História Reconquistando um planeta - Capítulo 3


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Categorias Jogos Vorazes (The Hunger Games), Os Legados de Lorien
Personagens Adam, Caesar Flickerman, Ella (Número Dez), John Smith (Número Quatro), Marina (Número Sete), Número Cinco, Número Nove, Número Seis, Personagens Originais, Setrákus Ra
Tags Jogos Vorazes, Os Legados De Lorien
Exibições 7
Palavras 1.849
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Crossover, Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Agora Todos Têm Legados


POV John

Todos ficamos muito felizes com o anúncio de que Ella tinha desenvolvido um legado, mas mesmo assim eu percebi que Marcelo ficou meio calado durante o almoço. Eu até entedo ele. Afinal ele era o único de nós que ainda não tinha desenvolvido um legado. Ele estava com raiva que Ella, mesmo sendo mais nova que ele, tinha desenvolvido um legado e ele ainda não. E estava com medo de não desenvolver nenhum legado até os jogos. Eu vi quando Dani se aproximou dele e começou a cochichar com ele, provavelmente tentando fazer ele se sentir melhor.

POV Marcelo

Eu estava com ciúmes da Ella. Não vou nem tentar negar. Mas puxa, eu sou mais velho, eu sempre treinei mais que ela e ela desenvolve um legado antes de mim? Isso é injusto. Mas eu até fico um pouco feliz com isso, afinal ela vai ter mais um meio de se defender nos jogos.

-Tá tudo bem? - me virei e vi Dani me olhado parecendo preocupada.

-Tá- eu respondi- eu só tô com medo- eu disse, admitindo isso pra mim mesmo e pra ela.

-Marcelo, não precisa ficar com medo, até lá você vai desenvolver um legado- ela disse tranquilizadora para mim.

-E se eu não desenvolver? - eu perguntei com medo.

-AÍ eu vou te proteger- e quando ela foi falar mais alguma coisa, um mog pediu nossa atenção.

-Como vocês devem saber, nós disponibilizamos um mentor para cada tributo, as inscrições estão ali na parede, procurem por um mentor especialista nas suas principais habilidades, se necessário, vocês poderão trocar.

Fui rapidamente até lá e depois de um tempo eu finalmente achei um mentor perfeito pra mim. Ele era um garde, mas durante os jogos que ele participou ele ainda estava sem nenhum legado. Daniel Prescott. Pelas informações que eu vi, ele tinha 14 hoje em dia e no ano passado foi o vencedor. Ele tinha cabelo ruivo liso e olhos amarelados.

Depois de todos que queriam um mentor terem escolhido o seu, nós voltamos para a área de treinamento.

Eu estava ficando cansado depois de 2 horas de treino em luta corpo a corpo com o Stan (ele me venceu umas 15 vezes e eu venci ele umas 2 vezes) nós tivemos que ir de novo para arena onde a monstra está escolhendo novos tributos para a luta.

-Phiri Dum-Ra contra Daniela Morales- anunciou a monstra e eu não sabia se ficava tenso ou se sorria. Dani é muito forte, mas a mog que ela vai enfrentar parece ser muito forte também.

POV Dani

Eu respirei fundo quando anunciaram que meu nome. Eu sei que eu vou sobreviver e tudo, mas eu fiquei receosa com o fato de que posso acabar me machucando. Tudo bem, a Marina pode me curar e tudo, mas se machucar não exatamente legal e eu odeio sentir dor.

-Escolham armas – a mog nos pede.

-Espada longa- diz a tal Phiri e eu nem me surpreendo. Acho que todos os mogs vão escolher espadas.

-Espada normal- eu digo, pois essa é a arma que eu luto melhor.

-Comecem- diz a mog.

Ok, vou admitir. Eu fiquei surpresa com o fato de a mog não me atacou imediatamente. Ela ficou simplesmente parada, me observando. Ela devia querer que eu atacasse primeiro, mas eu não ataquei. Ela finalmente se cansa e me ataca, empunhando a longa espada. Eu só espero parada enquanto ela avança rapidamente.  Quando ela tenta me acertar com a espada projeto um campo de força. Ela cai sentada, me olhando com raiva e tanta me acertar de novo e eu projeto mais um campo de força e lanço ela longe com telecinese.

