História Reconquistando a Minha Mulher - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Erótico, Mentiras, Reconquista, Romance, Traição
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Palavras 4.142
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, pessoinha.

Peço perdão caso vocês encontrem algum erro ortográfico ou algo parecido. Não sou formada em Letras ou profissão similar, mas me esforço pra escrever bem. (Depois mandarei o conto pra uma revisora profissional).

Outra coisa. Estou criando expectativa com este conto e, se tudo sair conforme os meus planos, ele será vendido na Amazon, com um ou mais capítulos extras. (Talvez haverá a versão física também). Caso isso aconteça, avisarei com antecedência, pois alguns capítulos serão retirados.

Capítulo 2 - Volta pra mim


 

 

 

Amanheci sozinho
Na cama um vazio
Meu coração que se foi
Sem dizer se voltava depois

Sofrimento meu
Não vou aguentar
Se a mulher que eu nasci pra viver
Não me quer mais

Sempre depois das brigas
Nós nos amamos muito
Dia e noite à sós
O universo era pouco pra nós

O que aconteceu
Pra você partir assim
Se te fiz algo errado perdão
Volta pra mim

Essa paixão é meu mundo
Um sentimento profundo
Sonho acordado um segundo
Que você vai ligar

O telefone que toca
Eu digo alô sem resposta
Mas não desliga
E escuta o que vou te falar

Eu te amo e vou gritar
Pra todo mundo ouvir
Ter você é meu desejo de viver

Sou menino e o teu amor 
É o que me faz crescer
E entrego corpo e alma
Pra você

(Roupa Nova - Volta Pra Mim)


Sebastian

Sexta-feira

FlashBack On

Sentado numa mesa rodeada de empresários, observava o salão movimentado em busca de alguma distração. Estava entediado e só tinha aceitado o convite pra festa de aniversário de um dos meus sócios, Hélio, devido às negociações que surgiam em eventos desse porte. Geralmente, fechava contratos com outros admnistradores e saía lucrando.

Mas, até agora, nenhum apareceu.

Todos os homens da mesa estavam acompanhados com belas mulheres, todas gostosas e bem vestidas, com certeza foram contratadas por Hélio. Isso era muito comum nas festas que eu costumava frequentar, assim como o desfecho da noite: eu saía acompanhado com duas ou mais mulheres, pronto pra uma boa sacanagem.

Uma ruiva peituda, sentada no meu colo, se esfregava descaradamente no meu pau, que já começava a se animar. Mas não conseguia focar nela, procurava por algo que nem eu mesmo sabia o que era, apenas sentia uma forte atração.

Foi quando eu a vi. Era a mulher mais linda e delicada do local, parecia deslocada nesse meio de perversão e luxo.

Andava apressada em direção à essa mesa com uma bandeja nas mãos.

Estava vestida como as outras atendentes, com uma saia curta preta, deixando à mostra suas pernas torneadas e as coxas volumosas, além disso, trajava uma camisa social branca, dobrada até o cotovelo e aberta na frente, expondo o colo, e botas de bico fino e salto alto.

Puta que pariu, como era gostosa!

Nenhuma mulher ao redor se comparava a ela. Além do corpo voluptuoso, era portadora duma beleza exuberante.

Não conseguia tirar meus olhos dela e, conforme se aproximava, sentía-me cada vez mais hipnotizado.

Sua pele era branca como a neve e contrastava com o cabelo negro, preso num rabo de cavalo, seus olhos eram da mesma cor.

Ao chegar à mesa, distribuiu as bebidas da bandeja. Continuei olhando pra ela, enfeitiçado, preso no seu rosto angelical marcado por traços finos e, na sua boca pequena, bem desenhada, coberta por um batom vermelho sangue. A reação foi direta pro meu membro, que latejou só de imaginar a sua boquinha em sua volta. Tive vontade de morder os seus lábios e chupar, apenas pra sentir o seu sabor na minha lingua, e quando digo "lábios" me refiro aos de baixo também.

