História Recovery - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Visualizações 5
Palavras 2.046
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


#spoileralert neste capitulo, há uma dica enorme sobre o futuro. Leiam-no bem ;)

Capítulo 30 - I owe you my life


P.O.V. Justin

Já passou uma hora, sensivelmente, desde que a Sophia entrou por aquela porta de madeira massiça, porta essa que não me deixavam, de maneira nenhuma, trespassar.

Não que eu esteja, particularmente, preocupado com ela. Tenho a perfeita noção do que se passa naquela sala, mas acho que todos concordam comigo quando digo que o tempo é a coisa mais preciosa que temos, e a cada segundo que passa, a possibilidade de encontrarmos os meus irmãos sãos e salvos diminui a pique.

Craft: Tem calma, puto. - A voz dele apareceu atrás de mim, rouca de cansaço, enquanto pegava na toalha que trazia pendurada ao pescoço para limpar o suor do rosto mais uma vez. - Interrogatórios são o ponto forte dela. - Deu-me um murro amigável no ombro e sentou-se no sofá à minha frente. - Vais ter os teus irmãos de volta.

Esbocei um sorriso, obviamente forçado, assentindo.

Eu: Eu sei. Mas, para ser completamente honesto, não é só isso que me preocupa. - Todos os olhares se concentraram em mim, fazendo-me sentir obrigado a continuar o meu raciocinio. - A Sophia disse-me uma vez que pessoas como ela não se podem envolver com ninguém, muito menos com alguém de fora, porque é uma fraqueza, e ela envolveu-se comigo, o que quer dizer que quando isto acabar, vocês desaparecem.

Calei-me e o silêncio permaneceu naquela sala, enquanto todos trocavam olhares entre si, talvez sabendo que isso ia acontecer.

Danny: Talvez não tenhamos que ir. - A voz dele surgiu à minha esquerda, pelo que virei a cabeça e olhei-o, franzindo a sobrancelha.

McCann: Ele tem razão. - Voltei a virar a cabeça, desta vez para a direita. - Basta fazermos as coisas bem feitas.

A conversa durou mais uns minutos, e estava a fazer-me bem ter a perspetiva masculina sobre o assunto, até sermos interrompidos por um estrondo, que dava para perceber a léguas que era um tiro a ser disparado, seguido por vários gritos, uns de dor e outros de raiva.

Várias correntes de adrenalina percorriam os corpos de cada um de nós, que ficámos quase pregados ao chão, simplesmente a ouvir, expectantes. Mas nada, nem um som, excepto passos acelerados, que eu reconheci imediatamente, em direção à porta, vendo a Sophia sair.

Vinha de arma em punho, uma enorme pistola prateada, toda ela tremia, os seus olhos estavam completamente pretos, acho que até o tom de pele dela tinha mudado. Estava completamente diferente, nem sequer a conseguia reconhecer, e acho que desta vez, nem que tentasse durante horas a conseguia acalmar para saber o que tinha acontecido.

Sophia: Cinco minutos... - Os meus olhos arregalaram-se quando aquelas duas palavras saíram da sua boca. Aquela voz não era a dela. Era mais rouca, arranhada, quase masculina. Se a minha mãe estivesse aqui, diria que ela estava possuída. - Não me interessa se morreu alguém, ou se está alguém para nascer, eu quero toda a gente deste mundo, que ainda estiver viva, nesta casa dentro de, exatamente, cinco minutos. Quem não aparecer, terá que lidar comigo.

Assim que ela acabou de dar as ordens, uma enorme azáfama surgiu naquela casa enquanto todos eles pegavam nos telemóveis e ligavam para todos os números na lista de contactos, enquanto a Sophia ia lá para fora, fumar um cigarro, talvez tentar organizar as ideias.

Toda esta pressa que eles tinham sempre em cumprir as ordens dela dava-me a entender que, para além de toda a amizade, carinho e respeito que tivessem por ela, o sentimento geral que ela suscita é medo. Muito medo, ao que parece...

Fiquei por momentos encostado à parede, sem querer estar no meio do caminho de alguém, observando todo aquele estado de quase pânico geral, antes de me decidir a ir lá fora, tentando perceber qual fora o motivo de tanta raiva.

