História Reconstruindo a vida ao seu lado - Gerlili - Capítulo 34


Escrita por: ~

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Categorias Totalmente Demais
Personagens Germano Monteiro, Liliane "Lili" de Bocaiuva Monteiro, Personagens Originais
Tags Gerlili, Pasmartins
Exibições 238
Palavras 4.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii genteeeen....
Então sem WiFi, tô roubando da minha amiga pra postar. Hahahaha
Esse capítulo tem Hot, lê quem quer, quem não quer pula pra frente!
Não tem muita emoção, só dia a dia msm!
Espero que gostem...
Boa leitura!

Capítulo 34 - 34. Sex and love


Fanfic / Fanfiction Reconstruindo a vida ao seu lado - Gerlili - Capítulo 34 - 34. Sex and love

- mãe! - grita alto correndo uma pequena distância até a mulher, com sua lancheira e mochila em mãos. Larga tudo e abraça a mulher, mas exatamente as pernas e barriga dela. 
- já falei pra você não correr Ana. Pode cair! 
- Eu sei mamãe... É que estava com saudades! Oi Silas!
- Oi menina Ana! - cumprimenta a mesma enquanto guarda as coisas dela no porta malas. 
- como foi seu primeiro dia de aula? - percebe a animação dela. 
- e o pai? - indaga triste. 
- vamos entrar! Seu pai teve uma reunião e pediu desculpas por não poder vir te buscar, mas falou que quer saber tudo na hora do almoço. 
- Ah... Tudo bem! - as duas já estão sentadas no banco de trás do automóvel. 
- Aí! - exclama Lili massageando a barriga de 6 meses, maior e redonda, em baixo de um vestido um pouco acima do joelho, solto e com um cintinho. Alerta Ana que olha assustada - tá tudo bem! Seu irmão não para de chutar um segundo, está cada vez mais forte. Não sei o que faço pra parar. Quer sentir? - a menina acena um sim. Lili pega a mãozinha dela e coloca em sua barriga aonde o filho se mexe. Ana faz uma cara de surpresa e depois abre um sorriso. 
- que legal mamãe! Dói muito? - olha pro rosto dela preocupada. 
- um pouco! Hoje ele está mais agitado que o normal. 
- posso falar com ele? - espera a mãe acenar positivamente e volta-se pra barriga dela, passa a mão em forma de carinho - oi maninho! Tudo bem? 
- Ui! - Lili novamente expressa dor e Ana a olha com os olhinhos arregalados- acho que ele reconhece sua voz meu amor! - a menina sorri discretamente -pode continuar. É que ele está feliz em poder falar com você. - sorri passando tranquilidade. 
- olha bebê, eu sei que você está feliz, mas a mamãe sente dor quando você chuta e eu não gosto quando ela sente dor, é ruim. Hoje foi meu primeiro dia de aula e foi muito legal, estou feliz, mas não saio chutando todo mundo - Lili ri, achando graça da inocência dela - para de se mexer um pouco. Por que você não dorme? Mamãe disse uma vez que quando você não mexe é porque você tá dormindo. Eu fico aqui com você! - fica massageando a barriga da mãe. - ele tá parando... - sorri pra mulher, que devolve. 
- agora me conta como foi seu dia! - Ana olha mais uma vez pra barriga e tira a mão. Começa a falar animadamente com a mãe. 
- foi muito legal. Eu fiz uma amiga! O nome dela é Clara. Eu sentei do lado dela na sala! Eu aprendi a escrever novas sí... Sí... 
- Sílabas! - ajuda a mais velha. 
- é...  Sílabas! E depois a gente pintou com tinta, e brincamos... - foi contando da manhã rapidamente. Lili ouve imensamente contente e curiosa. 
- e então? 
- aí eu falei que meu aniversário é essa semana e falei que ia perguntar pra minha mãe se ela podia ir. Ela pode ir? 
- claro que sim meu amor! Pode convidar todos os amiguinhos que quiser. Tá? 
- Eba! Vou chamar. 
- nós temos que falar sobre a festa. O tema, quem chamar, o bolo, sua roupa! 
- eu quero bolo de brigadeiro e me vestir de princesa! 
- então vai ser assim.
   Elas chegam, entram em casa e Germano está sentado no sofá. 
