História Recovery (One-shot Namjin) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags Bangtan Boys, Bangtanboys, Bts, Jin, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Rapmonster, Seokjin, Seokjoon
Exibições 172
Palavras 2.498
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Lemon, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiro lemon? Hm...talvez ~não disse que sim.
Se quiserem mais histórias assim é só pedirem.
Espero que gostem, de verdade
Beijos beijos pra todos ;*

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Recovery (One-shot Namjin) - Capítulo 1 - Capítulo Único

A dor de cabeça atingiu-me em cheio, antes mesmo que eu abrisse os olhos.  

- AI! – deixei escapar um gemido de dor. Fiz menção de levantar, mas a sensação do esforço era tão excruciante que desisti sem sequer mover um músculo – Onde é que eu estou?

Aos poucos, o cômodo branco quase estéril foi entrando em foco: um quarto de hospital.

A lembrança dos últimos momentos de consciência me atingiu como um flash; eu havia pulado da ponte do rio Han. Me jogara em cheio contra a correnteza fraca, procurando a morte.

Fiz um pequeno esforço para me lembrar de mais algum detalhe, mas a única coisa que me vinha a mente, além da baixa temperatura da água, era o castanho profundo daqueles olhos.  

- Ah, que bom que já está acordado – uma voz masculina, grave e melodiosa, encheu o cômodo. Virei o rosto na direção oposta, não estava a fim de interagir com ninguém naquele momento – Kim Seokjin, não é mesmo? Jin hyung, você teve muita sorte, sabia?

- Se você diz... – respondi desanimado, encarando o acesso venoso em meu pulso.

- Bem, eu me chamo Namjoon. Kim Namjoon. Mesmo sobrenome. Coincidência, não é? – a animação na voz dele estava me dando nos nervos – Sou o enfermeiro-chefe da unidade, vou fazer o possível para que se sinta confortável enquanto estiver aqui.

- Quanto tempo tenho que ficar? – perguntei, finalmente olhando na direção do rapaz, que estava de costas provavelmente preenchendo alguma ficha.  

Virei o rosto novamente, escutando ele caminhar em direção a mim.

- O tempo que for necessário – ele respondeu, abrindo o cateter de minha punção venosa para injetar medicação – Como está se sentindo?

Antes que pudesse responder, senti os dedos grossos dele adentrarem meus cabelos, puxando minha cabeça para cima.

- Estou com dor ainda – minha visão focou imediatamente nos belos lábios cheios de Namjoon.

- O remédio vai ajudar – ele respondeu, acariciando a lateral do meu rosto – e vai te dar sono também. Vou estar aqui quando acordar, não se preocupe.

Senti minha cabeça rodar, e a última coisa que vi antes de perder os sentidos foram os olhos de Namjoon...os mesmos olhos castanhos e profundos que vi na noite que tentei suicídio.

(...)

A dor parecia bem menor quando acordei outra vez. Era noite, o que significava que eu tinha dormido pelo menos umas 12 horas.

Sentei-me sobre o colchão, observando o arranjo de azaleias que pairava sobre a mesa branca em frente a cama, provavelmente enviado por meus pais.

- Bom dia, dorminhoco! – era Namjoon outra vez, animado como na última manhã que o vira.

- Ainda é noite – proferi, meio confuso – Por quanto tempo dormi?

- Você dormiu por quase 20 horas – ele retrucou, se aproximando e verificando a temperatura em minha testa – E já está quase para amanhecer. São 5 da manhã.

Pela primeira vez desde que cheguei, consegui observar por inteiro o rosto dele: a pele levemente bronzeada, os lábios cheios, o nariz um pouco largo, os cabelos descoloridos e os olhos...aquele belo par de olhos castanhos que me fitavam com desejo, parecendo decifrar até os confins mais profundos de minha alma.

- 20 horas – murmurrei baixo para mim mesmo.

- Seus pais estiveram aqui – Namjoon interrompeu, apoiando uma das mãos em minhas costas – Vamos, levante-se hyung! Vou te ajudar no banho. 

- Na-não precisa – gaguejei, abraçando meu corpo em sinal de defesa.

