História Recess - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Les Twins
Personagens Larry Bourgeois, Laurent Bourgeois, Personagens Originais
Visualizações 69
Palavras 1.644
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Cupcakes!
Sem palavras para as Notas do Autor também. Que coisa.
Bom, espero que gostem.

Capítulo 15 - What Could I Do


Fanfic / Fanfiction Recess - Capítulo 15 - What Could I Do

Ambos os músculos do meu rosto ficaram paralisados. Não tive palavras o suficiente para responder. Ela continuou com seus olhos sobre mim, esperando.

— Você não quer entrar? — Voltou a perguntar, sorriso maroto nos lábios. A verdade era que eu queria. Entretanto, a minha consciência estava contra aquela atitude. Poderia ser um grande erro.

E daí se você cometê-lo? Entre!

— Já é tarde. Não quero atrapalhar você. — Foi a minha desculpa ordinária.

— Por favor, Laurent. Apenas quero retribuir. Você comprou flores tão lindas para mim! Gostaria de dar algo à você.

— Não é necessário, Melanie.

— É, sim. — balançou sua cabeça. — Por favor, Laurent Bourgeois. Não seja orgulhoso. É apenas uma xícara de café. O mínimo que posso fazer por você.

Sabia daquele detalhe. Uma xícara de café. Queria mesmo ficar ao seu lado naquela noite, porém, tinha medo. Havia uma pequena parte em mim que estava prestes a fazer uma besteira. E se fosse para dentro do quarto dela, então aquele erro provavelmente seria cometido.

E somente Deus sabe o que posso fazer com você, Melanie Singe.

Porém, afastando tal pensamento da cabeça, aceitei o convite dela e entrei em seu quarto, encolhido. Contente, ela fechou a porta e foi correndo até o sofá, ajeitando ele para mim. Fiquei sem jeito. Não merecia tanto. Melanie era adepta a me dar coisas das quais não era digno.

— Será que você pode fingir estar num quarto super organizado? Não tive tempo para arrumar essa bagunça. — O sorriso tímido em seus lábios carnudos me fez concordar com aquele pedido. — Mesmo distante de Nova York, procurei trazer meu projeto comigo. Uma vez ou outra, refaço alguns termos e crio novas ideias. Há muitas pessoas para ajudar.

— Claro. — balbuciei. E sorridente, ela perguntou se queria marshmallows. Falei que sim. Mergulhados no café. — O Best Western Plus é bonito. Belo hotel.

— Três estrelas. E você? Onde está hospedado? — De maneira atraente, sua voz parecia um convite agradável para o erro que eu esperava não fazer.

Loews Portofino Bay. — Curioso, fiquei a observando preparar o café. Foi outra péssima ideia. Olhar para Melanie estava sendo um sacrifício gigantesco.

— Ótimo, Bourgeois. Você ganhou. Somente pela quantidade de estrelas. — brincou, colocando as xícaras sobre um prato de vidro. — Afinal, você está certo. Dinheiro foi feito para ser gasto. — Com um sorriso enorme nos lábios, Melanie me estendeu uma xícara, assim que se acomodou ao meu lado.

Por favor, cruze suas pernas para o outro lado. Acho que peguei a safadeza de Larry. Não posso segurar minha mão.

— Está gostoso. Obrigada. — falei, após provar um pouco do café quente. E ela agradeceu o meu elogio. — Não é a toa que trabalha numa cafeteria. Deve ser a melhor daquele lugar, não é?

— Certamente, não. Já basta ser a melhor do salão de cabeleireiro. — Com um olhar provocador, brincou. Comecei a rir, fazendo uma careta. — Verdade.

— Como você é humilde!

— Jura, Laurent Bourgeois? E você deve ser expert no quesito de olhar para o bumbum da sua patroa, não é? — Com muito carisma, ela me provocou. E eu só revirei meus olhos, sorrindo. — Admita.