- cadê a minha princesa? 
- oi pai! - abraça Germano. 
- estava com saudades. Como foi sua manhã? 
- foi muito legal! Eu fiz uma amiga. 
- é? Que legal filha. Quero saber de tudo! Oi meu amor!- Lili se aproxima e eles trocam um selinho. 
- o almoço está pronto? - ela pergunta. Ele acena um sim, ouvindo a filha - então vamos almoçar. Vou pedir que dona Euzebia chame Fabinho.
   E assim acontece, os 4 vão pra mesa e almoçam feliz. Ana contando tudo o que fez na aula e todos ouvindo atentamente. Após o almoço e sobremesa, todos se retiram para seus aposentos. Lili esta colocando Ana na cama, pra descansar. Ela está sentada na beira da cama, a menina boceja.
- esta cansada né meu amor! Pode dormir um pouco, eu vou estar no meu quarto. - passa a mão no cabelo da criança que está abraçada ao seu urso. Logo depois faz uma careta e novamente alerta Ana. 
- ele ainda está chutando? 
- ta sim! Tinha diminuído, mas voltou. 
- posso conversar com ele de novo? Pra vê se para.
- pode sim... Mas acho difícil! Ele tá bem acordado e tá brincando. - Ana aproxima-se, deita a cabeça em sua barriga e acaricia. Começa a conversar. 
- oi maninho! Você tá feliz por eu ter ido pra escola né? Quando eu era pequena, minha outra mãe cantava pra mim dormir... - Lili se comove da filha falar tão bem da mãe verdadeira - quem sabe a mamãe mão canta, aí você fica quietinho. - ela olha pra Lili. 
- eu não canto meu amor! Nem adianta pedir. Por que você não tenta? - a menina se afasta e volta a deitar encolhida. - tudo bem. Eu sei que fica triste em cantar, não precisa. Sou irmão já está parando, agora cochila. Bons sonhos! - deposita um beijo em sua testa. Sai do quarto e vai pro seu. 
- e então? Dormiu? - encontra Germano deitado na cama. 
- ainda não, mas vai. Está cansada! 
- imagino. Manhã agitada! Quero só ver quando se acostumar a rotina e não querer ir mais. 
- agora acho pouco provável, mas quando mais velha, possivelmente! - responde deitando ao lado do esposo. 
- e esse garotão aqui? - acaricia a barriga de Lili. 
- hoje está animado. Deve ser por causa da minha ansiedade com Ana indo pra aula. Parou de chutar só quando ela falou com ele mais cedo, porém depois continuou. 
- to sentindo mesmo ele chutar. Tá jogando futebol aí campeão? - sorri. 
- Quero só ver daqui uns meses. Vou estar enorme e ele vai chutar mais forte. 
- você não vai estar enorme. Vai estar linda como sempre!- levanta a cabeça e direciona-se pra sua boca, selando um beijo lento e calmo. Porém Lili aprofunda e esquenta, apenas param pela falta de ar. Ela o olha pidona e ele ainda ofegante vê o relógio. 
- tenho 30 minutos. 
- perfeito! - ela responde animada. Ele a puxa para um beijo, mas ela interrompe no meio - a porta... 
- eu vou lá trancar. - levanta rapidamente e faz o que disse. 
   Puxa o edredón aos pés da cama, deita e novamente a beija. Um beijo agora quente e eufórico. Ela por cima, sentada em seu sexo, tira seu vestido revelando um conjunto de lingerie vermelha. Ele admira seus seios enormes pela gravidez, a barriga saltada e redonda de 6 meses de boca aberta. Ela ajuda a tirar a camisa dele, ainda aos beijos, abre sua bermuda e massageia seu membro com desejo, agora rígido, ele geme no mesmo instante. Lili sorri safada, deixa a boca de lado, distribui selinhos no pescoço e mordisca sua orelha, ainda massageando, o levando a loucura. 
- Lili... Ó... - Fecha os olhos com tesão. 
- goza pra mim meu amor... - ela clama. E depois de alguns minutos é isso que acontece. 
- Você é maravilhosa meu amor! Muito. - ele nem se recupera, gira e a deita. Abre seu sutiã com rapidez e abocanha um de seus seios, enquanto ela geme vibrante. Desce uma de sua mãos e entra em sua calcinha, reconhece que a mesma está molhada de tesão. 