- Vamos, larga de ser fresco – ele retrucou, usando os ombros como apoio quando me levantei. Se cedi a insistência dele foi apenas porque estava cansado demais pra discutir.

Caminhamos até o banheiro. Deixei que Namjoon tirasse minha roupa, tratando inutilmente de cobrir com as mãos o que não queria que ele visse.

- Não se preocupe. Eu troquei sua roupa quando chegou anteontem – ele sorriu, provavelmente se gabando por conseguir me deixar sem graça – Você tem um corpo muito bonito, hyung.

Virei-me contra a parede, torcendo para que ele não percebesse que eu estava corando.

Um ruído eletrônico encheu o cômodo; era a recepção, chamando o responsável pela enfermagem.

- Bem, acho vou te deixar sozinho um pouco – Namjoon prossegiu, depois de alguns segundos. Assenti com a cabeça – Pode me chamar mais tarde se precisar.

(...)

Dois dias se seguiram mais ou menos nesse ritmo. Os médicos decidiram que eu deveria ficar em observação, até que pudesse passar por um psiquiatra.

Sempre que podia, Namjoon aparecia no meu quarto. Sempre arrumando uma desculpa para se aproximar. Sempre tentando me deixar desconfortável.

Por que eu ficava desconfortável, aliás?

Fiquei me perguntando se ele tinha algum interesse em mim, me lembrando da forma como elogiou meu corpo, ou se seria pena por estar com um paciente que tinha tentado suicídio.

No terceiro dia, deixei que ele me tocasse.

Como sempre fazia, Namjoon me ofereceu ajuda no banho. Aceitei de bom grado.

Deixei que ele me despisse quando entramos. A sensação das mãos quentes quase tocando minha pele me fez arrepiar por inteiro.

- Você tem um cheiro tão bom, hyung – o rosto de Namjoon estava próximo à curva de meu pescoço, a voz rouca em meu ouvido. Tive que escorar na parede para me manter de pé.

- Por...por que você faz isso, Namjoonie? – minha voz saiu entrecortada, cada célula do meu corpo respondia a ele. Eu precisava dele. Não sabia como e nem por que, mas precisava.

- Repete, por favor! – ele diminuiu a pequena distância que nos separava.

- Na-namjoonie – senti as mãos grandes dele virando meu corpo, antes que nossas bocas se selassem com uma voracidade devastadora.

O gosto dos lábios cheios era melhor do que qualquer outro que já havia sentido. Sem pestanejar, Namjoon pediu passagem com a língua, e eu cedi.

O corpo dele, mais alto e mais forte, me prensou contra a parede; as mãos prendendo meus pulsos sobre a cabeça. Pude sentir meu membro começar a se agitar dentro da cueca.

- Jinnie! – a voz estridente de minha mãe adentrou o quarto como um trovão – Onde está meu pequeno Seokjinnie?

- Já estou indo, mãe! – proferi segundos depois, tentando recuperar o fôlego – Você vem?

- Vou precisar de mais uns minutinhos – Namjoon respondeu, olhando para o próprio membro que parecia que ia saltar para fora do jeans branco a qualquer momento.

- Ok – passei as mãos nos cabelos e caminhei em direção a porta.

(...)

Não vi Namjoon nos dias que se seguiram. A psiquiatra responsável pelo meu caso receitou uma série de remédios que não saíram da mesa de cabeceira. Meus pais continuaram surtando, como sempre. Decidiram que seria melhor que deixasse meu apartamento na capital e voltasse para a casa deles em Anyang, até terem certeza de que não me mataria.

Parei em frente à entrada, para pegar tudo o que precisaria enquanto estivesse fora. Abri a porta lentamente, como quem tenta adiar o inadiável. Respirei fundo antes de entrar.

Separei roupas, calçados. Limpei a geladeira e o banheiro. Troquei a roupa de cama e desliguei todos os aparelhos elétricos da tomada. Por fim, tomei uma ducha rápida e me vesti para sair.

Abri a porta com duas malas em mãos. Antes que pudesse passar pelo batente, dei de encontro com alguém que corria pro meu apartamento.

O choque fez com que eu me desequilibrasse e caísse de bunda no chão.