— Mereço essa acusação? — Eu fiz uma careta engraçada, levando uma das mãos ao peito. Melanie começou a rir. — Sou um anjinho, sabia?

— Claro. Só falta a auréola. — Seus olhos ficaram iluminados. — Relaxe. Até eu ficaria olhando para o bumbum dela.

— Grande revelação vinda de uma garota tão bonita. — Fiz questão de não deixar aquela passar. E ela me deu um empurrãozinho leve, sorrindo.

— Tenho muitos segredos. E estou sendo completamente sincera. Beyoncé é encantadora e eu ficaria com os olhos colados no corpo dela, certamente.

— Devo começar a pensar que isso é estranho? — perguntei, observando os seus olhinhos brilhantes.

— Estranho é você ficar ao lado de uma mulher bonita e não achar o corpo dela atraente. — Ergueu a sobrancelha.

— Eu não faço isso. — Pus a minha xícara sobre a mesinha de centro. — Sou corajoso o bastante para dizer para uma mulher quando acho seu corpo atraente.

— Mentiroso. — provocou.

Eu acho o seu corpo atraente. — Do nada, sem mais nem menos, soltei a pérola. Me arrependi, logo depois. Seus olhos arregalados me constrangeram de uma forma inexplicável.

Então, resolvi ficar calado. Melanie olhando para sua xícara, envergonhada.

Viu só o que você fez, inteligente?! E agora?! O que será que ela deve estar pensando, Laurent Bourgeois? Corrija as coisas! Use as palavras certas!

— Você é linda, Melanie. Tem uma simpatia inigualável e um coração puro. Não sei como as pessoas se sentem em relação a você, apenas tenho certeza de que está me ajudando muito. Tem uma parte significante no meu coração. Juro.

O que está fazendo?! Devia corrigir suas palavras, não piorar a situação!

— Obrigada, Laurent. Também está sendo muito importante para mim. São as melhores férias da minha vida! — Ela pôs sua mão sobre meu braço.

Foi quase. Quase fiz uma besteira. Por sorte, minha consciência me puxou de volta para a realidade. Amava a Jess.

— Pode me falar mais sobre você? — Decidi mudar de assunto, sorridente. — Ou vous voulez me parler en français?

— Não. Não quero conversar com você em francês, meu caro. E se isto foi um teste, felizmente, fui aprovada! Uhu! — Ergueu suas mãos, comemorando. Eu não consegui conter as risadas. — Acho que, ao invés disso, pode me contar um pouco sobre você, não concorda?

— Tenho dúvidas ao seu respeito.

— Sabe muitas coisas sobre mim.

— Desde quando, mocinha? — Fiz uma careta, erguendo a sobrancelha. — Eu mal conheço Melanie Singe.

— Claro que conhece. Eu sou o seu pai. — Com uma voz rouca, ela imitou o Darth Vader. Até fez um sinal com seus dedos, postura ereta. Pronto.

Foi o suficiente para que quisesse abraçá-la, apertá-la. Beijá-la. Como quis beijá-la. Seus lábios convidativos eram exatamente aquilo que Larry havia dito. Um pecado que qualquer um cometeria. E por uma fração de segundo, também sentia vontade de cometê-lo. Muita.

Você poderia fazer isso, caso não fosse apaixonado pela Jessica. Sempre será dessa maneira, afinal.

— Me fale, senhor Bourgeois. Além de dançar e planejar coreografias, gosta de outras atividades? Possui um hobby?

— Gosto de tirar fotos, sabe? Nada de mais. Eternizar alguns momentos. Eu sou bom nisso. E você? Melanie Singe é apaixonada por quais atividades, hum?

— Não faço muitas coisas quando estou sozinha. Gosto de companhia. Eu sou apaixonada por joguinhos!

— Como assim? — perguntei.

