História Recess - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Les Twins
Personagens Larry Bourgeois, Laurent Bourgeois, Personagens Originais
Visualizações 62
Palavras 1.755
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, cupcakes da minha vida!
Não preciso dizer o quanto estou agradecida pelos comentários de vocês. De verdade. Estão me dando a maior força! Sério.
#VALEU

Capítulo 14 - It's Not A Date


Fanfic / Fanfiction Recess - Capítulo 14 - It's Not A Date

— Calma. Me deixe entender. Você irá ter um encontro com uma garota que não significa nada para você? — Larry já estava me tirando do sério. Tudo aquilo por que Melanie Singe havia aceitado o meu convite. Iríamos sair juntos.

Contente, eu havia passado a noite inteira acordado, pensando no lugar que poderia levá-la. Não queria que a nossa tarde fosse desagradável, muito menos que precisasse dividir sua atenção com outras pessoas. Queria conhecê-la bem. E por aquela razão, iríamos assistir uma apresentação do BLUE MAN GROUP. O dia perfeito para saber quem Melanie Singe realmente era. Nós ficaríamos a noite inteirinha fazendo companhia um para o outro. Dois amigos. Entretanto, a cabecinha maluca do meu irmão, estava pensando que aquilo significava que eu sentia algo por ela. Não sentia.

— Não é um encontro, Larry. — Mal conseguia amarrar o cadarço do tênis. O nervosismo não deixava. Minha cabeça estava nas nuvens, imaginando como a garota assídua iria estar. Queria que ela usasse aquele mesmo vestido branco. O corpo de Melanie ficava bonito nele. — E nós iremos chegar cedo. É apenas uma apresentação rápida.

— Jura?! O BLUE MAN GROP irá se apresentar às nove. — Ele revirou seus olhos para cima. — Certamente, isso vai acabar tarde. É um encontro, Laurent.

— Não, não é, não. — Rapidamente, fui procurar um boné mais bonito. Larry ficou observando o meu desespero. Não poderia mentir para ele. Eu estava muito nervoso mesmo. Não queria parecer um idiota perto dela. — Eu nem gosto dela.

— Sério?! Então, por que você está se produzindo todo, hein? — perguntou.

— Larry, por favor. Chega. — Eu tive que chamar sua atenção. — Qual será o problema se eu ficar a noite inteira fora? Não significa que esteja apaixonado por Melanie. Nós apenas iremos sair juntos. Não é um encontro.

— Então, por que comprou flores?

Nem consegui responder. E não fui capaz de demonstrar indiferença. Minha cara de pau se desmanchou e as maçãs do meu rosto ficaram avermelhadas.

Porcaria. Eu devia ter escondido as flores. Por que não fiz isso, hein?

— Acho que ela merece ganhar um buquê. — falei. Depois, cheio de orgulho, fui até minha cama, pegar o casaco que estava sobre ela. Não queria ouvir o que Larry tinha a dizer. Seriam ilusões.

Porém, sorrindo como alguém que havia descoberto um segredo revelador, ele apontou seu dedo para mim:

— Você, Laurent Bourgeois, deveria tomar um pouco de semancol. Acha que eu nasci ontem, é?! Você sente atração por ela. Você gosta dela.

— Larry. — Fechei a cara.

— Não adianta mentir. Tudo isso já está começando a ficar visível. Se fosse mentira, não estaria vermelho.

— Chega disso, Larry. — Eu fui até a porta do quarto, irritado. Não estava à vontade. Não queria falar sobre aquilo.

Não estava apaixonado por ela. Só a presença de Melanie era importante. A amizade dela. Meu coração pertencia a outra. Seria daquela maneira, sempre. E embora eu ainda estivesse com aquele curativo adesivo no dedo, não era sinal de que nutria algum tipo de sentimento por ela. Afinal, Melanie era complexa.

A complexidade que me alegrava.