-Ah vamos lá, você pode mais do que isso- eu a provoquei. Ela emitiu um rosnado que me disse que ela não estava muito feliz com a provocação. Eu sorri.

Ela investiu contra mim e me surpreendeu, pois ao invés de tentar me acertar pela frente ela deu um pulo e me atacou por trás. Tudo bem que até mesmo Ella iria conseguir se esquivar, mas isso não me impediu de ficar surpresa. Então quer dizer que a mog pensa um pouco. Não pude deixar de verbalizar esses pensamentos. Ela simplesmente me atacou e eu, cansada de enrolar a desarmei com telecinese e pus a espada no pescoço dela.

-E Daniela Morales ganha!!- anuncia a mog de má vontade. Phiri me manda um olhar de dar medo e me afasta bruscamente.

-Eu vou te matar, lenta e dolorosamente, se prepara- ela rosnou para mim e foi para os outros mogs. Eu sorri.

-Mal posso esperar- eu gritei para ela.

Meus amigos me esperavam parecendo não saber se brigavam comigo, se me parabenizavam ou se deixavam para lá. Marina abriu a boca para dizer algo, mas provavelmente pensou melhor, pois a fechou e simplesmente revirou os olhos e disse:

-Bem feito lá dentro- ela disse e todas olhamos surpresos para ela- Que foi? Eu ia fazer parecido e provavelmente vocês também- ela deu de ombros.

-Primeiro: eu não ia fazer assim, porque não tenho legados e nem paciência- Marcelo discorda e eu fico tensa ao lembrar que ele não tem legados ainda- E segundo, vamos jantar que eu estou com fome- ele completou com um sorriso leve.

POV Autor

E os dias foram passando. No dia seguinte ao da luta da Dani os mentores chegaram, o que facilitou um pouco as coisas, especialmente para o Marcelo e a Ella, que como são mais jovens, tinham pouco tempo de treinamento. As lutas na arena também continuaram. Ella também desenvolveu telecinese e já estava ficando boa nisso. Mas Marcelo... Era outra história. Ele ainda não tinha desenvolvido nenhum legado e quanto mais os jogos se aproximavam, mais ele se desesperava.

Hoje iria ser o dia que Stanley e Marcelo iriam lutar contra algum mog na arena. Todos os outros já tinha lutado e ganho, o que assustava os mogs, que estavam começando a questionar se eles queriam mesmo tentar lutar contra esses gardes, que nesta temporada pareciam extremamente mais fortes que o normal.

POV Stanley

Hoje iria ser mole. Eu tinha certeza. Os mogs eram fortes e tudo, mas eu também sou forte. E ainda tenho legados e inteligência (mesmo eu sendo um pouco impulsivo). Mas eu estou mesmo é preocupado com o Marcelo. Ele luta muito bem e é forte e inteligente, mas não tem legados e no momento nem confiança para lutar direito. Eu só espero que ele ou desenvolva legados, ou não deixe a falta de confiança domina-lo.

Marcelo também tem se distanciado de todos, especialmente de Ella, e só Dani é capaz de falar com ele. Ele passa o tempo todo treinando, ele praticamente engole a comida para ir treinar logo e tudo mais. Ele dá respostas rudes para todos. Ele pode até dar a impressão de que não está com medo, mas eu conheço ele desde que ele tinha 3 anos e eu 6. Eu sei que ele não está bem.

-Marcelo- eu o chamo depois de muito debater se vale a pena.

-O que é- ele me pergunta de forma rude- eu tenho que treinar.

-Quero conversar- eu disse mantando ele no lugar com telecinese.

