História Recomeço! - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Hyuna, Romance, Século Xix, Soohyun, Taegi, Vsuga
Exibições 52
Palavras 1.959
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 4 - Não se preocupe tanto!



  Quando chegamos à vila, o sol já estava a pino. Taehyung me ajudou a descer da carruagem e não saiu de perto de mim um só instante. Ele ficava olhando para todos os lados esperando que um homem-bomba se atracasse a mim, ou algo do tipo. Era muito ridículo.

  Isaac mais uma vez empilhava caixas sobre o teto. Hyuna explicava ao garoto como as caixas deviam ser dispostas. A costureira já havia bolado uma solução para esconder minha atadura.

  - Et voilà! Esta é a última, cheri - disse madame Georgette, colocando o último pacote sobre a pilha na calçada. Ela ajeitou o corpete do vestido, deixando seu busto avantajado menos exposto. - Trabalharrei nas mangas esta tarrde. Amanhã estarrá prronto, sim? Eu mesma irrei levá-lo até a prroprriedade dos Kim. Mas, se me perrmitirr colocar apenas um pouquinho de corr na...

  - Não quero, madame - sacudi a cabeça, rindo. Ela não desistiria até que eu estivesse na porta da igreja, e mesmo assim eu podia apostar que ainda tentaria me fazer mudar de ideia quanto ao terno. - Valeu por me socorrer e por... dar conta do pedido exagerado do Tae.

  Ela se voltou para ele e piscou um dos olhos azuis. Taehyung sorriu de volta de um jeito conspiratório. Por um instante, o rubor natural de madame Georgette se intensificou. Acabei rindo. Eu conhecia bem aquela sensação.

  - O senhorr Kim é admirrável! Um homem que se prreocupa assim com as necessidades de seu fiancée... e sem que ele o atorrmente! Tirrou a sorrte grrande.

  Eu o fitei também, bem a tempo de ver aquele sorriso tímido brincar em sua boca.

  - É. Sou um garoto de muita sorte. - E, com deleite, assisti às bochechas dele ganharem o mais delicioso tom de rosa.

  Ela se despediu logo depois de garantir mais uma vez que meu terno estaria pronto na primeira hora do dia.

  Hyuna, porém, não estava satisfeita com a arrumação de Isaac e
continuou a dar instruções. Tae seguia vigilante, olhando em todas as direções.

  - Parece bem tranquilo hoje.

  - Claro - respondi. - Tá todo mundo enfiado em casa se aprontando para um casamento que só vai acontecer amanhã.

  Ele franziu o cenho e me puxou para o lado, para que eu ficasse na calçada, ao avistar uma carruagem se aproximando devagar.

  - E você desaprova - afirmou.
Dei de ombros.

  - Só não quero que gaste tanto dinheiro comigo.

  - Não estou gastando, estou... - Ele coçou a cabeça de um jeito muito fofo, enquanto tentava encontrar as palavras certas. - Usando meus recursos para fazer feliz o homem que amo.

  Eu fiquei na ponta dos pés para beijá-lo, mas me detive. Estávamos na rua, em público. As pessoas do século dezenove não eram muito a favor de demonstrações públicas de afeto - ainda mais quando era um casal gay.

  Sacudi a cabeça, irritado, e suspirei.

  Século dezenove estúpido!

  - Yoongi, estaria disposto a me acompanhar até a...

  Alguém chamou por ele, interrompendo-o.

  - Senhor Kim, quão oportuno encontrá-lo! - disse o senhor Kwon, velho conhecido dos Kim e pai de SunHee.

  A moça seguia o pai, acompanhada de uma garota tão jovem quanto Hyunaa, que eu ainda não conhecia.
SunHee era a mulher perfeita, com seus cachos loiros, olhos azuis e modos refinados, e amava Tae desde que nascera, pelo que eu soube. Ela me incomodou por um tempo, mas agora - que eu estava de casamento marcado - desejava que fôssemos amigos. Prova disso era que eu estava pronto para suportar seu olhar zangado ou frio por ter despedaçado suas esperanças ao me meter na vida de Tae, ainda que sem querer.

   No entanto, ela não fez nada disso. Na verdade, mal me olhou. Sua atenção, como sempre, estava voltada para Taehyung, e seu rosto se iluminou ao cumprimentá-lo.

  Tá legal, não ia rolar amizade nenhuma se ela não parasse de olhar para Tae daquele jeito!

