História Recovery - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Rap Monster
Tags Bangtan Boys, Bangtanboys, Bts, Jin, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Rapmonster, Seokjin, Seokjoon
Visualizações 585
Palavras 2.555
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Lemon, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Capítulo Único


A dor de cabeça atingiu-me em cheio, antes mesmo que eu abrisse os olhos.  Deixei escapar um gemido de dor, enquanto fazia menção de levantar. A sensação do esforço era excruciante, e me fez desistir sem que eu tivesse movido um músculo sequer – onde estou?

Aos poucos, o cômodo branco quase estéril foi entrando em foco: era um quarto de hospital.

A lembrança dos últimos momentos de consciência me atingiu como um raio. Eu pulara da ponte do rio Han. Me joguei em cheio contra a correnteza fraca, procurando a morte. Fiz um pequeno esforço para me lembrar de mais algum detalhe, mas a única coisa que me vinha a mente, além da baixa temperatura da água que fazia meu corpo tremer, era o castanho profundo daqueles olhos.  

– Ah, que bom que você já está acordado – uma voz masculina, grave e melodiosa, encheu o cômodo. Virei o rosto na direção oposta, não estava a fim de interagir com ninguém naquele momento – Kim Seokjin, não é mesmo? Jin hyung, você teve muita sorte, sabia?

– Bem, se você diz... – respondi desanimado, encarando o acesso venoso em meu pulso.

– Eu me chamo Namjoon. Kim Namjoon. Mesmo sobrenome. Coincidência, não é? – a animação na voz dele estava me dando nos nervos – Sou enfermeiro-chefe da unidade. Fui um dos responsáveis por seu resgate. Vou fazer o possível para que se sinta confortável enquanto estiver aqui.

– Quanto tempo eu tenho que ficar? – perguntei, finalmente olhando na direção do rapaz, que estava de costas provavelmente preenchendo alguma ficha.  

Virei o rosto novamente, quando escutei ele caminhar em minha direção.

– O tempo que for necessário – se limitou a responder, abrindo o cateter de minha punção venosa para injetar a medicação – Como está se sentindo?

Antes que pudesse responder, senti os dedos grossos dele adentrarem meus cabelos, movendo minha cabeça para cima.

– Estou com dor ainda – minha visão focou imediatamente nos belos lábios cheios de Namjoon.

– O remédio vai ajudar – ele respondeu, acariciando a lateral do meu rosto – e vai te dar sono também. Vou estar aqui quando acordar, não se preocupe.

Senti a cabeça rodar, e a última coisa que vi antes de perder os sentidos foram os olhos de Namjoon...os mesmos olhos castanhos e profundos que vi na noite que tentei suicídio.

(×××)

Minhas dores pareciam incomodar menos quando acordei pela segunda vez. Já era noite, eu deveria ter dormido pelo menos doze horas. Sentei-me sobre o colchão, observando o arranjo de azaleias que pairava sobre a mesa branca em frente a cama, provavelmente enviado por meus pais.

– Bom dia! – Namjoon adentrou o quarto novamente, animado como no nosso último encontro.

– Ainda é noite – rebati no automático, ainda meio atordoado – Por quanto tempo eu dormi?

– Quase vinte horas. O pessoal do plantão tinha começado a te apelidar de bela adormecida... – ele riu, aproximando-se pra verificar a temperatura em minha testa – Já vai amanhecer. São seis horas. 

Pela primeira vez desde que cheguei, consegui observar com atenção o belo rosto dele: a pele morena convidativa, os lábios cheios, o nariz um pouco largo, os cabelos descoloridos e os olhos...aquele belo par de olhos castanhos que me fitavam com devoção; parecendo capazes de decifrar até os confins mais profundos de minha alma.

– Vinte horas – murmurrei debilmente para mim mesmo.

– Seus pais estiveram aqui – Namjoon interrompeu, apoiando uma das mãos em minhas costas – Vamos, levante-se hyung! Vou te ajudar no banho. 

– Na-não precisa – gaguejei, abraçando meu corpo em sinal de defesa.

– Vamos, larga de ser bobo – retrucou o enfermeiro, usando ombros como apoio quando me levantei. Se cedi a insistência dele foi apenas porque estava cansado demais para discutir.

Caminhamos até o banheiro. Deixei que Namjoon tirasse minha roupa, tratando inutilmente de cobrir com as mãos o que não queria que ele visse.