-Depois conversamos, eu tenho que treinar, eu vou ter que enfrentar um mog hoje lembra- ele me perguntou irritado- agora me solta- ele me pediu e eu simplesmente aumentei o aperto, só para irrita-lo. Ele abriu a boca para falar algo, mas mudou de ideia e simplesmente suspirou- o que você quer conversar comigo- ele me perguntou derrotado.

-Quero saber por que você se afastou tanto de todos- eu disse firme, olhando nos seus olhos.

-Do que você está falando? – Ele me pergunta, desviando os olhos num impulso automático, antes de voltar a me encarar. Eu revirei os olhos para a mentira.

-Olha, não precisa mentir, eu sei que você está meio bolado com esse negócio de que você é o único sem legados e tudo, e até entendo, mas... –ele me cortou e começou a gritar comigo:

-NÃO, VOCÊ NÃO ENTENDE. VOCÊ FOI UM DOS PRIMEIRO A DESENVOLVER LEGADOS E VOCÊ NÃO IA PARA A PORRA DE UMA COMPETIÇÃO MORTAL QUANDO NÃO TINHA LEGADOS, ENTÃO NÃO FALA QUE ME ENTENDE, PORQUE VOCÊ NÃO ME ENTENDE- e quando ele acabou de falar ele me deu um empurrão enquanto se virava.

Mas não foi só um empurrão. Eu fui longe. Mas também não foi telecinese. Telecinese é como uma força invisível. Eu fui empurrado por uma parede invisível. Ele aparentemente pode projetar campos de força. Eu sorri. Ele sempre disse que queria esse legado. E agora ele tem. Só falta ele desenvolver telepatia e manipulação mental para ele ter todos os legados que ele sempre quis.

POV Marcelo

Depois da calma conversa com Stan, na qual eu me mantive muito calmo, eu fui para a arena. Ainda faltavam uns cinco minutos para começar, mas eu quero analisar a arena, ver o que eu posso usar ao meu favor. É, aparentemente nada. Não tem nem uma barra para eu pular. Só o chão liso e as paredes lisas. Estou olhando para a arena, procurando algo, mesmo sabendo que não vou achar nada, quando chegam os outros tributos. Minha irmã parecia um pouco preocupada, mas quando me viu relaxou e veio correndo me abraçar.

-Você enlouqueceu? Brigar com o Nove daquele jeito- ela ia continuar o sermão, mas a “juíza” apareceu para selecionar os combatentes.

-Adrianus Ba-Ra contra... Marcelo Morales- Avaliei meu adversário. Ele é um dos maiores mags, provavelmente o segundo maior. Ele parece forte, mas lento.

Ele escolheu espada longa e eu espada média. Eu sou melhor com uma adaga, mas vou evitar mostrar minhas habilidades demais. Assim que a juíza deu início o mog me atacou. Me surpreendi com a velocidade dele. Imaginei que ele seria lento, mas ele é na verdade bem rápido. Desviei do golpe dele e estoquei no peito. Ele se esquivou no último segundo e em uma velocidade incrível me desarmou. Olhei de olhos arregalados minha espada indo longe. Olhei para o mog e fiz uma coisa extremamente corajosa. Corri.

Devo ter ficado uns cinco minutos correndo antes de ele conseguir me encurralar num canto. Eu provavelmente já tinha perdido. Mas então eu, por instinto e por esperança, estendi a mão, torcendo para que algum legado se desenvolvesse. E se desenvolveu. Uma parede invisível jogou o mog para trás. Eu posso projetar campos de força. Sorri.

No orfanato nós as vezes pegávamos algumas xitharis e treinávamos o poder um do outro. E um dos que eu mais treinei foi projeção de campo de força.

O mog me atacou de novo e eu projetei outro campo de força. Ele caiu sentado. Projetei um campo de força que só deixava ele mexer a cabeça e procurei minha espada. Ela estava coincidentemente caída bem do meu lado. A peguei e coloquei no pescoço do Mog.

-E o vencedor é  Marcelo Morales- Anunciou a Juíza de má vontade, provavelmente pelo fato de que só o maior mog venceu até agora e foi da menor garde. Sorri para meus amigos.

 



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