Quando se aproximou de mim, nossos olhares se cruzaram. Olhou-me admirada, contemplada. Já estava acostumado a causar esse efeito nas mulheres. Enrubesceu ao perceber que eu a avaliava, o que a deixou mais linda. Não desviei o olhar, sustentei até ela quebrar o contato.

- Sua bebida, senhor. - disse nervosa, me servindo um copo de Whisky. Fiquei mais encantado com sua voz melodiosa, doce. - Deseja mais alguma coisa? - perguntou, recolhendo um copo vazio.

-Sim, você. - falei no automático, sem pensar. Tinha até esquecido da ruiva no meu colo.

As outras pessoas estavam distraídas conversando, mas a minha atenção estava voltada pro anjo parado ao meu lado, que me olhava surpresa, devido ao meu atrevimento.

- Desculpe, mas não ofereço esse tipo de serviço. - respondeu, empinando o queixo. - Com licença.

Saiu desfilando. Fiquei doido com o seu rebolado e mais uma vez o meu pau se manifestou. Larguei a ruiva na cadeira e fui atrás da atendente.

Devido a aglomeração, foi difícil atravessar o salão e acabei a perdendo de vista. Quando consegui chegar ao bar, a procurei por todos os lados, mas ela havia desaparecido!

Droga! Não podia deixar essa mulher sumir assim, precisava ao menos saber o seu nome.

Senti uma forte atração por ela e a queria na minha cama, nua, arfante, gemendo, com aquela boquinha tentadora me chupando.

Nunca senti isso por mulher nenhuma, mas algo nela me convidava a conhecê-la.

Quando pensei que a havia perdido de vez, ela apareceu numa das extremidades do bar, arrumando uma nova bandeja.

Me aproximei rapidamente e agarrei o seu braço. Ela virou assustada.

-Mas o que é isso? - perguntou, tentando se soltar.

-Quanto você cobra? - fui direto.

Ela se debateu.

-Será que dá pra me soltar. Do que está falando? - retrucou.

-Quanto cobra pra ir pra cama comigo?

A garçonete arregalou os olhos e ficou vermelha, o anjo se transformou num demônio.

-Escuta aqui, senhor arrogante, não estou à venda! Não sou uma prostituta, como o senhor pensa. E mesmo se fosse, não iria pra cama com você nem que me pagasse um milhão. Agora me dê licença, pois, diferente do senhor, não tenho a vida ganha. - se soltou do meu aperto e foi servir as mesas.

Fiquei perplexo com as suas palavras, sem reação. Nunca havia sido tratado assim por mulher alguma, pelo contrário, nem precisava oferecer dinheiro, elas já se ofereciam. Mas essa era diferente, ousada, difícil, e eu gostava disso.

Felizmente, era um homem paciente. Poderia não tê-la na minha cama hoje, mas em breve, com certeza. Adorava um desafio e não era de desistir facilmente.

Essa gatinha arisca ainda seria minha.

FlashBack Off

Ah Rubi, meu amor, você já era minha há muito tempo.

Assim como prometi naquela noite que não desistiria de você, reconquistaria o seu amor.

Desde a primeira vez que a vi, me apaixonei, mas me dei conta disso depois.

No começo foi difícil, mas juntos superamos as dificuldades.

Lembro que após àquela noite, pedi informações à seu respeito ao organizador do evento.

Descobri o seu nome e onde fazia faculdade.

Ansioso pra revê-la, e sem tirá-la dos meus pensamentos, fui à faculdade onde estudava e a esperei sair.

Não acreditou quando me viu e me encheu de desaforos.

Pedi desculpas pelo meu comportamento inadequado na noite anterior e confessei que estava afim dela. Rubi, mais uma vez, me deu um fora.

Mas eu insisti, até conseguir marcar um encontro.

Na época, eu era mulherengo e minhas relações com as mulheres não se estendiam pra fora da cama. Mas Rubi era especial, e pra ela, abri várias exceções.

