História Recovery - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Demi Lovato, Justin Bieber
Personagens Demi Lovato, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Justin Bieber
Tags Demilovato, Justemi, Justinbieber
Visualizações 64
Palavras 2.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem vindos à mais um capítulo.

Meninas, eu tenho que agradecer muito à vocês que estão gostando e acompanhando a fic, espero não estar decepcionando vocês. Caso tenha algo construtivo que queriam me dizer, não acanhem-se, sou toda ouvidos. Os comentários estão sendo maravilhosos, assim como vocês.

Espero que gostem bastante desse capítulo, o próximo já está no forno e deve sair amanhã ou depois.

Os comentários não são obrigatórios, ou movem a fic, mas são sempre bem vindos.

Capítulo 3 - Ajuda ▪(Pt.2)


Demi, dentro do carro, parecia a pessoa mais animada qual já conheci. Ela gostava bastante de Dallas, e parecia conhecer muito bem a cidade. Ia contando-me onde ficava cada coisa, e me certificando sempre que eu acharia as melhores coisas no subúrbio, não na parte “rica”. Minha barriga a qualquer momento iria roncar de fome, mas o trânsito não colaborou de forma alguma. Chegava perto das três da tarde e eu me questionei onde iríamos comer naquele horário, até que Demi entrou em uma rua não tão movimentada como as do centro, as casas eram mais simples, e não havia tantas lojas caras, na verdade, as calçadas eram recheadas de lanchonetes, restaurantes, mercados, barbearias, e lojas de roupas baratas, vez ou outra passávamos por algo diferente como lavanderia ou comida chinesa. Passamos por uma praça, bastante simples por sinal, as crianças brincavam no escorregador e gritavam felizes uma com as outras sobre ir brincar em outro brinquedo, e parado no sinal, pude ver que elas faziam uma espécie de circuito, brincando em todos os brinquedos, e do lado de fora do parquinho da praça, suas mães estavam sentadas mexendo em celulares ou conversando entre si, mas sempre de olho nas crianças.

— Onde estamos?

— A caminho de minha antiga casa. Quando meus pais e minha irmã se mudaram de lá, mantemos a casa caso algo acontecesse e agora, quando venho à Dallas, gosto de ficar nela, para relembrar… os velhos tempo. — Disse-me com um sorriso no rosto.

— E o almoço? — Ela riu. Sua risada era alta e rouca, um tanto quanto bonita. — É sério, Demi. Estou com fome. — Rolei os olhos.

— Você nunca comeu comida caseira, Justin? Cozinharei para você, até será difícil achar um restaurante que nos faça um almoço à essa hora. — Continuou com o sorriso do rosto, e balançou os ombros. — E você pode me contar seu problema enquanto cozinho. — Foi então a minha vez de sorrir para ela.

Demi era uma das pessoas mais pé-no-chão que já encontrei dentro da indústria da música, se mantinha no topo. Era tão notório que ela tinha sua saúde física e mental acima de qualquer dinheiro, comentário tosco da mídia, ou de qualquer coisa que éramos obrigados a aturar quando entramos nesse mundo. Eu sabia que ela não podia me passar uma receita para que eu seguisse e ficasse bem, mas esperava que ao menos ela pudesse ser uma mentora para mim, podendo me mostrar o que faz para se manter bem, e ser capaz de ter uma saúde mental tão saudável.

Durante o caminho nós conversamos, a morena era muito boa em puxar assuntos e vez ou outra soltava sua gargalhada, que me fazia rir junto dela. Perguntou-me coisas boas, e como estavam meus irmãos. Meus irmãos, eu sentia falta deles. Deveria mandar uma mensagem para meu pai quando estivesse próximo dos dois de ir embora, e visitá-los. Levar Jaxon ao parque e Jazmyn para fazer compras, ela estava se tornando cada dia mais linda e mais vaidosa, da última vez que a vi, ela se preocupava mais que todos na casa, em estar bonita o suficiente para ir à escola. Eu queria vê-la, talvez a menina esteja brava comigo por estar tanto tempo sem visitá-la, assim como ficou da última vez, e eu teria que fazer muitas caras e bocas para conseguir seu perdão, talvez pagar um milk shake.