- é assim que eu quero você!- começa a trilhar beijos em sua barriga até sua intimidade, rasga sua calcinha e joga em algum lugar. Ela se contorce pelo toque dele e após algum tempo goza.
- eu preciso de você Germano! - implora. Ele sorri satisfeito, com cuidado adentra ela por inteiro e movimenta-se devagar, até Lili acostumar-se, aumentando a velocidade a pedido da mesma que geme apertando os lençóis com força. 
- mais rápido! - manda e ele obedece prontamente. 
- eu tô quase amor... 
- eu... Ah... - ela alivia-se. Em instantes ele também chega ao orgasmo. Sela o sexo com um beijo e deita do lado da mulher, os dois ofegantes. 
- você é perfeito! - elogia Lili. 
- você é maravilhosa! - devolve o elogio. Os dois viram de lado e se olham - eu te amo Liliane e quero terminar minha vida ao seu lado transando assim. - ela ri. 
- eu também te amo Germano. E adoraria terminar essa vida assim, ao seu lado. 
- será que eu machuquei ele?- pergunta preocupado, pelo filho. 
- claro que não amor! Temos que aproveitar agora, mês que vem já é mais difícil, e os outros dois então...- lamenta-se. 
- não quero nem imaginar ficar sem você, mas é por uma boa causa! - sorri apaixonado. 
- uma maravilhosa causa. 
- vamos tomar um banho? - indaga. 
- aceito! - os dois levantam e ela olha surpresa - olha a bagunça disso aqui Germano!
- E quando deixamos arrumado Lili?! - ri da mulher.
- deixa eu pelo menos achar minha calcinha - procura pelo local. 
- essa aqui? - balança no ar e depois cheira. A entrega.
- você rasgou minha calcinha Germano! - indignada.
- você nem percebeu amor! - gargalha pela expressão da esposa enquanto vai para o banheiro. 
- isso aqui ERA um conjunto! E um conjunto lindo - lamenta.
- é o que eu diga! - fala alto do banheiro divertindo-se. Ela direciona-se para o mesmo. 
- culpa sua! - pronúncia brava, ou pelo menos tentando parecer uma. 
- Você tem dinheiro pra comprar umas 100. Agora para de chilique e vem aqui! - estende a mão dentro do box em baixo do chuveiro. Ela aceita e ele puxa para si. 
- idiota! - bate de leve em seu peito.
- um idiota que você ama! - a beija de baixo da água. 
- felizmente sim! - sorri e se entrega. 
   Tomam um banho gostoso. Ele a ajuda lavar o cabelo e se ensaboar. Saem juntos. 
- estou atrasado! - olha no celular assustado. Começa a se arrumar. 
- você é o diretor, não precisa chegar no horário! - fala escolhendo uma roupa no closet. 
- tenho uma reunião em 10 minutos. - termina de calçar os sapatos e levanta. 
- liga pra dona Mirtes e fala que vai chegar atrasado por causa do trânsito - pega um vestido mais folgado, simples, azul Royal e uma sapatilha preta social. Leva pra cama e começa a passar hidratante - amor... Passa na minhas costas? - entrega o creme, que faz o favor. 
- pronto! - Beija seu pescoço e a faz arrepiar. - linda e cheirosa. 
- obrigado! Agora vem cá. - ajeita sua gravata. Afasta-se e começa a se trocar. Coloca a peça íntima e o vestido. Tudo isso sendo acompanhados pelos olhos cobiçados do marido. - fecha pra mim? 
- com maior prazer. O que vai fazer hoje? 
- levar Ana na Paola e procurar alguém pra arrumar a festa dela. 
- final de semana? 
- hum rum! Vai ser algo mais simples, até porque ela não tem tantos amigos pra convidar. 
- e o que será que ela quer de presente? 
- ainda não sei, mas vou sondar. - termina de se arrumar também - Fabinho vai com você? 
- vai sim! Estou tão orgulhoso dele Lili. Está empenhado, trabalhando com responsabilidade, não está fazendo coisa errada. Teve que cumprir aquela pena, entendeu muitas coisas. Cresceu! 