                            •••

Melanie estava linda. Maravilhosa. Usava um vestido vermelho que deixava suas curvas bem desenhadas. Cabelos presos num coque rosquinha. Nenhum tipo de maquiagem. Gostei bastante. Os olhos dela eram brilhantes demais para ficarem escondidos por trás de sombras ou rímel. Eu não pude segurar os meus braços, assim que a encontrei. Precisei abraçá-la e apertar seu corpo esbelto. E ela, simpática como sempre, ficava me envolvendo com os mais variados tipos de elogios. Havia gostado das minhas roupas. Fiquei contente. Aproveitando a oportunidade, entreguei as flores. Rosas brancas, bonitas.

— Puxa! Obrigada, Laurent! Não sei o que dizer! — Ela apertou o buquê, com um sorriso enorme nos lábios. — Eu não comprei nada para você. Me desculpe.

— Tudo bem. Você merece.

Muito mais do que imagina.

— Você ajudou muitas pessoas lá no hospital? — perguntei, antes que não fosse capaz de tirar meus olhos dela. E enquanto nós andávamos rumo ao local da apresentação, ela dizia o quanto feliz estava por ter sido de grande ajuda. — É bom vê-la desse jeito. Elas são malucas por você, não é mesmo?

— Sou suspeita para dizer. Apenas sei que o meu amor por elas é objetivo e incondicional. — Seu sorriso ficou cheio de luz. Visivelmente, era um assunto de grande importância para ela. — Iria ser a maior orgulhosa de todas, caso ficasse de braços cruzados para elas. Por isso, resolvi criar um projeto. Para ajudar.

— Você é de outro planeta, não é?

— O quê? Você encontrou a minha nave?! Pensei que tivesse perdido ela! — Foi a forma que ela encontrou para me fazer rir. O tiro certeiro. — Isso é demais pra mim. Não sou melhor que ninguém.

— Não é isso que quero dizer. Não conheço muitas pessoas que me fazem tão bem quanto você. Também não sou o tipo de cara que merece conviver com uma mulher tão bondosa e gentil. Você é tudo isso, Melanie. Tudo isso e mais.

Vous devez mieux me connaître.

Fiquei surpreendido. Ela realmente era uma caixinha de maravilhas. Ouvir o francês tão perfeito dela me deixou um pouco aéreo. O bastante para ficar com meus olhos fixos nela, refazendo aquela frase. Vous devez mieux me connaître.

Eu devia te conhecer melhor, é? Ok. Era justamente o que eu queria.

— De onde você veio, hum? Posso saber disso? — Com um sorriso na boca, perguntei. — Primeiramente, você mora aonde? Lá em Nova York?

— Claro. Não poderia escolher um lugar diferente. Eu preciso ficar perto do trabalho. Dos meus vários, na verdade. — sorriu. — Mas, antes disso, eu morava no meu país de origem. Brasil.

O QUÊ?! BRASIL?! AQUELE LINDO E BELÍSSIMO PAÍS?! ESTÁ EXPLICADO. EU FINALMENTE DESCOBRI DE ONDE VÊM A SUA BELEZA EXÓTICA! UHUUUUUU!

Estava agindo como um imbecil.

— Teria ficado por lá, mas todos os meus sonhos não cabiam naquele país. — Ela realmente possuía um sorriso tão encantador. — Precisava voar, entende?

— Entendo. Mas, infelizmente, não encontrei sua nave ainda. — Eu também resolvi fazê-la rir. Dito e feito. Consegui.

— Não, não quero voltar para meu planeta, obrigada. Esse é bem legal. — E ela entrou naquela brincadeira, rindo.

Era idiotice, mas quis segurar suas mãos e apertar seu corpo contra o meu. O cheiro dela era tão gostoso. Era como se estivesse entre morangos silvestres. Mas, com muito controle, não fiz aquela besteira. Não poderia. Amava Jessica.

Então, sem mais delongas, fomos até o local da apresentação. Estávamos entusiasmados. Melanie ainda não tinha visto nenhum show do BLUE MAN. Para a minha infelicidade, não conseguimos encontrar lugares próximos ao palco. A arena estava quase cheia. Faltava vinte para às nove. Outra infelicidade. Caso o show demorasse para começar, eu iria cometer uma grande burrice.

Não conseguia parar de olhar para as pernas dela. Estava tentando.