Eu: Sophia...? - Falei baixinho, não fosse eu despoletar mais um ataque de fúria, visto que este já era o segundo, só a contar com o dia de hoje.

Ouvi-a respirar fundo, bem fundo, durante o que pareceu uma eternidade, puxando mais uma vez o cigarro e olhando em frente, recusando-se a olhar para mim.

Sophia: O que queres? - A voz dela ainda era fria, sem qualquer emoção, mas parecia muito mais calma, o que me indicava que era seguro falar.

Lambi os lábios e sentei-me no chão, encostado à casa, ao lado dela, mesmo que mantivesse ainda alguma distância.

Eu: Estás bem? - Ela riu-se, com aquela risada irónica e quase maldosa dela, continuando sem responder. - O que é que se passou lá dentro?

Ela respirou fundo mais uma vez, apagando o cigarro e acendendo outro logo depois, o que me dizia que ela estava mesmo à beira de um colapso.

Mas foi direta ao assunto, e por isso só lhe tenho a agradecer...

Sophia: Ele disse-me a morada do armazém onde eles estão feitos reféns, e eu estava pronta para sair e deixá-lo em paz, até ia pedir a um dos rapazes que lhe tratasse das feridas e que lhe levasse alguma coisa para comer, até que ele me chamou. Voltei atrás e começou a rir-se, a dizer que eu não ia chegar a tempo, que eles iam ser vistos, comprados e molestados sexualmente pelo autor de toda esta trapalhada e depois vendidos como escravos sexuais, e aí perdi a cabeça e o resto já sabes. - Eu devo ter ficado sem pinga de sangue no rosto, porque ela olhou para mim, pela primeira vez desde que esta conversa começou, suspirando. - É esse o negócio do Brian. Enquanto o meu é a droga e morte por encomenda, o dele é venda de crianças para escravatura. - Quase soletrou cada palavra daquela frase, com um nojo que eu não lhe reconhecia na voz. - Mas desde que me conheceu, nunca mais conseguiu vender nenhuma, e conseguimos libertar quase todas, por isso não te preocupes. - Olhou-me mais uma vez, agarrando a minha mão e voltando a olhar em frente quando ouvimos o ruído de várias motas pararem à frente da casa. - Vão ter que passar por cima de nós se lhes quiserem tocar. - Apertou a minha mão antes de me largar e dirigir-se às "visitas".

P.O.V. Sophia

Depois de o largar, dei dois toques no vidro da janela, para avisar os rapazes que o pessoal tinha chegado, mesmo que o barulho ensurdecedor das várias motas de alta cilindrada fosse mais do que suficiente para os denunciar.

Vi os rapazes saírem e ficarem com o Justin, o que me deu a deixa para me concentrar no monte de mercenários que tinha à minha frente e, como sempre, tinha que haver um engraçadinho que tinha que abrir a boca antes de eu conseguir explicar.

Vagner: Perdeste completamente a cabeça... - Rosnou, saindo da mota e vindo até mim, intercalando o olhar entre a minha pessoa e o Justin. - Vais arriscar as nossas vidas, as deles e a tua por pessoas que nem pertencem ao teu mundo?

Fiquei a olhar para ele durante um tempo, pensando se lhe dava um murro ou se o ignorava e passava à parte em que engendrávamos um plano e nos metíamos a mexer daqui.

No fim, decidi não fazer nem uma nem outra. Optei por sorrir, pois eu sabia como o calar.

Eu: Nem a Eleanor, nem a Lily nem o Fritz pertencem ao meu mundo e eu faria o mesmo se fossem eles a estarem nesta situação. - Sabia que tocar no nome da mulher e dos filhos dele ia fazê-lo ver a razão, pelo que ele recuou. - Bem me pareceu. - Tirei a foto da Jazzy e do Jaxon, que tinha trazido da casa do Justin, dando-a a um dos meus camaradas, vendo a foto ser passada por todos. - Esses são a Jazzy e o Jaxon Bieber. A mais velha tem nove e o mais novo tem sete anos. Foram levados esta manhã da escola onde estudam, na Escola de Ciclo Primário e Básico à frente do liceu público de Liechtenstein. Foi o grupo do Brian Barrett que os levou. - Aí, todos me olharam, quase com "terror" escrito na testa, o que me deu a entender que não sabiam desta parte da história. - Não fazem parte do nosso mundo, mas não passam de crianças, que podiam ser os vossos filhos. - Repeti o mesmo discurso que tinha dito ao Vagner, e as minhas palavras foram seguidas por um grande borburinho, o que me dizia que os tinha na mão. - Sei que é muito a pedir, e fico a dever a vida a quem alinhar, mas peço-vos, em nome dos vossos filhos e de todos os que estão para vir, que fiquem.

