História Recovery - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Demi Lovato, Justin Bieber
Personagens Demi Lovato, Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Justin Bieber
Tags Demilovato, Justemi, Justinbieber
Visualizações 64
Palavras 1.590
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bem vindos à mais um capítulo!

Eu não posso dizer que foi um dos melhores capítulos que já escrevi, tampouco que é um dos piores, digamos que ele está neutro. Devido ao fato de Justin e Demi (pelo menos na fanfic) terem uma "amizade" mal resolvida, não foi difícil para que eles se sentissem à vontade um com o outro e Demi mostrasse quem ela é "de verdade".

Na verdade, esse capítulo é um pouco baseado sobre acontecimentos em minha vida, assim como Justin foi até Demi, uma pessoa veio até mim para pedir ajuda, e eu aceitei, e, apesar de já conversar com essa pessoa, nunca pensei que fossemos ter uma ligação tão grande e, por isso, nenhuma das partes nunca investiu na amizade. Com isso, digo, ALGUNS CAPÍTULOS SERÃO BASEADOS EM FATOS REAIS.

Eu espero que gostem!

OS COMENTÁRIOS não são obrigatórios, tampouco movem a fic, mas sempre serão bem vindos! <3

Capítulo 4 - Ser humano (pt.1)


Demi cantava animada uma música que tocava na rádio do carro, dançava de forma desengonçada e fechada os olhos cantando animada — e isso era assustador. Pedi algumas vezes para tomar o volante, mas ela me dizia que não, que era uma motorista competente o suficiente para nos levar com vida até a pista de hockey. Eu concordei para ela, mas por dentro, eu morria de medo. Sua animação era contagiante e me fez ter uma crise de risos com a expressão da morena quando o locutor atrapalhou a música para fazer seu sorteio. Quando parei de rir, havíamos chego ao clube. Eu sai, sendo seguido por Demi, ela falava coisas aleatórias, gostava de comentar sobre tudo que via, e isso foi uma das coisas que percebi de primeira: ela era uma ótima comentarista. Ela me parou durante nossa caminhada até a pista para que eu pudesse prestar atenção no que ela dizia ser “uma das imagens mais fodas do esporte que já viu”, uma imagem de Tyler Seguin comemorando o título do nacional do Dallas Star, lembrei-me automaticamente de ter levado mamãe para assistir um jogo deles, contra o Islanders, de Nova York, ela ficou bastante nervosa, queria que o time de Nova York ganhasse e acabou saindo bastante brava. Pattie. A prometi que ligaria dentro do carro, para que ela pudesse dar um ‘oi’ para Demi. Droga. Ligaria na volta, quando eu voltaria dirigindo.

— Justin! — Demi chamou minha atenção. — Já faz uns cinco minutos que estou segurando seu uniforme, vá se trocar. Os meninos te esperam. — Disse com uma careta engraçada. — Estou na arquibancada. —

— Obrigado. — Ri nasalado.

Eu pensava tanto, que não me dei conta quando meu corpo tomou suas ações no automático e eu me movimentei junto com Demi. Isso costumava acontecer, mas não por estar pensando em coisas… boas. Balancei minha cabeça, afastando meus pensamentos, e focando-me apenas em ir ao vestiário e trocar minhas roupas. Peguei meu celular logo que ele apitou por receber uma mensagem. Pattie, com certeza.

Ainda esperando a ligação, senhor Bieber. Você é igual seu pai!

Os emojis de risada vieram logo abaixo, imaginei no automático ela balançando a cabeça e rindo enquanto escrevia a mensagem.

— Uou! — A voz de um homem fez com que eu olhasse para frente. Cerca de quatro caras usando uniforme igual ao que Demi havia me dado. Ergui as sobrancelhas. — Quando o treinador disse que Justin Bieber iria treinar com a gente, eu não acreditei. —

Eu fiquei por algum tempo ali sendo bajulado, e também tendo perguntas idiotas do tipo “como era ter toda mulher que eu quisesse” ou se já paguei por alguma prostituta, mesmo tendo inúmeras mulheres, e também se toda a minha coisa de ter sido preso alguns tempos atrás, fora apenas por marketing, assim como não cansava de perguntar se todas as histórias sobre drogas e corridas eram verdade, ou também mídia. Eu estava sendo bombardeado por perguntas, e pensando como iria respondê-las. Eram questões delicadas e nem eu mesmo tinha respostas, por mais simples que pareçam ser. Eu não queria expor as mulheres com quem estive, mais que já fiz, nem responder perguntas sobre minha prisão, que foi algo um tanto quanto difícil para mim, uma época que não era nada boa. Suspirei pronto para começar a responder suas perguntas, quando meu celular tocou. Demi.

Apenas diga que precisa atender e se trocar, e saia para dentro do vestiário. — Ouvi sua voz calma. — Você não tem que responder nenhuma dessas perguntas, Justin.

— Eu preciso atender esse telefonema, de verdade, depois trocamos uma ideia. — Disse para os caras em minha frente, que assentiram sorrindo e saíram falando coisas entre eles. — Obrigado, você me salvou dessa. —

Você não precisa responder coisas que te fazem mal, Justin. — Suspirou, por seu tom, imaginei que ela poderia estar com um pequeno sorriso em seus lábios. — Troque-se, o treino já vai começar.

