História Reconstruindo a vida - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Dragon Ball
Visualizações 28
Palavras 2.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura a todos.
Comentem o que acharam, vou adorar saber.

Capítulo 2 - Início sem ela


Início sem ela.

Quando alguém que amamos morre o problema não é exatamente o momento em que perdemos aquela pessoa e sim o tempo que se segue sem ela.  Voltar para aquele enorme apartamento e saber que ela não voltaria para lá nunca mais o fez tremer antes de colocar a chave na fechadura, como tudo pode mudar de um dia para o outro?

Trunks entrou no apartamento e seguiu pra tomar um banho, mas entrar no quarto foi como ser atingido por um forte golpe no estômago, o cheiro dela ainda estava lá, e imediatamente ele decidiu que venderia aquele lugar.  Ele seguiu com seus afazeres até que afundou-se no sofá da sala e decidiu que precisava assistir algo bem estúpido na televisão para se distrair, era provável que ele jamais voltasse a deitar em sua cama novamente.

Ele rodou por muitos canais, todos noticiavam sem cessar a morte da esposa do grande empresário da corporação cápsula, a morte da bem sucedida médica, herdeira de um império de academias. Ele observou calmamente a televisão até parar em um determinado canal, Maki Gero dava esclarecimentos sobre a morte de Pan, explicava friamente o que havia acontecido. Trunks aumentou o volume, mas não parecia mais tão irritado com o médico. Em seguida Nara, a pediatra apareceu e o homem suspirou, era bom que soubesse algo sobre a menina quando ficasse cercado de jornalistas e deixou-se ouvir o que ela tinha a dizer.

-    A criança está estável e em observação, ela está em uma unidade de cuidados intensivos, já conseguimos introduzir leite materno e ela está respondendo os estímulos, acreditamos que ela terá alta amanhã e poderá ir para casa com sua família. – disse ela encerrando e Trunks riu.

-    De que família essa idiota está falando? – perguntou ele levantando-se e indo atender o interfone, provavelmente repórteres com sede de sofrimento alheio, preparou-se para dispensá-los quando o porteiro o surpreendeu.

-    Senhor Briefs, é o senhor Sayajin.

-    Mande-o subir. – disse calmamente.

Alguns minutos depois Goten adentrou no apartamento de Trunks, o rapaz observou tudo e sorriu, era bem a cara do casal e tudo muito organizado.

                -              Devia contratar um decorador mais animado – disse Goten sorrindo olhando a enorme coleção de bonecas russas muito coloridas em uma das paredes da sala.

                -              Bem vindo ao inferno. – disse Trunks. – Quer beber algo? – perguntou ele indo para a cozinha.

                -              Posso comprá-lo de você se você quiser. – disse Goten pegando um copo de whisky oferecido pelo amigo. – Imagino que vá querer se livrar dele.

                -              Vou. Mas detesto você conseguir prever minhas reações. – disse o homem de madeixas lilás  irritado.

                -              Falarei com meus advogados e resolveremos isso. Vai para casa de sua mãe? – perguntou ele.

                -              Não sei ainda, acho que arranjarei outro apartamento, talvez um estúdio. – disse ele meio desatento, mas viu surpresa nos olhos negros do amigo.

                -              Não é possível criar um bebê em um estúdio Trunks.

                -              A menina será criada com os avós, provavelmente os pais de Pan, já que ela era filha única um bebê vai ajudá-los.

                -              Do que está falando? – perguntou Goten incrédulo. – Você e Pan queriam esse bebê mais que qualquer coisa na vida, agora vai largá-la com alguém? Você não se importa com o que a Pan pensaria disso? – perguntou Goten servindo-se um pouco mais da bebida.

                -              Pan não opina mais em nada não é? – perguntou ele com raiva.

Goten observou o amigo, a posição firme, os olhos raivosos, o jeito que se agarrava aquela garrafa, ele já vira esse filme de outra forma, e antes que caminhasse para o mesmo rumo ele se levantou do banco a beira do balcão no qual estava sentado, circundou o mesmo e abraçou o amigo, abraçou de forma forte e decidida. O amigo manteve-se imóvel por alguns instantes até que retribuiu e começou a chorar.