Meus pensamentos foram afugentados quando Demi parou o carro e destravou seu cinto. Olhei pela janela, observando a casa, enquanto também ia destravando o meu. Sai do carro e peguei minha mochila no banco de trás, eu precisava de um banho relaxante e temo que não pudesse esperar até minha chegada ao hotel onde ficaria hospedado.

— Você sabe por quanto tempo vai ficar?

— Não pretendo ficar muito, eu vim aqui apenas para conversar com você.

— Entendi… talvez devesse dar uma chance de conhecer o subúrbio de Dallas. É melhor que pensas.

— Talvez.

— O quarto de hóspedes é no andar de cima, primeira porta à esquerda.

— Não, Demi. — disse assustado. — Eu só quero um banheiro para tomar um banho, e me hospedarei num hotel, não posso te atrapalhar mais que voar até aqui só para conversar. —

— Você voou todo esse tempo para conversar comigo, e vai se hospedar em um hotel, Justin? Eu não aceito. Quarto de hóspedes, primeira porta a esquerda. —

Deu-me as costas para o que eu deduzi ser a cozinha. Subi as escadas observando bem os quadros na parede, várias fotos que deduzi serem Demi e sua irmã mais velha, quando pequenas, e, no fim da escada, a irmã mais nova das três, sorria com o rosto sujo de bolo e uma camisa com meu rosto estampado nela. Ri. Entrei no quarto que me foi emprestado, tinha uma decoração minimalista e as paredes em tons de branco puro e grafite, a cama box estava ao centro da parede de frente para a porta, com uma cabeceira acolchoada, em um branco neve, a cama estava coberta por uma colcha de veludo do mesmo tom da parede grafite, do lado direito, as portas de correr, possivelmente do closet, e ao lado das portas de correr, na parede da cama, a porta de vidro fumê que possivelmente levava ao banheiro.

Joguei minha mochila sobre a cama e de dentro dela tirei uma camisa branca e uma calça de moletom, em tom escuro, e um par de chinelos da Nike. Do bolso de fora, puxei o barbeador e a máquina de cortar cabelo. Procurei por uma toalha, encontrando no closet. Entrei para o banheiro e liguei a máquina com a lâmina um, deixaria meu cabelo baixo, mas não careca. Quando terminei o processo, raspei minha barba e bigode com o barbeador. Antes de entrar para o banho, limpei toda a bagunça que havia feito antes.

Quando desci as escadas, reconheci a voz de Demi cantarolando Thugz Mansion, e era lindo ouvi-la. Entrei na cozinha sem ser percebido e sentei-me na bancada. Ela continuava a mexer a massa que cozinhava, e a cantar.

— Demi…

A morena deu um pulo, fazendo-me entrar em uma crise de risos que a fez rir junto comigo depois de se recuperar do susto. Dois minutos inteiros rindo. Quando me recuperei, ela ainda me olhava com segurando o riso.

— Não pode fazer isso. É errado. — Riu e voltou a mexer sua massa, jogando enrolados de queijo cheddar dentro dele. — Conte-me, Bieber, o que o trouxe aqui? — Olhou-me rapidamente antes de desligar o fogo da massa que cozinhava.

— Talvez eu precise de ajuda… eu acredito que já passou pelo menos que eu passo agora. — Ela me olhou com as sobrancelhas erguidas enquanto derramava a massa em uma travessa de vidro.

— Justin… — Disse, mas logo ficou em silêncio apenas me olhando, procurando encontrar algo em mim. A panela continuava em sua mão, e seu olhar transformou-se em pena, abaixei a cabeça, não tinha coragem de olhá-la. Quando recuperou de si, deixou a panela na pia e a encheu d’água. Levou a travessa para a mesa, a ponto no centro, e disse: — Vem cá, me conta. —

Levantei, sentando-me na mesa em seguida, comecei a contar de todo o meu coração o que sentia para Demi, enquanto a mesma punha talheres e louças na mesa. Ela se sentou ao meu lado, e virou para mim, ao invés de arrumar sua comida, continuou me ouvindo, e eu não consegui fazer mais nada enquanto contava. Não tinha sido aberto da forma que estava sendo com ela, para ninguém, e isso formava um certo aperto em meu coração, meus olhos marejaram e a morena pegou uma de minhas mãos, abraçando-a com as duas, fazendo carinho com o dedão. Eu não poderia chorar, não queria correr o risco de não ter sua ajuda, e ainda ser caçoado por chorar na frente de uma mulher. Quando terminei de contar, a olhei, a primeira vez naqueles dez minutos falando, e ela seu olhar expressava carinho, e era um tanto quanto reconfortante.