Meu objetivo, desde o início, era levá-la pra cama, porém, fui afetado pelo amor.

Após o primeiro encontro, outros vieram e, conforme eu desvendava a sua vida, me apaixonava cada vez mais. Começamos a ficar, trocávamos beijos quentes, calorosos, mãos bobas, mas não passava disso, por limitação de Rubi.

Entretanto, eu não me importava mais com o sexo, só de estar ao seu lado era tudo pra mim. Nosso relacionamento foi evoluindo em vários aspectos, até que começamos a namorar.

Eu fazia questão de lhe dar tudo do bom e do melhor, mesmo contra a sua vontade. Conforme o tempo passava, sentia uma necessidade enorme de tê-la perto de mim. Foi quando começamos a morar juntos, no meu apartamento, que hoje está repleto de lembranças nossas.

Apresentei Rubi à minha família, mas ela não foi aceita pela minha mãe, devido a sua classe social. Apenas o meu pai e os meus irmãos nos apoiaram.

Rubi foi abandonada na porta dum orfanato com poucos meses de nascida, e passou boa parte da sua vida lá. Teve educação, comida, carinho e amor. Saiu quando completou 18 anos e conseguiu uma bolsa integral pra ingressar numa faculdade. Era uma menina simples, economista, que sobrevivia apenas com o necessário, sem extravagâncias.

Devido a isso, minha mãe nunca achou que Rubi fosse mulher adequada pra mim. Ela dizia que uma mulher desse nível só se relacionava com homens ricos para se aproveitar deles. Além disso, a minha família era uma das mais ricas de Água Azul (cidade do México), e o nosso sobrenome nos garantia poder e certos privilégios. Minha mãe temia acabar com essa fama, caso aceitasse Rubi. Por isso, vivia inventando mentiras à respeito dela, o que resultou na nossa separação futuramente.

Contudo, não me importava posição social ou condição financeira, apenas o amor de Rubi bastava.

Convivemos juntos durante três anos. A nossa vida era perfeita, éramos o casal mais apaixonado do mundo. À noite, nosso horário de descanso, sempre ficávamos juntos. Fazíamos comida, assistíamos filmes, ouvíamos música, fazíamos amor em diferentes lugares da casa...

Até que Rubi engravidou e minha felicidade triplicou. Aproveitei a ocasião para pedi-la em casamento.

Nos casaríamos alguns meses depois e já fazíamos planos pro futuro.

Mas, nossa felicidade não durou muito.

Acabei caindo na armadilha preparada pela minha mãe e abandonei o amor da minha vida e o meu filho.

Quando encontrei Rubi naquele hotel, me senti enganado, usado, me descontrolei e a ofendi da pior maneira possível.

Dois dias depois, viajei pra Alemanha, aproveitando que a minha família tinha empresa lá. Inventei essa desculpa pros meus pais, mas na verdade, precisava ficar afastado de Rubi.

Passei um ano e meio na Alemanha, saí com várias mulheres, mas nenhuma me fez esquecer Rubi. Por mais que tentasse, não parava de pensar nela, e a saudade só aumentava a cada dia. Me perguntava o que ela fazia da vida, já que estava formada e, provavelmente, com um filho que podia ser meu. Porém, toda vez que pensava nisso também lembrava da traição, e era tomado pela raiva e a decepção, que eliminavam qualquer vestígio de saudade.

Até que um dia, cansei de fugir da minha realidade. Decidi voltar pro México e seguir com a minha vida.

Mas fui surpreendido novamente.

Alguns dias depois da minha chegada, fui recebido na empresa pelo "amante" de Rubi.

Se o meu irmão Henri não me segurasse, teria partido a cara do sujeito.

Logo fui acalmado e Henri pediu que eu o escutasse, pois tinha algo importante pra revelar.

Resolvi escutá-lo.