                -              Eu realmente sinto muito meu amigo. – disse Goten também emocionado, ele conheceu Pan no mesmo dia que Trunks, ele viu os dois começarem aquele amor, ele abençoou aquela união sendo o padrinho de casamento e comemorou cada momento da gestação, também estava ferido com a morte da amiga. Trunks chorou muito aquele dia, não atendeu nenhum telefonema e nem permitiu que ninguém subisse ao seu apartamento. Goten ficou lá o dia todo, fazendo companhia e trazendo o máximo de consolo ao amigo. Não permitiu que Trunks enchesse a cara de bebida e mandou mensagens para Bra avisando onde estava e para que todos na família ficassem tranquilos. Os dois passaram horas conversando sobre vários assuntos, e até mesmo sobre Pan, Maron, mas Trunks sempre escapava e mudava de assunto quando se falava em Keiko. Goten não insistiu, aquele não seria um bom momento para aquilo.

O enterro foi no dia seguinte, doloroso como o esperado, famílias em dor profunda, amigos, colegas. Trunks achava que não terminaria nunca, quando Bulma se aproximou do filho e pediu:

                -              Venha para casa conosco amor, não volte hoje para aquele apartamento.

Trunks concordou, cumprimentou os sogros, eles trocaram poucas palavras, Videl e Gohan estavam devastados e não queriam falar. Eles seguiram para a mansão da família e Trunks seguiu para seu quarto quando ouviu a mãe chamá-lo, ele foi em direção a biblioteca e se surpreendeu ao ver Gohan, Videl e seus pais ali.

                -              O que há? – perguntou ele sem entender aquela reunião

                -              Keiko sai amanhã do hospital. – disse Gohan calmamente. – precisamos conversar sobre...

                -              Podem ficar com ela, eu assino onde quiserem. – respondeu ele friamente.

                -              Trunks! – disse Bulma indignada.

                -              Trunks, Pan não iria querer isso. Não vamos ficar com a menina. – disse Videl muito calmamente.

                -              Pan não está mais aqui para opinar sobre a menina. Então que seja criada aqui na mansão. – respondeu Trunks com raiva, mas sem expressar qualquer reação com a alta da filha, na verdade não perguntou por ela nenhuma vez, e não foi vê-la na maternidade, somente os avós iam lá.

                -              Trunks Briefs, não se atreva a agir como um inseto miserável, a filha é sua. Pare de bancar o moleque mimado. – disse Vegeta furioso com a atitude do filho.

                -              Eu passo o dia na empresa, como criarei um bebê? – perguntou ele encarando o pai. – Ou o senhor vai assumir meu papel e me dar uma licença paternidade? – perguntou ele irônico.

                -              Olha como fala Trunks. – chamou Bulma.

                -              Trunks, eu sei que você está sofrendo muito a perda de Pan, todos estamos, mas Keiko era o sonho de vocês, não pode renegá-la agora, ela precisa de você. – disse Gohan.

Trunks suspirou, aquilo iria virar uma enorme discussão se ele acabasse por não aceitar ficar com a menina, tinha dinheiro, contrataria babás, enfermeiras, professores, o que ela precisasse, ele só precisaria morar na mesma casa que ela pensou ele de forma astuta. E após ponderar tudo isso ele disse que ficaria com ela. Bulma, Gohan e Videl ficaram aliviados, mas Vegeta desconfiou que havia sido fácil demais para quem estava decidido como o filho, conhecia Trunks, era um estrategista como ele, o filho estava tentando enganar a todos.

No dia seguinte Trunks foi buscar a bebê na maternidade, ele esperava encontrar todos ali, os pais, os sogros, mas ninguém apareceu e ele estranhou. Recebeu uma mensagem de Bulma afirmando que o RH da empresa o liberara em uma licença de seis meses para os cuidados com a filha. Ele foi até o berçário, assinou os papéis e depois de algumas horas de recomendações e ensinamentos que ele fingiu atentar, finalmente ele seguiu com a menina para o apartamento, ela dormia em um bebê conforto. Em nenhum momento ele a pegou no colo. Não a olhava com raiva nem nada, ele não a olhava simplesmente.

Trunks desceu do carro e o entregou ao manobrista, retirou o bebê na cadeirinha e pegou o elevador. Ao descer na cobertura e abrir a porta houve um grito de todos:

                -              Surpreeesaaaa, bem vinda Keiko. – todos gritaram animados, os sogros, os pais, a irmã e Goten.

O homem ficou parado espantado, mas deu um sorriso meio sem graça em seguida, a mãe e a sogra foram até ele e pegaram Keiko nos braços, Videl chorou emocionada, Vegeta e Gohan comentavam animados sobre ela entrar na universidade, cursos que ela poderia fazer. Dois empregados traziam bebidas e salgados aos “convidados”. Todos passavam Keiko de um para o outro e comentavam sobre o quanto era linda, delicada, parecida com um, com outro, como seria sua infância. Trunks ficou um pouco e depois de algum tempo seguiu para o quarto que era dele e de Pan, quando chegou jogou-se na cama sem pensar muito e bufou.