– Não se preocupe. Eu te dei banho quando chegou anteontem – ele sorriu, provavelmente se gabando um pouco por conseguir me deixar sem graça – Você tem um corpo muito bonito, hyung.

Virei-me contra a parede, torcendo para que ele não percebesse que eu estava corando. Um ruído eletrônico encheu o cômodo – era a recepção, chamando o responsável pela enfermagem.

– Bem, acho vou te deixar sozinho um pouco, tudo bem? – Namjoon prossegiu, depois de alguns segundos. Assenti com a cabeça – Pode me chamar se precisar. Já volto.

(×××)

Dois dias se seguiram mais ou menos nesse ritmo. Os médicos decidiram que eu deveria ficar em observação, até que pudesse passar por uma consulta com psiquiatra.

Sempre que podia, Namjoon aparecia no meu quarto. Sempre arrumando uma desculpa para se aproximar. Sempre tentando me deixar envergonhado. Por que eu ficava envergonhado, aliás?

Fiquei me perguntando se ele tinha algum interesse em mim, me lembrando da forma como elogiou meu corpo, ou se era piedade por estar com um paciente que tinha tentado suicídio.

No terceiro dia, deixei que ele me tocasse.

Aconteceu no banho. Como sempre fazia, Namjoon me oferecera ajuda. Dessa vez, aceitei de bom grado. Deixei que ele me despisse quando entramos. A sensação das mãos quentes quase tocando minha pele me fez arrepiar por inteiro.

– Você tem um cheiro bom também – o rosto dele estava próximo à curva de meu pescoço, a voz rouca em meu ouvido. Tive que escorar um pouco na parede para me manter de pé – Mesmo com todo esse aroma de hospital, ainda é muito bom. 

– Por...por que você faz isso, Namjoonie? – minha voz saiu entrecortada, cada célula do meu corpo respondia a ele. Eu precisava dele. Não sabia como e nem por que, mas precisava.

– Repete, por favor! – ele diminuiu a pequena distância que nos separava.

– Na-namjoonie – senti as mãos grandes dele virando meu corpo, antes que nossas bocas se selassem com uma voracidade devastadora.

O gosto dos lábios cheios era melhor do que qualquer outro que já havia sentido. Sem pestanejar, ele pediu passagem com a língua, e eu cedi.

O corpo de Namjoon, um pouco mais alto e certamente mais forte, me prensou contra a parede; as mãos prendendo meus pulsos sobre a cabeça. Pude sentir meu membro começar a se agitar dentro da cueca que ainda vestia.

– Jinnie! – a voz estridente de minha mãe adentrou o quarto como um trovão – Onde está meu pequeno Seokjinnie?

– Já estou indo, mãe! – proferi segundos depois, tentando recuperar o fôlego – Você vem?

– Vou precisar de mais uns minutinhos – Namjoon respondeu, olhando para a própria ereção que parecia capaz de saltar para fora do jeans branco a qualquer segundo.

– Ok – passei as mãos nos cabelos e respirei fundo antes de caminhar em direção a porta.

(×××)

Não vi Namjoon nos dias que se seguiram. A psiquiatra responsável pelo meu caso receitou uma série de remédios que não saíram da mesa de cabeceira. Meus pais continuaram surtando, como sempre. Decidiram que seria melhor que deixasse meu apartamento na capital e voltasse para a casa deles em Anyang, até terem certeza de que não me mataria.

Parei em frente à entrada, para pegar tudo o que precisava enquanto estivesse fora. Abri a porta lentamente, como quem tenta adiar o inadiável. Separei roupas, calçados. Limpei a geladeira e o banheiro. Troquei a roupa de cama e desliguei todos os aparelhos elétricos da tomada.

Por fim, tomei uma ducha rápida e me vesti para sair.

Abri a porta com duas malas em mãos. Antes que pudesse passar pelo batente, dei de encontro com alguém que corria para o meu apartamento.

O choque fez com que me desequilibrasse e caísse de bunda no chão.

– Ah, meu deus! Me desculpa! – era Namjoon, reconheci as mãos antes mesmo de olhar para cima – Eu vi a porta aberta e apertei o passo. Achei que você já tivesse indo embora.