O indivíduo se apresentou como Henrique e revelou que a cena no hotel foi uma farsa. A verdade era que ele havia sido contratado pela minha mãe pra fazer esse trabalho sujo, drogar Rubi e levá-la pro hotel, em troca de dinheiro. Justificou que nunca teve a intenção de destruir a felicidade de ninguém, apenas precisava muito do dinheiro, pois tinha dois filhos pra criar, sua mulher estava doente e ele desempregado. Desesperado, aceitou participar dessa armação. Mas a minha mãe não cumpriu com o combinado e lhe pagou apenas metade do dinheiro prometido. Algumas semanas depois, ele me procurou, mas eu já estava fora do país.

Quando soube disso, fiquei sem reação.

Era muita informação pra minha cabeça.

Realmente, a minha mãe nunca apoiou meu relacionamento com Rubi, mas custava acreditar que ela havia organizado isso.

E Rubi? Tinha dito tantas coisas horríveis a ela.

Pensei que estivesse blefando, mas ele me mostrou o seu celular, por onde se comunicava com a minha mãe. Ainda completou que Rubi fez exame de sangue pra provar que havia sido drogada, mas minha mãe, muito influente, subornou o médico pra falsificar o exame.

Quase passei mal diante das barbaridades que ouvi. Poderia ter sido qualquer outra pessoa a fazer isso, mas não a minha mãe. Eu não a perdoaria nunca!

Ela destruiu a minha vida, me fez abandonar a mulher que amava e o meu filho, tudo isso por causa de status.

Henrique pediu desculpas e disse que já havia esclarecido tudo a Rubi.

Fui engolfado pelo remorso ao lembrar dela. Rubi, meu amor, meu anjo, como pude não acreditar em você?

Até hoje a culpa me corroía. Se eu pudesse voltar atrás, faria tudo diferente.

Decidi não contar isso pra ninguém, apenas Henri sabia.

O meu pai estava debilitado, não sabia qual seria a sua reação ao saber disso. Preferi omiti.

Após descobrir a verdade, procurei Rubi, implorei pelo seu perdão, porém, ela estava diferente, parecia até outra pessoa.

Tinha se tornado uma mulher madura, fria, forte e, como esperado, não me perdoou.

Eu a entendia. Havia machucado muito ela. Porém, não desistiria. 
Apesar de ter imposto uma barreira entre nós, Rubi permitiu que eu assumisse o meu papel de pai.

Quando vi a minha filha pela primeira vez, tão pequena e frágil, me emocionei. Tive vontade de protegê-la de todo o mal.

A partir daí, minha atenção passou a ser voltada para a minha princesinha e Rubi.

Comprei uma casa pra elas num bairro nobre, após convencer Rubi de que a nossa filha precisava de um lugar seguro pra morar.

Quase todas as noites eu as visitava. Rubi sempre me ignorava, mas eu sabia que ainda mexia com ela, prova disso era as vezes que a pegava me olhando apaixonada.

Eram essas pequenas ações que me davam esperança e força pra reconquistar o seu amor. Seria difícil, mas eu venceria.

Dois anos se passaram e muita coisa mudou.

Aos poucos, sentia que reconquistava Rubi. Mandava pra ela flores, dava presentes em datas comemorativas, e sempre me declarava, pedindo o seu perdão, mas ela não dava o braço a torcer.

A minha filha crescia linda, saudável e inteligente. Era uma menina carinhosa, doce, a cópia de Rubi. Nos finais de semana, eu ficava com ela. Passeávamos, aprontávamos à beça, era muita diversão. Eu era um pai babão, adorava mimar a minha princesinha, realizava todas as suas vontades, tudo pra ver o seu sorriso de poucos dentes.

Rubi, a cada dia que passava, ficava mais linda. Formada em Administração, era gerente duma grande rede de supermercado e modelo. Há dois anos foi contratada por uma agência renomada e estava em ascensão no ramo. Era muito comum ver sua imagem em produtos de beleza, outdoors e revistas, fora os desfiles que realizava. Sentía-me orgulhoso por ela, mas ciumento também, pois era muito linda e não queria nenhum marmanjo admirando a minha mulher. Além disso, temia que conhecesse algum homem e me esquecesse pra sempre.