- Ah, meu deus! Me desculpe – era Namjoon, reconheci as mãos antes mesmo de olhar para cima – Eu vi a porta aberta, apertei o passo...achei que você já tivesse ido embora.

- Co-como sabe onde moro? – respondi, ainda meio atordoado. Por que minha voz sempre falhava na presença dele? – Como sabia que eu estava indo embora?

- Uma das enfermeiras – ele proferiu, estendendo a mão para me ajudar a levantar – Me avisou que você ia para sua cidade natal. Queria te ver antes que fosse.

- Bem, eu...eu realmente tenho que ir – respondi, pegando minhas malas.

- Precisa de ajuda? – Namjoon perguntou, dando espaço quando passei para o corredor – Por que você tem que ir? Se é questão de dinheiro, eu posso te ajudar.

- É uma longa história – respondi, precisando ir e ao mesmo tempo querendo ficar.

- Eu tenho todo tempo do mundo – ele concluiu, um sorriso sincero nos lábios.

(...)

Passamos quase uma hora dentro do apartamento.

Contei para ele tudo que havia acontecido. O motivo pelo qual havia saído da casa dos meus pais três anos antes, por que eles estavam praticamente me obrigando a voltar agora e o estopim de tudo: por que eu tinha tentado me matar.

- Você não pode dizer para eles que não vai? – Namjoon parecia extremamente chateado. Nunca o tinha visto dessa forma – Eu fico responsável por você.

- Anyang não é tão longe – respondi, fazendo menção de me levantar – Você pode ir me ver.

- Você não entende? – Namjoon se levantou, encurtando a distância entre nós – Desculpe, Seokjin. Jin hyung, eu...

Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, dei mais um passo e selei meus lábios nos dele. Não da forma voraz como ele havia feito dias antes, mas para demonstrar todo o meu sentimento e todo o agradecimento que tinha pelos momentos que havíamos passados juntos.

- Eu acho que estou apaixonado por você – Namjoon finalmente concluiu, as lágrimas se formando nos cantos dos olhos, aqueles olhos que haviam me conquistado antes mesmo de que eu soubesse quem ele era.

- Eu sei – acariciei o rosto dele, como ele havia feito comigo inúmeras vezes.

- Faça amor comigo, hyung! – Namjoon pediu, fechando os olhos quando colou a testa na minha.

Selei nossos lábios novamente, deixando dessa vez que ele ditasse o ritmo. A voracidade com a qual ele me beijava só aumentava o meu prazer. Deixei que um gemido escapasse quando voltei para pegar fôlego.

- Não sabe a quanto tempo eu espero por isso – Namjoon agarrou-me pelas coxas, me erguendo no ar e prensando meu corpo contra o tecido do sofá.

Segurei-o pela base dos cabelos, puxando-os para baixo, e tracei um caminho com a língua do queixo até o maxilar.

- Ah você vai me deixar louco sabia? – a voz dele saiu quase como um rosnado, entrecortada de prazer. Mal sabia ele que quem estava prestes a morrer de tanto prazer era eu.

- Vem cá – Namjoon continuou, sentando-se no sofá e me puxando para cima de suas coxas. A posição exigia um pouco dos meus joelhos, mas era a última coisa que me preocupava naquele momento.

Abri os botões e o zíper da calça dele, quase ao mesmo tempo em que ele se ocupava da minha. As mãos ágeis logo trataram de abaixar o tecido junto com a minha cueca.

- Namjoonie, eu... – comecei a dizer, e ele parou abruptamente.

- Você...já fez isso antes? – ele perguntou; fiz que não com a cabeça, agradecendo mentalmente por ele conseguir me decifrar tão bem.

- Ah Jin...meu Jin – ele segurou meu rosto entre as mãos e tomou meus lábios outra vez, dessa vez com carinho – Eu vou com calma, tá bem?

- Ok – respondi, observando ele colocar dois dedos na boca e lambuzar eles de saliva. A cena me fez morder os lábios, todos os movimentos de Namjoon eram extremamente sensuais.

Ele continuou me beijando, enquanto levantava minhas nádegas e posicionava os dedos na minha entrada, massageando com delicadeza. Deixei um gemido escapar dos meus lábios.

