História Recovery - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, One Direction
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Liam Payne, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 75
Palavras 1.638
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey gente
Essa vai ser a segunda fanfic que eu posto. A primeira foi a muito tempo e eu acabei excluindo porque não estava curtindo tanto o enredo.
Essa daqui me dediquei mais para criar algo bom. O primeiro capítulo é só pra vocês terem noção de algumas coisas e espero que gostem. :)

Capítulo 1 - Prólogo


Já se faziam 7 anos. Sete longos anos. E cá estou eu novamente em mais uma noite facilmente esquecida, afinal essa era igual  a tantas outras. No começo eu até me esforçava a acreditar que estava entrando em uma nova fase da minha vida, que essa seria bem melhor. A famosa 'Fase Sem Camila Cabello', como minha amiga Vero (nem sei se ainda é tão amiga assim) havia chamado. Acontece que essa fase não supriu as expectativas. Tudo bem que não foi apenas culpa minha, e juro que tentei com que fosse o menos pior possível. Talvez, no primeiro um mês, eu tenha sabido lidar. Mas a verdade que esse 'saber lidar' era ir em festas encher a cara e passar quase nada do tempo sóbria. Camila Cabello não era a única coisa que eu estava tentando esquecer, mas foquemos apenas nela no momento. 

 Toda essa bebedeira e festas não melhoraram meu humor e estado emocional. E após uns 6 meses, quando eu finalmente aceitei minha derrota, foi que mergulhei de vez nesse poço sem fundo.

 Vou te dizer uma coisa que aprendi com toda essa situação: não adianta várias pessoas a sua volta dizerem que você é capaz de superar ou que já está na hora de continuar a vida, nada adianta esses conselhos se você não acreditar realmente nisso. E eu não acreditava; e, bom... ainda não acredito.

 Quando passei a 'Fase de Adolescente Frustrada', fui para a 'Fase de Adulta Deprimida'. Agora, em vez de festas onde menores de idade se drogam e só pensam em sexo, eu vou para um bar ou bebo em casa mesmo, acompanhada do meu companheiro de todos os momentos, o que nunca me abandonou: o famoso Whisky.

 Falando assim deve parecer que minha vida é extremamente horrível, né? Bom, acontece que é.

 Mas não há apenas lados negativos. Posso dizer que sou satisfeita profissionalmente, trabalhando como agente especial. Tenho uma parte da família e amigos que tentaram por muito tempo voltar a ter contato comigo, e devo dizer que foram guerreiros. Eu ignorei tanto as ligações e mensagens deles, as vezes só respondendo de forma rápida e objetiva, que me impressiona terem tentado por tanto tempo.

Não vejo meus irmãos a uns 5 anos. Mesmo assim, minha irmã costumava tentar entrar em contato comigo. De amigos, os únicos que faziam isso eram a irônica Vero, junto com o protetor Harry. Mas todas eles pararam de tentar me contatar a uns 3 anos. Devem ter desistido, e se eu fosse eles, desistiria também.

Pois é, sou extremamente sozinha hoje em dia, mas talvez a esperança de que um dia eu tenha coragem de tentar fazer minha vida voltar ao normal de novo seja o que me mantém sóbria 1/3 do dia. 

 Nesse 2/3 que resta, eu encho a cara. 

 Como nesse momento em que estou em um pub não muito refinado próximo da grande Quinta Avenida da cinzenta Nova York. Eu estava sentada em uma banco alto apoiada com os cotovelos no balcão, enquanto tocava algum jazz de bom gosto na velha jukebox. Minha visão já estava um pouco turva e meu raciocínio levemente prejudicado. Eu passava o dedo pela borda do copo já vazio novamente, com o olhar perdido no fundo do vidro, aguardando o garçom retornar para me servir outra dose. 

 - Já não acha que está na hora de parar? - disse o jovem garçom parando na minha frente.  Olhei para o rapaz ruivo de olhos castanhos com os meus olhos cerrados. "Desde quando eu o dei intimidade para me dar tal conselho?" O vi me encarando por um tempo, até que suspirou derrotado e encheu novamente o copo. - Hoje é um dia daqueles, não é? - o garoto me olhou de forma compreensiva. Haviam dias em que meu estado emocional estava um pouco pior, e hoje era um dia desses. - Espero que não volte de carro hoje de novo. - disse após eu assentir e me deu um sorriso amarelo. 

 - Fique tranquilo, não cometerei o mesmo erro duas vezes. - foi só eu terminar de falar que percebi o peso desa frase na minha vida. O copo que estava indo em direção a minha boca parou no meio do caminho. "Por que tudo me lembra ela?"

  - Tudo isso por causa de uma garota... espero não passar pelo o que está passando, Jauregui. - respondeu dando um sorriso de lado.

 - Está falando demais hoje Fred, não acha? - arqueei a sobrancelha e virei o conteúdo presente no copo, sentindo a queimação já habitual na minha garganta. Fred não sabe que além de não ser apenas 'uma garota' e sim 'a garota', haviam outras coisas que me incomodavam.

 - É estranho, você aparece aqui sempre que quer um lugar mais reservado, mas ainda é como se quisesse a companhia de alguém. Então só estou sendo um bom companheiro. - deu uma leve risada no final da frase.  