Então, rapidamente, ela correu até outro cômodo de seu quarto. Olhei para o relógio em meu pulso, pensando qual seria a recepção que Larry faria, assim que chegasse no hotel. Estava tarde. Eu teria me levantado do sofá e ido de volta para o Loews Portofino Bay, porém, não fui capaz de fazê-lo, assim que Melanie voltou a entrar na sala, sorridente. Uma caixa colorida nas mãos.

— O que é isso? — perguntei. E ela me surpreendeu, novamente. O jogo que poderia arruinar aquela noite. TWISTER.

Não mesmo, Laurent. Esse jogo vai deixar você maluco. Só Deus sabe todas as posições em que essa garota irá ficar!

— Venha, minha querida vítima. Eu prometo que irei pegar leve com você. — Ela esfregou suas mãos, sorrindo. — É o meu jogo predileto, sabia?

— Mas, infelizmente, não é o meu. — falei, enquanto me colocava de pé. Eu não estava disposto a correr aquele tipo de risco. — Já está tarde. Preciso voltar.

— Tem certeza de que não quer ao menos vencer uma partida? Você pode ficar mais alguns minutos.

Eu quero ficar. Juro que quero.

— Não, obrigado. Quero voltar.

Mentira.

— Tudo bem, então. — Confusa, ela me acompanhou até a porta. Assim que saí de seu quarto, agradeci sua atenção e a xícara de café. — Isto não foi nada. É o mínimo, diante do buquê que me deu.

— Aquilo também não foi nada. — balancei a cabeça, sorriso tímido. — Nós iremos nos encontrar amanhã?

— Espero que sim, Bourgeois.

— Ótimo. Tenha uma boa noite.

— Igualmente. — Ela ficou na ponta dos pés, colocando suas mãos sobre os meus ombros. Meu coração bateu num ritmo acelerado, assim que aproximou o seu rosto do meu e colou seus lábios na minha bochecha. Pensei que iria surtar.

Não poderia mentir. Quis cometer o erro que estava evitando aquela noite inteira. Quis beijar seu pescoço e despir seu corpo esbelto. Mas, não.

Isso é apenas atração, Laurent. Os seus sentimentos estão confusos. Deve ser saudades da sua linda Jessica. Isso.

                            •••

Uma e treze da madrugada. A hora em que cheguei no hotel. Felizmente, os meus dois amores estavam dormindo, o que me deixou extremamente feliz. Não haveriam perguntas desnecessárias ou entrevistas longas. Muito melhor. Estava cansado e queria apenas me deitar. Meu corpo estava mergulhado em exaustão.

Porém, assim que entrei no quarto, não consegui pensar em outra coisa. Os lábios dela estavam em minha cabeça.

Foi um beijo na bochecha, sei. Mas valeu, como se tivesse sido na boca.

Valeu mesmo. Verdadeiramente. A sua pele macia, seu cheiro de morangos silvestres. Aqueles olhos tão atrativos.

O QUE ESTÁ FAZENDO?!?! Esqueça essa mulher, Laurent Nicolas Bourgeois! Melanie Singe nem é tão preciosa quanto a sua Jessica Aidi. Você sabe disso.

Obviamente. Porém, de repente, as coisas foram perdendo o sentido. Ficar noites à fio pensando numa garota que nem sequer me procurava, havia perdido o sentido. Nada mais parecia igual. Meu coração estava acelerado. Minha mente estava procurando processar tudo.

Não queria estar ali. Aquele quarto era inútil. Queria estar com ela.

Entretanto, antes de deitar sobre a cama, meu celular vibrou. O tirei do meu bolso, lentamente. Mensagem de voz. O meu semblante congelou. Era ela.

Jessica.

Oi, Lau. Sou eu. Quero muito falar com você. É preciso. Não podemos adiar mais. Meus compromissos acabaram e eu soube que está em Orlando. Eu quero me encontrar com você, então vou para a UNIVERSAL amanhã de manhã. Tchau.

O que está acontecendo?! Eu devia estar feliz com isso, não devia?!


Notas Finais


Beijinhos e beijinhos!


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