— (...) Eu preciso que me ajude, não sei como lidar com isso. —

— Eu não sei como te ajudar, Justin… — Ela diz, com certo receio. Como eu imaginava. — Mas eu farei o máximo que eu puder. — Sorriu.

Eu não tive outra reação, senão abraçá-la, a abracei forte, e levou alguns segundos para que retribuísse, assim como eu fiquei surpreso quando fui abraçado no aeroporto, ela certamente também ficou agora. Eu tinha um grande sorriso em meu rosto, eu havia dado alguns grandes passos nas últimas semanas e isso era importante para mim.

— Agora temos que almoçar, pois minha barriga já está roncando. — Ela riu, logo que nos soltamos.

Começamos a almoçar em silêncio, não um silêncio constrangedor, mas agradável. Meu celular bipou por algumas vezes, duas mensagens de meu pai, dizendo que eu deveria logo ir visitar eles, pois meus irmãos só falavam sobre mim — o que me deixou um tanto quanto feliz —, uma de mamãe, perguntando se eu havia chegado bem pois estava preocupada que não me comuniquei, e uma de… Selena, uma mensagem grande, possivelmente um parágrafo, que eu só era capaz de ler uma pequena parte nas notificações. Preferi deixar sobre a mesa, depois a responderia, e dei atenção para Demi, que começou a falar..

— Sabe, a melhor maneira de se sentir melhor quando tudo isso está acontecendo, é estar rodeado de coisas boas, coisas simples e que te fazem feliz. — Me olhou, antes de encher a boca de macarrão. Assenti enquanto ela mastigava e, logo que engoliu, continuou: — Dinheiro não é a solução nesse caso, muitas das vezes, ele pode ser o problema. Por isso você precisa sempre estar rodeado de coisas simples, que te façam sentir feliz. Por exemplo… hockey. Deveríamos ir jogar hockey hoje! —

— Você sabe jogar hockey, Demi?

— Não! Mas seria bem legal ver você jogar.

— Eu não sei, faz bastante tempo que não jogo.

— Por favor, como sua nova mentora, tenho que te pedir por isso. — Ela entrou em um tom sério, porém era notório a brincadeira e aquilo me fez rir, e logo eu assenti.

Continuamos o almoço e logo que ele acabou, Demi disse que eu poderia descansar antes de irmos, assim fiz. Peguei meu celular e subi para o quarto onde estava hospedado. Joguei meus chinelos longe e fui para a cama, deitando-me nela. Levei meu celular à minha frente e decidi responder pelas mensagens que havia recebido. Primeiro mamãe, que já havia enviado outra por eu não ter respondido a primeira, depois Jeremy, e por último, Selena.

Sua mensagem era, com certeza, a mais delicada de todas ali. Depois de nosso término, e os acontecimentos seguintes dele, jamais esperei que ela me mandaria uma mensagem em um momento tão… como esse. Eu não queria pensar o que Abel, seu namorado, poderia achar quando soubesse que ela me mandou mensagens, afinal, ele mesmo já deixou claro que não gosta de contato algum de Selena comigo. Quando abri a mensagem, surpreendi-me com o parágrafo.

“Oi Justin. Eu não deveria estar mandando essa mensagem, Abel certamente não ficará feliz que eu mande, mas eu tenho algumas coisas para te dizer: eu li sobre a sua pausa na carreira, primeiramente, fiquei surpresa, você sempre teve um amor incondicional por seus fãs e se fez isso, foram por motivos bastante graves, seja qual foi ele, sei que fez isso para se cuidar e melhorar, por isso tenho que dizer que estou orgulhosa de você e do homem que está se tornando, eu espero que possamos ter uma amizade depois de tudo, e você pode contar comigo para o que for necessário, que, na medida do possível, o ajudarei. Novamente, estou orgulhosa, parabéns.”

Era algo sentimental demais para alguém que terminou comigo sem me dar motivos óbvios, e, após eu muito correr atrás, passou a caçoar de mim em programas de televisão. Eu não sabia bem como reagir em questão aquilo, eu queria responder mas ao mesmo tempo tinha medo de ser rude demais ao responder apenas um “obrigado, Selena”, pois era tudo que eu tinha a lhe dizer agora. Deixei a mensagem lá, talvez eu responda em alguma outra hora, mas espero que eu esqueça, até que ela suma de minhas mensagens.