 Fred era um jovem garoto , daqueles que tinham uma vida toda pela frente, mas que a vida escolhe em não o dar um futuro muito promissor. Pelo pouco que eu prestava atenção quando ele falava, seu pai morreu há dois anos por um motivo que não me recordo no momento, e um tempo depois sua mãe foi diagnosticada com câncer. Agora ele tem 2 empregos, tirando alguns 'bicos' que faz por aí para pagar as despesas de casa e o tratamento do câncer de sua mãe. Não vou negar, eu realmente gosto da companhia do garoto. Sempre que volto para Nova York passo no mesmo pub para beber e reencontrar o jovem, mas ele não precisa saber disso. Por vezes ele me fazia rir quando eu já me esquecia de como era boa a sensação.

 Eu não o respondi, e logo ele começou a passar um pano no balcão. Após um tempo, disse: 

 - Nunca me contou o que realmente aconteceu, sabe... entre vocês. - o garoto evitava meu olhar e eu percebi o quão receoso ele estava.  

 - É complicado. - tentei dar uma resposta que não soasse rude.

 - É, eu odeio complicado. - disse dando uma leve risada. 

 - A verdade é que... - minha atenção da conversa foi desviada rapidamente quando ouvi o sino da porta soando e olhei pelo espelho posicionado atrás de Fred. Avistei uma moça saindo, mas, bom, não parecia ser qualquer moça. Ela tinha o cabelo um pouco liso, o corpo levemente magro, uma estrutura mediana, tão... familiar. Só vi suas costas, mas foi o suficiente para que eu assimilasse a situação e levantasse rapidamente do banco, me encaminhando até a porta do bar, agora já fechada. 

 - O que...? - ouvi a voz de Fred ao fundo, totalmente aleatório em meio aos meus pensamentos acelerados.

 Chegando na porta a abri e saí rapidamente, olhando ambos os lados da calçada. Vi uma moça do lado da porta acendendo um cigarro, e não era Camila. Na verdade, não se parecia nada com ela. A moça me olhou de forma reprovadora quando percebeu que eu estava a olhando dos pés a cabeça. 

 "Será que cheguei ao ponto de ter alucinações dela?"

Passei a mão pelos cabelos, fiquei atordoada, abalada, sentindo uma onda de ansiedade me invadir. Avistei meu carro do outro lado da rua e corri desajeitadamente para lá, percebendo o efeito da bebida em meu corpo ainda mais forte. Tive dificuldade até para pegar a chave no bolso da minha jaqueta e desligar o alarme. Mas uma vez dentro do carro, o liguei e saí a tempo de ver Fred saindo do bar gritando algo que fui incapaz de entender pelas janelas fechadas abafarem sua voz. 

 Eu dirigia ridiculamente, eu sabia, mas em meio à quase crise de pânico que eu estava tendo, isso era o que menos importava. Lembranças começaram a me invadir como flashes e eu dirigia no modo automático.

 "- Eu já me decidi. E minha escolha não poderia ser outra: eu quero você, Lauren, quero só você."

Não, não... essa lembrança não.

"Não acredito que você vai me deixar agora, Lauren."

Seu olhar decepcionado, magoado... a voz chorosa...

 "O abraço que Camila me dava me causava sensações nunca antes sentidas por mim, não de maneira tão intensa. Seu perfume me inebriava e o contato do seu corpo junto ao meu me fazia suspirar."

 Uma onda de saudade me atingiu em meio a dezenas de lembranças que me vinham à cabeça. Saudade de Camila, saudade dos amigos, da família... estava insuportável, eu sentia como se meu peito estivesse rasgando e eu sufocando. 

O carro estava em uma velocidade absurda, eu gritava e socava o volante, sentindo meus olhos lacrimejados. Mas eu não me permitiria chorar, não me permitira. Estou há 7 anos sem derrubar uma única lágrima, e não é agora que eu iria fraquejar.

 "- Você está fazendo a maior burrada da sua vida, Lauren." Agora era a voz de Dinah que inundava meus pensamentos.

 "- Você sabe que precisa resolver certas coisas, querida. Coisas complicadas e que te trarão sofrimento. Mas que não resolvidas, não te deixarão em paz. Porém, nunca deixe isso destruir você." A voz de minha vó, o conselho que eu poderia ter seguido...

 Eu estava com essas ondas de pensamentos. Ultrapassava sinais vermelhos, passava raspando pelos carros, totalmente desnorteada, tendo mais uma crise de pânico.

 Eu cheguei em uma rua não muito movimentada, havia algumas árvores espalhadas pelas calçadas. Um pensamento extremamente suicida passou pela minha cabeça, mas eu não pensei duas vezes antes de direcionar meu carro em uma das árvores maiores. Eu só queria que aquela dor passasse e que a sensação de sufocamento fosse embora. A aproximação pareceu ser em câmera lenta, enquanto uma última lembrança me atingia:

"Eu estou apaixonada por você, Lauren Jauregui."

Senti uma pancada forte e depois disso, tudo é um borrão.


Notas Finais


Se quiserem, deixem a opinião de vocês, se acham que está boa ou não :)


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