Porém, subitamente, duas garotas aparentemente frenéticas apareceram à nossa frente, sorridentes. Melanie ficou confusa, assim que uma delas tirou seu celular do bolso e pediu para que tirasse uma foto comigo. Para não estragar os únicos minutos que tínhamos antes da apresentação do BLUE MAN GROUP, eu tirei uma foto com elas.

— Obrigada, Laurent! Isso significa muito para nós! Adoramos você! — Uma delas ficou com a sua mão sobre o meu ombro, apreensiva.

— VOCÊ É DEMAIS! CERTAMENTE, OS LES TWINS NOS INSPIRAM! VOCÊS SÃO GRANDES DANÇARINOS! — A outra quase perdeu a noção de como usava o oxigênio. Fiquei sem graça demais. E os olhinhos confusos de Melanie também não ajudavam muito. — DIZ PARA A BEY QUE NÓS A AMAMOS!

Logo, após aquelas duas criaturas terem tirado muitas casquinhas de mim, a apresentação começou. Fiquei triste por não poder explicar à Melanie o que havia acontecido, embora ela houvesse se mostrado muito indiferente. Ficamos um longo período sentados, olhando os homens que estavam em cima do palco. E assim que se passaram duas horas e meia, Melanie e eu saímos da arena. Já estava tarde o suficiente para que fosse para seu hotel sozinha, então, como um verdadeiro cavalheiro, me ofereci para ir até lá com ela. Seria bom. Teria tempo o bastante para explicar aquele ocorrido.

— Não achei que fosse dançarino. — Ela comentou, assim que estávamos próximos ao Best Western Plus, que era o hotel onde estava hospedada. — Você se lembra daquele desfile da coleção do MARC JACOBS que fomos? Então, você me disse que era modelo.

— Sou. Coreógrafo está nesta lista também. — Tive que sorrir para mostrar que, apesar de tudo, era aquele cara que estava na frente dela. Mesmo assim, os olhinhos de Melanie pareciam confusos.

— E a Bey da qual aquelas garotas estavam falando é a Beyoncé? Por favor, não me diga que tem outra mulher com esse nome. — pediu, sem jeito. Falei que era a própria e Melanie suspirou. — Uau! Então, Laurent Bourgeois trabalha para a diva das divas, é?

— Não trabalho para ela. Trabalho com ela. — corrigi, sorrindo. Ela também sorriu, concordando. — Na verdade, tudo isso é uma loucura. Minha vida é louca.

— Imagino. As pessoas devem ser apaixonadas por você, não é mesmo?

— Por quê? Você é? — brinquei. Eu não deveria ter feito aquilo. Algo dentro de mim ficou completamente revirado e não era o meu estômago. Esperava que ela dissesse que sim.

Mas o que você faria, hum?

Nada. Não gostava dela.

Entretanto, mesmo tentando ser o mais forte que pudesse, acabei tendo o meu momento de fraqueza. Não fui para o meu hotel, assim que levei Melanie até o dela. Fiquei ao seu lado, fingindo que estava ocupado demais para lembrar de que deveria voltar para o meu. Então, na maior inocência, Melanie cumprimentou o senhor da recepção e me apresentou a ele, sorridente. Logo depois, me levou até a porta do quarto onde havia estado hospedada durante todo aquele tempo, mostrando onde poderia encontrá-la.

Agora já sei onde bater, caso venha precisar de algum ombro amigo. Ótimo.

Mas, ao contrário do que esperava, eu não fui embora. Fiquei olhando para seus olhos, torcendo para que alguma coisa diferente acontecesse. Não queria voltar para o hotel.

Eu queria outra coisa. E sabia qual coisa era. Queria ficar com ela. Mesmo que fosse apenas para vê-la dormir. Iria ser um presente. Melanie era belíssima.

Ela abriu a porta de seu quarto. O sorriso mais puro em seus lábios.

— Já está tarde, não é? O caminho para o seu hotel é rápido? — perguntou.

— Um pouco. — Fui breve.

— Tenho o costume de tomar uma xícara de café bem quente. Faz bem. O que acha de me acompanhar, hum?

Fiquei boiando.

— Você quer entrar, Laurent?


Notas Finais


Sem palavras para as notas finais.
Até o próximo capítulo.
Beijinhos!


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