                -              Merda! – disse ele.

                -              Você já foi melhor anfitrião irmãozinho. –disse Bra adentrando no quarto, mas parou ao ver que tudo de Pan permanecia ali, ela observou com calma, mas sentiu uma saudade que quase a fez chorar.

                -              É horrível não é?  - perguntou ele vendo a reação da irmã.

                -              Como consegue? – perguntou ela cabisbaixa sentando-se na beira da cama.

                -              Eu não consigo. Eu não durmo mais aqui, fico no quarto de hóspedes, mas minhas coisas ainda estão aqui, ainda não achei um outro apartamento...

                -              Podia ir lá pra casa.

                -              Mamãe me enlouqueceria. – disse ele rindo. E viu que a irmã concordou.

                -              Já contratou alguém pra te ajudar com a Keiko?

                -              Já, na verdade não sei onde estão. Já eram pra estar aqui, contratei três babás e três enfermeiras.

                -              Tudo isso? É só um bebê e você vai estar de licença pra cuidar dela.

                -              Precisarei delas 24 horas até pegar o jeito, não posso arriscar, eu nunca cuidei de um bebê antes, ainda mais sem o leite materno. Quando você nasceu eu era só um menino, ajudei pouca coisa, a mamãe e o papai assumiram tudo. – disse ele calmamente.

Bra concordou com a cabeça e depois de dar um beijo no irmão saiu do quarto. Trunks olhou para um porta retrato com uma foto da mulher sorrindo e o pegou.

                -              Pan, eu não posso fazer isso. Me desculpe. – disse ele olhando para a foto e em seguida a colocando virada para baixo no criado mudo.

Ele levantou-se para sair de lá quando sua mãe entrou com o bebê nos braços, a menina gritava a plenos pulmões e ela praticamente a jogou nos braços do filho.

                -              Querido estamos todos indo para dar privacidade a vocês. – disse ela beijando o filho e saindo rapidamente deixando-o aflito tentando acalmar a menina, e quando ele caminhou até a sala todos haviam literalmente desaparecido dali. Ele praguejou, onde estariam as mulheres que ele contratou afinal. Keiko chorava alto e ele não tinha ideia do que poderia ser.

Ele olhou para a menina e depois voltou para o quarto, a colocou na cama e ela não parava de chorar por nada, e ele imaginou que ela estaria com fome. Foi até a cozinha e começou a preparar a fórmula como constava na embalagem, praguejou novamente contra seus empregados contratados que não estavam ali e depois de tudo pronto e testado como a enfermeira ensinou no hospital ele levou o pequeno copo até a menina. Completamente desajeitado ele conseguiu fornecer o líquido e ela bebia com voracidade. Pan insistiu muito para que eles não trabalhassem com chupetas e mamadeiras, e ele teve de aprender sobre o tal copinho.

                -              Esfomeada como sua mãe. – disse ele sorrindo e viu que ela o olhou com curiosidade e ele a observou com calma agora, não havia parado para realmente olhar para ela, ele viu os cabelos negros como os mãe, os olhos azuis como os dele, parecia mesmo uma mistura dos dois. Depois que ela terminou ele a fez arrotar e ela adormeceu tranquila, ele a levou para o quarto que eles haviam preparado para ela, todo cor de rosa, a colocou no berço e acionou a babá eletrônica. Após sair do quarto e deixá-la dormindo ele foi até a cozinha para ligar para a empresa que havia contratado para cuidar da menina, fez uma enorme confusão e após poucos minutos os novos empregados estavam lá.

Eram 6 moças, 3 enfermeiras e três babás. Todas uniformizadas e bastante sérias.

                -              Eu sou Trunks Briefs, podem me chamar de senhor Briefs. Tenho uma menina de poucos dias de idade, 5 dias, minha esposa morreu e eu não pretendo lidar com a menina compreendem? – perguntou ele seriamente e viu que elas se espantaram com a frieza dele. – Meus pais e meus sogros estarão de olho, eu não quero que eles saibam que eu não terei contato com a menina entenderam? – perguntou ele ríspido?

                -              Mas senhor... – disse uma enfermeira loira.