No meio de toda esta conversa, a dita fotografia chegou ao líder daquele enorme grupo de motards e mercenários, Cobra.

Ele olhou demoradamente para a fotografia, suspirando e olhando para mim e depois para o Justin, que estava paralisado a alguns metros de mim, a olhar para aquilo tudo.

Cobra: É ele? - Olhei para trás por segundos antes de voltar a olhar para o enorme homem à minha frente, assentindo. - Trá-lo aqui. - Ordenou com aquela voz cavernosa dele, capaz de causar arrepios a qualquer um, até a mim.

Assenti, virando apenas um terço do meu corpo, evitando virar as costas àquele grupo enorme.

Sim, eu sou doida ao ponto de lhes confiar a minha vida em qualquer situação, mas não sou estúpida ao ponto de lhes virar as costas, sei bem com quem estou a lidar e já vi pessoas serem mortas por menos.

Eu: Justin... - Chamei gentilmente, sabendo que ele estava assustado com isto tudo, mas também tendo a certeza de que ele sabia que só assim é que conseguia cumprir a minha promessa de trazê-los para casa sãos e salvos. - Anda cá. Está tudo bem.

Ele aproximou-se de mim, agarrando a minha mão e encarando o gigantesco homem à nossa frente olhos nos olhos, gesto que por si só me impressionou.

Cobra: Tens noção do que estás a pedir que façamos, rapaz? - Os seus olhos claros e penetrantes (uma das razões de ele ser conhecido como "Cobra") analisaram o rapaz ao meu lado até ao fundo da sua alma.

E tenho que admitir que a reação dele me deixou orgulhosa.

Justin: Sim, senhor. Sei que estou a pedir que faça o impossível para salvar a minha família, tal como faria para salvar a sua. - Apontou com o queixo para o enorme grupo à sua frente. - Se é que são a grande familia feliz que dizem que são... - Pude ver que tanto o Cobra como o grupo dele tinham tomado a ironia na voz do Justin como uma afronta, que teria como punição a morte, no minimo dos minimos, mas por mais que lhe apertasse a mão, não havia maneira de ele se calar. - Cobra, o senhor é mercenário, certo? - Vi o Cobra arquear a sobrancelha e assentir uma vez. - Então veja-me como um cliente que lhe está a dar um trabalho, trabalho esse que será mais do que bem pago.

Vi uma coisa raríssima acontecer à minha frente: o Cobra esboçou um sorriso torto, que já era normal nele, e esticou a mão, devolvendo a foto ao Justin.

Cobra: O que queres que façamos, então?

O Justin olhou demoradamente para a foto antes de responder.

Justin: Resgatem os meus irmãos e quaisquer outras crianças que lá estejam e tragam o badameco responsável por isto até mim. Eu encarrego-me do resto.

O Justin que vi ali era muito diferente do Justin que tinha conhecido no meu primeiro dia de liberdade depois de ter cumprido a minha pena na prisão, e cada vez mais ele me provava que era uma enorme caixinha de surpresas.

A conversa deles terminou aqui, e o Cobra voltou a concentrar toda a atenção dele em mim.

Cobra: Conta connosco, Harrison.

Sorri e apertei-lhe a mão, respeitando o nosso cumprimento.

Eu: Fico a dever-te a vida, Cobra.

Eu e o Justin saímos da frente do portão, e aquele enorme grupo entrou, vai-se lá saber como, na minha casa, sendo seguidos por nós, para começarmos com a etapa seguinte: planear o que iríamos fazer a partir daqui.


Notas Finais


Peço desculpa pela demora a escrever. Sou capaz de ter uma surpresa para vocês, mas ainda está a ser tudo tratado. Obrigada pelo apoio que teem dado.


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