  - Lembra-se de minha sobrinha, senhor Kim? - o homem com um imenso bigode indicou a garota pouco menor que Hyuna.

  Os cabelos ruivos da menina escapavam de forma desordenada do chapéu de abas rendadas. Era a primeira vez que eu via uma moça com o cabelo fora de controle desde que chegara ali. Gostei dela imediatamente.

  - Claro que me lembro. - disse Tae, se inclinando de leve. - Como tem passado, senhorita Jihyun? Espero que a visita não seja tão breve quanto a última. Hyuna lamentou muito sua partida no inverno passado.

  - Estou mu-muito bem, senhor. - Jihyun corou quando Tae sorriu
para ela.

  Suspirei para evitar grunhir. Era melhor eu me acostumar com aquilo de uma vez. Taehyung era lindo, e eu não era o único que tinha olhos.
Infelizmente.

  - Não sei ao ce-certo quanto tempo ficarei com tio. Talvez alguns meses. Meus pais viajaram para a Europa.

  - Excelente notícia! Teremos o prazer de sua companhia por mais tempo. - Tae olhou para mim. - Permita-me apresentá-la o meu noivo, Min Yoongi.

  A menina arregalou os olhos mas sorriu fraco.

  - Oi - eu sorri para ela.

  - Encantada em conhecê-lo. - Ela fez uma pequena reverência.

   Hyuna, terminando de organizar o enxoval, juntou-se a nós naquele instante, saudando os recém-chegados.

  - Se nos permitem - começou o senhor Kwon -, os cavalheiros precisam discutir um assunto muito importante. - Ele puxou Tae de lado e começou a falar, animado, sobre cavalos. - Soube de seu acidente, senhor Yoongi. - disse SunHee - Espero que nada grave tenha lhe acontecido.

  - Só um corte no braço - mostrei o curativo sujo.

  - ... estou pensando em comprar uma nova égua - dizia o senhor Kwon a Tae. - Sua opinião é muito importante para mim. A carruagem está logo ali. Venha dar uma olhada.

  - Bem, senhor Kwon, eu adoraria, mas... - Taehyunv me fitou de canto de olho, parecendo preocupado.

  Lutei para não revirar os olhos.

  - Vá com ele - indiquei com os lábios. Ele sacudiu a cabeça, teimando. - Ah, Tae, pelo amor de Deus! - praguejei, me aproximando dele. - Desculpa, seu Kwon, mas preciso falar com o Tae um minutinho.

  Eu o peguei pelo braço e o arrastei para longe dos ouvidos curiosos, deixando o senhor Kwon e as garotas (exceto Hyuna, já bastante acostumada com o meu jeito) espantados.

  - Você precisa ir ver seja lá o que for que o seu Kwon quer. É o seu trabalho! - sussurrei.

  - Posso fazer isso outra hora - ele rebateu de pronto. - Não vou deixá-lo sozinho.

  Eu gemi.

  - Droga! Tudo bem, escuta. Ontem, quando eu fui para o meio da rua, não foi por nenhum problema de desatenção nem nada assim.

  - Não? - ele franziu o cenho, confuso. Respirei fundo e baixei os olhos.

  - Não. Foi porque eu... bem... vi você. - Examinei sua expressão.

  Nunca em toda minha vida pensei que poderia deixá-lo tão perturbado, ainda mais depois de ter contado que vim do futuro.

  - E os meus pés meio que ganham vida própria quando eu te vejo - dei de ombros. - Você é tipo um ímã pra mim. Você sabe o que é um ímã?

  Taehyung fechou a cara e me observou com intensidade.

  - Eu sei bem o que é um ímã. Mas como pode me dizer isso só agora? - ele resmungou, rangendo o maxilar.

  - Porque é muito constrangedor! Eu não tinha a intenção de te preocupar, mas não imaginei que você fosse ficar tão neurótico.

   Ele sacudiu a cabeça, impaciente.

  - Por que me diz isso agora, aqui na vila, onde há tantos conhecidos e não posso beijá-lo?

  - Ah! Aaaaah! - não consegui conter o sorriso. - Bom, eu não conheço aquele cara ali. - Apontei para um homem que passava apressado com um pão no sovaco.

  Tae olhou por sobre o ombro e fez uma careta triste.