                -              Pagarei muito bem pelo silêncio de vocês. Se quiserem. – disse ele calmamente e viu quando todas concordaram e sorriu satisfeito. – Tem mais uma coisa, isso aqui não é uma historinha de novela ou coisa parecida, eu não vou me apaixonar por nenhuma de vocês ou me envolver com nenhuma de vocês compreenderam bem?

As mulheres não gostaram daquela última afirmação do patrão, eram profissionais, algumas casadas, o que ele achava que estava fazendo, mas concordaram com a cabeça calmamente, acaba que já estavam adaptadas ao machismo de alguns clientes.

                -              Também não quero que mimem ou deem carinho a menina, ela tem família para isso e vocês não fazem parte dela, respeitem o espaço profissional de vocês e apenas cuidem pra que ela cresça saudável, apenas isso. Estamos conversados? – perguntou ele entregando para cada uma um cheque. – Isso é pelo combinado, agora montem uma escala para que sempre tenha uma enfermeira e uma babá com ela e comecem imediatamente.

Todas começaram a conversar entre si para definição dos horários e de como seria a lida com a menina, organizaram rapidamente os horários e começaram a ler as recomendações médicas entregues por Trunks. Ele observou tudo com calma e após algum tempo lembrou-se de um último detalhe.

                -              Eu estou de licença do meu trabalho por meses já que a menina não possui mais a mãe, mas não pretendo passar o dia trancado aqui, mas preciso mostrar que cuido dela pra que minha família não se intrometa, então eu sairei com Keiko sozinho para tomar sol e passear duas vezes ao dia.

                -              É um belo nome. – disse uma das enfermeiras sem pensar muito.

                -              O que disse? – perguntou Trunks curioso com a fala daquela moça.

                -              Keiko, o nome da sua filha, é bonito. – respondeu ela com calma.

Trunks apenas concordou seriamente com a cabeça e depois se retirou para o quarto de hóspedes, mas ele sentiu seu celular vibrando e atendeu a ligação.

                -              Goten, nem nos falamos com a chegada da menina. – disse ele sorrindo

                -              E aí Trunks, olha eu estou com uma proposta boa pra você, fiz uma avaliação com uns corretores sobre o seu apartamento, mas cheguei a conclusão que você não vai querer vender a maravilha que tem nas mãos, você é um empresário e sabe que seria um péssimo negócio vendê-lo agora.

                -              Não posso ficar aqui Goten. – disse ele meio bravo. – Além do mais, se eu sou um bom empresário, você é um péssimo negociante que diante de um bom negócio está recuando.

                -              Não ferro com a vida dos meus amigos, já devia saber disso. Vai ouvir a proposta ou não?

                -              Fale.

                -              Uma redecoração completa, venda tudo que tem dentro dele e redecore completamente, será rápido e eficiente e quando você ver terá uma casa novinha e funcional, afinal você tem uma cobertura de quatro quartos, hoje em dia não existem mais dessas, o que acha?

                -              Como vou redecorar com um bebê em casa, você ficou louco? Isso é praticamente uma reforma.

                -              Eu já pensei em tudo caro amigo. Venha com Keiko para minha casa, eu tenho espaço, e no período que estiverem aqui eu não darei nenhuma de minhas festas em respeito a vocês, além disso, eu sei que você não quer ir pra casa da sua mãe. A redecoração deve durar no máximo 1 mês. Fora que eu vi o quarto da menina, e por Kami você não precisa de tudo aquilo tão cor de rosa não é?

Trunks riu, realmente ele não gostara muito do excesso de feminilidade no quarto da filha, mas Pan estava tão feliz e empolgada que ele não conseguiu dizer não a ela, e realmente uma redecoração completa deixaria tudo do jeito dele, faria muito bem para seguir em frente, e seria melhor negócio do que se mudar, pois morava em um lugar privilegiado.

                -              Qual empresa você tem em mente? – perguntou ele.

                -              Ótimo, vou levar meu amigo que é decorador aí com você e ele lhe fará uma excelente proposta, tenho certeza. E a empresa dele cuidará de tudo, você pode ficar bem tranquilo.

                -              Tenho babás e enfermeiras trabalhando comigo para cuidar de Keiko, terei de levá-las pra sua casa também. – disse Trunks já realizando seus planejamentos.

                -              Elas são gostosas? – perguntou Goten rindo do outro lado da linha.

                -              Estou aguardando você aqui. E não ouse usar o telefone da minha irmã que eu te repassei, você não serve mesmo pra ela. – disse Trunks rindo e desligando o telefone.

Continua...


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Deixem comentários, é por eles que eu avalio como seguir em frente com a fic.
Bjo


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