Há tempos não jogava uma boa partida de hóquei, e aquilo era uma das melhores coisas que já fiz em anos. Senti-me vivo pela primeira vez em alguns anos, o treinador foi um homem muito bom em deixar que eu jogasse algumas partidas sem que eu tivesse de tirar alguma foto, ou divulgar o time, mas certifiquei-me que deixaria uma boa quantia para ajudar ele, já que foram tão bons comigo. Demetria estava lá, escondida na arquibancada escura tentando não ser reparada pelos homens, já que nenhum deles — se não o diretor — sabiam de sua presença. Quando o treino acabou, quatro horas depois, eu estava exausto, e evitei a reunião que o treinador teria com o time e fui tomar um banho antes de ser bombardeado por novas perguntas. Fiz aquilo com êxito e sai, voltando a pista já vestido com as roupas que chegara e despedindo-me do treinador e de todo o time, prometendo voltar quando ele me disse que aquela pista e o time eram abertos à mim.

Entrei no carro, sendo seguido por Demi, com um sorriso no rosto. A sensação de estar vivo é a mais maravilhosa de todas, a sensação de anestesia total por estar vivendo um momento longe da mídia, das câmeras e sendo apenas somente uma pessoa. Eu queria isso para mim, com toda certeza do mundo. Demi me proporcionara uma das melhores noites de toda a minha vida, e ela melhorou ainda mais quando ela entrou no drive-thru do Burguer King.

— Justin. — Chamou minha atenção enquanto esperávamos que os carros da frente andassem, a olhei com um sorriso no rosto. — Eu iria perguntar se gostou da sua noite, mas pelo seu sorriso… —

— Você não faz ideia de como estou feliz, Demi. — Disse, o sorriso não deixava meus lábios.

— A sensação de ser você mesmo é ótima, não é? — O sorriso em seus lábios era enorme, e seus olhos tinham um leve brilho. Assenti sorrindo.

Enquanto ela pedia os lanches, me peguei pensando no que havia dito, na verdade, em uma pequena parte do que havia dito. A sensação de ser você mesmo. Há quanto tempo não tinha essa sensação?

Eu sempre subi aos palcos com a satisfação de estar prestes a fazer milhares de pessoas felizes em suas oportunidades, talvez únicas, que estarem ali, sempre pronto para por o sorriso de milhares de pessoas e, na frente delas, vez ou outra, sentado no palco, com o microfone na mão, sentia uma pontada da sensação de ser eu mesmo. Mas a verdade é que ela nunca esteve ali por completo. Eu buscava ser eu mesmo para minhas fãs, para que elas pudessem ter o melhor e o pior de mim, mas ainda assim, totalmente eu, mas com o passar do tempo, nem eu mesmo sabia quem eu era, como poderia passar algo para eles?

Foi então, quando as palavras de Demi entraram em meus ouvidos, que eu tive a certeza de algo que eu me questionava há tempos. Como posso dar o melhor aos meus fãs, se não conheço mais o meu melhor — ou meu pior? Pela primeira vez, eu tive certeza que eu precisava estar apenas comigo, para depois estar com eles.

— (...) Dois cheeseburgers duplo com bacon, dois whopper duplo, batatas fritas, grandes, por favor, e dois copos de soda, do maior, por favor. — O banquete que Demi pediu fez com que eu levasse minha atenção à ela, arregalando os olhos. Até onde sabia, a mulher era vegetariana e seguia uma dieta cirrada.

— Demi! — A repreendi.

— Justin, você sabe, estamos de folga. Se permita! — Revirou os olhos.

A mulher que eu achava conhecer, é uma pessoa totalmente diferente e… melhor que a apresentada ao público. Demi Lovato era conhecida entre alguns outros artistas como a chata que trata somente de suas doenças, e segue uma vida chata e acirrada. Não que ela soubesse isso, eu acho, nem que eu pensasse isso, porque não penso, mas já ouvi de alguns colegas que esse era o pensamento que as pessoas tinham sobre ela. Mas de uns tempos para cá, ela tem mudado, mostrado um lado totalmente diferente, e isso uma hora ou outra poderia acabar mudando a mente das pessoas que já tinham uma opinião formada sobre ela. Agora eu, após seu pedido e a pessoa divertida que mostrou ser, eu jogo fora toda a minha opinião anterior sobre ela — mesmo que não fosse ruim, e um pouco parecida com a que poderia chegar a ter — e começo a escrever uma nova, pois ela é uma mulher totalmente diferente da que mostra ser.

— Você me irrita. — Ela disse pegando os lanches, jogando as sacolas de papel em meu colo, e pondo os refrigerantes no porta copos.

— O que eu fiz? — Mantinha minhas sobrancelhas erguidas e olhos arregalados.

— Você parece um doido, sempre viajando, e eu falando sozinha. Tenho vontade te dar um tapa. — Disse séria. Seu rosto estava fechado e ela obviamente queria parecer brava, contudo, mostrava-se o ser mais fofo de todo o universo, o que me causou gargalhadas. — Qual é, Justin?! Não ria. —

— Me desculpa. — Recuperei o ar. — Mas talvez devesse se gravar com essa cara de raiva, com certeza iria rir tanto quanto eu. — Recebi um soco em meu braço exposto a ela, o que me fez gritar e fazer a morena cair em gargalhada. — Isso não tem graça, saio em desvantagem por não bater em mulher. —

— Bobo! — Ela dizia rindo enquanto saía do drive-thru para irmos para casa. — Eu estou com fome, quero muito meus lanches. —

— Você não comprou um lanche, Demi, comprou um banquete. —

— Sim, pois sou uma princesa. — Brincou sorrindo, fazendo com que eu revirasse meus olhos e sorrisse olhando para a morena.

 



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