- Isso hyung, geme meu nome – ele pediu, mordendo de leve a pele de meu peito que estava exposta pela abertura da camisa.

- Ah! Namjoonie! – antes que eu pudesse terminar a frase, pude sentir os dois dedos dele invadindo com tudo meu interior. Senti as lágrimas se formarem nos cantos dos meus olhos.

A dor foi excruciante a princípio, mas os lábios de Namjoon encontraram os meus novamente, antes que eu pudesse gritar.

- Não se preocupa, vai passar – ele proferiu, e não fez nenhum movimento até que eu me acostumasse com a sensação.

Pude sentir meus quadris rebolarem contra os dedos dele alguns segundos depois. Foi quase involuntário. Eu queria mais daquela sensação, eu precisava dele dentro de mim.

- Venha – ele me levantou novamente, tirando os dedos de mim para que pudesse me possuir de vez.

- Espera – eu protestei, saindo do sofá e me ajoelhando na frente dele – Tem uma coisa que eu quero fazer antes.

Mordi os lábios enquanto os descia direção ao membro rijo de Namjoon. Ele observava cada movimento, se deliciava em me ver assim...tão entregue.

Segurei-o em minhas mãos antes de acomodá-lo na boca, fazendo um vai-e-vem lento, deixando ele sentir cada centímetro da minha boca apertando-o com carinho.

- Ah, céus! – ele espalmou as mãos contra as costas do sofá, soltando um gemido rouco que fez meu próprio membro pulsar dolorosamente.

Continuei assim por alguns minutos, lambendo e sorvendo Namjoon o quanto podia. Seu gosto era quase doce, e absurdamente viciante.

- Vem cá – ele me jogou contra o sofá, tomando meu membro em seus lábios como eu havia acabado de fazer. O hálito quente e os movimentos precisos eram incríveis.

Ele era meu primeiro em tudo, e era tão bom que não seria capaz de suportar muito tempo.

- Namjoonie, eu na-não vou… - gaguejei alguns minutos depois, sentindo a língua contra minha glande e deixando que meu gozo atingisse em cheio os lábios dele.

- Venha, deite aqui comigo – ele me aninhou em seu peito, me deixando aproveitar ao máximo cada segundo desse orgasmo.

- Quero continuar – protestei quando o torpor passou. E lá estava eu, no colo dele novamente.

Namjoon deu uma última massageada em minha entrada antes de me possuir por inteiro.

Não pude deixar escapar um grito baixo, por mais que ele tivesse me preparado.

- Relaxa – ele continuou, abrindo minha camisa e distribuindo beijos e mordidas por toda a extensão do meu tórax. Sua língua encontrou meus mamilos, massageando-os e fazendo com que a dor finalmente cessasse.

Eu estava totalmente entregue. Nós pertencíamos um ao outro. Sempre seria assim.

Nossos lábios se encontraram novamente, e Namjoon começou a me estocar devagar. Meus quadris se moviam gentilmente contra ele.

- Meu deus, você é tão apertado hyung! – e isso foi o suficiente para que eu ficasse duro outra vez. Ele segurou meu membro e começou uma masturbação lenta.

Eu não ia aguentar muito tempo, era bom demais.

Namjoon tomou meus lábios outra vez, antes de aumentar a velocidade e se desfazer dentro de mim. A sensação de seu orgasmo me preenchendo foi tão prazerosa que cheguei ao ápice outra vez, antes que ele parasse de se movimentar.

(…)

Estava na cama quando acordei na manhã seguinte. Namjoon, que roncava absurdamente a meu lado, devia ter me levado enquanto dormia. Não pude evitar deixar escapar uma gargalhada.

- Ahn? Que, que que houve? – o barulho o havia despertado, ele levantou meio desorientado.

- Nada, não foi nada Namjoonie, pode dormir – respondi, abraçando-o e tentando adormecer também.

Se meus pais continuariam insistindo para que eu voltasse para Anyang eu não sabia, mas de uma coisa eles poderiam ter certeza: eu jamais tentaria suicídio outra vez. 


Notas Finais


Pois é, demorei um dia inteiro mas essa fic gigante saiu.
O que acharam? Qualquer dia posto mais.
Beijo procês! ;*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...