Bloqueei meu celular e fechei meus olhos, não queria pensar em mais nada, logo cochilei.

Você deve alguma explicação. O mundo te odeia agora, e você nunca mais voltará para a mídia depois de abandonar uma turnê e milhões de fãs apenas por vontade própria. Quem busca a Deus depois de se acabar em drogas, de tratar pessoas como lixo porque não consegue superar o fim do relacionamento? Entenda, Bieber, Deus não o ama. Ele já desistiu de você, assim como você está desistindo de suas fãs. Agora você é declarado morto!

Aquele sonho novamente. Acordei num susto e sentei-me na cama, cochilei por muito pouco tempo para ter aquele mesmo sonho novamente. Não estava tão suado como da última vez, mas o suficiente para molhar a borda da gola de minha camisa. Respirei fundo algumas vezes na tentativa de pôr a respiração em ordem e, logo que consegui, me levantei indo para o banheiro. Arranquei minhas roupas e entrei na ducha, ficando lá por algum tempo.

Eu não sabia bem o porquê aquele sonho me seguia, mas a cada vez que tinha ele, algo ficava mais claro, pois desta vez, eu já não estava em um quarto totalmente escuro, havia uma pequena luz vermelha que iluminava duas letras, não tinha força suficiente para iluminar toda a escrita na parede, apenas suas duas primeiras letras.

A água morna caia sobre mim como pluma, era relaxante, mas eu precisava sair, ligaria para Pattie e partilharia meu sonho com ela.

Enrolei uma toalha à cintura e fui para o quarto, peguei meu celular e procurei por seu nome, a ligando por vídeo.

Justin, ponha uma roupa. Agora. — Foram suas primeiras palavras logo que me atendeu, eu ri. — Estou falando sério, menino!

— Mãe, preciso conversar com a senhora. — Disse me sentando na cama, e focando a câmera do celular em meu rosto, escondendo o peitoral nu. Ela assentiu. — Primeiro… Selena me mandou uma mensagem hoje, você acredita? — Digo, vendo a cara feia de mamãe logo em seguida.

Mamãe sempre gostou de Selena, até mesmo quando rompemos, elas continuaram se falando por algumas vezes, e eu não tive um bom relacionamento com minha mãe após o fim, mas quando nós sentamos e conversamos, e Pattie tentou conversar com Selena sobre tirar a história a limpo, as coisas mudaram, Selena a destratou de uma forma que ela nunca esperou e isso fez com que ela não desejasse mais que eu ficasse com Selena, como antes tentava. Passou a ter um certo repúdio pela morena.

Disse o que?

— Que estava orgulhosa pela minha pausa. — Revirei os olhos. — Demi aceitou me ajudar, mais tarde vamos jogar hockey. —

Isso é bom, você ama Hockey!

— Sim! — Disse animado. — Mas eu preciso te contar também sobre uma coisa… — Respirei fundo. — Tenho tido pesadelos onde uma voz, por caixa de som, me diz que eu devia explicações, que Deus não me ama, inúmeras coisas… —

Ah, querido… — Ela suspirou, mas me sorriu. — Eu não sei o porquê anda tendo essas sonhos, possivelmente está assustado, todas as coisas sobre sua pausa de carreira aconteceram rápido demais. Ore antes de dormir, ou de cochilar, e tenho certeza que aos poucos esses sonhos vão embora.

— Vou fazer isso, mamãe. — Sorri. O sorriso de Pattie sempre costumava dobrar de tamanho quando a chamava de “mamãe”, o motivo é que, segundo ela, sempre se lembrava de quando eu ainda era um criança, e apenas a chamava por isso. Dessa vez não foi diferente. — Você quer conhecer Demi? —

Sim! Com toda certeza! — Disse animada. — Mas filho, antes coloque uma roupa…

— É verdade. — Dei uma risada, eu havia esquecido que estava somente de toalha, dei um tapa em minha cabeça, que fez mamãe rir do outro lado do telefone. — Eu vou trocar de roupa e logo que estivermos indo para o clube, te ligo e você a conhece, ok? —

Tudo bem filho, beijos. Mãe te ama.

— Também te amo, mãe.  

 



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