  - Infelizmente, eu sim. - Ele deu um passo à frente, tomou minha mão e plantou um beijo quente e demorado em minha palma. - Isso é tudo
o que posso fazer no momento.

  - E se eu te arrastasse para aquele cantinho ali? - perguntei, esperançoso.

  Taehyung soltou um gemido gutural que eu conhecia bem. Todos os pelos do meu corpo se arrepiaram em resposta.

  - Creio que seríamos detidos por ofender a moral e os bons costumes. - Ele tentou conter a diversão, mas falhou vergonhosamente. - É melhor não arriscar. Temos um compromisso importantíssimo amanhã.

  - Bom, então, já que você não vai ficar de amassos comigo pela vila, pelo menos tente resolver seus assuntos com o seu Kwom. Eu
preciso passar no sapateiro.

  - Tem certeza? - ele alisou a bandagem em meu braço com a pontinha dos dedos.

  - Tenho.

  Tae avaliou minha expressão e cedeu com um ligeiro aceno de cabeça.

  - Tudo bem. Eu o encontro daqui a... - Ele levou a mão ao bolso, tateou procurando alguma coisa, então franziu a testa, e uma pontinha de
tristeza se fez visível em seus olhos de ônix. Ele estava procurando seu inseparável relógio. - Bem, eu as encontro em breve.

  A tristeza que ele tentou disfarçar fez meu peito se contrair até eu quase não conseguir respirar. Ele não percebeu o pesar em meu rosto e me
conduziu de volta ao pequeno grupo antes de aceitar o convite do senhor Kwon. O homem já se colocara em movimento, porém meu noivo se deteve e se dirigiu à irmã:

  - Hyuna, pode me fazer um favor? Vou encontrá-los aqui assim que
puder, mas, quando me vir, por gentileza, segure o braço de Yoongi e não solte até que eu os alcance, está bem? - Ele me fitou pelo canto do olho com um ar brincalhão.

  A menina franziu o cenho ao mesmo tempo em que eu corei.

  - Está bem - ela concordou, confusa.

  Assim que os dois homens se afastaram, Hyuna, eufórica, começou a contar para as amigas sobre os preparativos do casamento. Jihyun não prestava muita atenção, observando-me com curiosidade e um leve sorriso nos lábios.

  - Que foi? - passei a mão em meu cabelo, para me certificar de que estava tudo bem. Os fios estavam macios e comportados, as ondas marcadas. Os óleos fizeram toda a diferença no meu creme de abacate.

   - Seu cabelo é muito bonito, senhor Yoongi - disse Yoongi, meio sem jeito.

  Era a primeira vez que uma pessoa elogiava meu cabelo na rua. Em qualquer século!

  - Graças a um tratamento novo que descobri. Nem sempre ele fica assim.

  - Verdade? - ela deu um passo à frente sem notar. - Eu já tentei de
tudo com o meu. Mamãe diz que é eriçado porque nunca tenho paciência para escová-lo cem vezes todas as noites, mas ela não entende que quanto mais escovo...

  - Mais ele sai do controle - completei.

  - Sim! - ela disse, com os grandes olhos verdes reluzindo. Dei risada.

  - Tenho bastante creme agora. Vou separar um vidrinho pra você e
amanhã na festa você pega com a Hyuna, se quiser. Você passa depois do xampu, e aí...

  A menina parecia fascinada e absorvia cada palavra que eu dizia. Por fim, as primas quiseram nos acompanhar até o sapateiro. Contudo, ao nos aproximarmos do estabelecimento, vi uma nova loja, cuja existência não notara até então. SooHyun havia dito algo a respeito de uma pequena joalheria inaugurada havia poucas semanas na vila, mas eu não dera muita importância. Agora, porém, ela recebia minha atenção total. Mais especificamente, algo na vitrine.

  Algo que talvez pudesse diminuir a tristeza de Taehyung quando ele fosse consultar as horas.

  Um relógio novo! A solução, de tão simples, era quase ridícula. Como eu não tinha pensado nisso antes?


Notas Finais


* Eu estava pensando em fazer uma nova fic taegi... eu sei que só sei fazer isso... mas tipo eu amo fazer fanfics (mesmo saindo uma bosta)... Mas ainda não sei direito se vou posta. Oq vocês acham?? (Naum precisa responder se não quiserem kkk)


Espero que tenham gostado e desculpe qualquer erro.

Até o próximo!!!


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