- é tão bom ouvir você falar assim dele. - se aproxima do marido - me faz tão feliz. Também estou extremamente  orgulhosa do nosso filho. Virou um homem do bem! - o beija. 
- hoje vou falar com Zé Pedro sobre a adoção. Provavelmente em poucos dias conseguiremos a guarda da nossa menina. 
- não vejo a hora! Isso me deixa tão preocupada. Em saber que ela ainda não é nossa. De que podem tirá-la de nós. 
- shiii meu amor... A Ana é nossa. Nossa filha, não pense essas coisas. Você vai ver, daqui uns tempos teremos nosso sobrenome em sua certidão. 
- eu andei pensando... Será certo tirarmos o nome da mãe verdadeira dela. Uma mulher boa, que a ajudou. Não acha melhor, deixar? 
- você que sabe meu amor. Por mim podemos deixar, assim ela vai ter sempre um  pedacinho da outra mãe com ela. 
- também acho. O problema é que o nome dela vai ficar enorme... 
- vamos ver isso certinho e quem sabe até pergunta a ela. Tenho que ir... 
- vou descer também. Procurar uma organizadora. 
- eu te ajudo. Você sabe que não gosto que suba e desça essa escada sozinha. Ainda mais depois daquela vez. 
- não gosto nem de lembrar. 
   Os dois chegam a sala se despedem e Germano vai pra Bastille junto ao filho. Lili senta no sofá com o tablet e começa a procurar alguém pra organizar a festa. Depois de algum tempo, encontra, conversa e contrata o serviços da mulher. Quando desliga o telefone, ouve o barulho de passos descendo a escada, já sabe quem é. Ana vem andando com uma pantufa rosa de bichinho, seu ursinho nos braços, o cabelo bagunçado, o rosto amassado e olhos inchados. Um pequeno bico. 
- o meu amor... - Lili a chama com as mãos. Ela anda devagar em sua direção dengosa - senta aqui! - mostra a coxa, a menina senta com cuidado, coloca a cabeça em seu ombro, as pernas esticadas em forma de bebê e os braços encolhidos apertando o ursinho de olhos fechados - o minha princesa... Ainda tá com sono?! - mexe em seu cabelo, fazendo cafuné - nós temos que ir lá na tia Paola. Eu já ia te acordar... Amanhã na aula você convida seus amiguinhos pra sua festa de aniversário, tá bom? - o silêncio predomina, ela para o cafuné e olha pro rosto da filha que dorme tranquilamente. Sorri e continua a acariciar a menina, a mesma respira fundo - eu te amo tanto Ana Sofia... Tanto! Você foi a luz que me ilumiu e me ajudou a voltar a vida. - beija sua testa. Olha o celular e começa a despertar a filha lentamente - amor... Ana... Acorda filha.Temos que nos arrumar pra ir na tia Paola! 
- hummm.... - mexe a cabeça despertando. 
- ei mocinha vamos?! - a menina abre os olhos, levanta a cabeça e olha pra mãe pidona, triste - eu queria poder te carregar no colo filha, mas eu não posso. Não me olha assim... Você já é uma mocinha, tá grande, pode ir andando. Desce, vamos pro seu quarto dona! - Ana levanta sem vontade e Lili bate em sua bunda. Seguem pro quarto, a criança de olho na mãe nos degraus. Entram no closet dela. 
- que roupa você quer ir Ana? - olha os cabides junto a menina. 
- essa! - escolhe um macacão jeans longo. 
- hum... Então já sei! - pega o macacão, uma camiseta e um têniszinho - banho mocinha... - as duas vão pro banheiro e Lili ajuda Ana. Depois a troca, penteia seu cabelo e coloca uma tiara. - está linda! Agora vamos no meu quarto, pra mim me arrumar. Você fica assistindo TV. 
   Depois de alguns minutos, as duas prontas descem e Silas as levam pro consultório da psicóloga. 
- tia Paola... - a menina corre pro braço da mulher. 
- meu amor... Que saudades de você! Como esta? 
- Eu to bem! Olha minha roupa hoje... Eu e mamãe que escolheu. 
- escolhemos! Está linda como sempre. Vai lá pra sala,  já vou lá. - desce ela que corre pra dentro do local. 
- boa tarde Lili! - cumprimenta Paola sorridente. 