Durante esse tempo, não havia me relacionado com mulher nenhuma, apenas na Alemanha, quando eu não sabia da verdade. Mas depois que descobri tudo, por incrível que pareça, nenhuma mulher parecia mais interessante que Rubi. Precisava apenas dela, dos seus beijos, dos seus carinhos, do seu corpo e, principalmente, do seu amor.

Com esses pensamentos, estacionei na frente da sua casa.

Após duas semanas viajando à negócios, estava morrendo de saudades dela e da minha princesinha.

Peguei uns presentes que havia comprado pra elas, no banco ao lado, e desci do carro.

A rua estava tranquila, silenciosa, iluminada por alguns postes e pela lua reluzente no céu.

Subi alguns degraus e bati na porta, ansioso.

Alguns segundos depois, ela foi aberta por Rubi.

Como sempre, suspirei e abri um sorriso. Poderia vê-la mil vezes ao dia, nunca me acostumaria com a sua beleza. Ela era tão linda, parecia um anjo.

Estava maravilhosa num macaquito preto, justo, contrastando com o blaser brilhante e sandálias de salto. Além disso, estava bem maquiada e com o maldito batom vermelho que acabava com a minha sanidade e me fazia imaginar as piores sacanagens.

Só eu sabia do que essa boquinha vermelha era capaz.

Senti o meu pau pulsar, animado.

Rubi também me olhava com intensidade, admirada, jurava até que resquícios de saudade estampavam o seu olhar.

Será que sentiu a minha falta?

Sabia que ainda sentia algo por mim, seu olhar e o seu comportamento na minha presença denunciavam isso.

Resolvi romper com a atmosfera sexual que nos envolvia.

-Oi. - disse, contente em revê-la, louco pra beijá-la.

-Oi. - retribuiu, tentando soar fria.

-Papai! - uma vozinha gritou.

Rubi me deu espaço pra entrar. Aproveitei para beijar perto da sua boca, pegando-a desprevenida.

Logo um pequeno ser se jogou nos meus braços.

-Que saudade de você, minha princesinha. - apertei ela nos meus braços e beijei sua bochecha.

A minha menina, fofa e amorosa, como sempre, deu-me um beijo estalado.

-"xaudade", papai. - disse com sua vozinha infantil.

Por ter apenas três anos de idade, ainda não sabia pronunciar corretamente certas palavras.

-"xaudade" da mamãe também? - perguntou, curiosa.

Melanie pensava que eu e Rubi estávamos juntos, pois sempre fazia perguntas inconvenientes a respeito de nós dois, e eu adorava isso.

-Sim, meu amor, senti saudade da mamãe também. - afirmei, olhando intensamente pra Rubi que nos observava. Ficou sem graça e desviou o olhar.

Coloquei Melanie no chão e escondi atrás de mim o seu presente.

-Adivinha o que o papai comprou pra você. - falei em tom baixo, como se fosse secreto.

Melanie vibrou e começou a pular animada.

-O quê, o quê?

Dei-lhe o presente forrado por uma embalagem de brinquedos.

Empolgada, Melanie pôs a caixa média em cima do sofá e começou a rasgar o embrulho.

Rubi me trouxe a sua mochila.

-Como você já sabe, aqui está tudo o que ela precisa. - disse, me entregando a pequena bolsa da Frozen. Melanie amava esse filme.

Peguei a mochila e lhe dei o outro presente, que estava numa caixinha menor.

- Estava passando na rua e vi na vitrine, lembrei logo de você. Espero que goste. - disse, carinhosamente.

- Olha, Sebastian, não quero que se incomode comprando presentes pra mim, espero que você não pense...- nem deixei ela completar.

-...que estou me aproveitando ou lhe dando uma chance. - completei o que ela sempre dizia ao receber um presente meu. 
-Eu sei que você não é aproveitadora, faço isso porque gosto de te agradar e não porque espero algo em troca.