– Co-como sabe onde moro? – respondi, ainda meio atordoado. Droga! Por que minha voz sempre falhava na presença dele? – Como sabia que eu estava indo embora?

– Uma das enfermeiras... – ele proferiu, estendendo a mão para me ajudar a levantar – me avisou que você ia voltar para sua cidade natal. Queria te ver antes que fosse.

– Bem, eu...eu tenho que ir – gaguejei depois de alguns segundos, pegando minhas malas do chão mais uma vez.

– Precisa de ajuda? – Namjoon perguntou, cedendo espaço quando passei para o corredor – Por que você tem que ir? Se é questão de dinheiro, eu posso ajudar.

– É uma longa história – me limitei a responder. 

– Eu tenho todo tempo do mundo. Posso te ouvir se quiser – ele concluiu, um sorriso sincero se abrindo infantilmente nos lábios bonitos

(×××)

Passamos quase uma hora dentro do apartamento.

Contei para ele tudo que havia acontecido. O motivo pelo qual havia saído da casa dos meus pais três anos antes, o por que de eles estarem praticamente me obrigando a voltar agora e o estopim de tudo: por que eu tinha tentado me matar.

–  Você não pode simplesmente dizer para eles que não vai? – Namjoon parecia um pouco chateado. Nunca o tinha visto dessa forma – Eu fico responsável por você, se for o caso. 

–  Anyang não é tão longe – respondi, fazendo menção de me levantar – Você pode ir me ver, eu acho. Quer dizer, se você quiser. 

–  Você não entende? – ele se levantou, encurtando a distância – Desculpe, Seokjin. Jin hyung, eu...

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, dei mais um passo e selei meus lábios nos dele. Não da forma lasciva como ele havia feito dias antes, mas para demonstrar todo o meu sentimento e todo o agradecimento que tinha pelos momentos que havíamos passados juntos.

–  Acho que estou me apaixonando por você – ele concluiu, as lágrimas se formando nos cantos dos olhos, aqueles olhos que haviam me conquistado antes mesmo de que eu soubesse quem ele era.

–  Eu sei – acariciei levemente o rosto dele, como ele havia feito comigo inúmeras vezes.

– Faça amor comigo, hyung! – Namjoon pediu, fechando os olhos quando colou a testa na minha.

Selei nossos lábios novamente, deixando dessa vez que ele ditasse o ritmo. A voracidade com a qual Namjoon me beijava só aumentava o meu prazer.

Deixei que um arfado baixo escapasse quando voltei para recuperar o fôlego.

–  Não sabe quanto tempo eu tenho esperado por isso – Namjoon agarrou-me pelas coxas, me erguendo no ar e prensando meu corpo contra o tecido do sofá.

Segurei-o pela base dos cabelos, puxando-os para baixo, e tracei um caminho com a língua do queixo até o maxilar.

–  Ah você vai me deixar louco sabia? – a voz dele saiu completamente entrecortada, o tom rouco fazendo meus pelos arrepiarem.

–  Vem cá – Namjoon continuou, sentando-se no sofá e me puxando para cima de suas coxas. A posição exigia um pouco dos meus joelhos, mas era a última coisa que me preocupava naquele momento.

Abri os botões e o zíper da calça dele, ao mesmo tempo em que ele se ocupava da minha. As mãos ágeis logo trataram de abaixar o tecido junto com minha cueca.

–  Namjoonie, eu... – comecei a dizer, e ele parou abruptamente.

– Você...já fez isso antes? – fiz que não com a cabeça, agradecendo mentalmente por ele conseguir me decifrar tão bem.

– Ah Jin...meu Jin – ele segurou meu rosto entre as mãos e tomou meus lábios outra vez, com carinho – Eu vou com calma, tá bem?

– Ok – respondi, observando ele colocar dois dedos na boca e lambuzar eles de saliva. A cena me fez morder os lábios, todos os movimentos de Namjoon eram extremamente sensuais.

Ele continuou me beijando, enquanto levantava minhas nádegas e posicionava um dos dedos de leve em minha entrada, massageando com cuidado. Quando sentiu que eu estava pronto, Namjoon escorregou um deles para dentro de mim. Deixei um gemido escapar de meus lábios.

–  Tá tudo bem? – ele  perguntou, mordendo de leve a pele de meu peito que estava exposta pela abertura da camisa. Assenti que sim com a cabeça.