- boa tarde Lola! Como está? - bem e vocês? - acaricia a barriga da outra. 
- estamos bem também. Esse aqui tá agitado... 
- imagino... 6 meses já... Daqui uns meses, já vai poder segurar ele no colo! 
- não vejo a hora minha amiga! E você e o Henrique como estão? 
- estamos bem! 3 meses essa semana. Ele é maravilhoso Lili! Só não é perfeito, porque tem defeitos. Porém estou adorando namorar ele. 
- aí que bom Lola. Ele é muito especial mesmo! Eu vou ficar aqui fora esperando enquanto você a consulta, quero só te pedir que fale com ela sobre cantar. Ainda está traumatizada. 
- claro... Vou conversar sim. Com licença. Fique a vontade! - se retira e vai pra sala. Fecha a porta. 
- quem faz aniversário essa semana? - Paola interroga entre sorrisos. 
- eu! - a outra grita animada segurando um lápis de cor na mão. 
- é... Você! E quem vai ganhar uma festa? 
- eu! - responde ainda mais animada. 
- hum... E vai ter bolo? - a menina acena um sim - e brigadeiro? - ela continua a acenar - e você vai me chamar? - agora ela levanta a cabeça e olha pra psicóloga.
- claro né tia Lola. Você e o tio Henri! - responde como se aquilo fosse a coisa mais lógica do mundo. 
- eu vou adorar ir e comer bolo! Você já teve uma festa antes? - o semblante da mais nova muda e ela nega triste - não meu amor? E o que você fazia no seu aniversário? 
- a minha outra mamãe só fazia um bolo pra mim e a gente cantava. - explica enquanto pinta algo no papel. 
- só isso? Mas por que? 
- ela dizia que não tinha dinheiro e que um dia ia ganhar muito dinheiro e eu ia ter uma festa de princesa. - aquelas palavras atingem Paola. 
- é e sua mãe estava certa. Você vai ter uma festa de princesa! 
- vou mesma... Ela não vai vir! Porque ela tá lá no céu. A mamãe que disse. 
- sim meu amor, mas se sabia que ela tá te olhando lá de cima - Ana arregala os olhos surpresa - é sim. Ela fica te cuidando e te protegendo. E vocês duas cantavam muito?- a criança volta a pintar. 
- ela dizia que eu tinha a voz mais bonita do mundo! 
- do mundo inteiro? - finge surpresa. Ana balança a cabeça concordando - e você não canta mais? - a menina nega - você não canta desde que a outra mamãe foi lá pro céu? - Ana assente - você também parou de falar depois que ela foi pra lá? 
- hum rum... Porque eu fiquei muito triste dela ir morar lá e não me levar. De eu ficar sozinha... - sua voz embargada e ela sunga o nariz. 
- o meu amor... - Paola repara no pingo caindo no desenho da mesna. É a primeira vez que conversam sobre isso. - e aí você parou de cantar também? Não quer cantar nunca mais? 
- não! - já não segura as lágrimas - eu tô muito brava com ela por ter me deixado sozinha, eu não vi ela tia Lola - levanta o olhar pra mais velha, essa também está emocionada. 
- você quer uma abraço? Vem aqui no meu colo! - Ana deixa os lápis e cumpre o pedido dela. Abraça Paola com força e chora. A psicóloga apenas acaricia seu cabelo - não foi culpa dela ir embora Ana. Ela também estava com medo de ir e te deixar aqui sozinha. Mas ela te deixou com a mamãe Lili, não é legal. - a menina esta acalmando e apenas ouvindo - aposto que se você cantar toda vez que estiver com medo, ou feliz a sua mãe vai ouvir lá no céu e vai ficar feliz. 
- vai mesmo? - pergunta dengosa. 
- vai sim! Não precisa ficar triste quando cantar, ou brava. Canta pro seu irmãozinho, igual sua mãe cantava pra você, aposto que ele vai adorar. 
- será? - ergue a cabeça e olha pra Paola. 
- você deve ter uma voz linda meu amor. Canta, sua mamãe vai gostar. Quando quiser cantar só cantar. 
- tá bom! - se mostra mais feliz, Paola lhe dá um sorriso e limpa suas lágrimas - a mamãe e o papai não vão embora? 