Rubi assentiu e agradeceu, guardando o presente.

Durante esses anos, criamos uma espécie de "amizade". Era o máximo que Rubi dizia que tinha a me oferecer. A maioria das nossas conversas eram sobre a nossa filha ou sobre ela me perdoar, o que geralmente, resultava em alguma discussão.

-Como foram as coisas por aqui durante essas duas semanas, tudo certo? - perguntei, preocupado com o bem estar delas.

-Sim, tudo bem. Tudo certo em Cancún? - perguntou, referindo-se ao hotel da minha família, o qual eu era sócio e administrativa com o meu tio.

- Sim, o hotel está lotado durante esses dias, devido a enorme quantidade de turistas na região.

Cancún era uma das melhores regiões do México, devido às suas belíssimas praias e rede de hoteis luxuosos. A família da minha mãe era responsável por um desses hotéis e outros espalhados por diferentes cidades. O meu tio administrava o hotel em Cancún e eu era sócio, só ia lá pra resolver questões importantes. Nessa viagem mesmo, tive que substituir o meu tio, pois ele havia viajado pra resolver assuntos importantes.

-Ahhhhhh - nos assustamos com o grito de Melanie. - Olha, mamãe, é a casa da "babie". - gritou eufórica.

Rimos do seu entusiasmo.

-Gostou, filha? - perguntei.

-Eu amei!

Adorava ver esse sorriso no seu rostinho delicado, não havia satisfação maior.

De repente, o celular de Rubi tocou. Enquanto ela o atendia, ajudei Melanie a guardar o brinquedo na caixa novamente, pois já estávamos de saída. Dividia a minha atenção entre Melanie e Rubi, que sorria falando no celular.

-Sem problemas. Ok. Já tô saindo, Garcia.

Ao ouvir o nome do sujeito, fiquei alerta.

Quem era Garcia? Seu namorado? Amigo?

Durante esses dois anos, nunca a ouvi falar nesse nome.

Mas, como passei duas semanas fora, muita coisa pode ter acontecido.

Sou um burro mesmo! Nunca mais deixaria Rubi sozinha por tanto tempo.

-Vamos? - Rubi nos chamou, pegando sua bolsa no sofá.

-Vamos. - respondeu Melanie.

Peguei ela no colo e a sua mochila no ombro. Após apagar as luzes e trancar a porta, saímos juntos.

Do lado de fora, um carro preto estava parado logo atrás do meu.

-Filhinha, se comporte. Amanhã a mamãe liga pra você, tá? - Rubi se despediu de Melanie, dando-lhe um beijo.

-Tá bom, mamãe. Te amo. - Melodie abraçou a mãe.

-Eu também te amo, meu amor.

Fiquei com um pouco de inveja ao ver a cena. Gostaria de participar daquilo, dizer que também as amava muito.

- Bom fim de semana pra vocês, se divirtam! - saudou Rubi.

- Pra você também. - respondi.

Fiquei triste ao vê-la se afastando, queria muito que passássemos o fim de semana juntos, como uma família.

Coloquei Melanie na cadeirinha, no banco de trás, e apertei o cinto. Quando virei na direção de Rubi, fui engolfado pelo ciúme.

O suposto motorista do carro preto, um homem elegante e de boa aparência, cumprimentava Rubi com um beijo no rosto. Os dois sorriam felizes.

Cerrei os punhos ao ver a cena e travei o maxilar.

Ah, claro, ele só poderia ser o tal do Garcia.

Não o conhecia, mas já o odiava. Só de vê-lo encostar na minha mulher, cheio de intimidade e risinho, fiquei furioso.

Ele abriu a porta do carro pra ela e deu a volta, ocupando o banco do motorista.

Se fosse há alguns anos, já teria arrancado esse sorriso dele. Mas, como eu não me relacionava mais com Rubi, nada podia fazer.

Inconformado e morrendo de ciúme, entrei no meu carro e liguei o som.