Antes que pudesse terminar a frase, pude ver Namjoon tirar um pacotinho de lubrificante do bolso, lambuzando os dedos com o líquido viscoso. O segundo deles me invadiu vagarosamente minutos depois. Senti as lágrimas se formarem nos cantos dos meus olhos. A dor foi bastante incomoda a princípio, mas os lábios de Namjoon encontraram os meus novamente, antes que pudesse gritar.

– Não se preocupa, vai passar – ele proferiu, e não fez nenhum movimento até que eu me acostumasse com a sensação.

Pude sentir meus quadris rebolarem contra os dedos dele alguns segundos depois. Foi quase involuntário. Eu queria mais daquela sensação, eu precisava dele dentro de mim.

–  Venha – Namjoon me levantou novamente, tirando os dedos de mim e pegando um pacote de camisinha no mesmo bolso.

–  Tem uma coisa que eu quero tentar antes – protestei saindo do sofá, me ajoelhando na frente dele.

Mordi os lábios enquanto os descia direção ao membro rijo de Namjoon. Ele observava cada movimento, se deliciava em me ver assim...tão entregue.

Segurei-o em minhas mãos antes de acomodá-lo na boca, fazendo um vai-e-vem lento e totalmente desajeitado, mas deixando ele sentir cada centímetro de minha boca apertando-o com carinho.

Como gostaria que ele tivesse feito em mim.

– Ah, céus! – ele espalmou as mãos contra as costas do sofá, soltando um gemido rouco que fez meu próprio membro pulsar dolorosamente.

Continuei assim por alguns minutos, lambendo e sorvendo Namjoon o quanto minha inexperiência permitia. Seu gosto era quase doce, absurdamente viciante.

– Vem cá – ele me jogou contra o sofá, tomando o meu membro em seus lábios como eu havia acabado de fazer. O hálito quente e os movimentos precisos eram incríveis. Ele era meu primeiro em tudo, e era tão bom que não seria capaz de suportar muito tempo.

–  Namjoonie, eu na-não vou… – gaguejei minutos depois, sentindo a língua morna contra minha glande e deixando que meu gozo atingisse em cheio os lábios dele.

–  Tão bonito. Venha, deite aqui comigo – ele me aninhou em seu peito, me deixando aproveitar ao máximo cada segundo desse orgasmo.

– Vai ser estranho se disser que quero continuar? – protestei quando o torpor passou. E lá estava eu, no colo dele novamente.

Namjoon deu uma última massageada em minha entrada antes de me possuir por inteiro. Não pude deixar escapar um gemido baixo, por mais que ele tivesse me preparado.

- Relaxa – ele continuou, distribuindo beijos e mordidas por toda a extensão do meu tórax. Sua língua encontrou meus mamilos, massageando-os e fazendo com que a dor finalmente cessasse.

Eu estava totalmente entregue. Nós pertencíamos um ao outro. Gostava de pensar que sempre seria assim. Nossos lábios se encontraram novamente, e Namjoon começou a me estocar devagar. Meus quadris se moviam gentilmente contra ele.

– Meu deus, você é tão apertado hyung! – e isso foi o suficiente para que eu ficasse duro outra vez. Ele segurou meu membro e começou uma masturbação lenta.

Eu não ia aguentar muito tempo, era bom demais.

Namjoon tomou meus lábios outra vez, antes de aumentar a velocidade e se desfazer dentro de mim. A sensação de seu orgasmo me preenchendo foi tão prazerosa que cheguei ao ápice outra vez, antes que ele parasse de se movimentar.

(×××)

Estava na cama quando acordei na manhã seguinte. Namjoon, que roncava absurdamente a meu lado, devia ter me levado enquanto dormia. Não pude evitar deixar escapar uma gargalhada.

– Ahn? Que? Que? O que houve? – o barulho o havia despertado, ele levantou meio desorientado.

– Nada, não foi nada Namjoonie, pode dormir – respondi, abraçando-o de conchinha e tentando adormecer também.

Se meus pais continuariam insistindo para que eu voltasse para Anyang eu não sabia, mas de uma coisa eles poderiam ter certeza: eu jamais tentaria suicídio outra vez. 


Notas Finais


Pois é, demorei um dia inteiro mas essa fic gigante saiu.
O que acharam? Qualquer dia posto mais.
Beijo procês! ;*


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