- eles te amam muito! Querem ficar com você pra sempre. Eles não vão te deixar, se isso acontecer ele vão lutar pra ficar com  você.
- igual o príncipe? 
- é igual o príncipe! Você nunca mais vai ficar sozinha.
  E depois mais algumas palavras, Ana sai da sala segurando o desenho. 
- Ó mamãe! - se aproxima de Lili e estende o desenho - aí que lindo. E quem são eles? - pergunta sem entender. 
- é eu, o papai, você, o Fabinho, a Cassandra, a tia Lola e o tio Henri! 
- nossa quanta gente! Que desenho lindo. Mas e esse aqui? - aponta pra algo de 4 patas. 
- ah... Essa é a Sandy, igual do Bob esponja! É cachorro mamãe. Você me dá um? - Lili trava na hora, fica branca. Um cachorro? Como assim um cachorro? Tipo assim, quatro patas, fucinho, que lambe e faz cocô no quintal? 
- Lili? Lili tudo bem? - Paola se aproxima e desperta a mulher ao segurar seu braço.
- tô... Tô sim! - olha pra filha que está espantada - eu tô bem meu amor. Vamos falar com o papai sobre o cachorro tá? 
- hum rum... Acho que ele vai deixar. 
- é... Vamos falar com ele certinho! Vamos pra casa? 
- vamos! - segura na mão dela. 
- tem certeza que tá bem Lili? - questiona a psicóloga. 
- tenho sim! Obrigado Lola. 
   Se despedem e seguem pra casa. 
- está com fome? - pergunta Lili ao entrar na mansão. 
-  Podemos ir na piscina?
- podemos sim! Mas eu não vou entrar, fico te cuidando de fora tá? Quero ver mesmo como você está nadando. 
- Eba... Vem por biquíni mãe. 
- vamos lá! Vou só pedir pra dona Euzebia fazer um lanche e levar lá fora. 
   E assim passam o resto da tarde. No final Germano chega junto com ao filho e namorada. As duas estão na sala vendo TV e abrem um sorriso quando a porta abre. 
- boa noite família! - a voz grossa do homem ecoa pela casa. 
- papai! - correm em sua direção. O outro adora isso difícil será desacustumar. 
- oi meu amor! Tudo bem? Foi na tia Paola? 
- eu fui sim! Nós falamos e fiz um desenho lindo, tem todo mundo e... - ela para e o olha - o senhor me dá um cachorro? Uma amiga da minha sala tem um e eu também quero. Eu nunca teve. - Germano engasga com a própria saliva. Sabe que Lili não gosta de cachorro, mas por outro lado, sabe que um amigo de quatro patas é o melhor companheiro pra criança, além de alegrar o ambiente.
 - eu vou falar com sua mãe e... 
- ela disse que vai falar com você! - olha sem entender, reveza o olhar entre os pais. 
  O homem mira em Lili que está séria. O casal de jovens perto dele ri da expressão preocupada de Germano. 
- é pai... Um cachorro vai ser tão legal. - provoca Fabinho com ironia. 
- eu já tive um. Foi totalmente Demais! Eu amava ele, brincávamos muito. - completa Cassandra sem perceber a ironia nas palavras do namorado. 
- não se meta vocês dois! - olha pra eles, que levantam a mão como "não está mais aqui quem falou". Volta-se pra menina de olhos pidãos. - Meu amor... Eu e a mamãe vamos conversar e se os dois estiverem de acordo, nós compramos um. - Ana olha sem entender - se a mamãe deixar, nós pegamos um! - todos viram o rosto pra mais velha. A mesma aparenta indignação e olha séria pra Germano. Então é assim, deixaria toda a responsabilidade em cima dela, em uma importante decisão. 
- você deixa mãe? - interroga Ana empolgada. 
- é, você deixa mãe? - tira onda o filho mais velho. 
- eu vou pensar! Mas, não prometo nada. Agora vamos jantar. - levanta e toma rumo pra cozinha. 
- isso foi um sim pai? - Germano desce ela do colo. 
- foi um "quem sabe". Agora vai lá na sala de jantar com sua mãe. 
- isso tá mais pra não! - completa o rapaz, envolvido nos braços da namorada - o senhor não devia ter falado aquilo. A mãe vai ficar brava com você!