Pelo retrovisor, vi o carro preto saindo.

Melanie, acomodada atrás, se distraía com a barbie.

Voltei minha atenção pra Rubi e o tal de Garcia.

Nem queria imaginar o que eles fariam.

Doía muito vê-la sorrindo e saber que eu não era o motivo.

E se não gostasse mais de mim?

Começou a tocar Meu Mel do cantor Marquinhos.

Fica comigo meu mel
Tira o adeus das mãos
Não me entregue a solidão
Meu mel porque
Eu preciso de você

Não aguentaria vê-la nos braços de outro.

Eu a queria de volta, sendo apreciada por mim, se aconchegando nos meus braços, fazendo juras de amor, dividindo sonhos e planos, brincando com a nossa filha, acordando junto comigo todos os dias, se satisfazendo nos meus braços, me fazendo o homem mais feliz do mundo.

Lembra da nossa canção
Os Nossos Sonhos
Enfim

Rubi era como o ar que eu necessitava pra sobreviver, acho que morreria caso a perdesse pra sempre.

Que fazer de tantas coisas
Sem ter você 
O pedaço bom de mim

Precisava dela.

Será que era pedir demais?

Meu mel não diga adeus
Eu tenho tanto medo
De ficar sem o seu amor
E pra sempre ser
Um ser só

Até quando pagaria por esse erro cometido no passado?

 

Só pra vocês ficarem na vontade, deixarei aqui trechos do próximo capítulo. rsrs

[...]

- Temos que comemorar! - disse Tales, empolgado.

- Sim, e já sei até como. - Garcia se pronunciou. - Uma boate nova foi aberta recentemente, podemos ir lá.

Todos concordaram e já se animaram pra noitada.

- O que você acha, Rubi? - indagou Garcia.

- Vamos sim, adorei a ideia.

- Então está marcado. Boate hoje à noite, tudo por minha conta. - completou.

A galera se empolgou mais ainda.

- Posso te pegar às 18h? - perguntou Garcia, charmoso.

- Pode sim. - dei-lhe um sorriso.

Tales tinha razão, ele estava afim de mim.

[...]

- Sim, sério! E tem mais, Garcia fez questão de me falar isso pessoalmente e convidou toda a agência pra uma boate nova pra comemorar o meu sucesso, tudo por sua conta.

Rose estava boquiaberta.

- Esse homem quer te comer, Rubi. - disse, naturalmente.

Olhei pra ela com os olhos arregalados.

- Rose, isso é jeito de falar? - indaguei, observando ao meu redor pra ver se alguém não tinha ouvido.

A sorte era que estávamos um pouco afastadas das outras pessoas.

- Ué, mas não é verdade? Desde quando esse cara chegou, Rubi, você só vive falando o quão atencioso e gentil ele é com você. - disse, como se fosse óbvio.

- Tales acha a mesma coisa.

- Viu. Por que não dá uma chance a ele? - questionou.

[...]

Ele me encarava intensamente, com um sorriso sexy nos lábios, como se soubesse que eu havia sido afetada por ele. O safado me olhou de cima a baixo, lambendo os lábios em seguida. Gemi baixinho e desviei o olhar, terminando de beber a caipirosca.
Precisava de sexo urgente!

[...]

- Sebastian, pega o protetor nessa bolsa, por favor. - Rubi pediu, referindo-se à bolsa ao meu lado.

Com uma ideia atrevida na cabeça, peguei o protetor e sentei mais encima, perto da sua barriga.

- Deixa que eu passo. - disse, malicioso.

Não perderia essa oportunidade de tocar no seu corpo

- Não precisa, eu passo. - disse. Mas eu já botava o creme nas mãos.

Rubi se virou, ficando de bruços.

[...]


Notas Finais


E aí, curtiram?

Será que Rubi esqueceu Sebastian e está seguindo em frente com outro homem?

Comentem, quero saber a opinião de vocês.

Como dito anteriormente, próximo capítulo só semana que vem.

Beijos ♡


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