquela atitude.

— Sinto muito, senhor, mas eu não consegui encontrar o nome dela. Aposto que outra recepcionista misturou todos os nomes. — Decepcionada, explicou. — Tenho apenas os dados dos pacientes que estão no laboratório médico, não os nomes das pessoas que chegaram com nossas ambulâncias. Sinto muito. Estou incapacitada para ajudá-lo.

EU NÃO VOU SAIR DAQUI!

— Bro, por favor. — Larry segurou o meu braço, me puxando para o lado. — Nós temos que ir. Não está ajudando.

EU NÃO VOU SAIR DAQUI, Lay!

— Bourgeois?

Eu quase sofri um AVC, assim que olhei para o dono da voz que havia dito meu sobrenome. Ela. Melanie. Seu olhar sereno, sorriso indefinido. Não parecia o tipo de pessoa que havia sofrido algum acidente. Estava bem, lúcida de tudo. Os seus cabelos encaracolados caindo nos pequeninos ombros.

— O que está fazendo aqui? — Ela perguntou, enquanto se aproximava. Eu nem respondi, apenas fechei os olhos. E assim que voltei a abrí-los, já estava nos braços dela. Não consegui soltar o seu corpo. Melanie não entendeu nada. — O que houve, Laurent?

— Aconteceu um acidente. Pensei que estivesse entre os feridos. — Minha voz saiu abafada, pois, havia afundado a minha boca em seus cabelos. Ninguém seria capaz de me tirar dos braços dela.

— E eu estaria, caso não houvesse saído do brinquedo a tempo. — Ela quis olhar em meus olhos, mas não consegui ter forças para me afastar. Não queria. — Priscille e eu já estávamos dentro do carrinho, quando ela decidiu que não iria mais querer andar na montanha russa. E para não ficar sozinha, também saí. Nós vimos o acidente acontecer. Terrível.

Melanie realmente parecia triste. E para confortá-la, passei meus dedos por seus cabelos e beijei sua testa. Ela ficou me olhando, surpresa.

— Você estava preocupado?

— Claro que sim, Melanie. Não iria saber o que fazer, caso minha heroína particular se machucasse. — Eu precisei me afastar de seu corpo. Aquilo estava ficando muito estranho e Larry poderia concluir que eu sentia algo por ela. Mas, para minha surpresa, Lilo se aproximou dela, abraçando suas pernas, sorrindo.

— Nossa, tio Lau! — Ela exclamou. — Sua namorada parece uma princesa!

                            •••

— Então, você veio ajudar todas as pessoas que ficaram feridas? — Curioso, perguntei. Após aquele momento muito estranho com Lilo, Melanie me levou até a área de lazer do hospital. Larry acabou correndo para o banheiro com sua filha, já que a garotinha estava apertada.

Estava muito aliviado por vê-la tão bem. Meu coração estava calmo e fiquei um bom tempo conversando com ela. E embora estivesse tranquilo, minha cara ainda estava no chão. Não sabia o que Melanie estava pensando sobre tudo o que Lilo havia dito. Não queria que ela viesse a acreditar que era eu quem dizia tudo aquilo para a minha sobrinha. Nem gostava dela. Melanie era uma amiga.

— Vou passar a tarde aqui. Queria ir para o hotel, tomar um banho, mas eu não posso deixar essas pessoas. É meu dever. Vi aquele acidente acontecer. — O seu olhar carregava frustração. — Você irá voltar para o parque?

— Preciso. — respondi. Não queria deixá-la ali, sozinha. Mas, aquelas férias eram minhas e de Larry. — Você vai ficar bem aqui? Quer que eu traga algo?

— Não, Laurent. Muito obrigada. — Gentilmente, sorriu. Desmanchava com aquele sorriso, a cada instante que ela o mostrava para mim. — É provável que eu fique correndo de um lado para o outro, ajudando. Mas, certamente, nós iremos nos ver amanhã, não é?

— Você vai voltar para o parque? — perguntei. Não era capaz de me ver nele, sem ela para me tirar da Terra. Ela disse que sim, balançando a cabeça. — Ainda bem. Você me deu um susto hoje e não quero passar por isso de novo.

Meiga, ela apertou meu ombro.

— Você é um fofo, Bourgeois. Não pensei que viria até aqui, somente para saber se eu estava bem.

Preciso de você, Melanie. — Quis que ela soubesse, embora aquilo tudo não fosse de grande importância. — Sou cercado por pessoas maravilhosas, mas nunca cheguei a conhecer alguém como você. Está salvando as minhas férias.

— Essa verdade é recíproca. Você está salvando as minhas. — Sua voz era tão doce e suave. Fiquei vermelho. Meu sangue fervendo debaixo da pele.

O Sol estava sumindo de vista. Um crepúsculo encantador iluminou o rosto dela, acentuando seus olhos grandes. O tipo de cena da qual eu iria eternizar, se tivesse uma câmera nas mãos. Cabelos iluminados pelo pôr do Sol amarelado. A sua boca carnuda, acentuada pela cor avermelhada das nuvens.

Aquilo encheu os meus olhos. Sua beleza exótica chegava a cegar. Parecia hipnose. E comecei a me sentir ridículo por permitir olhar para ela daquele jeito.

Mas, ainda assim, não pude conter aquela pergunta. Poderia arruinar minha vida ou a maneira como ela me olhava.

— Você quer sair comigo amanhã?

Não sei mais que diabos você está fazendo, Laurent Bourgeois! Você quer o que, afinal de contas, hein?


Notas Finais


Estou ficando sem palavras para as notas finais. Espero que tenham gostado do capítulo de hoje. Até o próximo!
Beijinhos!


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