- Eu sei amansar a fera. Já assistiu aquela novela "O rei do gado"? O cowboy sempre conseguia amansar aquela menina, como o nome dela mesmo... - para pra pensar - Malu! Isso mesmo Malu. Sua mãe é igualzinho. Teimosa e birrenta, mas conheço uns truques. 
- Uii sogrinho... Botei fé no senhor! Essa noite vai rolar a pororoca. - solta a modelo. 
- Cassandra! - repreende o namorado envergonhado. 
- que é amor? Tem jeito melhor de amansar uma mulher que não seja com se... 
- Cassandra! - o rapaz volta a brigar com ela. 
- bom... Com licença! Vou me trocar e desço pra jantar em minutos. - Germano sai rindo. 
- você tem que aprender a fechar essa boca meu amor...
- Aé? Então me ensina... Como faz isso! - aproxima e o beija. 
   Os dois vão a mesa. Depois de minutos a espera de Germano todos jantam e se recolhem, Lili deixa Ana 
assistindo TV no quarto e vai pro próprio aposento. 
- eu não gostei! - pronúncia pegando o hidratante e começando a passar. 
- sobre o cachorro? - se faz de dissimulado. 
- não... Sobre a crise mundial! - usa do sarcasmo - quer dizer que se eu falar "não" eu vou sair de vilã e você o bonzinho da história?!
- Lili... - vai se aproximando por trás da mesma - meu amor, vai ser legal ter um cachorro. Pensa, a Ana cuida dele e aprende a ter responsabilidade. Um amigo pra ela brincar... - passa a mão em seus braços - vai ser legal... É o que nós precisamos também - cheira seu cabelo, seu pescoço. 
- Germano não venha me chantagiar... - começa a se render. 
- diz que sim, por favor! - mordisca sua orelha. 
- G... Para... - corta as palavras gostando - estou... Grávida... Isso é maldade! 
- por favor meu amor...
- tudo bem! Eu deixo... - ele a virá e a olha com um sorriso- só uma condição...
- pra você o mundo. 
- Não pode ser grande! - fala séria. 
- você é maravilhosa! - a puxa para um demorado e gostoso beijo. - vamos repetir a noite de ontem? - interrompe o beijo e a olha pidão. Estão a centímetros de distância. 
- estou com uma lingerie nova! - sorri safada. 
- Mãe... - Ana entra no quarto de supetão e os dois se afastam. - posso dormir aqui? - pergunta com o ursinho. Germano e Lili se olham, ele clama que não. 
- pode sim filha. Deita aqui no meio! - a mais velha deposita um beijo nos lábios do marido e dá de ombros deitando na cama com a criança. 
- Arghh! - exclama Ana com expressão de nojo. 
- que cara é essa mocinha? - pergunta Lili sem entender. 
- você e o papai se beijaram. Eca! Meninos são chatos. - explica. 
- quer dizer que eu sou chato? - Germano olha indignado e se aproxima dela. Começa a fazer cócegas - pede desculpas, anda! - Manda entre os risos da menina. 
- desculpas papai. - responde ofegante - o senhor não é chato. Só os meninos da minha escola. 
- eu quero que você continue pensando assim nos próximos 50 anos tá bom? - olha pra menina. Lili observa a interação de pai e filha no canto da cama e quando ouve as palavras do marido aperta o olhos como se estivesse o repreeendendo. 
- agora vamos dormir! Amanhã você tem escola mocinha. 
- Eba! A escola é tão legal mãe. 
- e eu quero que você pense isso nos próximos 10 anos. Deita quietinha. -  A menina se ajeita ao lado da mãe, o pai apaga a luz, deixando apenas os abajures ligados e deita na outra ponta. 
- boa noite meu amor! - estica por cima da filha e da um selinho na mulher como todos os dias. Depois desce e acaricia a barriga dela. - boa noite filhão e boa noite princesinha do pai. 
- boa noite mamãe e papai! - também passa a mão na barriga de Lili - e maninho! - o bebê chuta. Ana sorri e beija a mesma - dorme com Deus. - fecha os olhos e espera o sono chegar sentindo o cafuné da mãe. O dia termina sem mais emoções. 






  


Notas Finais


Já estou escrevendo o próximo!
Não sei quando posto...
Até o próximo 👋


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